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Roma quer rescindir com internacional brasileiro e inglês; Danny mantém Zenit em 1.º, CSKA também triunfou; Malucelli vence na consagração de Veloso

Ainda tem futuro na Europa? – De acordo com a imprensa italiana, a Roma quer “desfazer-se” de Maicon e Ashley Cole e já iniciou contactos para a rescisão de contrato. Rudi Garcia não está satisfeito com a condição física do lateral brasileiro, de 34 anos, enquanto que o internacional inglês não se impos na Série A.

Quatro jogos, quatro vitórias – Zenit e CSKA continuam a dividir o 1.º lugar na liga russa. O conjunto de Villas-Boas com um golo de Danny, já perto do fim, venceu, por 1-0, no terreno do Ufa; Enquanto que o adversário do Sporting na Champions bateu, em casa, por 2-0 o Amkar, golos de Natcho e Tosic. Leonid Slutski apostou na equipa base: Akinfeev; Mário Fernandes, Sergei Ignashevich, Vasili Berezutski e Nababkin; Natcho e Wernbloom; Dzagoev, Eremenko e Tosic; Musa.

Matteo Malucelli venceu a 10.ª e última etapa, em Lisboa, na qual o espanhol Gustavo Veloso (W52-Quinta da Lixa) se consagrou, pelo 2.º ano consecutivo, vencedor da 77.ª Volta a Portugal em bicicleta. O jovem italiano bateu ao sprint o companheiro de equipa Vigano (Idea 2010 ASD), com Prades a completar o pódio. Este foi o 3.º ano consecutivo que a equipa de Quinta da Lixa venceu a prova individualmente, sendo que foi o 2.º que arrecadou igualmente a vitória na geral por equipas. Joni Brandão fez 2.º, Alejandro Marque, vencedor em 2013, foi 3.º. Delio Fernandez ficou em 4.º, enquanto que Rui Sousa fechou o Top 5. Veloso juntou à amarela a camisola dos pontos, Bruno Silva arrecadou a camisola da montanha e o russo Aleksey Rybalkin foi o melhor jovem. Algumas notas:

– Monólogo de Veloso, fez lembrar Massimiliano Lelli em 1996. O espanhol foi o mais forte em tudo, nas etapas em linha, chegadas em alto e contra-relógios; Incrível como depois de uma época tão fraca apresenta esta superioridade;
– Só deu W52-Quinta da Lixa. 4 vitórias em etapas, amarela e só não fizeram 1.º e 2.º devido a uma avaria de Delio; O festival que deram na Serra da Estrela já não se via desde as equipas da Maia;
– Joni Brandão a demonstrar capacidade para reforçar uma equipa estrangeira; Mas nos portugueses quem ganhou mais protagonismo foi José Gonçalves, que será um nome mais referido no futuro quando se falar de ciclismo em Portugal; António Carvalho também demonstrou que pode “dar o salto”, já Rafael Silva não correspondeu às expectativas; 
– Em termos colectivos, o Tavira desiludiu;
– Mas o destaque principal foi a fraca qualidade do pelotão, que ficou bastante longe do nível que a Grandissima teve no ano passado, e já em 2014, como nos anos anteriores, o nível tinha sido nivelado por baixo. E no futuro não se prevê que este cenário mude, o que irá certamente afastar ainda mais os espectadores nacionais da modalidade, que por exemplo na última semana tiveram a oportunidade de ver figuras de Top na Volta a Polónia (triunfo de Ion Izagirre, à frente de Bart De Clercq, Aru, Ulissi, Heano ou Nieve), Volta a Burgos (vitória de Rein Taaramäe, que superou Scarponi e Daniel Moreno) e Volta a Dinamarca (Christopher Juul-Jensen ficou em 1.º numa prova que tinha Hagen, Boom, Swift ou Fuglsang).

0 Comentários

  • Klock
    Posted Agosto 9, 2015 at 4:20 pm

    Ashley Cole, o lateral esquerdo mais overrated de sempre.

    • João Lains
      Posted Agosto 9, 2015 at 4:54 pm

      Errado, foi durante muitos anos o que mais se aproximou de Roberto Carlos. Evra só atingiu a elite muito mais tarde.

    • Vital Moreira
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:17 pm

      Entre 2005 e 2008 o Ashley Cole foi possivelmente o melhor lateral esquerdo do Mundo.

