Quem vai completar o pódio? Só uma queda pode tirar a amarela a Vingegaard, mas ainda há a curiosidade de perceber quem vai o acompanhar no top 3. Já Pogacar (veremos se foi devido à queda) tem aqui um revés que o vai a deixar a pensar como irá proceder no futuro – se continua a ser um ciclista de clássicas e grandes Voltas, como os adeptos querem, ou se irá poupar mais as energias.
Felix Gall venceu a 17.ª etapa do Tour. O ciclista, da AG2R Citroën Team, que tinha brilhado na Volta à Suíça, foi o mais forte da fuga do dia e chegou à frente de Simon Yates. O dia, no entanto, ficou marcado pela quebra de Tadej Pogacar que na última subida do dia, ao Col de la Loze, cedeu logo no início (ficou vazio, numa fase em que nem estava a ser atacado) e disse adeus à luta pela geral. O esloveno, que caiu no inicio da etapa (ficou a sangrar do joelho), perdeu 5 minutos e 45 segundos para Jonas Vingegaard, que disparou ainda terminou em 4.º. Na geral, Jonas Vingegaard lidera agora com menos 7’35” que Pogacar.
"𝐓𝐚𝐝𝐞𝐣 𝐏𝐨𝐠𝐚𝐜𝐚𝐫 𝐞𝐬𝐭 𝐞𝐧 𝐭𝐫𝐚𝐢𝐧 𝐝é𝐟𝐢𝐧𝐢𝐭𝐢𝐯𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐝𝐫𝐞 𝐥𝐞 𝐓𝐨𝐮𝐫 𝐝𝐞 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜𝐞 !"
Le Slovène est en difficulté dans le col de la Loze… La 17e étape en direct: https://t.co/nNR4jK6ytn #LesRP #TDF2023 pic.twitter.com/6ura7TJihY
— Eurosport France (@Eurosport_FR) July 19, 2023


39 Comentários
Nuno Machado
Depois de 2 semanas extremamente equilibradas, na etapa de ontem e hoje parecemos estar a ter um trowback a um ciclista americano que ganhou 7 tours mas que afinal não os ganhou… A forma como ninguém o acompanha, a diferença que mete a todos os especialistas no CR e a diferença na CG é um verdadeiro deja vu… Só falta o equipamento ser da Nike.
Quanto a pogacar partiu o motor…. Querer estar a disputar competições todo o ano da nisto onde não se prepara a 100% para o tour. Ainda para cima este ano com a queda ainda mais piorou a preparação para o tour, sendo que a queda no início da etapa não ajudou. Próximo ano é obrigatório a equipa e o ciclista terem um melhor planeamento.
Francisco Ramos
Outra vez arroz?
Mas vocês vêm ciclismo? Viram a estratégia hoje da Jumbo em colocar 2 homens na fuga e ajudar na última subida em alturas diferentes? Viram Vingegaard dar tudo e não ter pernas para Bilbao nos últimos metros? Viram o planeamento da época do Vingegaard e do Pogacar? Jesus Cristo!
Nuno Machado
Ainda hoje no na transmissão mostrava que nunca ninguém na história do Tour meteu 4.5s por km num CR, nem mesmo Indurain que varria toda a gente nessa especialidade, veio o Vindegard fazer isso ao Pogacar e ainda mais ao WVA.
Pogacar em 2021 da 5 minutos ao 2o que vinha para ser gregario, não o principal adversário. Neste momento Vindegard tem 17 minutos não para o 20o mas sim para o 10o, David gaudu que na preparação do Vindegard que falas do Paris nice ficou a sua frente. Para o 20o lugar está com 1h e 8 minutos!! A faltar 1 etapa de alta montanha.
Em vez de comparar com o Texas, vou comparar com um outro dinamarquês que estava na equipa / estrutura que a jumbo deu seguimento – a rabobank…. Coincidências.
Francisco Ramos
Tens toda a razão.
2021:
Pogacar 1º
Uran 10º 18m34s
Mollema 20º 1h02m18s
2020:
Pogacar 1º
Caruso 10º 14m03s
Van Aert 1h20m31s
Em 2023 apareceu o Texas! E o Pogi que perdeu ontem 4,5s por KM, hoje perdeu 5m45s minutos em cerca de 15KM, acabando a etapa em 22º lugar atrás de Benoot, por exemplo. Como teve ele ontem forças para fazer aquele 2º tempo e colocar minutos a todos os outros? Foi Texas também?
