
Passou a melhor equipa. A Dinamarca nem realizou uma grande exibição (sofreu no segundo tempo), mas fez o suficiente na primeira parte para levar de vencida uma Rep. Checa extremamente combativa, mas que voltou a evidenciar alguma falta de qualidade individual. Hjulmand, um dos técnicos da competição, voltou a ser fundamental na forma como preparou (tentou explorar mais o jogo exterior e as transições e permitiu aos alas desequilibrarem com facilidade) e leu o jogo (tirou ímpeto aos checos com a colocação de Christensen no meio-campo). Em campo, Delaney mostrou um grande nível, enquanto teve pernas, e foi dos melhores, ao passo que Mæhle continua a candidatar-se a lateral do Europeu ao contribuir com uma assistência fantástica. Do outro lado, Patrick Schick voltou a marcar e apanhou Ronaldo no topo da lista dos melhores marcadores (tem no entanto desvantagem sobre o português, por não ter logrado qualquer assistência) e sai muito valorizado deste Europeu. Coufal também se mostrou, enquanto Jankto entrou para revolucionar o jogo checo e Barak mostrou uma força incrível (autêntico guerreiro).
A Dinamarca derrotou a República Checa, por 2-1, e juntou-se à Espanha e Itália nos semi-finalistas do Euro’2020. A equipa de Kasper Hjulmand, que não chegava a esta fase desde 1992, quando se sagrou campeã, entrou praticamente a vencer, com Delaney a inaugurar o marcador logo aos 5′, na sequência de um pontapé de canto, tendo Dolberg aumentado a vantagem na resposta a um cruzamento fantástico de trivela de Mæhle. Os checos, no entanto, não baixaram os braços e responderam com uma entrada fortíssima no recomeço após intervalo e reduziram logo aos 49′ por Patrick Schick (chegou aos 5 golos e apanhou Ronaldo na liderança da tabela dos melhores marcadores). Ainda assim, e apesar do forcing final, já não deu para chegar ao empate e levar a partida para prolongamento.
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— sport tv (@sporttvportugal) July 3, 2021
XI Rep. Checa: Vaclík; Coufal, Celustka, Kalas, Boril; Holes, Soucek; Masopust, Barák, Sevcik; Schick
XI Dinamarca: Schmeichel; Christensen, Kjaer, Vestergaard; Stryger Larsen, Hojbjerg, Delaney, Maehle; Braithwaite, Dolberg, Damsgaard.


6 Comentários
Amigos e bola
A alma dos checos conquistou-me.
Nos últimos 20 minutos já não podiam com uma gata pelo rabo e mesmo assim deram tudo. Pena já não terem os nomes de peso de outros tempos.
Mereciam mais.
Goncalo Silva
Excelente jogo de futebol, fiquei bastante surpreendido com a resposta da República Checa. Este Soucek é bastante interessante, faz-me lembrar bastante o Fellaini no prime (ambos até foram criados pelo mesmo “mestre” Moyes).
Como off-topic, não sei do que é que o Benfica está à espera de fechar Vaclik, tem o perfil certo e está livre após terminar contrato com o Sevilha. Mas com o amadorismo da direção ainda o vão deixar fugir para uma Udinese ou algo assim.
joaodjesus
Maehle faz isso a jogar do lado oposto a que costuma jogar, qualidade.
Tiago Silva
A Dinamarca acabou por merecer a vitória, mas palmas para a segunda parte dos checos! A Dinamarca a mercar cedo e a começar com o jogo na mão, dando depois a iniciativa aos checos e conseguindo sair rápido muitas vezes. Algumas dificuldades dos checos em transição defensiva, que não esperavam ir atrás do resultado tão cedo. Muito bem montada a Dinamarca, com movimentos muito coordenados do Damsgaard, Braithwaite e Dolberg com a ajuda dos alas.
Na segunda parte, grande resposta da República Checa, ao colocar mais homens na frente dando uma maior dificuldade à Dinamarca em ter bola e ao recuar Barak que fez um grande jogo em termos de transporte de bola. Schick muito livre entre-linhas e a aparecer bem na área, fez um belíssimo Europeu! Grande jogo também do Soucek a encher o campo e a ser uma arma importante no jogo aéreo. Chegaram com justiça ao golo, mas depois muito bem a Dinamarca a fazer entrar o Norgaard e o Poulsen de forma a ter mais bola no meio-campo e conseguir controlar melhor as segundas bolas, foi aqui que ganharam o jogo a meu ver. Vaclik também fez umas boas defesas, não deverá ter dificuldades em arranjar clube.
Parabéns à Dinamarca mereceram a passagem e também aos checos pela entrega que puseram dentro do campo!
Frickelz
Já tinha reparado nele noutros jogos da Checa, aquele Antonin Barak é um jogador bastante interessante. Claramente merece dar o salto para um clube melhor que o Hellas Verona.
João Lains
Ele teve uma época de estreia brutal na Serie A com a Udinese, mas depois esteve muito tempo de fora por lesão, o que o fez estagnar. Esta temporada não o segui no Verona, mas sempre foi este jogador poderoso no jogo, com grande capacidade para atirar à baliza. Na altura, até o confundia com o Jankto, porque tinham acabado de chegar à Serie A e tinham muitas semelhanças na forma de jogar.