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Quando a quantidade só revela a mediocridade

Se dúvidas existiam sobre a qualidade e competitividade da nossa Liga, o primeiro terço de temporada encarregou-se de as dissipar. O campeonato a 18 não só está nivelado por baixo em termos qualitativos, como possui um punhado de equipas que claramente estão abaixo dos níveis exigidos por uma prova que se diz ser a quinta melhor do continente europeu. É verdade que por um lado temos um Vitória a bom nível, e um Braga que se volta a aproximar dos lugares de topo, mas no outro extremo da tabela vemos emblemas que até agora não mostraram serviços mínimos. Equipas como Gil Vicente, Setúbal, Académica ou Boavista têm plantéis maioritariamente compostos por jogadores pouco desenvolvidos técnica e tacticamente, o que acaba até por impedir que os treinadores consigam suprimir as lacunas técnicas com organização táctica. Algumas destas equipas, quando confrontadas com adversários superiores, acabam por realizar jogos em que se limitam a amontoar os seus elementos num curto espaço de terreno, ainda que desorganizados, e usando estratagemas intemporais (muitas faltas, perdas de tempo), tentam alcançar o desejado ponto. Pior que o mau futebol apresentado, deprime o futebol básico e primitivo que parecia estar quase que erradicado do nosso campeonato maior, muito por força da entrada de novos treinadores. Claro que mesmo estes conjuntos podem criar problemas, e em tardes ou noite em que os Deuses estejam com eles, podem provocar a surpresa, como por exemplo aconteceu no Dragão aquando da recepção ao Boavista. Porém, casos como estes são excepções, e com toda a normalidade as partidas entre os mais fortes e este grupo específico culmina em resultados desnivelados, e muitas vezes conseguidos de forma célere e fácil. O grau de exigência a que estão sujeitos os ditos grandes semanalmente é em geral reduzido, pelo que, tal como Carrillo demonstrou no Bessa, basta um ou outro elemento acima da média para rebentar com muralhas de construção tosca.

É sabido que a qualidade global do nosso campeonato tem descido nos últimos anos, fruto da crise financeira que assola a maior parte dos clubes. O êxodo de jogadores para países como Chipre ou Roménia também reduz a qualidade da mão-de-obra disponível, e o recente alargamento veio piorar ainda mais este cenário. No entanto, existem outros fenómenos que podem explicar este decréscimo de qualidade, a começar pela introdução das equipas B. Muitos dos ditos pequenos viviam dos empréstimos de jovens jogadores que, embora inexperientes, tinham escola. Outro ponto relevante é a transferência de jogadores de clubes pequenos para grandes, que posteriormente os colocam fora do país. Exemplos recentes são os de Licá, Ghilas ou Candeias, que eram mais-valias para o nosso campeonato. Deste modo, os fracos ficam ainda mais fracos, pois perdem as suas referências, e ao contrário dos grandes, não têm capacidade de recrutamento para as substituir rápida e eficientemente. A formação e prospecção podem ser soluções a médio prazo, mas também estas requerem uma disponibilidade financeira que hoje não abunda por este país. Uma solução para este problema podia ser uma divisão mais equitativa dos dinheiros provenientes dos direitos televisivos, que tudo indica, serão unificados e negociados pela própria Liga de Clubes, e também das verbas que possam advir da legalização do jogo online. Talvez assim, os clubes mais pequenos pudessem ter acesso a recursos que lhes permitisse diminuir um fosso que apenas tem tendência não só a aumentar, como a conter cada vez mais elementos. É verdade que os clubes mais representativos, como que saíriam a perder no imediato, mas a longo prazo, teriam muito mais a ganhar com um campeonato mais competitivos e exigente.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito 

0 Comentários

  • João Dias
    Posted Dezembro 12, 2014 at 11:57 pm

    O campeonato não é fraco.
    O que é revoltante são as desigualdades gritantes entre os grandes e os pequenos.

    E isso reflete-se nos dinheiros dos clubes.

    Acham aceitável que um jogador do Penafiel ganhe 2500 euros por mês enquanto um do Porto ou do Benfica ganha 250 000 mensais???

    • João Lains
      Posted Dezembro 13, 2014 at 12:49 am

      Sim, acho. O Benfica teve dois jogadores na final do último Campeonato do Mundo e jogadores com essa qualidade não se pagam com tostões. O Penafiel é uma equipa que logrou alcançar a subida mas claramente não pertence a este campeonato.

