Já é indiscutivelmente o melhor guarda-redes português de todos os tempos?
Rui Patrício chegou às 100 internacionalizações pela Seleção A de Portugal. O guarda-redes da Roma, de 33 anos, estreou-se pela Seleção a 17 de novembro de 2010, era Paulo Bento o selecionador, numa vitória 4-0 sobre Espanha (particular). Desde aí foram 100 partidas com a camisola das quinas, com presenças no Euro-2012, Mundial-2014, Euro-2016, Confederações-2017, Mundial-2018, Liga das Nações-2019 e Euro-2020. Patrício passa assim a ser o 7.º mais internacional de sempre por Portugal, sendo o guarda-redes com mais internacionalizações (mais 20 que as 80 de Vítor Baía).
Rui Patrício é o 7.º jogador a atingir as 💯 internacionalizações pela Seleção 🇵🇹:
182 Cristiano Ronaldo
140 João Moutinho
127 Figo
122 Pepe
112 Nani
110 Fernando Couto
100 Rui Patrício pic.twitter.com/JvDrHoMfq2— Playmaker (@playmaker_PT) October 12, 2021


9 Comentários
Abbas
Melhor GR português de todos os tempos?! Ui… Do século XXI provavelmente, é entre ele e o Baía. Antes disso, há Damas, Costa Pereira ou Bento. Não sei muitos dos GR passados, mas diria que Vítor Damas é o nome mais emblemático da história das balizas portuguesas. Pode-se fazer um argumento para segundo maior jogador da história do Sporting. De qualquer das formas, comprova-se que Portugal nunca teve um jogador que fosse realmente um dos 3 ou 4 melhores GRs do mundo. Baía ganhou prémios mais pelo sucesso coletivo, é fácil nomear 5 ou 6 GRs superiores a ele em 2004 (Buffon, Casillas, Dida, Toldo, Kahn, van der Sar, Lehmann).
Mr. Mojo Risin'
Percebo colocar Baía pelo que ainda venceu após 2000, mas neste século deve ter feito 4 épocas a titular se tanto. Deste século, para mim é claramente o Patrício.
Quanto aos outros, não vi jogar para opinar e mesmo quem tenha visto, parece-me difícil. A posição e o treino de guarda redes evoluiu barbaridades e se há posição em que se nota diferença (mesmo de início de século para agora), é a de guarda redes. Na minha opinião, são comparações complicadas. Um redes de topo tem muito menos erros que um redes de topo de 1995. Um Schmeichel, Kahn e afins tinham abordagens a roçar o ridículo se olharmos para eles com os olhos de hoje. Um Oblak, Ter Stegen ou Allison praticamente não cometem erros (tirando jogo de pés por serem obrigados a isso). Arranjar 3 ou 4 abordagens verdadeiramente atrozes de um Oblak é muito complicado. Antes, erravam bem mais. Houve uma evolução brutal na posição.
Até fisicamente, já não há aqueles portentos físicos de quase 100kg como o Schmeichel ou um Kahn. São todos mais magros e mais ágeis.
TOPPOGIGGIO
O Baía, não sendo mau, beneficiou também de algum hype (na altura não se usava a tanto palavra eheh). Foi bom no Porto e a espaços, mas na seleção e no Barça teve “alguns azares” não sendo aquele keeper que garantia pontos.
De qualquer forma r em jeito de provocação à malta portista diria que é o melhor de sempre a fazer mancha fora de área e tinha uns golpes de vista só ao alcance de si próprio:)
Em relação a ele e Patrício eu punha o RP em primeiro na selecção sem dúvida. RP subiu a pulso (mesmo no SCP uns reconheciam-lhe talento e outros olhavam-no com desconfiança) e foi muito importante para a seleção mesmo não tendo a “pinta” do Baía ou defendido penalty sem luvas. Bento e Damas disputam foram muito bons mas num contexto de selecção não sei até que ponto é justo posicioná-los antes de Patrício…
Abbas
Também nunca fui fã do Baía, sempre foi muito protegido pelo contexto do Porto, que na altura era hegemónico em Portugal, mas sempre era melhor que Ricardo e Quim (que na minha opinião até era melhor que o Ricardo, apesar de também ter paragens cerebrais amiúde), o que torna o Baía o melhor GR português da sua era. Dito isto, acabo por concordar que RP é melhor que ele no global, mas por uma margem pequena. Na seleção praticamente nem há discussão possível, Patrício de caras.
BrunoAlves16
Difícil. Há guarda redes de outras eras que eram realmente muito muito bons. Tecnicamente Damas terá sido o melhor, Bento era um GR temível, tinha esse plus de não ser tão elegante mas ser mais “intimidante” para os avançados (digo isto pelo que leio e me contam pois nunca os vi jogar logicamente). Temos ainda Costa Pereira como lenda dos magriços e do Benfica europeu dos anos 60 e ainda um pouco mais atrás Azevedo e Carvalho, reza a lenda, eram dois monstros das balizas. Barrigana também um mito no Porto, keeper de grande agilidade e recursos. Eras muito diferentes que torna muito complicada uma comparação (como em qualquer posição/parâmetro no futebol, é um jogo muito mutável entre décadas). O meu coração verde e branco inclina-me para Damas, mas fico muito contente pelo Rui atingir esta marca.
Abbas
De jogos antigos do Benfica que vi na minha juventude, parece-me que o Bento era um GR extremamente atlético, que mesmo sendo baixo ia buscar facilmente bolas bem puxadas, era mesmo impressionante. Era um GR mais para a fotografia. De Vítor Damas conheço menos, mas parece que era sem dúvida um GR mais elegante e talvez de outra categoria, um GR que talvez tivesse mais facilidade em adaptar-se à conjuntura do futebol atual.
Joga_Bonito
Do século XXI sim, mas da história de Portugal não. Damas, Bento, Costa Pereira, Baía, há vários nomes.
Tiago Peixoto
Sinceramente, nem pensar. Nunca será melhor que o Baía, na minha opinião. E do que dizem os meus familiares mais velhos, está atrás do Bento e do Damas.
Acho que não fez muito sentido, o Moutinho também não é o melhor médio português da história, apesar dos seus 140 jogos na Seleção.
Tiago Silva
O Patrício ser o melhor guarda-redes de sempre português diz um pouco do que nos tem faltado nesta posição. Lógico que não vi todos os guarda-redes jogar, mesmo do Baía lembro-me muito pouco, mas a verdade é que nunca vi Portugal com um guarda-redes superlativo e claramente top-10 Mundial (não faz mal nenhum somos um país pequeno e claro que não dá para termos os melhores em todas as posições). Com isto não quero dizer que o Patrício é um mau guarda-redes, longe disso, mas acho que levou sempre algum hype pelo grande Europeu que fez (e merecido diga-se). A nível de clubes nunca convenceu totalmente nos clubes que representou e parece-me atingir o seu auge claramente quando vai à seleção. É um guarda-redes com bons reflexos, com um bom poder de salto, mas tem algumas abordagens perigosas nomeadamente ao nível das saídas aos cruzamentos.
No entanto chegar às 100 internacionalizações é obra e parabéns ao Rui por isso. Agora irá regressar à Roma e que continue a demonstrar o bom nível que tem apresentado.