PSG 2-1 FC Porto (Thiago Silva 29′ e Lavezzi 61′; Jackson Martínez 33′)
Depois da derrota na Taça, novo objectivo perdido. O FC Porto não passou do q..b em Paris, um “frango” de Hélton piorou o cenário, e o PSG aproveitou para finalizar o grupo A no 1º lugar. Os dragões somaram a 2ª derrota consecutiva e num curto espaço de tempo, perderam alguns objectivos importantes: eliminação na Taça, o 1º lugar no grupo da LC (uma meta clara, não só por aquilo que isso significa para o futuro mas igualmente por ser um grupo acessível) e a oportunidade de dar uma boa imagem perante um dos “novos ricos” do futebol Mundial (os azuis e brancos como qualquer clube português são vendedores, como tal, é sempre importante, e Pinto da Costa sabe disso com ninguém, deixar uma boa imagem num dos principais palcos da actualidade). Acima de tudo, ficou a ideia de que os azuis e brancos, caso assumissem mais o jogo, podiam ter saído do Parque dos Príncipes com outro resultado, até porque os franceses têm um conjunto de excelentes jogadores (os petroeuros permitem comprar do melhor que há), mas em termos de colectivo deixam muito a desejar. Sempre que o Porto conseguiu ter bola, criou bastantes dificuldades ao meio campo defensivo do PSG, no entanto preferiu sempre uma postura mais de contenção, o que até poderia ter resultado, não fosse o brinde de Helton, numa altura em que o ritmo de jogo era baixo e as oportunidades de perigo inexistentes.
Porto – Vitor Pereira terá pensado que controlar chegaria para levar de Paris o empate necessário mas o poder individual dos homens de Paris e a prenda de Helton furaram-lhe os planos. Não tendo o Porto responsabilidade acrescida (a passagem estava garantida), pedia-se uma equipa mais afoita, o que raramente aconteceu.
PSG – o dinheiro compra jogadores, mas não compra uma equipa. Processos rudimentares (bola em Ibra, ou lançamentos para os extremos), dependência de jogadas individuais ou tabelas a dois (foi raro ver uma jogada de ataque a envolver três ou mais elementos) e fraca capacidade de pressão são um cartão de visita muito aquém do esperado para uma equipa que custou tanto a montar.
Helton – esteve calmo, em especial com os pés, e sempre que chamado respondeu com qualidade. Depois veio o remate de Lavezzi, forte sim, mas de um ângulo apertado. O brasileiro teve um gesto técnico errado, e deitou tudo a perder.
Otamendi – dos melhores do Porto, limpando a sua área de acção e até dobrando muitas vezes Danilo, perante o rápido Menez (o primeiro golo surge de uma falta sua). Teve sempre a preocupação de sair a jogar.
Jackson Martinez – na primeira parte foi o mais esclarecido no ataque, fazendo uso da sua técnica e força para receber bolas bombeadas, e devolvê-las jogáveis. Marcou um bom golo (grande desmarcação), e deu imenso trabalho. Na segunda parte desceu, e acabou por falhar o empate, isolado perante Sirigu.
James – pouco em jogo, mal se viu. Das poucas vezes que se libertou nas diagonais, havia sempre uma perna no caminho do seu remate.
Danilo – o brasileiro mostrou capacidade no ataque (deu um nó, e depois centrou para o golo), mas defensivamente cometeu falhas a todos os níveis (posicionamento, abordagem aos lances). Continua sem justificar o porquê de ser o senhor 17,8 milhões de euros (a verba que custou ao Porto).
Fernando/Lucho/Moutinho – o brasileiro foi o melhor dos médios, funcionando muitas vezes como um central de marcação a Ibrahimovic. Moutinho esteve ao seu nível nunca conseguiu pegar bem no jogo (falhou no transporte), enquanto que Lucho também só apareceu a espaços.
Ibrahimovic – muito parado, pareceu demasiado confiante na sua capacidade técnica e física para resolver os lances. Conseguiu servir os colegas algumas vezes, mas nunca foi realmente perigoso.