    • cmoreira.ft
      Posted Dezembro 13, 2014 at 1:09 am

      Obviamente que não é aceitável. Mas é a realidade, por razões já mais que esmiuçadas. O Penafiel não tem o público, o número de adeptos e as receitas do Benfica, e isso reflecte-se.
      João Lains, o Penafiel pertence a este campeonato. Se este fosse de 16 equipas, não pertenceria, mas sendo de 18 pertence. Vamos dar tempo a Rui Quinta e aos jogadores. Lembra-te que foram ganhar a Arouca, o que não é assim tão fácil.

    • Ricardo Machado
      Posted Dezembro 13, 2014 at 2:26 am

      João Dias, a sério que fez essa pergunta? Está a querer dizer o quê? Que o que seria aceitável era os jogadores da 1ª Liga Portuguesa receberem todos o mesmo independentemente do clube onde jogam?

    • Coríntio
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:17 am

      Sinceramente nunca percebi o porquê de se voltarem a colocar 18 equipas na Liga Portuguesa quando já se tinha visto que isso não dava resultado. E o mais absurdo é continuarem a descer apenas 2. Ora isso retira toda e qualquer competição na parte de baixo da tabela.

      Já que foi a Liga que instituiu essa regra então deveria persuadir os cubes a apostar em mais jogadores das suas formações, já que facilita por um lado, deveria exigir mais por outro. É do interesse da FPF ter bons jogadores portugueses sempre a aparecer e a Liga deveria encarregar-se que isso aconteça. Agora uma liga sem competitividade nenhuma, estar cravejada de estrangeiros sem valor e bem pagos (já começam a aparecer as equipas com vários meses de salários em atraso, como é habitual, mas se for preciso vão ao Brasil buscar mais 5 jogadores em Janeiro).

      Ou se mantem as coisas como estão e fazem os clubes apostar mais nas suas formações, ou então em vez de 2 equipas deveriam descer 4 ou 5 de divisão, que podia ser violento de entender para alguns clubes mas até se iam esfolar em campo para não estar no fundo da tabela. Poderia ser uma boa forma de contornar as coisas.

      Um absurdo a Primeira Liga ter 18 equipas e a Segunda Liga ter 24. Não se entende, é claramente um erro. E não se estão a ver efeitos práticos porque não estão a aparecer jovens jogadores com qualidade nesses clubes porque não faz parte da política da maior parte dos clubes apostar nos seus próprios jogadores. Tirando Sporting, Benfica (apenas a equipa B), Guimarães, Feirense (2ªLiga) não estou a ver mais nenhum caso de relevo.

    • fui
      Posted Dezembro 13, 2014 at 9:17 am

      O que deviam fazer, em toda a Europa, era um sistema tipo NBA.

    • Logen
      Posted Dezembro 13, 2014 at 10:36 am

      Percebo o que dizes ,mas não é por aí..
      Em Inglaterra City/ Arsenal etc pagam 10 Milhões ano a jogadores e gastam 70/80 Milhões todos os anos ,clubes como C.Palace /Stoke/Burnley não chegam perto disso, apesar de possuírem um orçamento que em Portugal daria para lutar com os 3 grandes (não estou a falar da politica de mercado,apenas em orçamento) são comparáveis a Moreirenses /Setubal etc em Portugal!

  • Stalley
    Posted Dezembro 12, 2014 at 11:58 pm

    Nuno Ranito, mais uma vez a mostrar o que vale!
    Excelente texto.

    Na parte das equipas "b" penso que há "casos e casos", há jogadores por exemplo que foram comprados para o plantel principal mas que primeiro têm de rodar na equipa "b", caso do Gaul do Sporting, este jogador não vai ser emprestado, porque penso que o Sporting tem em mente lança-lo na equipa "A" ainda está época.
    Depois outros casos como o Iuri Medeiros, que lhe fazia bem um emprestimo, já que vai para a segunda época na segunda liga, deveria ter o mesmo percurso que João Mario, a meu ver e até mais jogadores deviam fazer o percurso do João Mario, só lhe fez o emprestimo ao Vitória de Setubal.

    SL!

  • André CG
    Posted Dezembro 13, 2014 at 12:06 am

    A liga devia ter 16 equipas, que é o que faz sentido num país com o tamanho de Portugal. Já ouvi propostas de 12 equipas tipo Escócia, mas penso que seria ridículo, porque apesar da maioria apoiar 3 clubes, ainda existem pessoas que gostam de apoiar o clube da terra.

