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UFC 225: Main-event de qualidade num evento sem grandes destaques

Às portas do principal card do ano (dentro de um mês realiza-se o UFC 226, que contará, entre outros combates de primeira água, com um escaldante Miocic vs. Cormier), Whittaker voltou a demonstrar a sua força na Middleweight Division, com novo triunfo sobre Yoel Romero – embora, desta vez, tenha sentido mais dificuldades, sendo que as situações que antecederam o confronto (Romero pesou 0,2 pounds a mais, eliminando, assim, a possibilidade de reconquistar o título) também não ajudaram.

Desde Chicago para todo o Mundo, o UFC realizou o seu mais recente PPV, estrelado por uma middleweight bout entre Yoel Romero e Robert Whittaker. Um confronto que era suposto ser pelo título que o neo-zelandês ganhou a Romero há sensivelmente um ano, mas que perante o excesso de peso do cubano passou a estar fora da discussão.

Quanto à luta em si, revelou-se extenuante para ambos, dividida e com maior incerteza que o duelo do UFC 213. Whittaker entrou melhor, dominando relativamente bem os dois primeiros rounds (parecia ter tudo sobre controlo), mas a partir do terceiro tudo mudou. Romero partiu para o ataque, massacrou mesmo o seu adversário em alguns momentos e, após um quarto round menos esclarecedor, foi para o último com tudo (talvez ciente de que tinha de finalizar a luta, pois poderia ter dificuldades em vencer por decisão), teve um bom grau de acerto, mas Whittaker sobreviveu (praticamente nem partiu para a ofensiva), sendo graciado com o triunfo, no final, por split decision: 48-47, 48-47 e 47-48.

Com a vitória, o neo-zelandês sobe o registo para 21-4, subindo para 9 o número de vitórias consecutivas e provando ser o “rei e senhor” da divisão… pelo menos para já.

Nas restantes lutas da noite, pelo interim Welterweight Title, Rafael dos Anjos deixou-se surpreender por Colby Covington, que se apresentou a grande nível e, com um wrestling acima da média, aproveitou para alcançar o primeiro título no UFC, derrotando novamente um brasileiro (em Outubro do ano passado havia derrotado Demian Maia) por decisão unânime – é que além de ter dominado obviamente no chão, também de pé fez estragos, embora com muito menor acerto que Rafael dos Anjos.

No undercard, destaque para a vitória conclusiva (decisão unânime) e necessária para Holly Holm, que nas últimas cinco bouts só vencera uma, perante Megan Anderson, uma estreante na maior companhia de mma do Mundo; para Tai Tuivasa, que mantém um registo 100% vitorioso (10-0), desta vez às custas de Andrei Arlovski, que começa a ficar muito curto para um main card do UFC; e para nova derrota de CM Punk no UFC (0-2), que deverá implicar o fim da sua ligação à companhia de Dana White. A antiga estrela da WWE teve mérito na forma como sobreviveu a uma enorme “tareia”, mas é por demais evidente que esta não é a sua “praia”, tendo-se tornado numa presa fácil para Mike Jackson.

António Hess

VM
Author: VM

9 Comentários

  • touny71
    Posted Junho 11, 2018 at 10:14 am

    O 3rd entre do Main Event é um hino ao desporto. Verdadeiramente fantástico.

    O Romero pode ter perdido novamente (não percebo como), mas parece-me óbvio que ganhou o direito a uma 3a luta ainda para mais quando não se afiguram outros lutadores capazes de os desafiar..

    Ficou também provado que a Cyborg é uma lutadora à parte. A Holm anulou com veterania todas as tentativas da Megan, e mesmo assim a Holm foi banalizada pela brasileira..

    Também destaque para o Bermudez, que voltou de lesão e terminou as suas aspirações de alguma vez chegar ao cinturão.

    No co-main, o Colby provou tudo aquilo que tinha dito.. Contrariou um dos maiores high-pressers do desporto, com essa mesma pressão. Vamos ver se o Dos Anjos não se sentirá tentado a descer novamente de peso..

    • Rush
      Posted Junho 11, 2018 at 10:52 am

      Eu marquei empate (rounds 1,2 e 4 para o Whittaker por 10/9 e rounds 2 e 4 para o Romero, 10/9 e 10/8 respectivamente), mas não acho a vitória do Whittaker descabida.
      O Romero deverá ser forçado a subir de categoria, é a 2ª luta seguida em que não bate o peso e o avançar da idade só vai tornar isso ainda mais difícil. Assim, e assumindo que o Romero e o Rockhold sobem de categoria, sobram Gastelum e Weidman para lutar pelo cinturão num futuro próximo, e a categoria dos médios que parecia cheia de opções fica algo “curta” (o Mousasi faz lá muita falta).

      • António Hess
        Posted Junho 11, 2018 at 11:13 am

        Concordo, não achei nenhum escândalo a vitória do Whittaker.
        A questão da divisão é que já foi “limpa”, falta sangue novo e não vejo ninguém, neste momento, pronto para isso… Só sendo que alguém suba ou baixe de categoria, mas mesmo assim…

        Quanto à um Romero vs Whittaker 3, até faria sentido, mas depois de 2 derrotas do Romero (e com o problema do peso) deve ter se “queimado” de vez.

        • Rush
          Posted Junho 11, 2018 at 9:22 pm

          É verdade, apesar de ser uma divisão com qualidade (muito superior à de light heavyweight), os lutadores todos do top 6 ou 7 já se “eliminaram” todos uns aos outros. No que toca a sangue novo há nomes como Paulo Borrachinha e o Cara de Sapato, mas ainda tão a cimentar o lugar no top 10.
          Vindo de outras categorias também não se vislumbram grandes opções, talvez apenas o Till mas apesar dos problemas na ultima pesagem ainda se deve manter nos pesos médios.

    • António Hess
      Posted Junho 11, 2018 at 11:16 am

      A Cyborg é top, mas não acho que esta Megan tenha provado o que quer que fosse da Holm, que tem estado incrivelmente mal nos últimos 2 anos. Precisava de uma vitória e o Dana deu lhe uma adversária inexperiente.

      • Rush
        Posted Junho 12, 2018 at 2:37 am

        Nem mais, a Megan Anderson só tem tamanho (e foi mesmo por isso que a holly evitou a trocação). Basta ver o cartel da Megan para perceber que está muito longe de poder ser um desafio para a Holly, sinceramente nem sei de onde vem este hype em torno da australiana.
        A Cyborg, coitada, provavelmente vai estar mais um bom tempo sem adversária dado que a Amanda Nunes quer lutar contra a Holly.

  • JoaoMiguel96
    Posted Junho 11, 2018 at 10:50 am

    Só vi o Tuivasa-Arlovski (sou novo nestas andanças e só vi porque não queria estudar para um exame) e aquela entrada do australiano ao som de Celine Dion foi qualquer coisa.

  • Slayer666
    Posted Junho 12, 2018 at 12:22 am

    Para mim o main event seria mesmo empate.
    Mas se dessem ao Yoel por split aceitava, tal foi o estrago que fez…ainda por cima nem era pelo titulo, aliás os próprios comentadores (que são da UFC…) do evento ficaram surpresos com a vitória do Whittaker -_-

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