Nuno Machado
O tempo vai acabar por provar a verdade
Os outros 2 que mencionei também eram limpinhos limpinhos e no fim de contas…
Ou a W52 que era uma super equipa (até é o meu clube) em que o sprinter fazia altas perseguições na montanha e um mero gregario ganhou a volta a Portugal… Tudo limpinho também. Demorou mais veio a cima a verdade.
charles eclair
O tempo nem precisa de provar nada, tu já sabes que é doping.
O crono de ontem foi algo incrível é verdade, mas o desporto é feito destas coisas? Ou temos de nos contentar com a medianidade?
Os teus sólidos argumentos já foram desmontados. Mas para reforçar:
1 – O Gaudu desde o Paris-Nice que tem feito uma época miserável, mesmo antes do Tourno Dauphine fez 30º por exemplo (se calhar ele é que está dopado)
2 – Estas diferenças na geral nem sequer são inéditas, o próprio Pogacar já meteu diferenças idênticas.
Já disse noutro comentário que admiro imenso os dois ciclistas e só quero que ganhe o melhor, mas estas acusações sem provas matam a magia toda desta rivalidade.
Vamos supor que o Pogacar depois de ter aberto a tempora a ganhar a clássica de Jaen, ganhar as etapas quase todas da Volta à Andaluzia, Paris-Nice igual, clássicas do norte (onde tem concorrência muito forte e não é o seu terreno) faz um pódio no E3 e ganha a Volta a Flandres, clássicas das Ardenas ganha Fleche e Amstel (não termina a Liege por queda) se, com todos estes objetivos intermédios, ainda ganha o Tour, era doping ou simplesmente era o mais forte?
O Vingegaard, focou-se nas provas por etapas sempre com a preparação em mente para o Tour (tirando o Paris-Nice arrasou por onde passou), chega ao Tour e ganha de forma categórica e só pode ser doping.
Se calhar estão os dois dopados e pronto assim estão em pé de igualdade.
filipe19
Sugiro ver o Icarus. Está na Netflix.
charles eclair
Sim, já vi. Não vejo qualquer paralelismo com o resultado do Tour este ano.
O doping infelizmente existe no desporto, não só no ciclismo que teve os casos mais mediáticos.
Se existem suspeitas têm de ser feitos controlos pelas autoridades competentes, não se podem é fazer suposições/acusações sem provas apenas com base em achismos, nem ter dois pesos e duas medidas. Porque pelo que tenho lido aqui e não só, parece que uns são fenómenos e outros são dopados.
Estou mais inclinado de que estamos perante dois fenómenos, ambos capazes de coisas incríveis.
Alforreca
Uii!!
Padrões altos hein? David Gaudu esse grande fenómeno do ciclismo… Há diferenças claras entre voltas de uma semana e de três semanas, sendo que o que aconteceu hoje é um exemplo da dificuldade em vencer uma competição de 3 semanas. Pogacar esteve na luta durante duas semanas, hoje rebenta, é a vida e as grandes voltas.
Quanto ao CR, o Pogacar e a sua equipa deram cerca de 20 segundos de “borla” devido à troca de bicicleta, mais Vingegaard arriscou muito mais que o esloveno em vários momentos o que vale alguns segundos. De qualquer das formas qualquer um deles mostrou estar vários furos acima dos restantes competidores.
Quanto à estrutura Rabobank a UAE é a estrutura da Lampre que também teve o seu programazinho de doping (como quase todas as equipas na decada de 90 início dos anos 2000.
Miguel Caçote
Em 2021 o Pogacar deu 5 min ao Vingegaard basicamente numa etapa, que por acaso foi a etapa em que o Vingegaard teve uma queda que o deixou cheio de mazelas. No resto do Tour foi equilibrado entre ele, Vingegaard e Carapaz. No entanto, isto do doping é toda uma discussão que me passa ao lado. Quero é apreciar a modalidade. Sempre gostei de Armstrong e depois os meus favoritos foram o Contador e o Riccò no que toca a gerais de provas por etapas.
Lumago
Não digas isso que te vão cair em cima e perguntar pelas motas. Isto cheira a esturro por todo o lado mas possivelmente nunca saberemos.
Paulo Roberto Falcao
Então e hoje qual vai ser a desculpa do Pogacar?! Ah já sei que o Vingeggaard é um dopado.
Novamente o mais forte, indiscutível vencedor deste Tour, nada a dizer. Foi o melhor quando foi preciso.
Alforreca
Que comentário. Nunca vi o Pogacar dizer que um adversário seu estava dopado. Dá os parabéns, é melhor e siga a caravana.