    Concordo plenamente que o dinheiro devia ser mais equitativamente distribuído, dando hipótese a clubes mais pequenos de formarem melhores equipas e consequentemente chamarem mais adeptos. Mas no fundo o cerne da questão prende-se com a cultura portuguesa de sede de vitórias, e quem lhes pode fornecer isso neste momento são apenas 2 clubes, sendo que o terceiro tem vindo a perder adeptos porque não tem ganho nada…

  • Kafka I
    Posted Dezembro 13, 2014 at 12:10 am

    Já disse várias vezes aqui, que Portugal com apenas 10 milhões de Habitantes não tem capacidade para alimentar 18 equipas numa primeira divisão, porque não há mercado para tal, ainda para mais quando 95% dos 10 milhões de consumidores é apenas de 3 clubes…e vou-me repetir é certo, mas a Alemanha com 82 milhões de habitantes oferece 18 equipas de elite aos seus consumidores, nós com apenas 10 milhões de habitantes oferecemos os mesmos 18 equipas…ora segundo a lei da oferta e da procura, é só pensar um pouco, quem está certo e quem está errado…

    • Marcelo Afonso
      Posted Dezembro 13, 2014 at 12:22 am

      Boa analise Kafka,
      de facto o problema está precisamente nisso.

    • André CG
      Posted Dezembro 13, 2014 at 12:30 am

      Sim, mas a Espanha, Inglaterra, França e Itália têm 20 equipas e à volta de 50 milhões de habitantes cada…
      Não que concorde que Portugal devia ter 18, mas também acho que a Alemanha tem 18 porque deve ser um dos únicos campeonatos onde existe apenas um clube que está muito acima dos outros tanto actualmente como no passado, pelo que aumentar para 20 como os outros principais campeonatos não teria grande impacto nesta hegemonia.
      Como referi antes, devíamos ter 16, mas também só temos 18 porque a liga tem sido liderada por oportunistas que só fazem porcaria.

    • João Lains
      Posted Dezembro 13, 2014 at 12:55 am

      Não sei se acrescenta grande coisa à discussão, mas como falaram em habitantes e consumidores, queria apenas referir que o Rio Ave e o Estoril tinham, respectivamente, a 1ª e a 4ª assistência média mais baixas de todas as equipas que participaram na Liga Europa, incluindo o playoff. Estamos a falar de um universo de 80 equipas!

      Sempre me mostrei a favor da redução do número de equipas no nosso campeonato, sobretudo com o aparecimento da Taça da Liga – podia perfeitamente ser retirada do nosso calendário – mas não ao ponto de a reduzir a 12 equipas como acontece na Escócia ou na Áustria, simplesmente porque aí não teve grande impacto em termos de competitividade.

    • Miguel 81
      Posted Dezembro 13, 2014 at 1:48 am

      Que acham da ideia de um campeonato a 12 e depois um play off final? Como no futsal, por exemplo. Prós e contras?

    • Che
      Posted Dezembro 13, 2014 at 2:42 am

      10 equipas, 4 voltas, 38 jogos…

    • Coríntio
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:28 am

      O modelo das 16 equipas é o mais correcto e sou a favor da centralização do dinheiro das televisões. Mas se são poucas as equipas que gastam bem o dinheiro, se houvesse mais dinheiro ainda o esbanjariam pior.

      O Boavista sem dinheiro, investiu imenso numa equipa de Babel que nem se entendem uns aos outros, e curiosamente o melhor jogador da equipa tem sido um jovem português, que nem sequer era para ser opção, de seu nome Zé Manuel. Nem quero imaginar se por exemplo o Boavista tivesse 5 ou 10 milhões para gastar. Era o descalabro. O dinheiro desaparecia em pouco tempo e a equipa estaria sempre na bancarrota, como todas as equipas da nossa Liga. Mas os presidentes aumentam as suas fortunas.. curioso.

      A classe dirigente dos clubes portugueses infelizmente é má, com mentalidade de sanguessuga. Poucos são os dirigentes que estão no futebol sem ser para tirar proveitos próprios.

      O modelo alemão obriga as equipas a terem plantéis balanceados entre juventude e experiência e controla fortemente as compras e vendas. Penso que não há nenhum clube alemão que dê prejuízo ao final do ano, o que é único no futebol.

