Sem a presença de 2 dos melhores ciclistas da actualidade (Contador está suspenso e Andy Schleck lesionado), podemos ter uma das corridas mais espectaculares dos últimos anos (todos encaram este Tour como uma oportunidade única de conseguir colocar o nome na história de uma das principais competições desportivas do Mundo). É certo que (na teoria) Cadel Evans (vencedor no ano passado) e Bradley Wiggins (conta com uma super-equipa e este ano está imbatível, venceu o Paris-Nice, Tour da Romandia, e o Criterium Dauphine) surgem como principais favoritos, mas são vários os nomes que se podem intrometer na luta pela camisola amarela. A saber: Vincenzo Nibali (vencedor da Vuelta em 2010 e que não participou no Giro de 2012), Robert Gesink (venceu este ano a prestigiada Volta à Califórnia, é um dos melhores do Mundo nas montanhas, mas peca nos CR), Samuel Sanchez (foi 3º em 2010, 5º em 2011 e esta pode ser a sua derradeira oportunidade); Jurgen van den Broeck (é um dos ciclistas mais explosivos da actualidade em termos de montanha, dos poucos que tenta mexer com a corrida e atacar, e sem a presença de Contador e Schleck pode ser o belga a desequilibrar a monotonia nas montanhas); Valverde (regressa ao Tour depois de um período de suspensão, já mostrou no passado que é um dos melhores do Mundo e conta com uma excelente equipa); Frank Schleck (um dos melhores nas montanhas e sem a presença do irmão não estará condicionado, tem neste Tour a derradeira ocasião para demonstrar o seu valor); Ryder Hesjedal (venceu o giro de 2012 veremos se vai apresentar a mesma condição física); Levi Leipheimer (saiu da RadioShack para ter uma última oportunidade de se destacar no Tour. É um dos mais experientes); Chris Froome (brilhou na Vuelta de 2011 e caso Wiggins falhe será certamente a aposta da Sky); Denis Menchov (foi 2º em 2010 e em 2011 5º na Vuelta e 7º no Giro, é um dos mais regulares); Juan José Cobo (vencedor da Vuelta em 2011 poderá estar condicionado pela ajuda a Valverde); Michele Scarponi (desiludiu no Giro este ano mas pode no Tour voltar a demonstrar a força que apresentou na Volta à Itália de 2011); Jani Brajkovič (uma das eternas promessas do ciclismo internacional, veremos se, sem a presença de Andy, é este ano que finalmente brilha no Tour); Tony Martin (o melhor nos CR da actualidade, pode aproveitar o perfil deste Tour para conseguir uma presença no Top10); Chris Anker-Sorensen (um dos melhores nas montanhas e na teoria o líder da Saxo-bank, pode ser uma das boas surpresas deste Tour); Andreas Klöden (já finalizou duas vezes no 2º lugar, este ano fez 2º no Paris-Nice e pode usar a sua experiência para conseguir pelo menos um top10); Jerome Coppel (talvez a maior esperança francesa, o ano passado foi 14º, veremos se este ano consegue subir pelo menos um degrau e chegar ao Top12); Peter Velits (já ficou em 2º na Vuelta em 2010 e pode aproveitar a veterania de Leipheimer para se destacar).
Prognósticos VM:
Top10 – 1º Wiggins, 2º F. Schleck, 3º Valverde, 4º Nibali, 5º Evans, 6º Sanchez, 7º Gesink, 8º van den Broeck, 9º Chris Anker-Sorensen, 10º Kloden.
Camisola Verde – Mark Cavendish
Camisola Branca – Wout Poels
Camisola da Montanha – Gesink
Equipas – RadioShack
Indique os seus prognósticos (no final da competição iremos comparar)!


