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Taça de Portugal: Chuta-Chuta elimina o Portimonense

Portimonense 0-2 Benfica (B. César 59′ e Rodrigo 72′)

O Benfica segue em frente na Taça de Portugal, depois de vencer um adversário aguerrido, mas muito inofensivo no ataque. Jorge Jesus montou o Benfica mais português da temporada (4 lusos de início), algo que dificilmente se repetirá no resto da época.

A primeira parte, tal como toda a partida, teve claro domínio do Benfica, contudo, as ocasiões de golo limitaram-se a um remate de Nelson Oliveira ao lado e a um livre de Capdevila ao poste. Do outro lado, apenas um remate de Fabrício incomodou Eduardo (defesa um pouco apertada). Na segunda parte, Jorge Jesus colocou Saviola (aos 45´) e Witsel (aos 57´), os encarnados estiveram mais pressionantes do meio campo para a frente e foram empurrando cada vez mais o Portimonense para trás. Contudo, apenas de bola parada é que Bruno César conseguiu bater Goda (mal batido no livre). “Chuta-Chuta” revelou-se no melhor período dos encarnados e serviu Rodrigo para o 0-2, que setenciou a partida. Para o final da partida, os algarvios lançaram-se para o ataque, com mais elementos, o que permitiu abrir espaços na defesa, contudo, o ataque encarnado não aproveitou para chegar a uma vantagem maior.

Destaques:

Bruno César – O esquerdino foi o elemento mais perigoso dos encarnados, tentou criar desequilíbrios, marcou o golo que desbloqueou a partida e ainda assistiu Rodrigo para o 2º golo.

David Simão – O médio centro do Benfica fez uma exibição positiva, na sua estreia a titular. Longe de fazer uma grande exibição, contudo, colocou a sua visão de jogo e transporte de bola em prática, estando apenas algo desacompanhado pelos seus colegas durante os primeiros 45 minutos.

Nélson Oliveira – Jogou apenas 45 minutos e este longe de demonstrar a qualidade que apresentou no Verão colombiano. Podia ter marcado um golo loga a abrir, contudo, Jorge Jesus não terá gostado da exibição e retirou-o ao intevalo.

Rodrigo – O avançado espanhol tentou fazer uso da sua técnica (contudo esteve apagado durante 45 minutos), rematou, ganhou faltas e marcou um golo, na sua estreia como titular pelos encarnados.

Nolito – Realizou, talvez, a sua pior exibição pelo Benfica, pois não conseguiu fazer uso das suas principais armas e esteve bastante escondido do jogo.

Witsel/Saviola – A entrada destes dois elementos foi fundamental para o resultado do Benfica, apesar de não terem tido acção directa nos golos. Saviola integrou-se bem ao lado de Rodrigo (o espanhol subiu de nível na 2ª parte), enquanto que o belga trouxe outra dinâmica ao meio campo encarnado.

Capdevila – Depois de ter actuado frente ao Feirense, o lateral espanhol voltou a ser aposta de Jorge Jesus. Rematou por uma vez ao poste, mas esteve longe de apoiar o ataque pela esquerdo, sendo que na defesa, nunca foi incomodado.

Jorge Jesus – O técnico português apostou em 4 jogadores nacionais de início, contudo, errou ao retirar Nelson Oliveira aos 45 minutos e David Simão aos 57 minutos. Se a entrada de Witsel era apropriada (poderia ter substituído Matic, pois os algarvios raramente passaram com perigo para o ataque), poderia ter dado mais tempo às esperanças portuguesas para ganharem minutos.

Portimonense – Os algarvios entraram com grandes cautelas para a partida frente ao Benfica, com João Bastos a colocar Fabrício (um nº 10) no centro do ataque e 3 médios de contenção. As transições ofensivas foram bastante ineficazes, mas enquanto o meio campo e a defesa foram aguentando o 0-0, tudo estava a correr bem. Depois do prejuízo, Traoré e Simmy (habituais titulares) entraram na partida, mas já era tarde para sonhar com uma vitória. Destaque positivo para Rafa e Semedo.

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