Com João Almeida podia ter sido diferente? Ficou claro desde o dia em que o português abandonou que ia ser um passeio para Primož, por um lado a concorrência nesta edição era muito fraca e por outro o esloveno ainda é um dos 4 melhores do Mundo em provas de 3 semanas. Neste sentido, fica o lamento de não termos visto o ‘Bota Lume’ até ao fim, já que tinha boas perspectivas de fazer pelo menos Top 2, não sendo de descartar, até pelo trajeto desta Volta a Espanha, que fosse o vencedor final.
Primož Roglič conquistou a 79.ª edição da Vuelta, repetindo assim os triunfos de 2019, 2020 e 2021. O ciclista esloveno chegou ao CR final na liderança e fez melhor que os principais adversários, só tendo sido superado por Stefan Küng. Ben O’Connor fez 2.º na geral final, enquanto Enric Mas completou o pódio. Destaque ainda Mattias Skjelmose, que foi o melhor jovem e ainda tirou o 5.º lugar a Gaudu.


7 Comentários
Miguel
Roglic era o favorito e venceu. Quem acompanha a modalidade já sabia que superar Ben O’Connor nunca seria trigo limpo, farinha amparo, como se costuma dizer, após ter ganhado tanto tempo numa fuga. Enric Mas pareceu o mais forte nos dias mais duros de montanha, i.e. nas etapas com maior acumulado. No entanto, ficou sempre a ideia de ter atacado quando não devia e ter sido demasiado conservador quando podia ter feito diferenças, como na etapa de ontem em que ganha tempo inclusivamente a Roglic. Diria que Kuss foi a desilusão da Vuelta e foi uma pena para a Visma o abandono de van Aert, que estava a ser o grande animador da prova e tinha chances reais de conquistar duas classificações (a verde já estava garantida).
—
O abandono do João Almeida foi uma infelicidade, tinha boas condições para lutar pelo pódio. Seria muito difícil, mas talvez pudesse superar o Ben O’Connor e o Mas, até por ser superior no contra-relógio.
Paulo Roberto Falcao
Grande Vuelta, grande vitória de Roglic, categórica e sem espinhas. A quarta de um ciclista que venceu quase tudo, menos o Tour.
No resto destaque para o segundo posto do O’Connor, para mais um pódio do Eric Mas, que mais uma vez vê a tortilha a escapar-lhe das mãos, e para o regresso do Capapaz. Os azarados da Vuelta foram João Almeida, que quanto a mim poderia ter discutido os dois postos mais baixos do pódio, e Wout Van Aert, que teve que de desistir quando se preparava para um feito histórico na Vuelta, vencer a classificação dos pontos e da montanha, para ser ver o feito épico que seria foi algo que nem Eddy Merckx conseguiu na Vuelta de 1973 que venceu, tendo vencido todas as classificações menos a montanha. É ciclismo.
P. Pereira
E pronto mais uma Vuelta para o Roglic com todo o mérito apesar de não ter sido preciso muito esforço principalmente depois de reduzir para menos de 1 minuto a desvantagem para o O’Connor. Tal como é dito no sublinhado, em termos de Grandes Voltas é top 4/3 dependendo do rendimento do Remco.
Mais uma vez digo que o JA tinha tudo para estar na luta pela vitória e na pior das hipóteses ficava em 3°. O australiano acaba a 2:36 e o Mas a 3:13 portanto não vejo onde é que é descabido o que eu disse sobre o português mas tudo bem. Esperava mais de Landa mas aquela etapa 18 tirou-o da luta pelo pódio, já o Kuss como previ nem perto da luta esteve e à frente do JA não ficaria 99% das vezes, o que é normal porque o Kuss era suposto ter feito o Tour e o Covid de certeza que afetou a sua preparação (apesar de que não acredito que volte a estar na luta por uma GV mas nunca se sabe) mas nem todos percebem isso.
Vuelta que acaba por saber a pouco no entanto não foi a GV mais secante porque pelo menos em relação ao Giro desde o início que havia a expectativa de uma luta pelo menos a 2 e ainda houve mais incerteza aquando da vantagem que o O’Connor ganhou com aquela fuga.
Que venham os Mundiais e Europeus!
ForsenCD
Os números que Roglic fez em duas ou três etapas foram absolutamente monstruosos ao nível do Remco neste Tour.
Portanto duvido que JA pudesse fazer comichão ao Roglic, já caçar o Ben O’Connor (belíssima performance) era possível.
A minha dúvida era Roglic ressentir-se da lesão por isso é que as suas Odds não eram tão favoráveis.
_
Em último lugar, assinalar a performance mitológica da Kern Pharma que homenagearam de forma épica o falecido Manolo Azcona
DNowitzki
1. Consumou-se o expectável: Roglic venceu a Vuelta. Dito isto, venceu-a com menos facilidade do que noutras eras. Foi visível nalgumas etapas as dificuldades que sentiu e, tivesse outra oposição, corria o risco de não vencer. Aquela etapa em que Mas o deixou para trás e depois quase caiu foi crucial para o desenlace da corrida.
*
2. Mas não vai passar disto. Esteve bem melhor do que há um ano, mas falta sempre alguma coisa para chegar à vitória, desde logo ser melhor do que os adversários. Ainda assim, foi muito interessante vê-lo a atacar aqui e ali, embora depois não tivesse capacidade para aguentar o ataque.
*
3. Nunca gostei de Carapaz. Não gosto do estilo de correr, muito vez como carraça morta que depois dá p salto. Não há nada de ilegítimo nessa forma de correr, longe disso, mas não gosto. Nesta semana, se tivesse colaborado com Mas, poderiam ter deixado O’Connor para trás, mas preferiu não o fazer e nenhum deles ganhou o que quer que fosse.
*
4. O’Connor fez talvez a melhor prova de todos, porque ninguém esperava nada do que fez, nem de perto. No entanto, aproveitou a fuga e depois fez das fraquezas forças e aguentou o mais possível a vermelha. Foi o piloto do dia.
*
5. Um João Almeida ao nível do Tour teria dado luta a Roglic, provavelmente muito mais do que a que teve, mas é mera suposição.
*
6. O ano passado a Jumbo limpou as três grandes voltas; este ano foi a Eslovénia.
AndreChaves9
Vitória tranquila do Roglic.
Eu se fosse a ele claramente que não ia ao Tour para o ano. Giro e Vuelta e podia ganhar ambas sem os outros artistas. Mas certamente os patrocinadores o vão querer la
SportingFan1906
O Tour é a peça que falta no currículo do Roglic, é claro que ele vai continuar a querer ir ao Tour até se retirar ou deixar de ser competitivos em grandes voltas.