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Top 10 das Transferências mais surpreendentes

Luiz-hart-balotelli-wilshere-bannerEis que chegou ao fim um dos mercados mais intensos de que há memória. Transferências concretizadas por valores recorde, dúvida até ao fim, reforços sonantes, enfim, a maioria dos clubes aproveitaram estes meses para compor/formar plantéis com vista à nova temporada. Porém, este defeso também se fez de movimentos surpreendentes, com vários jogadores a optarem por assinar contratos com clubes inesperados. Assim sendo, o VM selecionou as 10 transações mais surpreendentes do mercado de verão de 2016.

10 – Kevin-Prince Boateng (Las Palmas): O talentoso ganês já foi um dos atletas mais cobiçados da Europa mas, aos 29 anos, parece ter perdido muito do mercado que conquistou previamente. Ainda assim, a opção de se ligar ao Las Palmas não passou despercebida de tão curiosa que foi. Afinal, transferiu-se do histórico (embora decadente) Milan para uma equipa do último terço da tabela do futebol espanhol. Só no final se podem fazer contas mas, pela amostra (2 jogos/2 golos, sendo um dos destaques de um Las Palmas demolidor), a decisão de Boateng terá sido positiva.
9 – Lucas Pérez (Arsenal): Cavani? Higuaín? Vardy? Lacazzette? Foram vários os pontas de lanças apontados ao Arsenal mas os gunners, como tem sido hábito, reforçaram-se tarde e com uma escolha surpreendente e longe de ser consensual. Pérez apresentou-se a um nível fantástico na temporada passada (guiou o Deportivo rumo a uma época tranquila, apontando 17 golos) mas levantam-se dúvidas quanto à qualidade da transação. Não só foi adquirido por um valor alto (20 M€) como ainda terá que se adaptar a uma nova Liga e a um novo contexto.
8 – Elias (Sporting): As 48 últimas horas do mercado leonino decorreram a um nível desenfreado, com saídas e entradas importantes. Elias, pelo passado conturbado no Sporting, foi um nome que ninguém se atreveu a apontar até que, subitamente, estava num avião rumo a Lisboa. Titularíssimo no Corinthians e presença assídua na seleção brasileira (ainda recentemente tinha entrada direta no “XI”) poucos esperavam que o ex-Atlético de Madrid regressasse a Portugal, onde concorrerá com Adrien Silva por um lugar “ao sol” na equipa de Jorge Jesus.
7 – Hakim Ziyech (Ajax): O Twente tem-se revelado um excelente municiador de jogadores tecnicistas e quando Ziyech surgiu na equipa principal, em 2014 (vindo do Heerenveen), rapidamente se augurou um bom futuro para o internacional marroquino. Após dois anos avassaladores (embora seja um “10” marcou 32 golos ao serviço dos Tukkers) a opção de Hakim foi curiosa: assinar pelo Ajax, que pagou 11 M€ pelos seus préstimos, apesar de ter lugar, com relativa facilidade, em bons clubes das melhores ligas europeias.
6 – Samir Nasri (Sevilla): Nasri sabia que, à partida, teria poucas oportunidades de jogar no Man. City de Guardiola (na última temporada apenas fez 13 jogos) mas o seu próximo destino é, ainda assim, surpreendente. O Sevilla raramente aposta em jogadores emprestados com 29 anos, como é o caso do francês, e os citizens, ao optarem por uma cedência temporária, apenas atrasam o problema do excedentário. À partida Samir poderá beneficiar do estilo preconizado por Jorge Sampaoli nos andaluzes, mas não deixa de ser uma contratação inesperada (ainda para mais quando não havia uma necessidade tão acentuada de reforçar essa posição).
5 – Yevhen Konoplyanka (Schalke 04): Os “mineiros” realizaram apostas fortes para a nova temporada, tendo contratado jogadores como Baba Rahman, Naldo, Stambouli, Bentaleb e Embolo mas a maior surpresa chegou a dois dias do fecho do mercado com o anúncio do empréstimo de Konoplyanka. O ucraniano realizou 52 partidas ao serviço do Sevilla em 2015/16 e somou 143 minutos nos dois primeiros jogos oficiais da época, revelando sempre possuir um talento especial, pelo que a cedência ao Schalke é de difícil compreensão.
4 – Mario Balotelli (Nice): Conseguirá Balotelli seguir as pisadas de Hatem Ben Arfa e renascer para o futebol no Nice? Após dois anos perdidos, nos quais não foi além dos 7 tentos apontados, a saída do italiano do Liverpool era dado praticamente adquirido, restando saber qual a opção de carreira que seria tomada pelo ex Inter de Milão. A escolha acaba por causar alguma estranheza, pois poucos imaginariam “Super Mario” rumar a um emblema secundário do futebol gaulês. Porém, mostrando tudo aquilo de que é capaz, e bem guiado por Lucien Favre, facilmente poderá regressar à alta roda do futebol mundial.
3 – Jack Wilshere (Bournemouth): Um empréstimo absolutamente inesperado. Wilshere foi convocado para o Europeu e, embora os seus dois últimos anos tenham sido marcados por problemas físicos, é um jogador que “encaixa” perfeitamente no Arsenal (mesmo não sendo titular teria sempre muitos minutos de jogo). No Bournemouth, clube exemplarmente orientado por Eddie Howe, tem condições para ser a “estrela” da companhia, esperando-se que recupere o fulgor que apresentou quando surgiu ao mais alto nível nos gunners.
2 – David Luiz (Chelsea): Os blues necessitavam urgentemente de um central e com o aproximar do fecho do mercado foram obrigados a abrir “os cordões à bolsa”, recuperando um jogador que haviam vendido há apenas dois anos atrás. David Luiz não deixou muitas saudades em Stamford Bridge pelo que este retorno, associado ao custo elevadíssimo (38,5 M€, por um atleta de 29 anos, é sempre um valor elevado), transforma-o numa das contratações mais chocantes do ano.
1 – Joe Hart (Torino): De “nº 1” de um semifinalista da Champions para uma equipa do meio da tabela do futebol italiano – a queda de Joe Hart deveria ser alvo de estudo. O guardião inglês realizou uma temporada competente, exibindo-se a alto nível em várias partidas importantes (ficam na retina intervenções fantásticas na eliminatória contra o Real Madrid) mas um mau Europeu, associado ao facto de Pep Guardiola não apreciar o seu estilo obrigaram-no a abandonar o Etihad. Mais surpreendente que a saída do keeper que há 9 épocas defendia as redes azuis é, contudo, o seu próximo clube: o Torino tem um projeto interessante (Iago Falqué e Ljajic também se deixaram aliciar) mas estava longe de ser uma opção provável.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): António Hess