    • Ruben
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:18 pm

      No Arsenal e no Chelsea era dos melhores ou talvez o melhor mesmo

    • Yeah!
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:42 pm

      Não concordo nada com isso. Deve ter começado a ver futebol nos últimos 3/4 anos.

    • Klock
      Posted Agosto 9, 2015 at 7:18 pm

      Ainda bem que cada um tem direito à sua opinião.

      Respeito as vossas, mas não consigo concordar. Sempre o achei muito mais cotado do que aquilo que relamente vale (ou valeu).

    • Scheiß
      Posted Agosto 9, 2015 at 9:30 pm

      Só por ser inglês já tem tendência a ser ligeiramente overrated, no entanto, no arsenal e nas primeiras épocas no chelsea era máquina, mas pessoalmente sempre preferi o Evra, desde que este saiu do Mónaco. O Ashley Cole era muito bom em praticamente tudo o que um LE deve ser, excepto em cruzar o raio da bola para a área em condições, isso que não lhe pedissem, era a única coisa que nele lhe faltava para ser melhor que o Evra.

  • Rafael Vicente
    Posted Agosto 9, 2015 at 4:25 pm

    VM excelente. Concordo com tudo!

    E deixo a minha depreciação para principalmente a falta de qualidade dos sprinters. Pois em termos de contra-relógio tivemos 2/3 bons contra-relogistas, trepadores tivemos 5/6 de qualidade. Agora sprinters tivemos 1 (Vigano) e não era nada de especial.

    E saliento a magnífica prestação de Antonio Carvalho, visto que trabalhou para Veloso e até para Delio, andou bem no contra-relógio, subiu como poucos e arrisco-me a dizer que a par de Joni Brandão foi o melhor trepador desta Volta. Está mais que pronto para ser líder de uma equipa e vencer a Volta a Portugal, depois sim ir para o estrangeiro.

    Já o Joni espero que saia já para o ano para o estrangeiro, tem qualidade para tal. E porque não pensar em vermos também o Edgar Pinto, que fez uma excelente época, saltar para o WorldTour.

    • Rui Magalhaes
      Posted Agosto 9, 2015 at 4:49 pm

      O Edgar Pinto está numa equipa que dá-lhe pouca visibilidade e os resultados mais notáveis que teve foi o 11º lugar no Dubai Tour. Está com 29 anos e sempre esteve na categoria Continental, o melhor que pode fazer é arranjar uma equipa Pro Continental em que irá ser gregário e vir a Volta a Portugal como líder.

      O Joni tem que sair já este ano não digo para uma equipa World Tour, primeiro tem que ir para a Pro Continental numa equipa que trabalhe bem os seus ciclistas para contra-relógios, o melhor que poderá estar interessado é a Caja Rural mas se eu pudesse escolher queria a IAM que deve descer de divisão ou a Bora.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:15 pm

      A equipa em que ele está é uma das mais importantes do pelotão Continental.
      E ele teve melhores resultados que no Dubai Tour. Como por exemplo no Tour du Maroc, onde foi sexto na geral venceu uma etapa e venceu a classificação da montanha. Ou na Lá Tropicale Amissa Bongo (uma prova importantíssima em África) onde foi quinto. E por exemplo em ambas as competições ele não era o líder da equipa.

    • Rui Magalhaes
      Posted Agosto 9, 2015 at 9:06 pm

      A equipa onde está não é a equipa mais importante Continental assim de repente a pensar a Roubaix e a Verandas são mais importantes. E depois dos seus 29 anos bem sabes que competições Africanas não dão muito importância as equipas europeias. São resultados assinaláveis dentro da equipa e seus patrocinadores mas em termos de visibilidade não é grande.Portanto o melhor resultado para visibilidade é o do Dubai porque tinha bastantes equipas WorldTour.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 9:50 pm

      A Verandas não é melhor nem mais importante que a Skydive. E te garanto que as competições africanas são bastante vistas por algumas equipas maiores, por exemplo na Amissa Bongo participaram equipas como Europcar e Cofidis.
      Em conclusão a Skydive a nível de pelotão Continental é uma das 5 melhores equipas em mais de 50, o que diz bem da excelente época de Edgar Pinto.
      Mais se a Skydive não fosse uma boa equipa ele não tinha ido para lá, tinha ficado cá.

