
A concorrência no circuito cresce de dia para dia, nomeadamente com o aparecimento de novos valores emergentes que se têm mostrado bastante competitivos. A juntar à festa, quer o espanhol quer o suíço estão longe dos seus tempos áureos, pelo que a próxima época poderá revelar-se decisiva para ambos.
Treze anos e quatro meses depois, a hierarquia individual masculina não conta com Roger Federer e Rafael Nadal nos quatro primeiros lugares. O top-4 desta semana é constituído por Novak Djokovic, Andy Murray, Stan Wawrinka e Kei Nishikori, com Nadal a ocupar o 5.º posto e Federer, que só regressará aos courts em 2017, o 7.º. Desde Junho de 2003 que tal não acontecia, sendo que, na altura, os quatro primeiros classificados eram Andre Agassi, Lleyton Hewitt, Juan Carlos Ferrero e Carlos Moya. No que diz respeito aos tenistas portugueses, destaque para Pedro Sousa (192.º) e João Domingues (368.º), ambos com máximos de carreira. João Sousa mantém o 34.º posto.
João Correia


5 Comentários
Tiago Silva
É normal que os tenistas como o Nadal e o Federer começam a ficar mais velhos em que o peso da idade abranda as pernas e a força dos braços e mesmo a resistência física. Para além disso começam a aparecer tenistas que estão na sua melhor fase da carreira e que começam a ganhar pontos. É normal esta saída do top 4.
Renato
Autênticas lendas do ténis. É normal que algum dia tenha que desaparecer.
No entanto, acho que ainda nos poderão dar alguns anos de espectáculo. Principalmente o Nadal que tem apenas 30 anos de idade. Jogador que ainda tem hipóteses de juntar ao seu currículo um ou dois Grand Slams até ao fim da sua carreira. Depende da forma como prepare as suas futuras participações em Roland Garros.
Logen
Já muito fez Roger ao conseguir um dos 4 melhores depois dos 33 anos.
Penso que nem Nole conseguirá…
Dentro de 2 anos a luta sera entre Nole,stan,Andy,Kyrgios,Nishikori,Thiem para ocupar top 3!
Rui Afonso
Daqui a 2 anos o Stan também já terá 33 anos. Apesar da qualidade de Kyrgios, não sei se o seu “mindset” lhe permitirá chegar tão longe.
Nito
Acho muito injusto estar a juntar a saída do top-4 de um tenista de 30 anos, que supostamente deveria estar no auge das suas capacidades (Nole tem 29 e Stan 31!), e que acabou o ano passado como nº 5 mundial (ou seja, não é nenhuma novidade), e outro de 35 anos, o melhor tenista da história, um virtuoso que acabou o ano passado como nº 3 mundial depois de ter disputado finais de 2 Grand Slams!
A verdade é que Roger Federer é um génio da raqueta que conseguiu manter-se em altíssimo nível muito para lá dos 30 anos (e um dos poucos que fez frente ao super-Nole, juntamente com Stan), e o Nadal apenas um tenista tecnicamente muito débil (o serviço é mesmo embaraçoso), com a maior parte do currículo conquistado na terra, e que sem a força e rapidez de outrora é facilmente derrotado pelos melhores tenistas do circuito (e na relva até por tenistas fora do top-100).