A necessidade que as pessoas têm de construir narrativas antagónicas entre dois desportistas é ridícula.
Paulo Roberto Falcao
Sim o Pogi é bem melhor do que alguns dos seus fans, que para mim acima de tudo não gostam de ciclismo.
Recomendo-te vivamente a leitura dos posts dos últimos dias sobre Vingeggaard, para perceberes a natureza do comentário.
Alforreca
Já percebi o teu ponto, a desculpa dos fãs de Pogacar, não do próprio.
Miguel Caçote
Mudaste a perspectiva nos últimos dias. Mais no princípio do Tour parecias estar convencido de que seria diferente. A verdade é que o Pogacar ainda deu uma boa resposta a determinada altura, mas o dinamarquês superiorizou-se no contra-relógio e a preparação do esloveno com todas as clássicas e mais algumas não é de todo a adequada para quem quer ganhar o Tour.
Paulo Roberto Falcao
Bom eu desde o princípio que adverti que não ia ser fácil, e Pogacar domina a segunda semana do Tour.
Não é uma questão de mudar de prospetiva, mas de reconhecer uma realidade. E obviamente que Vingeggaard sai deste Tour como um ciclista muito maior. Ganhou arrisco-me a dizer sem espinhas, sem uma grande equipa. Ganhou nos seus termos.
O que eu não compro definitivamente é o romance do Doping.
Kafka
Andar a brincar às clássicas não ajuda e tem de acabar… Mas que isto cheira muito a Texas, sem dúvida que cheira
Alforreca
Cheira a Texas porquê?
Como bem dizes o Vingeggaard deverá estar a acabar a sua época. Pogacar ainda vai pelo menos fazer as classicas de Setembro / Outubro.
Hoje é um dia de fraqueza extrema. O que vimos foi o normal deste Tour, excepto Pogacar ter rebentado, nem se pode dizer que tenha sido um ataque fulgurante da Jumbo, porque não foi. Até é curioso, porque dá-me a sensação que numa primeira instância levantam o pé pois acham que seria um qualquer tipo de avaria.
Se acham que é tudo Texas deixem de ver ciclismo, porra. Ou então sejam tão exigentes nos controlos, por exemplo, no futebol, para depois termos conversas mais sérias sobre alta performance desportiva e “aditivos”.
Mantorras
A exigencia dos controlos no ciclismo e uma consequencia directa de ser absolutamente “cutting edge” relativamente ao doping. Nao e ao contrario.
Eu entendo que as pessoas se fartem destas acusacoes “antes” de algum tipo de prova, mas tambem e preciso entender que quando a esmola e grande, o probre desconfia. Principalmente uma geracao que passou muito tempo a debater sobre o Lance, depois de varios outros herois do desporto serem apanhados, e acabou por “morrer na praia”.
E normal que a desilusao ser grande. E normal desconfiar. Nao e fixe, mas nao e nenhum crime.
Sporting1906
Porque é que “andar a brincar às clássicas” tem de acabar? Pogacar já ganhou 3 monumentos, um deles duas vezes e já ganhou várias outras clássicas, porque é que não pode tentar ganhar mais clássicas e completar os 5 monumentos? Prefiro um ciclista que fica em 2º no tour e faz a época de clássicas do Pogacar do que um que ganha o tour e com certeza não sou o único!
Kafka
Porque o Tour é o “campeonato do Mundo” do ciclismo, nada chega sequer perto à importância do Tour, logo Pogacar se quer ser um dos maiores da história tem de deixar a fantochada das clássicas e focar-se no Tour
Thomas Spurs
Fantochadas das classicas? Estou em choque.
P. Pereira
Bem este comentário é no mínimo surreal e de quem vem não estava nada à espera. No mesmo comentário “matasse” o Pogacar porque não se limita apenas a tentar ganhar o Tour mas também gosta de clássicas especialmente dos monumentos e de outras corridas de 1 dia e ainda se manda a posta clássica do doping.
A conversa de “ah melhor do mundo e o que fica na história é aquele que ganha o Tour blah blah blah…” e “ai o Merckx era outros tempos e Merckx só há 1” não faz sentido nenhum quando para mais se sabe que o próprio Merckx andava dopado mas prefere-se ignorar isso porque é o “canibal”. Os ciclistas que ficam na história são os que ganham as melhores competições do mundo, não apenas quem ganha o Tour. A questão do melhor do mundo ou melhor de sempre para mim vai ser sempre muito subjetivo seja qual for o desporto. Não percebo a obsessão com o Tour como se fosse a única competição de interesse no ciclismo (talvez para o estereótipo de adepto de futebol), fosse assim e não havia sprinters, classicómanos,…
Disfrutem destes dois monstros e de todos os outros ciclistas que nem ao Tour vão e vejam as declarações tanto do Vingegaard como do Pogacar em relação ao “Texas”
Paulo Roberto Falcao
Então e hoje- o quê?! Novamente o doping?!!