    • Rui Magalhaes
      Posted Agosto 9, 2015 at 10:09 pm

      Sim a Skydive é melhor do que as equipas portuguesas. Mas acho que a Verandas é melhor do que a Skydive. E as competições africanos não são o mesmo que as europeias.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 10:23 pm

      A Verandas não é melhor, vê bem as equipas.
      E as competições em que Verandas participou são maioritariamente inferiores as africanas.

    • Rui Magalhaes
      Posted Agosto 9, 2015 at 10:52 pm

      São opiniões.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 11:47 pm

      São mesmo.

      E posso fundamentar a minha opinião.
      Por exemplo a Skydive tem Edgar Pinto, Francisco Mancebo, Rafaa Chtioui, Andrea Palini, Vladimir Gusev, Soufiane Haddi e Adil Jelloul. Todos bons ciclistas, uns mais que outros.
      Na Verandas, do nível dos que mencionei acima só o Gaeten Bille e o Dimitri Clayes.

  • Pedro
    Posted Agosto 9, 2015 at 4:35 pm

    É estranho a Volta a Portugal não ter sequer a pontuação da Volta a Burgos. Mas mantenho que a única solução para aumentar o nível da competição – se é que é essa a vontade da organização – seria colocar a Volta em Setembro, no espaço que não coincida com a Vuelta e Mundiais. Talvez a vontade de salvar a época pudesse trazer a Portugal alguns bons ciclistas.

    • Pedro
      Posted Agosto 9, 2015 at 4:38 pm

      E já nem peço equipas do WT mas ao menos conseguir a CCC, Bardiani, MTN, Topsport, Wanty e Cofidis.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 4:39 pm

      Para mim a melhor altura seria durante o Tour, para os ciclistas que vão ao Giro e Vuelta virem.

      Quanto à Volta a Burgos ser mais pontuada. É normalissimo pois participam equipa do WorldTour, participam grandes ciclistas e a organização em 2017 quer que a corrida passe a pertencer ao WorldTour em vez do EuropeTour como está agora.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 4:40 pm

      Lampre por ter portugueses e a Movistar, visto ser uma equipa espanhola.

    • Rui Magalhaes
      Posted Agosto 9, 2015 at 4:56 pm

      Bardiani em Setembro tem sempre competições importantes em Itália. MTN bem da ressaca da Vuelta. CCC para este tipo de provas nunca traz os seus melhores ciclistas. Cofidis também tem provas importantes na França tal como a Topsport e Wanty tem na Bélgica.

      Mas salvar a época já é um "título" dado a Vuelta. E para as equipas Pro Continental existe competições mais apetecíveis e mais fáceis em Setembro. Neste momento a nossa Volta está numa data agradável para as equipas preparem a Vuelta como aconteceu em 2013 o que aconteceu foi o nível de nome ter descido.

    • Rodrigo
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:36 pm

      Concordo com o Rui, o problema é mesmo a prova ter descido de escalão. Caso contrário teríamos várias equipas interessantes. No passado ainda tivemos nomes como L.L.Sanchez, Pettacchi, Pardilla, Palomares, Cobo, Schumacher ou Dekker, mas nesta fase é difícil obter maior competitividade com a descida de categoria. A ideia é valorizar as equipas nacionais e permitir que não se extingam, mas isso tem danos nefastos na qualidade da prova e origina um domínio a seu belo prazer das equipas lusas que faz diminuir um pouco a expectativa do amante da modalidade.

    • Rui Magalhaes
      Posted Agosto 9, 2015 at 6:10 pm

      Exato Rodrigo, basta dizer que em 2013 tivemos o vencedor da Milano-San Remo, o Ciolek ou a IAM que estava a ser um das sensações da temporada.

    • Anónimo
      Posted Agosto 9, 2015 at 6:49 pm

      O Rodrigo disse tudo. O problema para a Volta foi a criação do World Tour e restantes categorias, este modelo torna o calendário pouco flexível, pois as equipas já tem os calendários com provas obrigatórias. Antigamente mesmo nas grandes voltas as equipas só iam aonde interessava tudo mudou. Nesses tempos as italianas de qualidade gostavam muito de vir cá, Saeco, Lampre, Fassa Bortolo, Kelme, e mesmo com as segundas linhas havia sempre ciclistas com mais nível. Além disso o pelotão nacional tem piorado, Rui Sousa é um grande exemplo só foi verdadeiramente candidato quando já estava avançado em idade, porque a concorrência era bem mais fraca.

