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Taça de Portugal: Sporting empata em Alvalade; Leões empatam a partida no último minuto, depois do Nacional fruto da sua competência e erros de Polga e João Pereira ter chegado ao intervalo a vencer por 0-2; Tudo em aberto para a segunda mão na Madeira!

Sporting 2-2 Nacional (Elias 75′ e Schaars 90´+5 ; Rondón 36′ e Candeias 45′)

Empate em Alvalade, num jogo quezilento, mal jogado e com um final que permite aos leões ter esperanças nesta Taça de Portugal. 
O Nacional foi mais competente, esteve seguro defensivamente, soube explorar as lacunas da defesa do Sporting, e parte para a 2ª mão (dia 8 de Fevereiro) em vantagem na eliminatória. Por sua vez, os leões voltaram a praticar um mau futebol (à semelhança do que aconteceu com o Belenenses, Académica, Rio Ave), pecaram novamente na defensiva (João Pereira cometeu muitos erros, Polga deu o 0-2), e apenas nos últimos 20 minutos (depois da expulsão de Márcio Madeira) conseguiram criar perigo e chegar ao empate (Schaars empatou já no último minuto de descontos). Está tudo em aberto nestas meias-finais, mas o clube leonino sabe que para chegar ao Jamor terá obrigatoriamente de marcar na Choupana.

No que diz respeito à partida, foi uma 1ª parte pobre, mal jogada por parte da equipa da casa (os leões fizeram apenas 2 remates com relativo perigo por intermédio de João Pereira e Matias) e com um Nacional que apresentando muitas cautelas defensivas depois de um falhanço de Rondón (boa jogada de Stojanovic na esquerda) foi aproveitando os erros do Sporting: o próprio venezuelano na sequência de uma bola parada (João Pereira fez mais uma falta infantil) fez o 1º golo da partida e já no último minuto do 1º tempo, Polga perdeu a bola para Candeias em zona proibida e o português isolado fez o 0-2. Na 2ª metade, os leões entraram melhor, fruto da inspiração de Matias e aumentaram o caudal ofensivo (o chileno criou perigo logo a começar, mas foi Carrillo a falhar o golo mais fácil da noite). No entanto, apenas a expulsão de Márcio Madeira permitiu ao clube leonino “sufocar” os alvinegros. Elias depois de um bom cruzamento de Schaars reduziu o marcador, o próprio brasileiro e Matias testaram Vladan com 2 bons remates, mas só no último minuto num lance algo confuso o Sporting conseguiu empatar. Na sequência de uma bola parada, um centro/remate de Schaars entrou directamente na baliza do Nacional, sem tocar a ninguém, e o resultado final estava feito.

Destaques

Sporting – Já na partida para o campeonato os leões tinham denotado grandes dificuldades, e hoje não foi diferente (aliás a diferença para esse encontro residiu na eficácia do Nacional). O clube leonino voltou a jogar mal, nas últimas 5 partidas só ganhou 1 jogo, e começa a revelar algum cansaço físico e psicológico (foi devido a essa inércia que nos últimos anos ficou quase a 40 e a 30 do 1º). A eliminatória não se afigura fácil, no entanto os leões na nossa opinião continuam a ser favoritos.

Domingos – Este Sporting não é o mesmo de Outubro e Novembro (fica a dúvida se esse, que praticou um futebol de grande nível era o real, ou isso se deveu ao momento de forma dos seus jogadores ou foi fruto da menor qualidade dos adversários). Desde o jogo da Luz, que a turma de Alvalade é insegura defensivamente, joga mal (por norma dá uma parte aos adversário), deixa grandes espaços entre os sectores, peca na finalização e não consegue dominar ninguém. Cabe ao treinador leonino (que em termos de campeonato, pode igualar Paulo Sérgio e acabar a 1ª volta com apenas 28 pontos, caso perca em Braga) contrariar isso, mas se com este lote de internacionais e de jogadores de grande nível, não consegue mais do que isto, algo se passa.

Neto – O central do Nacional foi o melhor jogador em campo. Seguro no jogo aéreo, pelo chão e nas dobras aos companheiros, provou mais uma vez que os clubes nacionais devem apostar nos jovens valores portugueses (principalmente nos que militam em divisões secundárias, ao invés de ir contratar jogadores dos regionais do Brasil).