Chegados aqui temos de dizer o óbvio. Sim Pogacar é excelente, um ciclista extraordinário, capaz de ganhar de toda a maneira e feitio. Mas Vingeggaard também o é, e por este andar a sua lenda no Tour não vai parar de crescer. E sim nestes últimos dois anos foi o mais forte dos dois.
Cambiasso
Se o Pogacar não tem tido a lesão na Liége e a acabasse por ganhar e estivesse aqui no Tour a bater-se lado a lado, ou mesmo a levar a melhor sobre o Vingegaard a conversa de doping também andaria por aí ou era só o GOAT? É que por muitos comentários que tenho visto (especialmente em grupos nas redes sociais) é o que me dá a entender…
Depois a quebra na etapa 17 pode muito bem resultar de uma não tão boa preparação devido à queda, chegou uma subida de grande extensão, num etapa com 73km em subida e é normal que tenha rebentado…
Alforreca
Por acaso discordo de uma coisa aí.
Vingegaard não consegue ganhar de todas as formas e feitios. Aliás o que encanta a maioria dos espectadores em corredores como Pogacar, Remco ou MVP é a imprevisibilidade e o espírito ofensivo.
O Vingegaard é um grande ciclista, com performances incríveis, mas não estou certo que alguma vez o vamos ver a ganhar uma corrida / etapa com um ataque surpresa a 30 ou 40 km da meta.
É um grande voltista, mas a verdade é que ganhou na terça feira a primeira etapa no TdF – e apenas com mérito próprio – mas falta aquele factor “WOW”.
Paulo Roberto Falcao
Se aquilo que ele fez na última semana, designadamente vencer aquele que é provavelmente o melhor CRI da história, não é WOW, então nada NUNCA o será…
Cambiasso
Seguiste a volta ao país basco? É que numa etapa o Vingegaard deu espetáculo ao deixar todos para trás numa chegada bem parecida com a de Marie Blanche, onde curiosamente ganhou mais de 1 minuto ao Pogacar
charles eclair
Pogacar hoje mostrou que tem dias em que é humano.
Provavelmente é o melhor ciclista do mundo se considerarmos grande voltas, provas por etapas e clássicas para além de que é um regalo de ver correr e a forma carismática como encara o ciclismo sempre muito descontraído e não há como não ter admiração por ele. Espero que recupere deste desaire pesado e que volte depressa às suas vitórias entusiasmantes.
Vingegaard provou que o seu planeamento foi excelente e apesar de não ser o favorito do público nem ter uma forma de correr tão excitante como o esloveno, mostrou na estrada quem é o mais forte em 3 semanas e na alta montanha. Pogacar rouba tempo aqui e ali mas onde importa não tem tido hipótese.
Admiro-o bastante também porque não é o favorito do público e tenta ser sempre muito discreto mas quando importa é o mais forte e no fim acaba por mostrar que não é um robô e que tem emoções.
Tenho pena de ter acabado com um desiquilíbrio tão grande estava a ser um dos melhores Tours dos úlitmos anos e gosto muito dos dois ciclistas. Espero que esta rivalidade titânica dure muito tempo e que consiga transpor-se noutras provas por etapas ou quem sabe em algumas clássicas (Lombardia por exemplo).
Quanto às acusações/suspeitas de doping, hoje então não têm sentido nenhum, o Vingegaard uma subida assim tão demolidora (já se sabia que para lá de Pogacar era muito melhor que todos os outros), veja-se que a diferença para o Adam Yates foi a habitual. O Pogacar é que teve um dia péssimo e a Jumbo talvez pressentido isso manteve a corrida a um ritmo elevado desde o início e ainda colocou dois homens na fuga que foram uma bela ajuda no final.
Nunca vi suspeitas de doping quando Pogacar banalizava a concorrência. Nessa altura simplesmente era o mais forte, agora que o Vingegaard mostrou ser mais forte já é doping e fazem-se comparações com o Armstrong, João Rodrigues etc…
Não bastava o doping, no sábado o Vingegaard tevede ser “salvo” pelas motas, mas ironia das ironias, nesta etapa as motas que o salvaram também o bloquearam.
