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Porto derrotado pelas estrelas do City; Dragões têm tarefa impossível para a segunda mão

Porto 1-2 Man.City (Varela 28′; A.Pereira 55′ a.g. e Aguero 85′)

O Porto perdeu em casa com o Manchester City, depois de ter chegado ao intervalo em vantagem, e está praticamente afastado da Liga Europa. A equipa azul e branca apresentou-se em bom plano no primeiro tempo, mas o pragmatismo dos ingleses permitiu que levassem a melhor no jogo grande desta eliminatória.


Na primeira parte, o Porto foi superior, assumiu a iniciativa de jogo, com o City mais expectante. Uma equipa dinâmica (principalmente à esquerda), pressionante, chegaria à vantagem após uma jogada espectacular entre Lucho e Hulk, com o brasileiro a cruzar para o golo de Varela. Até final da primeira parte, o jogo acalmou, sendo de destacar ainda o falhanço de Balotelli, isolado perante Helton.

Na etapa complementar, o City surgiu à procura do empate, Micah Richards ameaçou e, logo de seguida, Álvaro Pereira introduziu a bola na própria baliza, num lance muito infeliz. Com o golo, a turma de Mancini voltou a assumir a postura da primeira parte, o Porto tentou responder, mas sem criar lances de perigo. Quem acabaria por marcar seria Aguero (a passe de Yaya Touré), que saltou do banco para dar a vitória à equipa de Manchester. Em suma, um resultado um pouco injusto para o que os dragões fizeram essencialmente nos primeiros 45′, até porque o City nunca se mostrou muito interessado em construir um grande resultado (no entanto, quem tem tantas estrelas, acaba por conseguir vitórias mesmo sem fazer muito por isso).

Destaques:

Porto – Excelente exibição dos dragões na primeira parte, demonstrando intensidade, dinâmica a meio campo, explorando bem os flancos e conseguindo encostar o City à sua grande área. No segundo tempo, a turma de Vítor Pereira baixou de produção (muito por culpa da melhoria do adversário), foi também infeliz com o autogolo de Álvaro Pereira, e acaba por sair deste jogo praticamente sem hipóteses de seguir em frente.

Man.City – A equipa inglesa entrou com um 11 bastante cauteloso, sendo mesmo essa a postura da equipa no primeiro tempo, onde teve grandes dificuldades. Para a segunda parte, claras melhorias, com David Silva (o mais esclarecido da turma de Mancini) em destaque (boas exibições igualmente de Lescott e Kompany, De Jong foi competente a meio campo, Yaya Touré foi praticamente uma nulidade, até fazer a assistência para Aguero, e Balotelli esteve muito apagado, mas foi decisivo no lance do empate). Deu ideia que bastou o emblema de Manchester acelerar, para construir o resultado que quis.

Á.Pereira – Praticamente “imitou” o seu compatriota de selecção Maxi Pereira. Na primeira parte, foi um dos melhores em campo, acrescentando grande profundidade pelo seu flanco. No entanto, comprometeu a sua exibição, com um erro que acabaria por dar o empate ao City. Como se não bastasse, viu ainda o amarelo que o afasta da segunda mão.

J.Moutinho/Lucho – Estiveram em bom plano na primeira parte, a executar de um modo rápido e eficaz, mas na segunda parte baixaram imenso de produção, acusando o desgaste físico, o que acabaria por se reflectir no rendimento da equipa.

Fernando – Um dos melhores em campo do lado do Porto. Excelente exibição do “Polvo”, a efectuar inúmeras recuperações de bola e a servir de âncora, libertando Lucho e Moutinho para papéis mais ofensivos.

Hulk – De volta ao centro, não fez uma partida brilhante. Conferiu mobilidade à frente de ataque do Porto, mas raramente definiu os lances com qualidade (excepto no lance do golo azul e branco).

Varela – Entrou a todo o gás no encontro, marcou o golo da sua equipa, mas foi desaparecendo da partida e acabaria por ser substituído por Kléber.

Helton – Nota positiva para o brasileiro, que salvou a sua equipa por 3 ocasiões na primeira parte, com boas defesas. Não teve culpa nos golos sofridos.

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