Quanto à partida, ma primeira parte assistiu-se a um duelo físico e intenso, sempre bastante disputado, com ambas as equipas a denotarem dificuldades no momento com bola e a apostarem mais no jogo directo. A Suécia ia tendo muitos problemas para contrariar a agressividade e organização da Irlanda, que dispôs mesmo das únicas oportunidades do primeiro tempo. Hendrick obrigou Isaksson a uma bela intervenção, enquanto que depois foi O’Shea a falhar o desvio à boca da baliza na sequência de um canto. Depois de Brady ter rematado por cima, foi Hendrick a proporcionar um grande momento com um excelente remate de fora da área, mas com a bola a bater na barra. No entanto, o intervalo chegou sem que o marcador sofresse alterações. Na segunda parte a Irlanda deu seguimento, entrando forte, e chegou à vantagem após bela iniciativa de Coleman, que cruzou para Hoolahan finalizar muito bem de primeira. A formação nórdica reagiu bem e quase que chegou ao empate de seguida, mas Randolph evitou o auto-golo de Clark e Forsberg atirou por cima na recarga. A Suécia estava agora melhor no jogo, explorando bem os flancos (principalmente o esquerdo, por Olsson) e esteve novamente perto da igualdade por Zlatan, mas o seu remate saiu ao lado. Mas o 1-1 viria mesmo a surgir, com Zlatan a conseguir ganhar espaço dentro da área e a cruzar para Clark fazer auto-golo. Na resposta, a Irlanda podia ter chegado ao segundo golo, mas Isaksson levou a melhor no cara-a-cara com Hendrick. A partir daí os níveis de intensidade e agressividade subiram, mas, à excepção de um lance onde Zlatan chegou atrasado a um cruzamento de Olsson, nenhuma das equipas conseguiu criar mais lances de perigo (usaram e abusaram do jogo directo) e o resultado manteve-se.
Destaques:
República da Irlanda – Uma excelente imagem (se olharmos às expectativas com que chegavam ao torneio e ao nível apresentado é mesmo a grande surpresa até agora), mas um resultado insuficiente, sobretudo se olharmos à superioridade apresentada (e agora os irlandeses necessitam de bons resultados frente às duas principais equipas do grupo). Um conjunto que tecnicamente não é muito requintado, mas que com a sua dinâmica, intensidade e capacidade de colocar vários elementos em zonas de finalização conseguiu criar diversas oportunidades, faltando algo mais de acerto (e uma pontinha de sorte) para levar os 3 pontos. Individualmente, os nomes a realçar são os do lateral Brady (rápido e a subir com precisão e critério), do médio Hendrick (facilidade de chegada à área e um remate forte e colocado) e, sobretudo, Hoolahan, o jogador com mais técnica e criatividade da equipa, que juntou a isto um golo de belo efeito.
Suécia – Uma pobre amostra de uma equipa que foi durante muitas fases do jogo dominada, que concedeu demasiadas oportunidades de golo e que não conseguiu fazer um remate à baliza (marcou num auto-golo). Os processos colectivos estão mal trabalhados, com uma gritante falta de criatividade com bola a ser o maior defeito dos suecos. Ibrahimovic é a estrela do elenco e nota-se a vontade em pegar no jogo para construir algo, mas Zlatan vê-se sempre muito desacompanhado nessa intenção, acabando isso por resultar muitas vezes numa ausência das zonas de finalização. Ainda assim, o golo tem um importante contributo seu. Outro jogador que conseguiu sair da mediania foi Olsson, sobretudo na segunda parte quando deu alguma profundidade pelo flanco, ao passo que Lindelof não esteve muito acertado em algumas acções, sobretudo quando passou para lateral.
Para começar a entrar nas contas da selecção? É um defesa muito competente, tanto a defender como a atacar, que nos últimos anos tem sido dos melhores na Série A na sua posição, e que agora num clube com outro estatuto vai ter ainda mais visibilidade.