DNowitzki
O Pogi é humano, como quase toda a gente. Quem diria?
Sobre o doping, a malta é muito crente quando dá jeito e ceguinha como a minha avó depois de partir para o outro mundo quando não dá.
O “Lequipe” é que não foi de modas…
Kafka
O que é que o Lequipe disse?
Diga-se que o Lequipe nesse aspecto não tem (ou pelo menos não tinha) problemas em chamar os bois pelos nomes doa a quem doer, tanto que no tempo do Lance Armstrong o Lequipe na altura era quase o único a remar contra a maré e fartou-se de mostrar várias evidências que ele andava dopado dos pés à cabeça, apesar das várias pressões que tiveram para se calar, felizmente uns 10 anos depois veio-se a provar que o Lequipe sempre esteve certo
Cambiasso
Ontem, 1h antes da partida da etapa, todos os corretores da UAE e da Jumbo fizeram um controlo surpresa.
Paulo Roberto Falcao
Chauvinisme…
O L’Equipe é o pasquim mais asqueroso que há no que diz respeito ao ciclismo, e à forma como tem enlameado a modalidade. A tese deles? Todos os ciclistas depois de Bernard Hinault se dopam e são uns malandros. Mas só depois claro, porque antes disso ninguém tomava um pirulito, era tudo limpo, lindo e honesto. Não me lixem, isso é simplesmente falso.
Fizeram isto com Indurain há uns tempos, ameaçando revelar as análises do tempo dele. Fizeram isto com Ullrich, com Armstrong, com Contador, com Froome, ah e sim, fizeram isto quando o Pogi venceu o contra relógio ao Roglic, que para eles também era supsito, eles não descansam enquanto não acabarem com o ciclismo, eles e as pessoas que não percebem patavina da modalidade, e arrotam umas postas de pescada sentadinhos à frente dos seus PC’s.
Esta de um jornal lançar suspeições sem qualquer tipo de provas, na era em que todos são controlados diariamente, em que há passaporte biológico, roça o nojento. Como os franceses não têm ciclistas com qualidade suficiente toca a manchar todo e qualquer sucesso de qualquer ciclista.
Por tudo isto não ligo a nada do que o L’Equipe escreva, porque sei qual é a agenda deles.
DCosta
O Jornal L’Equipe pertence à Amaury Sport Organisation, empresa que organisa le Tour de France.
Não me parece que L’Equipe tenha como objetivo “sujar” a maior prova de ciclismo do seu país e do mundo que é organizada por uma empresa à qual pertence.
Paulo Roberto Falcao
Se soubesses a quantidade de tiros no pé que o ciclismo dá não terias tantas certezas. Queres quantas primeiras páginas FALSAS sobre ciclismo do L’Equipe?
Desafio-te a desmentir uma única linha do que escrevi. Só isso.
charles eclair
Não se trata de ser crente ou não, o doping não é uma questão de crença. Trata-se de ter autoridades competentes que fazem controlos e trazem a verdade ao de cima.
Se partirmos do princípio que um atleta está dopado sem qualquer fonte de prova apenas porque superou todas as expectativas imagináveis então aí nem vale a pena existirem controlos.
Com isto não quero dizer que tenho a certeza absoluta que o Vingegaard ou qualquer outro ciclista esteja limpo e que daqui por uns tempos não venha de lá um controlo positivo. Mas eu não sou vidente. O que sei é que nos últimos 10 anos o ciclismo, no World Tour principalmente (em Portugal por exemplo não é bem assim), tem dado passos muito importantes para reduzir ao máximo o doping e não têm aparecido casos nas equipas de topo ou em ciclistas de topo. O último grande caso mediático foi o de Contador.
Comentários deste género são muito fáceis de fazer, porque se daqui a uns anos se se confirmar que foi doping lá vêm os arautos dizer “eu tinha razão” mas por outro lado se não se comprovar nada, lá desaparecem no tempo.
Sobre o L’Equipe, já foram mais as vezes que se enganaram quando acusaram alguém de doping do que as que acertaram.
Boneco21
O último grande caso mediático foi Quintana no ano passado
charles eclair
Informa-te melhor. O caso do Quintana do ano passado não foi considerado doping pelas UCI.
O Tramadol é uma substância que pode ser utilizada mas não em competição devido aos riscos causados por alguns dos efeitos secundários, entre os quais tonturas e sonolência.
Foi excluído da competição por quebrar as regras mas não foi banido do desporto.