    • Juleu Romieta
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:35 am

      Eu sugeria destruir tudo e voltar a construir. O futebol português está podre e o facto de 99% das pessoas ser apenas de 3 clubes faz com que o campeonato seja suis generis (não no bom sentido).

      Eu sugeria acabar com as equipas actuais e fazer equipas novas, com outros nomes.

      Guimarães
      Braga
      Póvoa Varzim/Vila do Conde/ Barcelos
      2 equipas da área do Porto
      Viseu
      Coimbra
      Aveiro
      3 equipas área de Lisboa
      Setúbal
      Algarve
      1 equipa da Madeira

      14 equipas, bem organizadas e estructuradas, sem terem passivos abismais como as actuais, e estava lançada a competição ideal.

    • joao
      Posted Dezembro 13, 2014 at 4:18 am

      Mercado há. Está mas é muito assimetricamente distribuido. E a negociação centralizada da tv que em principio pode resultar em maiores ganhos para todos já está a ser mal cozinhada. Se leram o artigo do expresso os clubes que apoiam a vigente liga, e o meu é um deles, conseguiram escolher de todos os vigentes nos outros campeonatos um dos mais injustos… pior do que me lembro só itália e ainda pior espanha… europa do sul portanto…. mais que o nr de pessoas… mentalidade

    • Kurt Cobain
      Posted Dezembro 13, 2014 at 4:52 am

      12 equipas. 1ªFase: 2 voltas e 22 jogos/equipa; 2ª Fase (as equipas mantinham as pontuações da 1ª fase): disputada tb a 2 voltas, 10 jogos/equipa; as 6 melhores equipas jogam entre elas para disputar o campeão e acesso às competições da UEFA; as 6 piores equipas jogam entre elas para disputar a manutenção. No total daria 32 jogos/equipa.

    • fui
      Posted Dezembro 13, 2014 at 9:24 am

      Che, também já pensei num sistema assim (no total dá 36 jogos), ou então com 12 equipas e depois da segunda volta dividir as 6 melhores classificadas das piores e voltar a fazer duas voltas (dava 32 jogos). Além disso aumentava-se a segunda liga para 24 equipas, tornando-a mais exigente e competitiva, o que também seria uma mais valia para a formação vinda das equipas B.

    • FC76
      Posted Dezembro 13, 2014 at 9:44 am

      Partilho da opinião do Che… acho que uma liga com Benfica, Porto, Sporting, V. Guimarães, Braga, Belenenses, Paços de Ferreira, Marítimo, Nacional e Rio Ave, por exemplo, seria muito mais entusiasmante.12 clássicos por época, equipas como o Estoril, a Académica e o V. Setúbal a enriquecer a 2ª Liga e a tornar realmente interessante a luta da descida.

    • Che
      Posted Dezembro 13, 2014 at 10:15 am

      Exactamente e desciam e subiam dois, não tem nada q enganar. E não venham c histórias de q 4 derbys por ano cansava, eu ia adorar pois ir ver a bola e equipas como o Setúbal perderem tempo desde o primeiro minuto é uma vergonha

    • Miguel 81
      Posted Dezembro 13, 2014 at 11:24 am

      Gosto da ideia do Kurt Cobain. O número de jogos é adequado e de certeza que haveria bastante competitividade. O facto de as equipas passarem à segunda fase com o mesmo número de pontos conquistados é justo, ao contrário do que acontece com o sistema dos play – offs.

    • Kafka I
      Posted Dezembro 13, 2014 at 11:57 am

      Kurt Cobain e Che

      Partilho das vossas sugestões, acho que dado o pequeno mercado que temos, 12 equipas seriam o ideal.

    • druyda
      Posted Dezembro 13, 2014 at 12:22 pm

      Lá estão os visionários do campeonato com 12 clubes. E outros a sugerir para destruir equipas e criar novas, vê-se logo as ideias brilhantes que aqui abundam. Acabem mas é, então, com os clubes grandes e vão ver o campeonato ganha logo outra dimensão.

    • Joao
      Posted Dezembro 13, 2014 at 1:46 pm

      Eu se o campeonato mudasse para apenas 12 equipas sinceramente perdia o interesse, continuaria apoiar o meu clube claro, mas deixaria de ver os outros jogos como faço agora. Concordo que 18 é mais para o mercado que temos(embora prefira 18 a outro qualquer numero mais pequeno), mas reduzir para 12 nao

    • João Lains
      Posted Dezembro 13, 2014 at 2:17 pm

      Os países com uma população semelhante à nossa têm um campeonato com 16 equipas, das quais eu não abdicava. No final o antepenúltimo discutia com o terceiro da segunda liga um playoff.

