Gil Vicente 2-0 Sporting (Rodrigo Galo 13´ e Cláudio 54´g.p.)
Destaques
Sá Pinto – Se no passado elogiamos hoje somos forçados a criticar. Já referimos por diversas vezes que depois dos jogos europeus as equipas devem rodar 3/4 jogadores (ainda para mais quando o Sporting nos últimos 3 meses está a jogar praticamente de 3 em 3 dias), e mesmo tendo apostado em Elias e João Pereira cedo ficou evidente que elementos como Matias, Izmailov e Schaars não apresentavam uma frescura física que permitisse ao clube leonino ter uma velocidade com e sem bola e principalmente a intensidade necessária para levar de vencida este jogo. Ao intervalo retirou Matias (apesar dos 2 bons lances que protagonizou, claramente estava “ausente”) e Polga (Xandão com o seu jogo aéreo e velocidade estava a ser suficiente para o ataque do Gil), arriscou, passou a jogar numa espécie de 3-4-3, mas as peripécias do encontro (penaltis e expulsão) não permitiram perceber se esta decisão (que nos pareceu correcta e reveladora da sua versatilidade táctica) iria ter impacto.
Paulo Alves – Já “roubou” pontos a Sporting, Benfica e Porto e tem sido claramente um dos treinadores em destaque nesta Liga. Hoje o Gil voltou a ter um comportamento táctico exemplar (uns podem chamar de “autocarro”, mas cada clube joga com as armas que tem) e este triunfo acaba por não surpreender.
Rodrigo Galo – Melhor em campo. Conseguiu anular Capel e ainda juntou à sua exibição um bom golo.
Gil Vicente – Boa capacidade de pressão e de recuperação de bola do meio campo: André Cunha e Luís Manuel foram das melhores unidades em campo; Cláudio e Hallison estiveram a bom nível no centro da defesa; Adriano na baliza quando foi chamado a intervir disse presente; e Hugo Vieira mesmo a jogar “numa ilha” criou com a sua velocidade algumas dificuldades à defensiva leonina.
Patrício – Apesar do penalti que defendeu, o golo que sofreu de Rodrigo Galo considerando a distância do remate acabou (não sendo um “peru”) por manchar a exibição do guardião leonino.
João Pereira/Capel – As piores unidades do Sporting. Voltamos a referir que o lateral apresenta lacunas gritantes que fazem com que não seja uma boa opção para um clube “grande”. Desde as suas limitações defensivas (tacticamente é fraco, dá o centro/meio aos adversários, faz faltas absurdas, etc), até às más decisões em termos ofensivos e aos erros infantis, os defeitos são muitos. Hoje não só não deu profundidade como ainda cometeu um penalti infantil; Já o espanhol não conseguiu esticar o jogo dos leões e nas poucas vezes que teve espaço como é normal acabou por decidir mal (principalmente ao nível do cruzamento).
Elias/Wolfswinkel – Os jogadores leoninos “mais esforçados” (não protagonizando uma exibição brilhante, acabaram por ser os que mais se destacaram). O brasileiro jogou a médio defensivo, central e inclusive a libero e foi dos que mais lutou; por sua vez o holandês apesar de não ter decidido bem por 3 ocasiões (podia ter feito melhor num remate de cabeça quando estava isolado e em 2 remates à entrada da área quando foi algo lento a decidir). Caiu nas linhas, foi dos jogadores ofensivos dos leões que mais procurou a bola (Matias e Izmailov estiveram muito “ausentes), deu muitas linhas de passe (principalmente quando caía nas alas) e ainda assistiu Schaars para uma boa situação.


