Basileia 3-0 Sporting (Schar 23´, Stocker 66´e D. Degen 71´)
O Sporting já não consegue escapar ao último lugar do grupo G, depois de ter perdido por 3-0 na deslocação a Basileia. Uma situação impensável depois do sorteio, pois o grupo era super-acessível para os leões. O Sporting é mais forte que o Basileia, Videoton e Genk, mas a verdade éque em 5 jogos, o máximo que conseguiu até ao momento foram 2 empates (2 golos marcados e 9 sofridos). Se nos outros encontros, o factor “expulsão” (Xandão, Boulahrouz e
Schaars) condicionou os leões pela negativa, hoje nem isso (o clube
leonino jogou contra 10 durante 30´) serviu para que o emblema de
Alvalade desse a volta ao resultado (estava 1-0 para os suíços). A verdade é que durante este trajecto europeu, o Sporting foi orientado
por 3 treinadores diferentes (Sá Pinto, Oceano e Vercauteren) e nenhum
teve sucesso. O que não mudou foi a mediocridade de vários jogadores.
Voltamos a referir, que com elementos tão banais ao nível da recepção,
passe, poder de decisão, capacidade de desequilíbrio e leitura de jogo
ia ser muito complicado aos leões contrariar esta maré.
Destaques:
Basileia – Jogo perfeito para os suíços, que dependem apenas de si para chegar à segunda fase da Liga Europa. O lado direito (irmãos Degen) esteve em grande destaque, enquanto F. Frei e Stocker trabalharam muito no meio campo. Salah, mesmo jogando 25 minutos, entrou para criar 2 golos e ser a principal figura do encontro.
Sporting – Os treinadores mudam, mas a verdade é que o problema não vem daí. Até já se torna “banal” referir a falta de qualidade de alguns jogadores leoninos, que foi mais uma vez exposta. Para além disso, a falta de atitude foi demais evidente e quando assim, fica difícil dar a volta.
Cedric/Xandão/Rojo – Ínsua também não fez uma exibição positiva, mas os restantes colegas de sector estiveram num nível desastroso. Grande passividade no 2º golo (Salah e Stocker trocaram a bola sem qualquer problema) e muitos erros ao longo do encontro, que originaram mais situações de golo para os suíços.
Gelson/Elias – A dupla mais recuada do meio campo do Sporting foi impotente para travar a ofensiva suíça. O Basileia não deu hipóteses neste sector, enquanto Elias e Gelson se limitaram a destruir jogo (raramente criaram desequilíbrios no ataque ou na construção de jogo).
Pranjic – O croata nunca conseguiu entrar no ritmo de jogo. A bola não chegou aos seus pés e, assim, o futebol leonino perdeu qualidade. Responsabilidades para ele próprio, que não assumiu o jogo a meio campo e foi engolido pelos rivais suíços.
Van Wolfswinkel – Exibição muito pobre do avançado holandês. Raramente deu seguimento a uma jogada, rematou sem qualidade e não teve o apoio desejado na frente de ataque. Falhou um golo isolado e ainda outra boa situação no segundo tempo (não dominou a bola da melhor forma).
Labyad/Capel/Carrillo – O marroquino ainda não mostrou todo o seu potencial e hoje voltou a não estar bem na partida. Capel bem tentou levar o Sporting para a frente, mas os seus desequilíbrios causados resultaram apenas em alguns cruzamentos perigosos (e numa expulsão). Carrillo entrou com velocidade, mas definiu quase sempre mal as suas jogadas (consegue criar muitos desequilíbrios, contudo, terá que definir melhor depois da primeira finta) e ainda falhou um golo isolado.

