Subiu a pulso nos Reds, tornando-se inclusivamente capitão de equipa, sendo que Klopp raramente prescinde dele.
No podcast The Greatest Game de Jamie Carragher, Jordan Henderson, capitão do Liverpool, falou da sua experiência no clube, nomeadamente da altura em que ingressou nos Reds, em 2011. Segundo o inglês de 29 anos, os primeiros tempos não foram fáceis e chegou mesmo a atravessar alguns tumultos, nomeadamente com Luís Suárez, na altura ponta de lança da equipa de Marseyside: “Nessa altura eu tentava fazer o melhor possível e havia muita gente a duvidar de mim. Era jovem e o Luis fez algumas coisas de que não gostei. Fez-me sentir que não tinha qualidade para treinar na equipa dele. Erguia os braços como que a dizer ‘o que estás aqui a fazer?’ Isso magoou-me. Ele fê-lo em três ocasiões e depois explodi, estava pronto para matá-lo”. Ainda assim, Henderson declarou que a relação entre ambos acabou por normalizar e que, inclusivamente, aprendeu muito com o uruguaio: “No jogo seguinte fiz uma assistência para o golo dele. Ficámos muito próximos. Aprendi muito com ele”. Recorde-se que Suárez abandonou Anfield em 2014.


4 Comentários
Kacal
Lembro-me que fez uma época muito boa com Rodgers quando estiveram perto do título no escorregão de Gerrard, aí já se falava em ser sucessor dele. Depois andou um pouco à deriva mas com Klopp voltou a subir o nível.
Le God
É verdade que Henderson não tem um jogo muito vistoso, nem é de fino requinte técnico. Não era fã dele nos seus primeiros tempos em Anfield, mas o que é certo é que estou a adorar esta nova versão dele com Klopp.
Muito combativo, bom jogador de equipa a nível defensivo ocupando bem os espaços e que inclusive tem melhorado bastante o seu jogo ofensivo. Faz constantes desmarcações sobre a linha no lado direito (e permite a Salah procurar mais jogo interior), o que tem causado bastantes estragos às defesas contrárias (ainda contra o City fez isso muitas vezes, uma delas dando o golo do Mané).
Evoluiu muito e agora parece-me um jogador mais completo.
Esta declaração não deixa de ser curiosa, porque Henderson era de facto algo trapalhão a jogar, mas o Suárez é, provavelmente, dos jogadores mais trapalhões que alguma vez vi jogar.
É matador e muito combativo, mas não tem classe nenhuma. Não deixa de ser irónico.
FVRicardo
Gosto imenso do meio-campo do Liverpool por várias razões: Têm uma rotação (pulmão, resistência, como queiramos chamar) fantástica e essa rotação não os impede de terem qualidade técnica, são super inteligentes, fortes e eficazes defensivamente.
Numa altura em que em Portugal o 4-4-2 ordena, não seria possível adotar cá este sistema com dois oitos que apesar de não serem tecnicamente super evoluídos (têm sempre de ter qualidade) imprimem uma velocidade e dinâmica fantástica a uma equipa?
Confesso que estou um pouco cansado de ver um duplo pivô defensivo no meio campo quando se ataca.
Tiago Silva
O Henderson é um jogador importantíssimo e que qualquer treinador gostaria de contar. É um líder, tem muito pulmão e é inteligente, sabe e faz o que o treinador quer. Neste Liverpool, quantas vezes ele não joga à direita quando o Salah entra mais por dentro e pede a bola no pé?Sempre com muita intensidade e em alta rotação, e com bola não complica. É um elemento fundamental neste Liverpool!