    • Kafka I
      Posted Dezembro 13, 2014 at 5:22 pm

      druyda

      Por muito que chames visionários, contra factos não há argumentos e face a um mercado tão pequeno de 10 milhões de consumidores, 18 clubes é um exagero, e as receitas só subiriam com uma diminuição para 12 clubes, pois o pouco que há seria a distribuir por menos…isto é matemática pura, por muito que tu venhas com a cantiga dos visionários..

    • druyda
      Posted Dezembro 13, 2014 at 7:24 pm

      Matemática pura!? Queres que te fale de matemática? 97% dos adeptos estão distribuidos por 3 clubes. Logo não há mercado para os outros. Apenas 5 clubes conseguem ter médias superiores a 10000. Contra fatos não há argumentos.

      Mas achas que reduzir o campeonato para 12 equipas é que é a solução. Assim como magia os 9 clubes (além de 3 grandes) ficavam com mais dinheiro (por jogarem 4 vezes entre si) .

      É como eu digo, mais vale fechar o futebol.

    • joao
      Posted Dezembro 13, 2014 at 7:50 pm

      É pura matemática… Acontece que a propalada Escócia tem metade dos habitantes de Portugal logo o mercado escocês também é pequeno para 12 clubes e logo deveriam enviar um email para a liga escocesa a dizer que o ideal será 6 clubes e eles não percebem nada daquilo. E já que estão com os dedos no teclado digam também à liga eslovena que o mercado esloveno também é demasiado pequeno para o campeonato que têm deveriam ter entre 2 e 3 equipas… Esqueçam isso é o que querem aqui estava a confundir…

    • Kafka I
      Posted Dezembro 14, 2014 at 3:34 am

      druyda,

      Tu falas falas falas mas mais pareces é o Bloco de Esquerda ou o Antonio Costa, ou seja, choram muito, falam muito, mas apresentares medidas concretas está quieto…eu já te provei aqui no blogue por mais de uma vez, que uma redução para 12 equipas, levaria a um aumento quase para o dobro das receitas dos clubes pequenos comparativamente com o que recebem hoje, e tu apenas respondes com conversa para embalar, mas o que é um facto é que ainda não apresentaste uma única ideia para aumentar as receitas dos clubes pequenos, mantendo as 18 equipas, ou seja, tão tipico do bloco de esquerda, limitas-te a ser do contra, mas depois quando te perguntam "então aí não queres assim? então diz lá como se vai melhorar" tu assobias para o lado, tipico, enfim,,

      João,

      A resposta que dei ao druyda, serve para ti também, estou à espera da solução que tu apresentas para duplicar as receitas dos clubes pequenos na primeira divisão, eu já por mais de uma vez provei que com 12 equipas essas receitas duplicariam, fico então à espera da tua solução para duplicar as receitas com 18 equipas…

    • joao
      Posted Dezembro 14, 2014 at 7:27 pm

      Nunca li aqui a tua solução para recapitalização do futebol portugues, mas confesso que nao passo aqui a vida. Presumo que tenhas mostrado que se meteres o campeonato a mais voltas há mais jogos com os grandes e logo há mais bilheteira etc etc etc… Também irás dizer que as receitas de tv mesmo que pessimamente distribuidas irão aumentar para os poucos pequenos que restarem… etc etc… esqueces de dizer no entanto que provavelmente muita equipa iria acabar e que as diferenças entre as equipas da primeira liga e da segunda iriam ser tão grandes que as equipas que subiriam iriam ser bobos da festa. Nunca me leste aqui que eu era por um campeonato de 18 equipas, nem 20 nem 16, não sou de certeza a favor de um campeonato de 12, que é o tipo de campeonato que se passa em paises muito menores do que o nossso e já agora com pior expressão futebolistica. Aliás esse tipo de campeonatos mais uma vez não vai favorecer os pequenos mas sim os grandes porque dos poucos fieis à sua cidade ainda vão roubar um pouco mais. Já agora gostava de saber o que pensas da solução para os direitos de futebol que está a ser cozinhada? Já agora nem eu nem druyda temos que apresentar uma proposta sobre o que quer que seja… e sim podemos criticar à vontade o que aparece aqui porque o facto de nao sermos pro-activos na descoberta de grandes soluções para o futebol não quer dizer que não possamos emitir opiniões sobre esse e outros assuntos, parvas ou não. Sugiro portanto, já que achas que deviamos ser mais proactivos desse notavel desporto chamado futebol e sem o qual a humanidade não poderia jamais sobreviver, que tu proprio pegues nesses calculos complexos que deves ter desenvolvido, fales com os patrocinadores para saber o que acham disso, com as tvs, faz lá o estudo de mercado e tudo o mais que deve ser feito… O tempo que perdeste sobre o assunto não deve ser desperdiçado…. Agora até já temos uma gerencia de liga. Continua esse trabalho e apresenta a proposta para a liga… Pode ser que resulte… também foi assim que se acabou com a presidencia anterior do sporting… Agora não venhas é dizer que nós não podemos criticar, nem que temos que apresentar propostas e não faças comparações com partidos porque a importancia do futebol não se compara com a governação de um país, nem eu nem o druyda estamos a trabalhar no assunto, não nos apresentamos a eleições, e não temos que mostrar trabalho sobre o assunto para sermos eleitos, e já agora e não menos importante… Estamos numa caixa de comentários….

