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Portugal empata no Gabão: Mais um (péssimo) resultado, na senda da era Paulo Bento (fraca qualidade do futebol, atitude zero e nenhuma novidade a nível táctico)

Gabão 2-2 Portugal (Madinda 32´ g.p. e Pocko 69´g.p. ; Pizzi 35´ g.p. e Hugo Almeida 60´)

Portugal “arrancou” um empate no Gabão, perante uma selecção bastante frágil, mas com um “cachet” atraente (800 mil euros). Éder (pela atitude na frente), Bruno Alves (a defesa melhorou com a sua
entrada) e Hugo Viana (deu alguma qualidade de passe ao meio campo
quando entrou) foram os menos maus, mas sem ser o facto de Hélder
Barbosa e Pizzi se terem estreado pela selecção, este é mais um jogo para
apagar da nossa memória. Tudo mau demais, futebol zero, pouca
qualidade a todos os níveis, nenhuma novidade táctica, mas, como sempre,
Bento (com a sua boa imprensa) vai ser desculpado pela arbitragem
folclórica, o mau relvado e algumas ausências, contudo, esta exibição
foi em tudo semelhante à do jogo frente ao Luxemburgo, Irlanda do Norte,
etc.
A partida foi bastante monótona e Portugal teve em Éder a sua melhor unidade durante os primeiros 45 minutos. Foi dos pés do avançado português que surgiram as únicas jogadas de ataque, contudo, esteve bastante desacompanhado. O Gabão esteve perto do golo aos 26 minutos (Kanga apareceu sozinho na área) e marcou cinco minutos depois (Sílvio cometeu grande penalidade, convertida por Madinda). Portugal respondeu de pronto, com o golo de Pizzi, também de grande penalidade (Éder foi derrubado na área). Até ao intervalo, os africanos ficaram perto do 2-1, num lance onde Beto fica mal na fotografia (Pepe salvou perto da linha de golo, enquanto o árbitro voltou atrás na decisão de considerar golo…). Portugal entrou melhor no segundo tempo (uma bola na barra), mas foi o Gabão a ficar perto do golo, por duas ocasiões. Na resposta, Nelson, numa iniciativa atacante, remate torto para o desvio certeiro de Hugo Almeira. O golo poderia mudar a atitude da selecção nacional, mas não teve efeitos práticos. O Gabão voltou a subir com perigo (dois jogadores em boa posição para finalizar) e ganhou nova grande penalidade (Pocko não deu hipóteses). O jogo foi perdendo interesse (aliás, nunca teve…) e foi mesmo a equipa do português Paulo Duarte a ficar mais próxima do golo da vitória (Beto voltou a falhar, valendo a intervenção de um defesa português).

Destaques:


Paulo Bento – Este tipo de exibições já nem surpreendem, aliás
já são de tal maneira normais, que este foi apenas mais um jogo. A
qualificação para o Mundial está complicada e esta era uma boa
oportunidade para se testar novos jogadores e modelos tácticos, mas nada
disso aconteceu. O que se passou foi mais do mesmo: futebol pobre, sem
ideias e uma equipa com alguns elementos que nada justificam para terem
tantos minutos pela selecção nacional.

Éder – Dentro do possível, foi um dos elementos da selecção nacional com nota positiva. Lutou na frente de ataque, criou desequilíbrios e jogadas de perigo, e ganhou uma grande penalidade.

Bruno Alves/Ricardo Costa/Pepe – O central do Zenit acabou por trazer maior tranquilidade ao sector, que passou por algumas dificuldades ao longo dos 90 minutos. Costa andou entre o 8 e o 80, enquanto Pepe salvou Beto de uma situação embaraçosa.

Varela/Pizzi – Os dois extremos da selecção nacional realizaram uma exibição bastante fraca e longe daquilo que já mostraram em 2012. Mesmo assim, o jogador do Depor cometeu a proeza de se estrear na selecção com um golo marcado.

Beto/Sílvio – Péssimas exibições do guarda-redes e lateral esquerdo da selecção nacional. Beto esteve bastante inseguro entre os postes (teve alguns lapsos inadmissíveis), enquanto Sílvio mostrou uma banalidade incrível (está claramente em baixo de forma, sendo que Bento podia ter lançado Ruben Ferreira).

Moutinho/Micael/Custódio – O médio mais defensivo teve o mérito de conseguir algumas jogadas de ligação com Éder, enquanto os restantes elementos do meio campo estiveram bastante desinspirados. Os gaboneses foram mais fortes e agressivos neste terreno, enquanto que o meio campo português pouco ou nada construiu (sem um meio campo que lance o ataque, dificilmente se conquistam vitórias).

Hugo Almeida/Hugo Viana/Nélson – O avançado do Besiktas marcou um golo pela selecção e não esteve muito abaixo de Éder na frente de ataque, enquanto que o esquerdino também entrou bem na partida e soube distribuir jogo. O lateral direito teve algumas dificuldades (perdas de bola e lapsos defensivos), mas numa das poucas vezes que subiu pelo flanco fez a “assistência” para Hugo Almeida.

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