O empate mantém acesa a esperança de seguir em frente, mas era quase imprescindível vencer hoje para ter chances realistas, já que as lusas estão agora obrigadas a inverter uma desvantagem de 3 pontos e 6 golos em relação às italianas. Ainda por cima a Espanha já está apurada e não deve carregar como tem feito e Portugal, mesmo contra uma Bélgica que já foi eliminada, não demonstra um volume ofensivo que torne credível uma goleada. Patrícia Morais, com várias defesas, foi a principal responsável por este resultado, enquanto Kika Nazareth voltou à competição e deixou logo a sua marca. No entanto, é preocupante a incapacidade da equipa em criar perigo (a 1.ª oportunidade só chegou aos 87′ e o golo surgiu no único remate à baliza), enquanto Francisco Neto continua com algumas escolhas incompreensíveis (trocou 5 unidades em relação ao jogo com a Espanha, mas manteve Telma Encarnação no banco).
Portugal empatou com a Itália, por 1-1, e adiou para a última jornada a decisão sobre a continuidade no Europeu de futebol feminino. As lusas tiveram mais posse e estiveram por cima durante a maioria da 2.ª parte, mas foram quase sempre inofensivas e acabaram surpreendidas por um golaço de Cristiana Girelli (finalização fantástica), que deixou a turma de Francisco Neto a minutos da eliminação. No entanto, Diana Gomes salvou Portugal ao resgatar o empate em cima dos 90′, logo depois de Carole Costa ter cabeceado à barra, sendo que a seguir foi Patrícia Morais a brilhar com uma grande defesa a negar o 2-1 às italianas. Nos descontos, Ana Borges viu o 2.º amarelo e ficará de fora do jogo decisivo frente à Bélgica.
Girelli com um golaço. 🇮🇹#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/cyGMgAdi2i
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Diana Gomes empatou a partida 😍#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/nV0gHbm2C4
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7 Comentários
DNowitzki
1. Portugal entrou para aguentar o empate e ver se, num bambúrrio, se marcava um golito.
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2. Não percebo certas opções: Fátima Pinto, Diana (a avançada), Norton…
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3. Jéssica (o que foi aquela tentativa de cruzamento de letra?), Amado: só vedetismo e mania de que são craques. A primeira, que teve um péssimo comportamento durante meses, ainda mandou umas patadas à Patão, como se fosse a rainha da cocada.
miguelcg
Já comentei situações destas: cada vez que vejo uma notícia relativa a futebol feminino, que falta em grandes golos, assumo logo que é chapéu, ou um remate mais em balão. Aqui nem é tanto o caso, mas nos 2 golos a estatura das guarda redes condiciona a possibilidade de defesa. O que é só caricato. As mulheres, que jogam num relvado com as mesmas dimensões e balizas do mesmo tamanho que os homens, estão prejudicadas – qualquer jogadora profissional tem capacidade para colocar uma bola alta (não há limitações físicas), mas o mesmo não se aplica à capacidade de qualquer guarda-redes de chegar sequer à barra. Numa rápida pesquisa recorrendo a ferramentas de IA, a capacidade média de salto (vertical) de uma atleta de alta competição deverá ser perto dos 60cm (para volei e basquetebol!). A altura média das GR do Euro é de 1.78m. se a barra está a 2.44, têm que saltar 66cm. Será que chegam lá?
Só este fator, torna logo à partida a modalidade injusta para as senhoras.
Isto faz sentido para mais alguém?
VeliToh
se considerares que defendem com a cabeça, sim, agora se esticarem os braços, talvez seja diferente
Max K.
Nah, também já me questionei sobre a mesma coisa um par de vezes. Em volei, por exemplo, a altura da rede é diferente para masculino e feminino.
PedroAguiar
Estás a esquecer-te de um pequeno grande factor: a guarda redes pode levantar os braços, não tem de defender com a cabeça. Percebo o argumento, mas se tivéssemos de criar campos mais pequenos com balizas mais pequenas para o futebol feminino, o desporto morria de vez. Com o crescimento da modalidade, vão começar a aparecer mais atletas e naturalmente vão aparecer atletas mais altas nas balizas que vão atenuar esse problema. Já há 3 ou 4 guarda-redes “boas” no futebol mundial com ~1.80m, é uma questão de tempo até serem cada vez mais. É dar tempo à modalidade que vai se tornar mais ou menos no que o ténis feminino é comparado ao ténis masculino. Se derem boleia ao futebol feminino agendando competições para as mesmas datas, vão aumentar o público, as receitas e ajudar a modalidade a crescer.
Miguel
Naturalmente que é com as mãos que defendem, também não saltam só na vertical, nem estão sempre em cima da linha de baliza – só apresentei os dados que são fáceis de recolher e analisar. Mas continuo na minha, qualquer “best of” de golos no futebol feminino tem uma grande percentagem de bolas aéreas, chapéus ou balões.
Freud
Digam o que digam mas sem qualidade de espectaculo n pode haver equilibrio…