Gabão 2-2 Portugal (Madinda 32´ g.p. e Pocko 69´g.p. ; Pizzi 35´ g.p. e Hugo Almeida 60´)
entrada) e Hugo Viana (deu alguma qualidade de passe ao meio campo
quando entrou) foram os menos maus, mas sem ser o facto de Hélder
Barbosa e Pizzi se terem estreado pela selecção, este é mais um jogo para
apagar da nossa memória. Tudo mau demais, futebol zero, pouca
qualidade a todos os níveis, nenhuma novidade táctica, mas, como sempre,
Bento (com a sua boa imprensa) vai ser desculpado pela arbitragem
folclórica, o mau relvado e algumas ausências, contudo, esta exibição
foi em tudo semelhante à do jogo frente ao Luxemburgo, Irlanda do Norte,
etc.
Destaques:
Paulo Bento – Este tipo de exibições já nem surpreendem, aliás
já são de tal maneira normais, que este foi apenas mais um jogo. A
qualificação para o Mundial está complicada e esta era uma boa
oportunidade para se testar novos jogadores e modelos tácticos, mas nada
disso aconteceu. O que se passou foi mais do mesmo: futebol pobre, sem
ideias e uma equipa com alguns elementos que nada justificam para terem
tantos minutos pela selecção nacional.
Éder – Dentro do possível, foi um dos elementos da selecção nacional com nota positiva. Lutou na frente de ataque, criou desequilíbrios e jogadas de perigo, e ganhou uma grande penalidade.
Bruno Alves/Ricardo Costa/Pepe – O central do Zenit acabou por trazer maior tranquilidade ao sector, que passou por algumas dificuldades ao longo dos 90 minutos. Costa andou entre o 8 e o 80, enquanto Pepe salvou Beto de uma situação embaraçosa.
Varela/Pizzi – Os dois extremos da selecção nacional realizaram uma exibição bastante fraca e longe daquilo que já mostraram em 2012. Mesmo assim, o jogador do Depor cometeu a proeza de se estrear na selecção com um golo marcado.
Beto/Sílvio – Péssimas exibições do guarda-redes e lateral esquerdo da selecção nacional. Beto esteve bastante inseguro entre os postes (teve alguns lapsos inadmissíveis), enquanto Sílvio mostrou uma banalidade incrível (está claramente em baixo de forma, sendo que Bento podia ter lançado Ruben Ferreira).
Moutinho/Micael/Custódio – O médio mais defensivo teve o mérito de conseguir algumas jogadas de ligação com Éder, enquanto os restantes elementos do meio campo estiveram bastante desinspirados. Os gaboneses foram mais fortes e agressivos neste terreno, enquanto que o meio campo português pouco ou nada construiu (sem um meio campo que lance o ataque, dificilmente se conquistam vitórias).
Hugo Almeida/Hugo Viana/Nélson – O avançado do Besiktas marcou um golo pela selecção e não esteve muito abaixo de Éder na frente de ataque, enquanto que o esquerdino também entrou bem na partida e soube distribuir jogo. O lateral direito teve algumas dificuldades (perdas de bola e lapsos defensivos), mas numa das poucas vezes que subiu pelo flanco fez a “assistência” para Hugo Almeida.


