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Torneio de Toulon

Terminou no dia de ontem a 39ª edição do Torneio de Toulon, prova onde a Colômbia foi a grande vencedora, batendo na final a França nas grandes penalidades (1-1 no tempo regulamentar). A competição para jovens sub-20 foi, como habitualmente, uma grande montra para os clubes europeus interessados nas promessas do futuro. Os colombianos, franceses e italianos exibiram-se claramente num nível superior a todas as outras selecções. A classificação final foi: 1º Colômbia, 2º França, 3º Itália, 4º México, 5º Portugal, 6º Hungria, 7º Costa do Marfim, 8º China

Grupo A

No grupo A, composto pelas selecções da Colômbia, da Itália, de Portugal e da Costa do Marfim, houve luta até final pelas duas vagas de apuramento. Quanto à selecção nacional, apesar de ter terminado o torneio sem derrotas e ter sido eliminada pelo goal average (2 empates e 1 vitória, sendo que 2 dos 3 golos foram de bola parada), foi evidente a ausência por completo de um fio de jogo, a desorganização, a existência de lugares cativos e a desorientação de Ilídio Vale, técnico sem a mínima aptidão para a função. É inexplicável que Amido Baldé, o melhor jogador luso, que marcou 2 golos e fez 1 assistência, não tenha feito um único jogo a titular, em detrimento de Nélson Oliveira, que pareceu sempre mais preocupado consigo e não parece ter atingido que o futebol é um jogo colectivo (Sérgio Oliveira teve a mesma postura). A utilização de 3 médios defensivos ou a colocação de Lassana Camará numa ala, o único jogador capaz de fazer a ligação com o ataque, foram outros dos erros do treinador nacional. Por outro lado, pela positiva, em termos defensivos, Portugal demonstrou uma consistência assinalável. Este torneio permitiu defrontar países do mesmo estilo dos que encontraremos no Mundial em Agosto (Uruguai, Camarões e Nova Zelândia), porém, as perspectivas não são animadoras. Destaques individuais para Baldé, Camará, Nuno Reis e Cédric. Já a Colômbia, que tem feito uma grande aposta na formação, está a colher os frutos e, tendo em conta que organiza o mundial, terá boas hipóteses de lutar pela vitória. É uma selecção muito equilibrada, com jogadores muito fortes fisicamente e que revelam uma grande maturidade. O capitão James Rodríguez é indiscutivelmente o patrão da equipa, suportado por uma defesa competente (Arias LD, Quinones LE e Ulloa DC) e apoiado por Cardona (MOE), com Fruto (PL) na frente de ataque. Terminou a primeira fase com 2 empates e 1 vitória. A Itália, que não estará presente no mundial, foi uma das principais selecções em prova. Os transalpinos apresentaram uma equipa muito talentosa, jogando um futebol apoiado e agradável. No que toca a destaques individuais, de salientar a prestação de Alessandro Crescenzi (LE), Luca Caldirola (DC), Diego Fabbrini (MO), Fausto Rossi (ME), Riccardo Saponara (ME) Alberto Paloschi (PL) e Manolo Gabbiadini (PL), entre outros. Terminou o grupo A com 2 empates e 1 vitória. Por último, a Costa do Marfim, que venceu a edição do ano passado, desta feita não conseguiu um único ponto. A equipa africana não demonstrou qualidade, revelando grande imaturidade e pouca noção táctica.
Grupo B
No grupo B, tal como no A, houve grande incerteza em relação às selecções que se apurariam para as meias-finais. O domínio pertenceu à França, campeã europeia de sub-19, que apesar das ausências de algumas estrelas como Kakuta, Griezmann ou Fofana, foi a equipa mais forte. Na rectaguarda, sobressaiu o poderio físico de Kalidou Koulibaly (DC), Florent Pogba (LE) e Fréderic Duplus (LD), com Abdoul Sissoko como médio-defensivo. Na frente, a criatividade e eficácia de Steeven Monrose (2ºAv, o melhor jogador da França), Anthony Knockaert (MD), Maxime Bourgeois (ME) e Yannis Tafere (PL) desequilibrou por completo as defensivas adversárias. Terminou com 2 vitórias e 1 empate. Em segundo lugar, terminou a selecção do México. Na equipa do continente americano, cuja grande estrela é Ulises Davila (MO), o colectivo supera as individualidades. Ainda assim, destaque para Alan Pulido (2ºAv), Diego De Buen (MDef) e David Izazola (PL) pela positiva, e para Erick Torres pela negativa. Conseguiu o apuramento na última jornada graças ao golo do empate da selecção francesa frente à Hungria. A selecção magyar apresentou um conjunto de grande valia, nomeadamente do meio-campo para a frente. A grande referência é Marko Futacs (PL), contando com o apoio de Krisztián Simon pela esquerda (muito semelhante a Dsuzdsák) e de Andras Gosztonyi. Foi eliminada com uma vitória, um empate e uma derrota. No último lugar, ficou a selecção da China, que na sua maioria era composta por jogadores de 18 anos, e onde se destacou o lateral-direito Ke Shi.

Fase Final

Nas meias-finais, a Colômbia superou o México por 2-1 e a França venceu a Itália por 1-0. Mas, se a equipa sul-americana foi um justo vencedor do seu encontro, o mesmo não se poderá dizer da selecção gaulesa, pois a congénere italiana foi um osso duro de roer e esteve por cima durante grande parte do jogo, ficando muito perto de marcar por diversas ocasiões. No encontro do 3/4º lugares, sem grande motivação, os transalpinos derrotaram o México, numa partida aberta que apenas foi decidida nas grandes penalidades. Na final, assistiu-se a um jogo intenso, nem sempre bem disputado, que culminou com a vitória da selecção da Colômbia. A França acabou por ser superior, contudo, alguma ineficácia na hora de finalizar prejudicaram os gauleses, que se deixaram empatar muito perto do fim, numa falha defensiva na sequência de uma bola parada. Em suma, é um prémio justo para James e companhia, que nunca desistiram e conseguiram superar a fortíssima equipa francesa. Curiosamente, teremos um França-Colômbia a abrir o Mundial. Na nossa opinião, os gauleses são fortes candidatos à conquista da prova, pois neste Torneio de Toulon apresentaram grande nível exibicional, sem algumas das suas principais figuras.
Onze ideal (433): GR Cristián Bonilla (Col); DD Fréderic Duplus (Fra), DC Pedro Ulloa (Col), DC Kalidou Koulibaly (Fra) DE Alessandro Crescenzi (Ita); MDef Abdoul Sissoko (Fra), MC Edwin Cardona (Col), MO Ulises Davila (Mex); EE James Rodríguez (Col), 2º Av Steeven Monrose (Fra), PL Alberto Paloschi (Ita)

Melhor marcador: Steeven Monrose (Fra)

Melhor jogador: James Rodríguez (Col)

Vitória justa da Colômbia? Quem foi o melhor jogador da prova? E as revelações? Que balanço faz da competição? Que selecções poderão triunfar no próximo mundial? Boas perspectivas para Portugal?

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