No 1º tempo os leões demonstraram uma enorme superioridade, “sufocando” o histórico italiano com uma pressão alta e uma posse de bola de grande qualidade. As acções dos jogadores dos corredores – Evaldo, João Pereira, Djaló e Pereirinha – permitia ao clube leonino esticar muito o seu jogo e criar várias situações ofensivas. Schaars, Rinaudo e Postiga (que jogou claramente mais recuado em relação a Van Wolfswinkel) controlavam as acções a meio campo, e os golos apareceram com naturalidade. Ambos por intermédio de Djaló, o 1º na sequência de um canto com uma acção decisiva de Onyewu, e o 2º através de uma jogada individual e com um remate de belo efeito fora da área a bater Buffon. Na 2ª metade, o Sporting “perdeu gás”, e com as alterações foi desaparecendo da partida. A Juventus com uma frente de ataque mais veterana, foi incomodando o lado direito da defensiva leonina (João Pereira e Carriço) e começou a controlar a partida. Já perto do fim, Del Piero isolado com um chapéu espectacular bateu Marcelo Boeck e reduziu o marcador, contudo o resultado estava feito.
Destaques
Domingos – A época passada o clube leonino foi igualmente produtivo na pré-época com excelentes exibições contra o Tottenham e o Man City, contudo, este ano os princípios de jogo assentes numa pressão alta, uma forte recuperação da posse de bola e uma união entre as linhas que possibilite uma melhor segurança defensiva parece estar a ser consolidada de uma maneira mais eficaz. Domingos tem optado por um 4-3-3, que em ataque é mais um 4-1-3-2, onde a acção do jogador que joga pelo lado direito do meio campo (hoje foi Pereirinha) tem um papel decisivo, pois está “obrigado” a um trabalho defensivo de apoio à zona interior redobrado – claramente será impossível que este Sporting actue com Matias, Capel, Djaló, Postiga e Van Wolfswinkel ao mesmo tempo.
Djaló – Dois golos, o 2º de grande qualidade e muitos desequilíbrios.
Rinaudo/Schaars – O argentino foi o melhor em campo, com a sua agressividade e capacidade de recuperação de bola; já o holandês embora pouco exuberante foi decisivo na boa circulação de bola incutida pelos leões.
João Pereira/Onyewu – Duas boas exibições. O lateral deu uma grande profundidade ao seu flanco no 1º tempo (apesar de na 2ª metade ter denotado várias desconcentrações defensivas), enquanto que o americano esteve seguro na defesa e ainda assistiu Djaló para o 1-0.
Van Wolfswinkel/André Santos – O holandês foi o elemento mais discreto do 11 titular; por sua vez, o português parece estar a perder espaço no meio campo para Rinaudo e Schaars.
Sporting – A entrega de todos os jogadores leoninos é notável – isso mesmo é evidente na pressão que exercem, contudo, é claro que ainda é uma equipa com algumas lacunas (hoje a 2ª linha não esteve claramente ao nível do 11 que iniciou o jogo), a nível defensivo principalmente do lado direito existe alguma insegurança, e à excepção de Onyewu e Evaldo há um claro déficit de centímetros (Rinaudo, Carriço, João Pereira, Schaars, Djaló, etc).