  • Miguel C
    Posted Dezembro 13, 2014 at 1:34 am

    Creio que o jogo a que se assistiu hoje entre duas das piores equipas do campeonato mostra que alguma coisa tem de ser feita. Setúbal, Gil Vicente, Boavista, entre outras, são equipas que não têm qualidade, nem capacidade financeira para ficar na primeira liga.
    Um campeonato reduzido a 12 equipas ao menos permitiria que uma percentagem maior dos jogo fosse competitivo, em vez dos banhos de bola que vemos as equipas do fundo da tabela levar das do topo.

  • Mega Badjeras
    Posted Dezembro 13, 2014 at 1:45 am

    Excelente texto! Gostei bastante de ler e subscrevo.

    • Coríntio
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:29 am

      Será que o Luís Duque e o Fernando Gomes são leitores do Visão de Mercado? Possivelmente não, senão já teriam tomado medidas. São expostos aqui imensos problemas do futebol português, e potenciais formas de os ultrapassar, mas quem decide continua a assobiar para o lado..

  • Anónimo
    Posted Dezembro 13, 2014 at 1:49 am

    Qd foi pedido o estudo ao futebol portugues a conclusao foi que todos ganhariam com o campeonato com 10 equipas a 4 voltas. Eu concordo. A de 16 equipas era a opcao B. Agora voltamos à escala -1.

    Vitor Hugo

    • kalmat
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:16 am

      Portugal está empobrecido não há dinheiro para ir à bola lá fora ganha-se bem dá para tudo por isso tudo está cheio.

    • Juleu Romieta
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:38 am

      Está empobrecido mas para contratar estrangeiros sem valor já há dinheiro. Quem fica com as comissões é que se fica a rir, os clubes esses, estão na penúria.

  • Marco
    Posted Dezembro 13, 2014 at 2:05 am

    Não estivéssemos num país onde os carneiros seguem o rebanho e toda a gente é dos que ganham, talvez conseguíssemos ter um campeonato bem mais equilibrado onde as equipas pior classificadas apresentariam um melhor futebol e conseguiriam segurar os Licas, Candeias, Rafael Martins e outros.

    • João Lains
      Posted Dezembro 13, 2014 at 5:15 am

      Qual é o teu clube?

    • Estive Lá
      Posted Dezembro 13, 2014 at 2:36 pm

      Sem dúvida Marco. João que interessa o clube dele? Não é possível ter uma opinião sem ter que puxar ao clube?

    • João Lains
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:20 pm

      Não, não é. Porque existem várias pessoas que vivem nas ou perto das grandes cidades que não conseguem colocar-se na posição de quem vive no interior ou em zonas em que a principal equipa compete no CNS.

    • Awesome_Mark
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:47 pm

      E isso invalida o que o Marco disse João?

    • Estive Lá
      Posted Dezembro 13, 2014 at 5:21 pm

      Se a equipa mais perto compete no CNS as pessoas dessa terra deveriam apoiar e gastar dinheiro com esse clube.

    • druyda
      Posted Dezembro 13, 2014 at 7:25 pm

      E então? Não pode apoiar uma equipa no CNS? Enfim, que ricas mentalidades.

      "procurar o ter e poder não significa que estejam perto da verdade".

    • João Lains
      Posted Dezembro 13, 2014 at 7:25 pm

      Já sei que rumo é que esta discussão vai tomar.