      Saganas

    • joao
      Posted Agosto 9, 2015 at 8:50 pm

      Já agora quando mesmo é que a categoria da volta desceu? É que já em 2010 pela fonte que estou a pesquisar já era da categoria 2.1 que é a de hoje em dia.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 9:55 pm

      João, a fonte está errada. Em 2010 foi o último ano em que a competição era 2.HC. Em 2011 passou a ser 2.1.

      Deixo o link da maior e melhor base de dados de ciclismo com a informação:

      https://www.procyclingstats.com/race.php?id=108219

    • Rui Magalhaes
      Posted Agosto 9, 2015 at 10:12 pm

      joão, em 2010 era 2.HC ou seja uma das provas que daria mais pontos para a categoria (Pro) Continental em 2011 passou para 2.1.

    • joao
      Posted Agosto 9, 2015 at 10:48 pm

      era a fonte que estaca a usar mas devo entao ter estado na pagina 2011

  • João Dias
    Posted Agosto 9, 2015 at 4:36 pm

    Ai, Danny, Danny… tão bom no Zenit e tão mau na seleção…

    • Anónimo
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:16 pm

      Que craque. . Realmente é difícil encostar uma bola para a baliza com o guarda redes no chão com i remate do Hulk
      Manel

    • Tomas
      Posted Agosto 9, 2015 at 6:06 pm

      Aposto que nem viu o jogo, mas como viu que foi o Danny a marcar pensa logo que foi o homem do jogo e que se fartou de jogar. O Danny hoje marcou como marcava outro jogador qualquer que la tivesse, porque o golo foi uma bomba do Hulk que o gr( melhor em campo) nao conseguiu segurar e sobrou para o Danny.

      E já agora o Danny tem sido suplente no Zenit mas por curiosidade sempre que entrou marcou.

  • karabatic13
    Posted Agosto 9, 2015 at 4:51 pm

    Os tempos da Maia..pois..ninguém quer falar do que todos pensamos sobre esta super equipa da w-52..

    Qual a periodicidade de controlos anti-doping em PT?

    • Diogo Faria
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:02 pm

      Sempre que vejo ciclistas a dominar assim acaba-se por descobrir sempre alguma passado uns tempos… Ainda por cima a idade do Veloso aumenta as minhas suspeitas. Não dá pica ver a volta a Portugal, equipa que suporta nada faz de ano para ano e perco toda a vontade de a ver.

    • Rafael Vicente
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:09 pm

      Exatamente a mesma que na Volta a França. Todas as competições que estão sobre a rédia da UCI regem-se pelas mesmas regras.

    • Rodrigo
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:32 pm

      Pois o problema é esse. O Chagas ainda ontem ou anteontem insinuou algo. Esperemos que não existam surpresas …

    • Anónimo
      Posted Agosto 9, 2015 at 5:48 pm

      karabatic 13, devias ter vergonha de dizer isso! A equipa de Sobrado é a de longe a melhor formação, são tri campões da volta a Portugal.
      A dor de cotovelo deve ser complicada…
      Se todos pensarmos como a Sky ganhou, então tambem tinha sido pelo doping… por amor de deus menos dessa sua mentalidade dos anos 80.

      E para sua informação houve vários controlos, sendo que o último aconteceu no dia de descanso.

      W-52, Parabéns, os melhores vencem SEMPRE!!

      Pedro Sousa

  • Rodrigo
    Posted Agosto 9, 2015 at 5:31 pm

    O Ashley Cole não se adaptou com sucesso ao futebol italiano e como tal não surpreende esta medida, enquanto que o Maicon também já passou os seus melhores anos e não parece capaz de fazer uma época inteira a titular numa equipa de Champions. Se tivermos em conta os seus elevados salários é natural que Rudi Garcia pretenda canalizar esse dinheiro para jogadores mais rentáveis. Um lateral esquerdo já era necessário com ou sem Cole, pois Balzaretti não conta e Dodô continua no Inter, enquanto que na direita o nome de Bruno Peres deve voltar a ganhar força para concorrer com Torossidis, ate pelas semelhanças com Maicon.

