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Ryder Cup 2025 – A Europa vencerá no coração da América, ou os EUA recuperarão o troféu confirmando o fator “casa”?

Esta sexta-feira regressa o torneio de golfe mais apaixonante e eletrizante do mundo: a Ryder Cup. Os 12 melhores jogadores da Europa enfrentam os 12 melhores dos Estados Unidos numa competição única, que a cada edição cresce em dimensão e intensidade, e traz consigo inúmeras personagens e histórias para desfrutar. Este ano, o palco é o mítico Bethpage Black, no estado de Nova Iorque, onde se espera uma multidão ruidosa de fãs nova-iorquinos como nunca antes se viu numa Ryder Cup.

O que é a Ryder Cup? Disputada de dois em dois anos, a Ryder Cup coloca frente a frente duas equipas: Team USA e Team Europe, cada uma composta por 12 jogadores – os 6 melhor classificados na época e 6 escolhidos pelos capitães (“Captain’s Picks”).

Formato: Ao contrário da maioria dos torneios de golfe, aqui joga-se em match play: não contam pancadas acumuladas, mas sim buracos ganhos. Quem fizer menos pancadas num buraco ganha-o. No final dos 18 buracos, quem tiver ganho mais buracos vence o duelo e dá 1 ponto à sua equipa (em caso de empate, cada equipa recebe meio ponto). Há 28 pontos em disputa. A Europa, campeã em título, precisa apenas de 14 para reter o troféu; os EUA necessitam de 14,5 para o recuperar.

Como funciona a Ryder Cup

Protagonistas:

Capitães
Luke Donald (Europa) – O inglês, ex-número 1 mundial, conduziu a equipa europeia a uma vitória clara em Roma (2023) e foi naturalmente reeleito como Capitão para esta tarefa bem mais complicada.
Keegan Bradley (EUA) – Ficou de fora da equipa em 2023, por decisão polémica. Este ano esteve perto de se qualificar como capitão-jogador, mas prevaleceu o bom senso e não se selecionou a si próprio. Vibrante e apaixonado pela Ryder Cup, tentará transmitir essa energia aos seus jogadores.

Estrelas
Rory McIlroy (Europa) – Em Abril conquistou finalmente o tão sonhado Career Grand Slam ao vencer o Masters de Augusta. Desde então, tem alternado entre o brilhante e o medíocre, mas a Ryder Cup é o seu grande palco. Vencer em solo americano seria a cereja no topo do seu currículo.
Scottie Scheffler (EUA) – O número 1 indiscutível dos últimos anos, em ascensão meteórica com números que lembram Tiger Woods. Quer apagar a imagem amorfa de 2023 e assumir um papel de verdadeiro líder da equipa americana.

“Vilões”
Tyrrell Hatton (Europa) – O “bad boy” europeu terminou a época em boa forma. Agora, quer provar que a mudança para a LIV Golf não o afetou. Sempre irreverente, será o mais provável a entrar em confronto verbal com o público nova-iorquino.
Patrick Cantlay (EUA) – Em Roma, tornou-se “inimigo público nº1” após rumores de protesto contra a ausência de remuneração dos jogadores. Pouco querido pelos europeus, mas um adversário duríssimo em match play.

Favoritos do público
Tommy Fleetwood (Europa) – Um dos jogadores mais acarinhados, tanto por europeus como americanos. Finalmente conquistou um título na PGA, libertando-se da pressão, e chega em grande forma.
Bryson DeChambeau (EUA) – Figura polarizadora, mas impossível de ignorar. Desde que passou para a LIV Golf, conquistou mais fãs e melhorou a imagem. Vai, sem dúvida, incendiar o público americano.

“Team players”
Shane Lowry (Europa) – Apesar de não estar no auge, traz energia, carisma e é adorado pelos colegas. Em match play, pode ser decisivo.
Justin Thomas (EUA) – Longe do nível de outros tempos, mas sente a Ryder Cup como poucos. Experiente, competitivo e um osso duro de roer.

Histórias a seguir:
O público de Nova Iorque – Prevê-se a maior assistência de sempre e também a mais hostil contra os europeus. O ambiente promete ser intenso, desde que não ultrapasse os limites do espírito do torneio.
Repetir Roma – Ganhar fora de casa é um feito raro. Se a Europa repetir a vitória de 2023, praticamente com a mesma equipa (11 dos 12 jogadores), será uma afirmação poderosa da sua supremacia.
Questão financeira – Pela primeira vez, os jogadores americanos serão pagos para jogar. Os europeus rejeitaram essa opção, afirmando que jogam pela glória e pelo troféu. Uma arma psicológica que pode pesar.
O melhor europeu de sempre? – Se Rory liderar mais uma vitória em solo americano, será que passa a ser considerado, sem dúvidas, o maior jogador europeu da história? Está no debate, mas ainda persegue os recordes de Nick Faldo e a aura mítica de Seve Ballesteros.

Prognóstico: Europa vence por 16-12.

Visão do Leitor: JB

2 Comentários

  • El Cadong
    Posted Setembro 25, 2025 at 5:31 am

    A equipa UE, não obstante ter pior ranking médio, é melhor equipa que os US.

    Rory vai fazer 2 pontos. Scottie 2/2,5. O Cantlay vai mostrar que é o miserável que toda a gente sabe que é e o Bryson vai mandar umas bombas e fazer uma gracinha, mas será só fogo de vista. Muita esperança no Straka (final de ano muito sólido) e espero que o Tommy rebente com eles (como de costume 😬) . JR vem de um bom ano na LIV (líder em pontos) e o Tyrrell é o que é, nunca falha 😂

    Estou em pulgas para que comece o melhor fim de semana desportivo do ano!!

    • Pedro Geraldo
      Posted Setembro 26, 2025 at 10:04 am

      Sem dúvida! É para mim, a melhor competição desportiva que existe. Subscrevo a SportTV em poucas ocasiões: 6 Nações, Mundial de Rugby e Ryder Cup.

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