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Sporting continua sem vencer; Leões (jogam mais de 30m com 10) sofrem golo no último minuto e agora precisam de um milagre para passar a fase de grupos; Resultado (que é justo dada a superioridade do Genk) apaga o golo de Wolfswinkel, as excelentes exibições de Patrício, Capel e Elias, e agrava a crise leonina

Sporting 1-1 Genk (Wolfswinkel 64′; Plet 90′)

Não foi a melhor partida dos leões, mas o resultado dava a entender a 1ª vitória do Sporting desde 24 de Setembro. Contudo, um golo tardio de Plet retirou dois pontos aos leões e colocou a equipa de Vercauteren numa posição incómoda no grupo G da Liga Europa. O Genk mostrou ser uma equipa mais organizada, mas a excelente entrada do Sporting na segunda parte colocou os leões em vantagem. A expulsão injusta de Schaars mudou o rumo do jogo, com o Genk a desperdiçar várias ocasiões de golo, antes de Plet empatar no último minuto de jogo. Com este resultado, os leões precisam de duas vitórias nos últimos dois jogos e esperar que o Videoton não vença o Genk na próxima jornada.
O Genk entrou melhor na partida e Buffel, por duas ocasiões, criou perigo para a baliza de Rui Patrício. Os belgas mostravam melhor organização e qualidade na saída de jogo, ao passo que o Sporting respondia de forma pouco frutífera (alguns remates de Labyad). No último lance do primeiro tempo, Cedric entrou em excelente posição na área, mas não rematou e perdeu o esférico. O Sporting entrou melhor no segundo tempo e começou a aproximar-se com perigo da baliza do Genk. Contudo, aos 59 minutos, Schaars recebe ordem de expulsão e deixa o Sporting reduzido a 10 elementos. Apesar disso, os leões chegaram ao golo, depois de uma excelente jogada de Capel. Wolfswinkel, com um cabeceamento certeiro, não desperdiçou o cruzamento do espanhol. Os últimos 20 minutos foram de constante perigo para a baliza de Rui Patrício. Vossen, num remate à meia volta, quase marcou, enquanto Anele (por duas vezes) e Plet obrigaram Rui Patrício a brilhar. Labyad ainda tentou o golo de bem longe (Van Hout defendeu), mas seria o Genk a igualar o marcador em cima dos 90 minutos. Jogada de Buffel pela esquerda, cruzamento e cabeceamento certeiro de Plet.

Destaques:


Sporting – É complicado incutir q.i. futebolístico e aperfeiçoar jogadores que revelam tantas lacunas ao nível táctico, defensivo, do passe, decisão e finalização, em tão poucos dias. Mas Vercauteren está a começar com o pé esquerdo. Depois da derrota frente ao Setúbal, o Sporting voltou a passear numa das partes do jogo (aconteceu sempre esta época e o próprio belga afirmou que isso era uma das prioridades a corrigir) e a atitude demonstrada no inicio do 2º tempo acabou por ser insuficiente (a expulsão de Schaars também não ajudou). Por outro lado, a opção por colocar Ilori (um 3º central) nos últimos minutos foi um erro (o clube leonino não tem bases para esse sistema e isso foi notório no lance do golo). Nota para a espécie de 4-2-3-1 sem um organizador de jogo, que o belga utilizou.

Genk – Demonstrou mais organização que os leões, foi mais perigoso nas transições ofensivas, teve muitas oportunidades de golo e acabou por justificar o empate.

Rui Patrício – Mais do mesmo. Voltou a salvar o Sporting com várias vezes de grande nível. Melhor elemento leonino em campo.

Viola – Péssimo ao nível da definição. Definiu sempre mal a finta, o passe, e o momento de finalizar.

Schaars/Cédric – Ficaram ligados ao empate do Sporting. O holandês apesar de ter sido mal expulso pôs-se a jeito com a sua entrada em carrinho e acabou por condicionar o conjunto leonino (quando até estava a ser um dos melhores); já o jovem português foi ultrapassado no lance do golo do empate e a esse momento voltou a juntar uma enorme banalidade em termos defensivos.

Wolfswinkel – Provou mais uma vez que não fica indiferente às críticas
dos próprios adeptos. Tem sido o elemento mais visado pelos
sportinguistas (apesar do Sporting, como ficou provado estar dependente
dos seus golos e trabalho na frente) e hoje demonstrou a sua tristeza ao
não festejar o golo. Não é novidade em Alvalade este tipo de
tratamento, Nani, Figo, Quaresma, Patrício, etc, também já foram
assobiados, mas não deixa de ser surpreendente. Uma coisa é certa,
assobiar um elemento não o vai beneficiar, desmotiva-o e ate lhe tira
valor de mercado.

Capel – Excelente 2ª
parte. Foi o espanhol que empurrou o Sporting para a frente,
praticamente sozinho (numa fase em que os leões estavam com 10) criou o
1-0, e a sua entrega foi notável.

Elias – Melhor exibição esta época. Emprestou intensidade, agressividade (no bom sentido) e encheu o campo.

Labyad/Insúa – É muito jovem (esta devia ser a sua 1ª época de sénior), é
indiscutível que tem talento, mas terá necessariamente de corrigir o
seu excesso de individualismo (hoje raramente tomou a melhor decisão);
por sua vez o argentino voltou a tentar ser o Insúa versão 2011-12, deu
profundidade ao seu corredor, mas continua a falhar no capítulo do
cruzamento e cometeu alguns erros defensivos (Buffel surpreendeu muitas
vezes o esquerdino).

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