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Sporting perde na Bélgica; Leões foram muito mais fortes (especialmente na 2ª parte), mas falta de capacidade em materializar esse domínio, expulsão de Boulahrouz e medíocridade nas bolas paradas defensivas (algo que já dura há alguns anos) ditam nova derrota; Clube leonino somou o 4º desaire consecutivo e depois de ter sido eliminado na Taça de Portugal comprometeu igualmente a continuidade na Liga Europa

Genk 2-1 Sporting (De Celauer 25′ e Barda 87′; Schaars 7′)

O Sporting foi derrotado na deslocação a Genk e complicou as contas no grupo G da Liga Europa. Foi a 4ª derrota consecutiva dos leões, numa partida em que foram superiores (especialmente na 2ª parte), mas onde voltou a aparecer o estigma das bolas paradas defensivas (duas falhas de marcação imperdoáveis a este nível). O trio do meio campo (Schaars, Adrien e Rinaudo) este particularmente bem, mas o Sporting não conseguiu materializar o maior domínio em golos (muitos remates, mas sem grande qualidade). Os  leões seguem apenas com 1 ponto, menos 5 que o Videoton, o 2º classificado, mas podem perfeitamente vencer os restantes 3 jogos (os leões continuam a ser mais fortes que os restantes opositores, mas nesta fase, poderá pesar o pior momento psicológico da equipa e o facto de não ter margem para errar). 

A partida começou logo com uma jogada de perigo de Vossen, que rematou cruzado para corte de Cédric (a bola ia para fora). Na resposta, os leões marcaram mesmo. Adrien bateu o pontapé de canto directamente para o remate de Schaars, com a bola a sofrer um desvio e enganar Van Hout. Koulibaly ficou perto do empate logo de seguida, enquanto Boulahrouz respondeu também com um cabeceamento perigoso. Aos 25 minutos, De Celauer fez a igualdade, após pontapé de canto. O belga surgiu completamente sozinho ao 2º poste, depois de um primeiro desvio de Nadson. O golo não afectou os leões, que podiam ter chegado ao 1-2. Pranjic cruzou para o desvio de Jeffren, mas Van Hout defendeu para canto. Até ao intervalo, Vossen ainda assustou Rui Patrício, enquanto Adrien rematou perto do poste da baliza do Genk. O Sporting entrou bastante forte no início do segundo, com Cédric, Jeffren e Insua a colocarem em perigo a baliza belga, contudo, Van Hout e a defensiva do Genk conseguiram afastar o perigo. Capel e Schaars voltaram a ter oportunidades para marcar, faltando apenas maior qualidade na hora do remate. Aos 76 minutos, Boulahrouz derrubou Monrose em falta e recebeu ordem de expulsão. Na sequência do livre, Vossen cabeceou com perigo e Schaars aliviou para longe. Mesmo com menos um jogador, os leões ficaram perto do golo, com Wolfswinkel, em boa posição, a rematar para fora. Bem perto do final, novo pontapé de canto para o Genk e o 2º golo para os belgas (Barda cabeceou sem oposição).

Destaques:


Genk – A equipa belga segue em posição confortável na tabela, depois de uma vitória conquistada nos minutos finais. O Genk foi eficaz no ataque e soube aproveitar as fragilidades leoninas nas bolas paradas, já que a exibição colectiva não foi a melhor. Vossen deu algum trabalho ao Sporting, Monrose “sacou” dois cartões amarelos a Boulahrouz, enquanto Buffel e De Celauer estiveram abaixo das expectativas (apesar de De Celauer ter marcado um golo).
Oceano – É certamente o menos culpado de toda esta situação, mas a verdade é que (apesar da melhoria em termos de qualidade de jogo) nos 3 jogos que orientou o Sporting, o clube leonino soma 3 derrotas e numa fase decisiva: ficou afastado da Taça de Portugal, ficou afastado da luta pelo título e comprometeu a continuidade na Liga Europa, algo que prova que os leões erraram no timing em que despediram Sá Pinto (devia pelo menos ter ido ao Dragão) e contrataram Franky Vercauteren (deveria ter chegado a Alvalade antes da partida para a Taça).

Adrien-Schaars-Rinaudo – As melhores unidades do Sporting. Conseguiram ter bola, controlar o jogo e dominar o Genk. O português foi sempre o elemento mais lúcido dos leões e ainda assistiu Schaars para o 0-1.

Sporting – Um ponto em 9 possíveis é manifestamente pouco, ainda para mais considerando a mediocridade do grupo. Os leões estão a desperdiçar a sorte que tiveram no sorteio e entram agora para a 2ª volta sem nenhuma margem de erro (têm obrigatoriamente de vencer os 3 jogos que faltam).

Rojo/Boulahrouz – Os piores elementos do Sporting. Um erro do argentino numa saída de bola (algo que tem acontecido sistematicamente esta época) permitiu o 1º golo do Genk (o esquerdino voltou a ser batido nesse canto); enquanto que o holandês com uma falta desnecessária foi expulso, o que acabou por condicionar o jogo leonino (o Sporting estava completamente por cima da partida até esse momento).

Jeffren/Wolfswinkel – O espanhol, apesar das duas boas oportunidades que dispôs, continua a oferecer muito pouco em termos de agressividade, dinâmica, capacidade de desequilíbrio e atitude; já o avançado foi uma nulidade. Está a acusar o mau momento do Sporting, luta menos na frente, é precipitado (remata em zonas muito distantes quando tem a possibilidade de ganhar mais metros) e continua sem criar perigo nas situações que está de frente para a baliza (aliás este sistema de jogo dos leões em que deixa o holandês numa ilha, pede alguém que seja mais rápido, mais forte tecnicamente e que tenha capacidade para desequilibrar pelo meio).

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