Sporting 3-0 Vit. Setúbal (Schaars 2′ e Wolfswinkel 6′ e 14′)
Destaques
Wolsfwinkel – Dois golos de grau dificuldade elevada, o 1º quase sem ângulo e o 2º na gaveta num “tiro” de primeira, a demonstrar toda a sua perícia como ponta-de-lança e uma exibição quase em cheio. Pecou por ter falhado 4 golos feitos (curiosamente mais fáceis em relação aos que concretizou), mas as suas movimentações são dignas de um sucessor de Huntelaar.
João Pereira/Insúa – Fizeram o que se pede a laterais de uma equipa “grande”. Muita profundidade nos seus corredores, e segurança defensiva. O português podia ter saído do encontro com algumas assistências nas estatísticas, caso tivesse tido outra continuidade por parte dos seus companheiros.
Diego – Melhor elemento do Setúbal. O guarda-redes Sadino evitou uns 7/8 golos feitos, e voltou a demonstrar o porquê de ser um dos melhores guardiões da Liga.
Vit. Setúbal – Uma equipa que joga um pouco a “gasóleo” tal é a lentidão dos seus sectores, contudo, e apesar do caudal ofensivo dos leões, Pitbull fez dois bons remates (um acertou em cheio na barra) e João Silva dispôs mesmo de 3 boas oportunidades (Patrício deu sempre uma boa resposta).
Elias – O melhor jogador em campo. Pressionou, incutiu velocidade, e encheu o campo com sua presença, técnica e qualidade de passe.
Carrillo – Uma exibição em cheio do talentoso peruano. O 1-0 dos leões é na sequência de uma jogada, onde o extremo (qual Nani) conduz a bola todo o meio campo Sadino, driblando vários opositores. E isso parece ter sido o princípio para uma partida espectacular. Fintou, desequilibrou, esticou o jogo, ficando apenas a faltar o golo (teve duas boas oportunidades) para coroar a sua prestação. A verdade é que desde a sua saída, o Sporting perdeu “gás”.
Rinaudo/Capel – O argentino voltou a demonstrar toda a sua intensidade, juntando aos aspectos defensivos uma forte participação ofensiva; já o espanhol, apesar de ter dado velocidade ao seu flanco, ter esticado o jogo e a sua presença ser sempre motivo de preocupação para qualquer lateral (o número de faltas que sofre é impressionante), decidiu quase sempre mal o último passe e demonstrou algum excesso de individualismo. Com o regresso de Jéffren (o ex-Barcelona é indiscutível neste Sporting) e esta forma apresentada por Carrilllo, o ex-Sevilha terá de melhorar a sua visão de jogo (jogar com a cabeça mais levantada) ou poderá mesmo ser o extremo excluído.


