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Rep. Checa vence Grécia e ascende provisoriamente ao segundo lugar do Grupo A; Derrota deixa gregos numa situação extremamente complicada

Grécia 1-2 Rep. Checa (Gekas 53′; Jiracek 3′, Pilar 6′)

A Rep. Checa derrotou a Grécia por duas bolas a uma, arrecadando assim três preciosos pontos na luta pelo apuramento. Num jogo com duas partes distintas, a vitória dos checos permite-lhes a ascensão provisória ao segundo lugar do Grupo A, ficando à espera do que irão fazer Rússia e Polónia, ainda hoje. Já a Grécia, com apenas 1 ponto em 6 possíveis, fica numa situação extremamente complicada, tendo em vista a passagem à  fase seguinte da competição.

No primeiro tempo, assistimos a uma grande entrada da Rep. Checa no encontro. Logo no minuto 3, Jiracek numa diagonal da direita para o centro, surgindo em excelente posição nas costas da defensiva grega, não perdoou, colocando os checos em vantagem no marcador. Três minutos volvidos, após um cruzamento de Selassie, Pilar no “coração” da pequena área empurra para o fundo das redes da baliza de Chalkias (que também não está isento de culpas). Era então uma Grécia completamente desnorteada, com grandes dificuldades na organização defensiva. Até ao final da primeira parte, os checos controlaram muito bem a posse de bola, enquanto que os gregos, usaram e abusaram do jogo directo, sem nenhum resultado prático.

Na segunda metade, uma autêntica oferta de Petr Cech, logo ao minuto 8, permitiu à Grécia reduzir a desvantagem no marcador. Num lance que aparentemente não levava perigo nenhum, Cech falhou a intercepção, sobrando a bola para Gekas, que sem dificuldades, deu outra animação ao jogo. Verificou-se então um ascendente por parte dos gregos, que partiram em busca do empate, acabando mesmo o jogo com quatro homens de clara vocação ofensiva (Samaras, Salpingidis, Gekas e Mitroglou).

Destaques: 

Grécia – Uma equipa com dificuldades na organização defensiva (as lesões e castigos não podem explicar tudo), que alia também enormes dificuldades na produção ofensiva. O recurso frequente ao jogo directo, em vez de procurar sair com bola controlável, é bem exemplo disso. No jogo de hoje, o seu golo foi claramente mais consentido, do que construído. 
Holebas –  Início de jogo para esquecer, já que no primeiro golo foi batido por Jiracek, que surgiu nas suas costas, enquanto que três minutos depois, permitiu o cruzamento de Selassie para o segundo tento dos checos. 

Rep. Checa – Uma grande entrada no encontro. Se iniciou o mesmo com marcas da pesada derrota na jornada inaugural, logo colocou tudo para trás das costas. Uma excelente primeira parte, com boas jogadas de envolvimento ofensivo por parte dos seus laterais, bem como com uma grande gestão da posse de bola quando se encontraram com dois golos de vantagem no marcador. Sentiu muito a falta de Rosicky no segundo tempo, permitindo um crescimento por parte da Grécia.

Gebre Selassie / Limbersky – Que pulmão de Selassie! Fez jus ao nome, idêntico ao de um grande ícone do atletismo de fundo (Gebrselassie), correndo quilómetros durante o encontro. Inúmeras incursões pelo flanco direito, numa delas efectuou a assistência para o segundo golo dos checos. O seu companheiro no flanco oposto, apesar de mais discreto no segundo tempo, realizou também uma boa exibição. 

Jiracek / Pilar – Os alas checos foram uma constante dor de cabeça para a defensiva contrária. Marcaram    os dois golos da sua selecção (Pilar obteve o segundo tento em outras tantas partidas), e realizaram diversas jogadas de envolvimento ofensivo com os laterais do respectivo flanco.
Rosicky – É uma coisa tê-lo em campo, e outra não o ter. Pode já não ter a frescura física de outros tempos (carreira extremamente fustigada por lesões), mas é capaz de marcar o ritmo de jogo de uma equipa como muito poucos. Ficou nos balneários ao intervalo, muito se ressentindo disso a Rep. Checa no segundo tempo.

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