      Cumprimentos.

    • João Lains
      Posted Dezembro 13, 2014 at 7:42 pm

      "Enfim, que ricas mentalidades" Chora…

      Cresci a ver o Benfica jogar, portanto é óbvio que é o clube que eu apoio e como acontece comigo, acontece com todos os outros. Porque ninguém gosta de futebol, escolhe o clube porque é o que ganha, senão nesta altura a grande maioria seria portista.

    • druyda
      Posted Dezembro 13, 2014 at 10:24 pm

      Tenho a certeza se o Eusébio tivesse jogado no Porto, anos 60, eras portista. Agora pensa. Uma questão de mentalidades. Apenas em Portugal.

  • Anónimo
    Posted Dezembro 13, 2014 at 5:17 am

    E porque nao apenas uma liga profissional com 18 equipas Uma taca da liga com eliminatorias todos contra todos desde o inicio e as verbas distribuidas equitativamente?

    Joao

  • Anónimo
    Posted Dezembro 13, 2014 at 9:11 am

    Em nada beneficia serem 16, ou 12…
    O Penafiel estaria lá na mesma!
    E para os que o criticam, vejam a liga espanhola e o Eibar…

    A verdade e que tirando 5 clubes (Fcp,Slb,Scp,Scb,Vsc) os outros sobrevivem a custa dos jogos contra slb fcp e scp.

    Para mim a culpa é do adepto portugues, fala que nao apoia por isto e por aquilo,as a verdade é que só querem saber dos 3 estarolas, e estes contentes por serem todas as épocas beneficiados pela arbitragem comparativamente as equipas pequenas, e disso ninguem faz capas nem se fala…
    Kanjy6

  • Anónimo
    Posted Dezembro 13, 2014 at 9:36 am

    Para começar também preferia um campeonato com 16 equipas, mais adequado ao país que temos. No entanto, essa história de dizer que o campeonato está nivelado por baixo é uma treta, não só é algo vago como é criticar por criticar. Aliás, como é norma, o que é nacional é fraco o estrangeiro é sempre melhor. Ironia à parte, é verdade que há 4 equipas muito frágeis (Académica, Gil Vicente, Setubal, Boavista e Penafiel), mas por favor refiram-se também às equipas que jogam bom futebol, ou pelo menos atractivo, como o Vitória, Braga, Paços de Ferreira, Estoril, Rio Ave. Aliás estas equipas já este ano proporcionaram muito bons jogos e criaram muitas dificuldades aos "Grandes", até roubando uma quantidade significativa de pontos.
    Vale a pena valorizar o que é nosso, o estrangeiro nem sempre é melhor. em termos de competitividade (sem falar em capacidade financeira ou qualidade de planteis) a liga alemã é um bom exemplo?! com o Bayern a ganhar cronicamente com 20 pontos de avanço ou então a Liga Espanhola onde quem golear mais entre Barça e Real é quem ganha o campeanato, aí sim a diferença de um Eibar, Almeria é estrastoférica para os dois grandes.
    Para acabar só uma nota, protejam também o jogador português, começa nos adeptos! E não metam no pedestal estrangeiros que nada ainda provaram como Carrilo (nas 2 épocas anteriores andou a pastar no entanto é só elogios, super craque, e minutos para o campeão) e Talisca (sou benfiquista, no entanto não me convence este e cheira-me que a fonte de golos secou).

    Knox_oTal

    • Estive Lá
      Posted Dezembro 13, 2014 at 2:38 pm

      Só por roubarem pontos aos grandes já está mais equilibrado? Estará equilibrado quando varias equipas jogarem entre si de igual com as mesmas ferramantas e apoio.

    • Anónimo
      Posted Dezembro 15, 2014 at 10:26 am

      Mais que os pontos roubados, interessa a dificuldades dos jogos e a sua qualidade e as equipas mencionadas proporcionaram isso. Quanto ao equilíbrio, claro que sou de acordo por uma melhor distribuição das receitas e um maior apoio aos clubes mais pequenos, e isso tem de partir da Liga e uma melhoria ao nível do dirigismo. Agora em nenhuma liga do mundo as equipas jogam de igual para igual com todos os adversários. Haverá sempre favoritos e clubes muito mais fortes!
      Knox_oTal