    Em relação à Volta, vitória surpreendente de Malucelli, já que o objectivo era certamente lançar Vigano, que acabou por ser 2º, enquanto que Manuel Cardoso voltou a não conseguir vencer e sai desta competição sem qualquer triunfo.
    Na Geral, diria que a vitória do Veloso raramente esteve em causa, tal é a sua superioridade no contra-relógio, a boa condição física diária, sobretudo nas chegadas em alto, que lhe permitiram estar vários dias nos primeiros lugares (ganhou a camisola por pontos) bem como a grande equipa que teve em seu redor e que até coloca algumas suspeitas. O Marco Chagas ontem ou há 2 dias insinuou algo, sobretudo pela grande capacidade do Alarcon nesta Volta, um ciclista banal como ele referiu, sendo que não deixa de ser suspeito ver o Samuel Caldeira a partir um pelotão, ver elementos que pouco renderam durante a época terem esta superioridade e até a alusão à Maia, um dos maiores embustes do ciclismo nacional. Esperemos que todo este triunfo seja lícito, sendo o 3º da formação do Sobrado, para bem do ciclismo português que já não vive grandes dias.

    De resto, destacar elementos como Joni Brandão (o melhor luso e um ciclista que parece talhado para uma equipa estrangeira já), José Gonçalves (estará na Vuelta, é muito completo e foi um dos 3 melhores nesta Volta), Délio Fernández (uma etapa, grande apoio ao líder e alguém que poderia ter ficado no pódio não fosse aquele azar), Bruno Silva (rei da montanha desde o início), Samuel Caldeira (não venceu, mas fez uma prova surpreendente), Gaetan Bille (o corredor de equipas estrangeiras que mais me surpreendeu pela versatilidade) e outros como António Carvalho (está pronto para ser líder parece-me), a Team Idea (2 etapas) ou Rybalkin (melhor jovem).

    Por outro lado, Shalunov, apesar do bom rendimento ontem, foi o flop da prova, enquanto que as equipas nacionais Boavista e Tavira ficaram muito aquém do que podiam fazer, não tendo inclusive vencido qualquer etapa ou camisola. O Louletano salvou-se no início com a vitória do Mateos e com o top-10 do Marcos Garcia (João Benta desiludiu), enquanto que a LA acaba por levar a camisola da montanha e viu Amaro Antunes crescer, colocando-o no top-10 juntamente com Broco.

    Por fim, destacar a fraca qualidade deste pelotão, onde as equipas portuguesas reinam a seu belo prazer (a vitória de Rybalkin na juventude e nenhum elemento de equipas estrangeiras no top-10 é sintomático), sendo que a Caja Rural era a única equipa do 2º escalão (do 1º já nem falo). Percebe-se a ideia de tentar valorizar as equipas nacionais, de modo a que não se extingam, mas começa a ser preocupante a pouca qualidade das equipas estrangeiras que vem à Grandíssima, pois a expectativa começa a ser cada vez menor e a competitividade é fraca, sendo claramente um competição de terceira em face daquilo a que estamos habituados anualmente.

  • ricardo Carvalho
    Posted Agosto 9, 2015 at 5:49 pm

    Gostava de saber a vossa opiniao. Mai on e cole nao serviriam para o Benfica a visto 0?
    Sei que os ordenados seriam altos mas tendo em conta os laterais disponiveis acho que Nao Eram mais.
    Sim nao estao no top agora mas no campeonato portugues acho que ainda davam cartas…
    O que acham?

  • Mr.D
    Posted Agosto 9, 2015 at 6:21 pm

    Digne deverá ser o futuro dono da lateral esquerda da Roma e acredito na sua explosão, tem capacidades para dar muita profundidade ao flanco e ser sólido nessa posição.
    Do lado direito Florenzi deverá ter lugar assegurado com a concorrência de Torosidis. Preferia ver o italiano no miolo numa função de todo o terreno, no entanto o meio campo da Roma já está bem composto e recheado de qualidade.

