Académica 3-0 FC Porto (Marinho 64′, Adrien 81′ e Diogo Valente 88´)
Destaques
Porto – O maior orçamento da história dos azuis e brancos e do futebol português devia ser suficiente para apresentar uma equipa com outra qualidade técnica, outra atitude e principalmente outros resultados. Mais uma vez, parece claro que apesar de todos apontarem o dedo a Vítor Pereira, a verdade é que os jogadores portistas jogam contrariados, sem atitude, e em termos ofensivos não apresentam soluções. Pinto da Costa e Antero Henrique pensavam que iam conseguir ultrapassar isso com o truque habitual das renovações de contrato, mas desta vez nem isso resultou.
Otamendi/Maicon – Acreditamos que a partir de hoje os mais inocentes vão realmente perceber que o VM afirma o que diz de maneira fundamentada. Ficou provado que o argentino exigiu quando assinou pelo Porto que nunca fosse colocado a lateral direito. Hoje Otamendi actuou a central, e até foi dos menos maus dos azuis e brancos, enquanto que Maicon actuou como lateral direito, curiosamente pelo lado onde ocorreram os 3 golos da Académica. No futuro, quem sabe até na próxima quarta-feira, Otamendi até pode actuar a lateral, mas para isso terá de haver um acordo entre as partes.
Vítor Pereira – Parece ter os dias contados, isto apesar de ter vencido a Supertaça e estar em 1º no campeonato. Os jogadores não correm, não tem laterais direitos porque 2 estão lesionados, 1 custou 16 milhões para ficar no clube dele e porque outro se recusa a jogar a lateral, e o Porto apesar de ter investido mais de 70 milhões não lhe ofereceu nenhum avançado competente. Mas em Portugal a solução para as crises é sempre despedir o treinador.
Moutinho/Adrien – O médio portista fez uma exibição medíocre como é habitual, enquanto que o 10 da Briosa tanto ao nível do passe, visão de jogo e transporte de bola, ou seja nas acções com bola demonstrou que é mais forte que o seu ex-companheiro de equipa. O jovem juntou ainda à sua excelente exibição um golo.
Académica – Muita qualidade no processo defensivo e nas transições ofensivas. Já temos elogiado os comandados de Pedro Emanuel e esta exibição de qualidade, personalizada e competente não acontece por acaso. Ricardo esteve bem na baliza, João Real e Berger foram importante nas dobras e anularam Walter, Pape Sow voltou a demonstrar que é um dos bons médios defensivos da nossa Liga, Marinho fez o 1-0 e criou sempre perigo com a sua velocidade, enquanto que Éder na frente acabou por ser importante na maneira como pressionou os defesas portistas e segurou a bola à espera dos apoios. Há 41 anos que a Académica não ganhava ao Porto.
Hélder Cabral – O melhor jogador em campo. Anulou Hulk, foi sempre competente na saída de bola e ainda juntou à sua excelente exibição uma assistência.
Defesa do Porto + Hulk – Rolando errou no 1º golo, Maicon no 2º e Fernando (que até estava a ser dos menos maus dos azuis e brancos) no 3º. Alvaro Pereira tentou escapar a este flagelo mas mais não fez que juntar à sua exibição um dos remates mais caricatos desta época (à frente da baliza em boa posição e já dentro da área rematou para o banco da Académica). Por sua vez, Hulk depois de Moutinho foi o pior elemento em campo, talvez com outros contornos, pois o Incrível tem outras responsabilidades. Fez um bom remate é certo, mas nunca desequilibrou, decidiu sempre mal e cometeu vários erros ao nível da finalização.
Sissoko/Varela – O outro duelo da noite, e novamente uma diferença abismal. O marfinense voltou a demonstrar potencial para actuar num clube com outras aspirações. Forte fisicamente, muita velocidade e principalmente uma audácia no 1 contra 1 como pouco se vê em Portugal. Tal como Hélder Cabral juntou à sua excelente exibição uma assistência. Por sua vez, Varela passou completamente ao lado do jogo. Não queremos afirmar com isto que o jovem de 19 anos é melhor que o internacional português, nem que devia ser uma aposta do Porto (até porque Atsu e Kelvin apresentam qualidade para estar no elenco portista), mas é notável a evolução do jogador da Briosa.