Pedro Caixinha – Como é seu apanágio (já o fazia no Leiria e está no seu direito) voltou a apostar numa táctica ultra-defensiva, mas que neste caso deu resultado. O técnico madeirense revelou igualmente astúcia ao perceber um dos problemas deste Sporting: a saída de bola desde a defesa. Como tal, permitiu que Polga e Onyewu tivessem a bola o maior número de tempo possível, para assim aumentaram as possibilidades de errarem: através do passe longo ou de sair com a bola controlada (mais uma vez, Domingos falhou aqui, pois deveria ter obrigado Schaars ou Neto a recuar para junto dos centrais e assim iniciarem eles a 1ª fase de construção).

Nacional Vladan defendeu quase tudo e foi um dos melhores em campo; Todorovic e Madrid fecharam bem no meio campo, Rondon falhou 2 golos (um já perto do minuto 90) feitos mas fez o 1-0 e deu muito trabalho à defensiva leonina, Candeias fez igualmente 1 golo e realizou um bom trabalho na marcação a Insúa; E Claudemir fez igualmente uma exibição competente.  

Bojinov – Entrou aos 10m para substituir o lesionado Wolfswinkel e acabou por ser um dos protagonistas da partida. O búlgaro tentou (2 remates de pontapé de bicicleta, 2 de cabeça), mas a verdade é que não conseguiu fazer o golo e parece ser agora um dos bode expiatórios dos adeptos leoninos. Não apresenta a potência do passado, mas não foi por ele que o Sporting não chegou à vitória.

Polga – Ofereceu o 0-2 ao Nacional, cometeu muitos erros na saída de bola e mais uma vez demonstrou (algo que o VM diz há 2 anos) que não apresenta condições para jogar num “grande”. Não ganha uma bola de cabeça, está lento, é facilmente batido e já nem o seu sentido posicional o ajuda. Com Carriço (que ainda é pior que o brasileiro) e Rodríguez lesionados, e Xandão sem o certificado, Domingos na teoria não tinha mais opções. Mas não foi o técnico leonino que no príncipio da época dispensou 17 jogadores e preferiu ficar com Polga em detrimento de Torsiglieri (que entretanto depois de ser um dos destaques da cada vez mais forte liga da Ucrânia assinou em definitivo pelo Metallist)?

João Pereira – É facilmente batido defensivamente, devido a isso faz várias faltas laterais sem justificação (uma delas hoje resultou no 1º golo do Nacional), mesmo ofensivamente (que era uma das suas grandes armas) cada vez decide pior e a tudo isto (e hoje isso foi muito evidente) junta um conjunto de atitudes que prejudicam mais a equipa (faltas, discussões com os adversários, fintas em zonas proibidas) do que a beneficiam. Não é nem nunca vai ser um lateral de Top.

Schaars/Elias – Acabaram por ser os melhores elementos do Sporting (isto depois de uma 1ª parte onde estiveram particularmente mal). O holandês fez o 2-2 e ainda assistiu Elias para o 1º golo leonino; enquanto que o brasileiro juntou ao tento uma presença em quase todos os quadrados do relvado, principalmente em zonas ofensivas (muitas vezes substituiu Bojinov como a referência do ataque).

Matias/Jeffrén – O chileno fez uma 2ª parte de bom nível, e foi um dos principais responsáveis pelo empate que os leões alcançaram. Apresentou qualidade técnica, desequilibrou e criou perigo (quando actuou no meio, pois na 1ª parte o seu técnico colocou-o na ala e foi uma nulidade); Já o espanhol jogou os primeiros 45m, demonstrou alguns pormenores, mas ainda está longe do que pode e sabe. Não temos dúvidas que com todo o plantel leonino a 100%, se descontarmos o guarda-redes e os 4 defesas, pela sua qualidade: Jeffren, Izmailov e Elias serão sempre titulares, sobrando 3 lugares para jogadores como Carrillo, Capel, Rinaudo, Schaars, Wolfswinkel, etc.

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