Portugal 0-0 Macedónia
Quanto à partida, um jogo de fraco nível, com poucas ideias, perante uma Macedónia que tentava espreitar a qualidade de Pandev e que ficou bastante satisfeita com o empate. Portugal entrou a jogar devagar e apenas criou perigo através da meia distância. No primeiro tempo, Cristiano Ronaldo rematou por duas vezes perto da trave (ambas de livre), outra perto do poste, enquanto que Quaresma e Moutinho também testaram a baliza de Bogatinov. No segundo tempo, Portugal teve uma entrada mais forte, mas sem por em causa o marcador de jogo. Pelo contrário, a Macedónia respondeu com as duas melhores ocasiões de golo. Primeiro Ibraimi rematou cruzado perto do poste e, depois, Sikov cabeceou por cima, completamente sozinho na pequena área. O tempo foi passando e Paulo Bento foi trocando jogadores, contudo, os suplentes pouco acrescentaram ao jogo português. A selecção nacional raramente entrou na área macedónia em boa situação para rematar, os cruzamentos eram facilmente interceptados e não restavam outras opções que não os remates de meia distância. Finalmente, no último minuto de jogo, Nelson Oliveira ganhou espaço à entrada da área, mas Bogatinov defendeu com dificuldades o remate do avançado português.
Destaques:
Paulo Bento – Mais uma exibição pobre, das piores da selecção nos últimos tempos (esta ideia até tem sido frequente o que não deixa de ser preocupante, aliás à excepção dos duelos diante da Espanha, Dinamarca e Bósnia, foi mais do mesmo). Apesar de ser um jogo amigável (é normal a falta de intensidade), não se percebe a falta de ideias, mecanismos de jogo e soluções no capítulo ofensivo (acreditamos que no Euro o nosso futebol baseado em transições ofensivas vai resultar, mas nesta fase era importante apresentar mais futebol e principalmente ter um plano B…o que claramente não acontece). Claramente um fraco teste, onde apenas os 20m que deu a Nani no meio campo (uma ideia que deve testar mais vezes) foram o único aspecto positivo. Na frente continua a faltar uma referência, mas nesse capítulo as opções são nulas, agora no miolo quando se deixam elementos como Manuel Fernandes e André Martins de fora, é porque temos melhor (o que não parece ser o caso).
Moutinho + Micael = zero em termos de posse de bola, zero em termos de construção, zero em termos de transporte, zero em termos de criatividade. Uma dupla limitada e que não acrescenta nada em termos ofensivos à nossa selecção. Todo o jogo de Portugal acabou por estar condicionado pelo pouco que Moutinho e Micael acrescentaram.
Cristiano Ronaldo – Tem de dar muito mais à selecção. Exibição pouco conseguida, mas ainda assim foi o elemento português que mais rematou e um dos poucos a contrariar a falta de soluções ofensivas.
Macedónia – Demonstrou organização defensiva, e Pandev com a sua capacidade de decisão foi um duro obstáculo para a defensiva portuguesa. A selecção de Toshack inclusive saiu de Leiria com a certeza que criou as 3 melhores oportunidades de golo do encontro.
Rolando/Bruno Alves – Mesmo perante um adversário inofensivo falharam (principalmente o central do Zenit) em termos de posicionamento e permitiram que a Macedónia criasse algumas situações ofensivas (valeu a falta de pontaria do adversário).
Veloso/Postiga – O médio não está no melhor momento em termos de confiança (nos últimos tempos não foi titular no Génova e isso depois acaba por se reflectir). Decidiu mal em vários situações e foi pouco intenso na recuperação de bola; Já o avançado, em 63m só apareceu em duas ocasiões. Numa ganhou uma falta e na outra fez um remate disparatado (muito pouco…no entanto, verdade seja dita, nunca foi servido).
Coentrão – Deu profundidade ao seu corredor, mas falhou em termos técnicos. Uma má recepção fez com que tivesse desperdiçado a melhor oportunidade de Portugal, e noutros movimentos ofensivos raramente decidiu bem no capítulo do passe.
Quaresma – A melhor exibição de Portugal (longe de ser uma boa exibição). O único a tentar desequilibrar e que desequilibrou, o que teve mais bola, e o elemento mais activo em termos ofensivos.
João Pereira/Nani – O lateral, depois de Quaresma, protagonizou a melhor exibição lusa. Deu profundidade, deu linhas de passe, apresentou um bom envolvimento ofensivo (muitas vezes os seus movimentos não foram respeitados pelo ala) e um bom poder de decisão. Já o jogador do Man Utd (Portugal depende dele no Euro 2012 caso queira ir longe) foi testado a médio ofensivo, e em poucos minutos deu mais dinâmica que Moutinho e Micael. Claramente uma opção a dar continuidade no futuro.


