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Mais um ano a passear/testar

Imagem: Los Angeles Times
Imagem: Los Angeles Times

Os LA Lakers estão habituados a vencer, mas o presente é bem diferente do passado de Pat Riley ou Phil Jackson. Retirada a última memória de um passado glorioso, na figura de Kobe Bryant, resta à equipa de Hollywood penar pelos últimos lugares da tabela classificativa e sonhar que os jovens que possui actualmente os possa fazer voltar aos tempos vitoriosos. Quanto a Denver, provavelmente recorda com saudade a presença de Carmelo, em que eram clientes dos playoffs, ainda que fosse para voltar a casa ao fim da primeira eliminatória. Dificilmente esse cenário será uma realidade neste ano, mas na verdade o Franchise encara e aceita com naturalidade o facto da equipa andar longe das decisões.

Los Angeles Lakers
Oficialmente terminado o Kobe-Roadshow, eis a hora para os Lakers se reinventarem. Luke Walton tem a missão de preparar o terreno para o que aí vem, que é o mercado do Verão de 2017. Honestamente, dificilmente algum dos agentes livres de topo rumaria a Los Angeles de boa vontade, mesmo assumindo que LA é dos melhores e mais atractivos mercados da NBA. A questão é que um jogador, como Durant, que deseja vencer no imediato, prefere um conjunto com bases sólidas, o que é exactamente o que os Lakers tinham para oferecer este defeso. Já no próximo, a história pode ser diferente, pelo que o principal, ou único, objectivo passa por criar essas mesmas fundações. Os Lakers 2016/17 são apenas e só um conjunto de jogadores, que tanto podem dar como não, tanto podem conseguir jogar juntos como não, mas que de certeza irão perder mais do que ganharão. O futuro passa por D’Angelo Russel e Jordan Clarkson, que podem finalmente jogar à vontade sem terem de municiar suficientes tiros a Bryant. Julius Randle vem de uma época muito positiva, e só pode melhorar, e depois há toda a expectativa em redor de Brandon Ingram. É por aqui que passa o futuro de LA, é este o grupo que vai servir de chamariz às estrelas que lá no fundo querem é jogar perante o Jack Nicholson. Agora, para tirar rendimento destes jogadores há que limar algumas arestas, começando por dar menos tempo a Lou Williams e Nick Young, dois jogadores que pouco mais fazem que lançar muito, e nem sempre bem. Outro desafio para Walton é melhorar a capacidade defensiva do conjunto, tanto em meio campo como em transição. Há muito que a postura defensiva da equipa mostra passividade, e é algo que tem de mudar rápido. Talvez por isso os Lakers tenham investido em Luol Deng. O jogador que se evidenciou nos Bulls não será suficiente para colocar a equipa na coluna das vitórias, pelo que a sua contratação só pode ser entendida numa perspectiva de servir de tutor aos mais novos, visto que é um jogador reconhecido como altamente profissional, e um excelente defensor. Mas a certa altura ele terá de ceder minutos a Ingram, pelo que os quatro anos de contrato não fazem total sentido. Menos sentido fazem o contrato e salário de Mozgov, elemento que caiu no esquecimento em Cleveland durante a caminhada para o título. Pagar 16 milhões a um poste preso de movimentos e que é menos um no ataque é no mínimo estranho. E por falar em coisas estranhas, há que saudar o regresso de Yi Jianlian à NBA. A temporada que se avizinha será novamente um suplício para os fãs de Los Angeles. Prevêem-se muitas derrotas no horizonte, mas caso a malta jovem dê boa conta de si, pode não ser um ano perdido. Até porque há gente disponível no Verão disponíveis para mudar de camisola sem terem sequer de se preocupar em  comprar casa mais próxima do pavilhão.

Objectivo: desenvolver jogadores
Força: já não existe a pressão de jogar com e para Kobe
Fraqueza: defesa permeável