13 Comentários

  • Gunnerz
    Posted Setembro 5, 2016 at 12:20 am

    O Wilshere deu-me pena, como fã dos Gunners, mas é algo que já peca por tardio. No ano passado no fim da época referi que os gunners tinham de fazer uma limpeza e não tendo sido feita na perfeição, conseguiram pelo menos livrar-se de 6 jogadores que estavam lá a mais. O Wilshere era um que precisava sair, e espero que volte com toda a força (embora duvide). É jogador para o Arsenal e para a seleção.

    De resto concordo com as escolhas e claro que podiam ter sido dadas mais hipoteses. Desde logo o Nice com Dante e Belhanda.

    Já agora uma curiosidade que talvez não tenham muitos notado, e já que se falou em Wilshere, o Diaby já fez 2 jogos pelo Marselha este ano e entretanto lesionou-se. Não sei qual é a gravidade da lesão.

    • TheBeastonFire
      Posted Setembro 5, 2016 at 12:54 am

      É uma pena o Diaby, tinha tanta qualidade e as lesões estragaram-lhe completamente a carreira.

    • Goncalo R
      Posted Setembro 5, 2016 at 1:14 am

      O Diaby é daqueles que se lesiona a jogar xadrez, ainda me lembro dos seus “tempos aureos” em que aguentava mais de 20 jogos sem se lesionar, na altura acompanhava mais o Arsenal do que acompanho agora, jogava imenso, um autêntico tanque no meio-campo, e dando seguimento ao que fazia penso que seria hoje em dia dos melhores na sua posição. Ja que falamos do Arsenal e de jogadores que podiam ser craques atualmente, outro que se estragou mas nem foi pelas lesões foi o Song, no Arsenal chegou a ser dos melhores médios defensivos do futebol europeu na altura.

  • Pedro o Polvo
    Posted Setembro 5, 2016 at 12:21 am

    Seria engraçado verificar no final da época o desempenho de cada um destes senhores. A grande maioria parte numa odisseia de “relançar” a carreira. Quantos serão Ben Arfa’s?

