Portugal 3-3 Espanha (Bruma 11´, André Gomes 39´ e João Mário 90´+1 g.p.; Jesé Rodríguez 8´, 28´e 48´)

Até ao momento foi o ponto alto do torneio, numa partida de grande nível entre Portugal e Espanha. Jogo aberto, equipas tentadas a atacar, erros defensivos e 6 golos marcados. “La Rojita” esteve sempre na frente do marcador, na segunda parte mostrou superioridade, mas num esforço final, Portugal chegou ao empate. No fim da segunda jornada, Portugal segue em 1º, com 2 golos de vantagem para a Espanha. Em caso de empate com a Grécia, Portugal segue para as meias finais, mas a vitória poderá garantir o 1º lugar (caso a Espanha não “massacre” a Estónia). Portugal, Espanha, Grécia, França e Inglaterra já estão apurados para o Mundial sub-20 em 2013.
A selecção espanhola entrou melhor na partida e chegou ao golo ainda antes dos 10 minutos. Jesé aproveitou uma falha na defensiva portuguesa para ficar isolado perante Rafael Veloso. A resposta portuguesa surgiu de seguida. João Mário serve Esgaio, que cruza para André Gomes. Depois o médio serviu Bruma que finalizou certeiro frente a Arrizabalaga. Portugal estava melhor sobre o terreno de jogo e podia ter chegado ao 2-1. Cancelo e João Mário tentaram de fora da área, mas sem sucesso. Depois foi a Espanha a criar mais perigo. Jesé fez o 2-1 numa jogada individual e Deulofeu falhou o golo por duas ocasiões. Perto do intervalo, Portugal chegou ao 2-2. Bruma marcou o pontapé de canto e André Gomes desvio para a baliza espanhola. No segundo tempo, nova entrada forte da Espanha e hat-trick para Jesé. Deulofeu fez o que quis da defesa portuguesa e assistiu o avançado espanhol para o 3-2. A partida desceu de qualidade nos últimos 45 minutos, com a selecção espanhola a tentar controlar os acontecimentos. Ainda assim, Ivan Cavaleiro e Tiago Ferreira (este isolado) tiveram nos pés o golo do empate. Jesé Rodríguez também podia ter chegado ao poker, mas Rafael Veloso levou a melhor. Quando se previa uma vitória de Espanha, Ricardo Esgaio foi derrubado na área e João Mário não desperdiçou.
Destaques:
Portugal – Depois do passeio frente à Estónia, desta vez a nossa selecção defrontou um adversário de peso e conseguiu um bom resultado. A turma de Edgar Borges teve bastantes dificuldades defensivas (não admira, tendo em conta a qualidade individual dos jogadores espanhóis), os golos sofridos foram algo facilitados, mas há-que destacar a capacidade de reacção da equipa, que esteve a perder por 3 vezes. O primeiro objectivo está conseguido (apuramento para o Mundial), a passagem à fase seguinte também não deverá escapar.
Espanha – Excelente geração de “Nuestros Hermanos”, como vem sendo hábito nos últimos anos. A maioria dos jogadores tem já uma grande rodagem a nível senior que lhes permite ter já bastante experiência. Para além disso, têm uma qualidade técnica brutal (Deulofeu, Jesé, Suso). Juntamente com Portugal e França, são candidatos à vitória final.
Meio Campo Portugal – Perante um adversário muito mais complicado, os jogadores deste sector corresponderam bem. Agostinho Cá foi importantíssimo na pressão e na recuperação de bola, enquanto que João Mário foi um dos melhores da equipa portuguesa (impressiona a maturidade, a capacidade de decisão e a leitura de jogo destes dois jogadores). André Gomes marcou um golo, é um elemento com uma boa técnica mas que tem pouca intensidade.
Tiago Ferreira/Tiago Ilori – Não estiveram nada bem (percebe-se, tendo em conta os autênticos craques que tiveram pela frente). Ilori abordou mal o lance no primeiro golo, Tiago Ferreira foi batido facilmente por Jesé no segundo e ambos ficaram algo apáticos no terceiro golo de Jesé. Ainda somaram mais alguns erros à sua exibição (em termos ofensivos, destaque para o falhanço isolado do central do Porto).
Esgaio/Cancelo – O jogador do Sporting rende mais como lateral (não fez uma má exibição, mas consegue melhor). Porque precisa de espaço para arrancar e porque não tem técnica suficiente para desequilibrar como extremo. Quanto ao jogador do Benfica, teve bastantes dificuldades para travar o seu adversário directo, e em termos ofensivos apesar de algumas boas iniciativas não conseguiu definir da melhor maneira.
Bruma – Excelente jogo do extremo português. Ganhou confiança com o golo que marcou e conseguiu criar uma série de desequilíbrios na defesa espanhola, espalhando técnica e velocidade.
Jesé/Deulofeu – Craques. O avançado do Real foi um quebra-cabeças para os centrais portugueses com a sua velocidade, técnica e capacidade de finalização (ainda podia ter marcado mais), enquanto que o jogador do Barcelona foi o elemento mais desequilibrador e protagonizou jogadas individuais fantásticas.