  • Anónimo
    Posted Agosto 9, 2015 at 7:00 pm

    O Veloso dominou completamente, parecia o Cândido Barbosa todos os dias a lutar pela vitória, só que este era mesmo o mais forte nos CR e na montanha pareceu-me que ia "sobrado" também. Délio em grande foi pena a queda, sempre na frente pode lutar pela vitória nas próximas edições. O Joni melhor português, pode ser que consiga ganhar a Volta nos próximos anos. O Délio e o António Carvalho podiam sair da equipa para liderar a Louletano ou a Boavista de maneira a aumentar a competitividade para o próximo ano. O pior os dois líderes da Tavira que falharam ambos redondamente, a LA cumpre com três homens no top-10 e a camisola da montanha, a Louletano cumpre com a vitória em Bragança, a Boavista devia esperar mais, com 2 pódios a Efapel sai muito bem, porque não seria possível bater a super equipa de Sobrado.

    Saganas

  • joao
    Posted Agosto 9, 2015 at 9:27 pm

    O problema da volta quer me parecer é uma falta de adaptação aos tempos actuais. Temos que nos adaptar e mudar a mentalidade e talvez a percepção que nós temos em relação à volta. Houve aqui um comentário que defendia a Volta depois dos mundiais de modo a que alguém salve a a sua época. Mas alguém salvaria a sua época na nossa Volta? Tirando as nossas equipas a volta tem o mesmo valor que outras voltas quaisquer para as equipas estrangeiras aliás até tem menos que muitas.
    Penso que a nossa volta será das únicas que ainda quer ter mais de 7 dias nos tempos actuais. Penso mesmo que a seguir às 3 grandes será mesmo a maior…No entanto vale menos pontos e menos dinheiro que muitas… Porque é que alguém quer vir cá? Além disso tirando as provas que já têm grande nome e prestigio a nível internacional o que dá prestigio a uma prova é a competição, é lutar com um contador a um Quintana (tipo route du sud que andavam aqui a elogiar o galego e frederico figueiredo) etc etc ou seja não há nenhum elemento de prestigio internacional actualmente para a volta e estamos então neste circulo vicioso de que não conseguimos sair.
    Outro problema que me parece estar a acontecer é que com o aumento da popularidade do ciclismo em todo o mundo têm aparecido mais provas e provas já existentes têm aumentado os seus prémios e o seu ranking ou seja aumentou a concorrência e as equipas têm mais opções para esta altura.
    Quanto a mim tem que se equacionar seriamente a redução no numero de dias da prova, de modo a torná-la mais fácil de enquadrar no calendário das equipas e obviamente equacionar uma mudança na altura em que a prova se efectua. E porque é que isto dificilmente vai acontecer? Porque a prova precisa dos patrocínios para existir, precisa dos apoios camarários etc etc e dificilmente quereriam fora do verão, depois é uma volta feita para as equipas portuguesas que basicamente andam a aquecer até este momento, já que a volta é o único objectivo da época logo no inicio da época a época acabava cedo e mais para o final não haveria tanto dinheiro dos patrocínios para as equipas portuguesas como nesta altura.
    Quanto às equipas que vêm. Houve um decréscimo em relação a outros anos mas digamos que nos outros anos também não foi brilhante. Este ano o pelotão foi composto por equipas de desenvolvimento e portanto com muitos jovens que obviamente não podem vir aqui competir para ganhar. A equipa russa e a stuggart era quase toda de sub 23 a team idea de italia também. Depois vieram uma data de equipas da Holanda e da Bélgica que são boas para provas em plano e longas mas que não dão para a montanha. Acresce-se que estas equipas estão quase todas à frente no ranking das equipas portuguesas (destaque para a verandas que no europe tour está este ano e esteve o ano passado sempre no top 10 ou perto deste) e isto diz muito das equipas portuguesas.
    E isto não quer dizer que as nossas equipas sejam mais fracas, embora devesse fazer com que respeitássemos um pouco mais a qualidade das equipas que vêm cá, mas quer dizer que competem bem mais que as nossas. E isto leva ao ultimo ponto em relação à competitividade da prova. Ninguém tem como objectivo único uma prova como as equipas portuguesas. Sendo assim é óbvio que até as figuras com um pouco mais de nomeada que cá vieram não poderiam competir com equipas que têm quase todos os ciclistas com pico de forma orientado para esta altura (o veloso fez uma época muito fraca não fez? pois foi ele que ganhou a época).

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