  • Pedro Barata
    Posted Setembro 5, 2016 at 1:02 am

    Atenção ao início de temporada do Kevin-Prince Boateng no Las Palmas. Está numa equipa organizada, estável, que é neste momento líder de La Liga aplicando a mesma receita da temporada passada: os homens de Quique Setién apresentam um futebol muito interessante, ofensivo, que gosta de ter bola e envolve muita gente no processo ofensivo. A juntar a isto, defensivamente tem deixado também uma bela resposta. Nos canários agradam-me particularmente o central Pedro Bigas e o médio Roque Mesa, sendo que neste início de temporada tem-se destacado também o jovem croata Livaja. Pena que o português Hélder Lopes ainda não tenha tido minutos.

    Realçar somente um triste episódio típico de uma forma rígida e pouco humana de olhar para os regulamentos. Depois do terramoto que recentemente devastou uma região de Itália, Boateng, após marcar um golo, mostrou para as bancadas uma camisola com a mensagem “Forza Italia”. Recorde-se que não só o jogador alinhou vários anos em Itália como também a sua mulher é italiana. Ora, a Liga espanhola irá sancionar o jogador, devido à proibição de ostentar mensagens durante os encontros, tenham elas que mensagens tiverem. Triste.

    • Francisco Magalhães
      Posted Setembro 5, 2016 at 1:31 am

      Nalgumas das melhores ligas do mundo (exemplo NBA que é das ligas que mais sigo, juntamente com basquetebol europeu) uma coisa dessas ia ser avaliada, discutida por um painel de dirigentes da liga e assim julgar cada caso independentemente das suas vicissitudes. Uma regra destas que multa toda e qualquer referencia não faz sentido. Cada caso é um caso. Evitava-se uma multa e proporcionava estes gestos bonitos e que acabam por ter repercussões positivas na sociedade.
      Obrigado por partilhares a história

    • Nuno R
      Posted Setembro 5, 2016 at 1:38 am

      São as regras.
      O futebol é um negocio higiénico.

  • Kacal
    Posted Setembro 5, 2016 at 1:15 am

    Só não concordo muito com a 4. Pelo nome talvez espante a ida do Balotelli para o Nice mas acho que é surpreendente apenas pelo tempo que demorou a vê-lo num clube de menor dimensão, pelos seus problemas “extra-futebol”, a sua falta de atitude e desempenho baixo já devia estar há mais tempo neste nível, vamos ver se conseguirá dar a volta por cima e relançar a carreira como fez o Ben Arfa mas duvido que volte a exibir o nível que prometia, muito dificilmente.

  • Pedro Leal
    Posted Setembro 5, 2016 at 8:09 am

    Como gosto muito de Balotelli adorei esta tranferência pois assim mostra duas coisas.
    1º: Ele escolhe um clube que tem estado muito bem na Liga e nas outras competições e um clube que pratica um bom futebol onde Balotelli pode ser estrela e voltar a sua forma antiga.
    2º: Isto mostra que Balotelli está interessado em voltar a sua antiga forma pois escolhe um clube bom onde pode jogar regularmente e nas entrevistas ele diz que ” não é o mesmo Balotelli de á 2 anos atrás e que assim nunca seria convocado para a seleção”

  • RodolfoTrindade
    Posted Setembro 5, 2016 at 9:49 am

    Para mim a mais surpreendente é mesmo a do Hart.

    A sua saída era previsível mas nunca pensei que saísse de Inglaterra.

    Nice é um pequeno paraíso para o Balotelli continuar as suas férias.

  • Wonderkid
    Posted Setembro 5, 2016 at 10:07 am

    Concordo plenamente com este top. Deve ter sido dos mercados em que me lembro de terem havido mais transferências “inesperadas”.

  • José S.
    Posted Setembro 5, 2016 at 10:46 am

    Top bastante aceitável.
    Para mim sem duvida a contratação chocante vai para a de david luiz. Um regresso completamente inesperado e desesperado.
    Alguns dos jogadores é o culminar de pouca utilização com um baixar de rendimento e feito/personalidade dos jogadores. Hart podia mesmo ter ido para outra equipa, mas parece que ninguém quis “assombrar” a sua baliza.

    Cumps

  • diogopalma
    Posted Setembro 5, 2016 at 11:35 am

    A vinda do Bas Dost para o Sporting também foi inesperada, quando começou a ser associado todos diziam que era um sonho impossível tal como Campbell e Markovic … felizmente esses sonhos concretizaram-se.

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