  • António Cabral
    Posted Dezembro 13, 2014 at 10:44 am

    É impossível uma Liga competitiva e com qualidade generalizada, quando existe uma clara subserviência dos Clubes mais pequenos e outros 2 chamados grandes, isto é lógico. Tanto em termos de direitos televisivos, patrocínios, empréstimos e transferências de jogadores, o Clube pequeno é paulatinamente "engolido" pelo poderio dos maiores. É certo que num País tão pequeno é difícil alterar esta tendência, mas enquanto os Clubes mais pequenos estiverem representados por pessoas cuja principal prioridade passe pela auto-promoção em detrimento dos interesses dos referidos Clubes, pouco ou nada irá beneficiar a nossa Liga. Aliás, estes comportamentos de bajulação são exemplo claro de que quem está no futebol em Portugal não possui grande interesse em adicionar imprevisibilidade e qualidade à Liga defendendo uma total independência e idoneidade às relações entre os diversos Clubes. É necessário "rebentar" com os interesses das transmissões televisivas, que haja uma divisão de lucros mais justa entre todos os clubes, que se acabe de vez com as facções e almoçaradas na Mealhada, com as alianças de ocasião, no fundo banir do futebol Português todos aqueles que se se servem dele e não estão para o servir com rigor e dedicação.

  • Anónimo
    Posted Dezembro 13, 2014 at 10:59 am

    Concordo com o texto (excelente) e com tudo o que têm dito excepto com a estória das equipas B.
    Nesse aspecto, é pelo contrário, as equipas B so vêm é aumentar a qualidade da Liga, com muitos jogadores com mais formção e estaleca que na grande maioria nao terão qualidade para os clubes grandes mas alimentam os restantes clubes da 1º liga com jogadores de qualidade. Agora não podem é acontecer situações como o do Benfica com Miguel Rosa. e quem diz Benfica diz Fcporto e Sporting no caso dos emprestimos (apesar do Sporting e muito bem ter banido essa pratica desde a chegada de BC).

    e falta acrescentar aqui um factor, se houvesse menos jogos contra essas equipas que pouco valem futebolsticamente falando, mais espectadores teriamos.

    12 ou 14 equipas era o ideal, mas penso que 12 seria o ideal, com uma reformulação da taça da liga.

    Pedro Carvalho

  • Estive Lá
    Posted Dezembro 13, 2014 at 2:33 pm

    O meu comentário é do costume. Um dia vao jogar os três do costume apenas. Para muita gente é normal estas desigualdades. Para obter o que Guimarães e braga conseguiram é preciso muito mais força porque em Portugal está tudo programado para só interessar os três do costume. So falam de outros clubes quando vai jogar com os três. É uma pena. Parabéns ao braga e Guimarães por andarem a remar contra a maré.

  • LuisRafaelSCP
    Posted Dezembro 13, 2014 at 2:39 pm

    Proporcionam maus espectáculos. Aliás, assistir a um Boavista vs Gil Vicente ou algo similar, é absolutamente horrível e não dignifica uma Liga que é considerada pelos rankings como uma das melhores do mundo…
    Reduzir para 12 equipas e fazer 3 voltas (aumentando os confrontos entre as equipas mais fortes e dando mais receitas de bilheteira aos pequenos), podia fazer da nossa liga bem mais competitiva!

    • Awesome_Mark
      Posted Dezembro 13, 2014 at 3:49 pm

      Com 3 voltas teriamos equipas a ter mais um jogo em casa que outras, o que não seria certamente o mais ortodoxo

    • Anónimo
      Posted Dezembro 13, 2014 at 4:14 pm

      Eu paguei para ver o Boavista – Gil Vicente… e valeu apena o Boavista ganhou no ultimo minuto. Quando sao os grandes e mais importante ganhar que jogar bem. A nota artistica fica para quando e possivel.

      Os pequenos com jogadores a ganhar 1000 EUR por mes, tem de jogar bem os grandes so quando e possivel.

      Carlos A

    • Rodrigo
      Posted Dezembro 13, 2014 at 7:06 pm

      A ideia poderia ser interessante, mas como seriam definidos os jogos em casa e fora na 3ª volta?

  • Rui Horta
    Posted Dezembro 14, 2014 at 1:07 pm

    Nem depois do colapso dos regimes do Leste da Europa nem da queda do Muro de Berlim, nem depois dos anos de governação guterrista e socrática, nem depois da detenção do Sócrates, o socialismo continua em força: Querem que os clubes pequenos tenham à força maiores receitas de tv.

    Um dia este país ainda afunda-se mesmo.

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