Sporting 1-1 Genk (Wolfswinkel 64′; Plet 90′)
Destaques:
Sporting – É complicado incutir q.i. futebolístico e aperfeiçoar jogadores que revelam tantas lacunas ao nível táctico, defensivo, do passe, decisão e finalização, em tão poucos dias. Mas Vercauteren está a começar com o pé esquerdo. Depois da derrota frente ao Setúbal, o Sporting voltou a passear numa das partes do jogo (aconteceu sempre esta época e o próprio belga afirmou que isso era uma das prioridades a corrigir) e a atitude demonstrada no inicio do 2º tempo acabou por ser insuficiente (a expulsão de Schaars também não ajudou). Por outro lado, a opção por colocar Ilori (um 3º central) nos últimos minutos foi um erro (o clube leonino não tem bases para esse sistema e isso foi notório no lance do golo). Nota para a espécie de 4-2-3-1 sem um organizador de jogo, que o belga utilizou.
Genk – Demonstrou mais organização que os leões, foi mais perigoso nas transições ofensivas, teve muitas oportunidades de golo e acabou por justificar o empate.
Rui Patrício – Mais do mesmo. Voltou a salvar o Sporting com várias vezes de grande nível. Melhor elemento leonino em campo.
Viola – Péssimo ao nível da definição. Definiu sempre mal a finta, o passe, e o momento de finalizar.
Schaars/Cédric – Ficaram ligados ao empate do Sporting. O holandês apesar de ter sido mal expulso pôs-se a jeito com a sua entrada em carrinho e acabou por condicionar o conjunto leonino (quando até estava a ser um dos melhores); já o jovem português foi ultrapassado no lance do golo do empate e a esse momento voltou a juntar uma enorme banalidade em termos defensivos.
Wolfswinkel – Provou mais uma vez que não fica indiferente às críticas
dos próprios adeptos. Tem sido o elemento mais visado pelos
sportinguistas (apesar do Sporting, como ficou provado estar dependente
dos seus golos e trabalho na frente) e hoje demonstrou a sua tristeza ao
não festejar o golo. Não é novidade em Alvalade este tipo de
tratamento, Nani, Figo, Quaresma, Patrício, etc, também já foram
assobiados, mas não deixa de ser surpreendente. Uma coisa é certa,
assobiar um elemento não o vai beneficiar, desmotiva-o e ate lhe tira
valor de mercado.
parte. Foi o espanhol que empurrou o Sporting para a frente,
praticamente sozinho (numa fase em que os leões estavam com 10) criou o
1-0, e a sua entrega foi notável.
Labyad/Insúa – É muito jovem (esta devia ser a sua 1ª época de sénior), é
indiscutível que tem talento, mas terá necessariamente de corrigir o
seu excesso de individualismo (hoje raramente tomou a melhor decisão);
por sua vez o argentino voltou a tentar ser o Insúa versão 2011-12, deu
profundidade ao seu corredor, mas continua a falhar no capítulo do
cruzamento e cometeu alguns erros defensivos (Buffel surpreendeu muitas
vezes o esquerdino).