Denver Nuggets
Os Nuggets foram das poucas equipas que ficaram quietas durante o Verão. A franchise não tem grandes argumentos para atrair jogadores de topo, as suas moedas de troca são poucas, e num mercado altamente inflacionado, preferiram melhorar a equipa via draft, ao invés de abordar o mercado. Denver não tem uma temporada positiva há alguns anos, e dificilmente esta época será diferente. Existe imenso talento, americano e europeu, mas a falta de experiência da maior parte dos jogadores e problemas físicos têm ditado um conjunto de resultados negativos. Percebe-se que não existe grande urgência em apressar o processo, afinal Denver não possui uma daquelas estrelas que necessariamente tem de manter feliz, como medo que abandone, nem tem um conjunto de jogadores no auge das suas capacidades. A temporada vai ser, mais uma vez, passada a ver quem serve e quem não serve, quem evolui e quem estagna. Emmanuel Mudiay e Garry Harris vão para o segundo ano a jogar juntos, pelo que só podem melhorar, entrando o rookie Jamal Murray para a rotação. O sérvio Jokic confirmou no Rio as qualidades mostradas no seu ano de estreia, esperando-se agora que tais qualidades sejam demonstradas numa base regular. Will Barton espera confirmar uma época em que surpreendeu pela capacidade de marcar pontos, e Nurkic e Faried são duas presenças importantes perto do cesto. E depois há Danilo Gallinari, a mais óbvia das opções como primeira arma ofensiva, mas que se tem debatido com problemas físicos ao longo da carreira. Denver possui um conjunto extremamente forte e atlético, repleto de jogadores capazes de dominar as tabelas. A capacidade de ganhar ressaltos ofensivos pode atrapalhar alguns adversários que não possuam estatura suficiente ou consigam bloquear eficazmente, mas esse será o único parâmetro em que os Nuggets se superiorizam em relação à maioria. O excesso de juventude, tal como aconteceu o ano transacto, levará à acumulação de erros, o que apenas seria preocupante se o objectivo fosse o de vencer no imediato, e não o de aprender com os mesmos. Um ponto negativo deste conjunto é essencialmente a falta de um claro talento, como acontece com Pelicans ou Wolves. Denver não vai construir a sua equipa em redor de um determinado jogador cujo rendimento os transporte mais rapidamente para outro nível, o que pode tornar o processo de evolução de resultados mais lento.

Objectivo: ganhar jogos e algum traquejo
Força: domínio das tabelas
Fraqueza: inexperiência

Nuno R.

5 Comentários

  • Sergio
    Posted Outubro 19, 2016 at 4:47 pm

    Não acho os Denver mais fracos que Dallas ou Portland, podem é não querer ir aos playoffs.
    Já agora aposto no Jokic para MIP.

    Lakers são demasiado maus, nem vale a pena comentar. Vão ficar em ultimo no Oeste

    • Pedro Santos
      Posted Outubro 19, 2016 at 5:04 pm

      Não acho os Lakers demasiado maus. Então no que diz respeito ao talento dos seus jogadores mais jovens não são, de todo. D’Angelo Russel, Brando Ingram, Julius Randle e Jordan Clarkson são um grupo de jogadores muito jovens e extremamente interessante. Neste ponto estão bem à frente dos Nuggets, pois é muito mais provavel este grupo de jogadores conseguir alguma coisa no futuro do que o grupo de jogadores de Denver. Por outro lado, têm jogadores experientes que permitem não atirar este jogadores jovens aos leões… Mais propriemente Brandon Ingram, um super-talento (a fazer lembrar Kevin Durant). Luol Deng, vai ser claramente o tutor deste super-talento e que ao mesmo tempo vai fazer com que ele tenha minutos tranquilos, sem responsabilidade de resolver para já e permitir assim o seu desenvolvimento mais sustentado. D’Angelo está a mostrar nesta pré-epoca que é um jogador a ter em conta este ano, e depois da época passada Julius Randle tem de ser um jogador a ter em conta. Jordan Clarkson, Larry Nance Jr. são outros jogadores que se pode esperar bastante deles.
      No entanto, é claramente um ano para “perder para aprender”, mas é uma equipa que se pode ter esperança… Daqui a 3 ou 4 anos!

  • JoseRibeiro
    Posted Outubro 19, 2016 at 4:51 pm

    Finalmente os meus Lakers vão ter um ano zero e recomeçar a construir aquela que é a melhor e maior franchise da NBA.

    O estado miserável a que se chegou tem fundamentalmente um enorme culpado que é Jim Buss. Ele foi o responsável por cometer um dos maiores erros da história da NBA, contratar Mike D’Antoni em vez de Phil Jackson. Com essa decisão, ficou-se com um treinador que não sabe lidar com egos (como se tinha provado anteriormente em NY) e que tinha um estilo de jogo que não se adequava em nada à equipa. O resto já sabemos, fez jogar Kobe mais de 40 minutos em média nos últimos 20 jogos rebentando o jogador fisicamente, não conseguiu controlar e agradar Dwight e ficou decidido o futuro próximo dos Lakers.

    Mas falando do presente, os Lakers devem voltar a ter o último lugar da conferência mas há claramente alguns pontos positivos. D’Angelo Russell que parecia claramente um bust, no último terço da época passada e nesta pré-época tem mostrado o potencial que lhe valeu a 2ª pick. Agora só lhe falta melhorar a defesa pois é preciso conter os PG que tem na conferência. Ingram não deverá ter uma grande época (vai começar no banco) mas tem sido comparado a Durant e ficava satisfeito se mostrasse metade da qualidade deste. Jordan Clarkson já chegou ao seu limite, e sabemos que teremos um bom 6th man para o futuro e Randle/Larry Nance deverão crescer ainda mais este ano e os Lakers têm perspetivas de ter aqui um bom núcleo de jogadores. O problema é que os veteranos não acrescentam nada nem há perspetivas de fazer uma boa troca com eles !!!

  • José P.
    Posted Outubro 19, 2016 at 5:42 pm

    A conversa em torno dos lakers nos últimos anos tem sido mto repetitiva: espera-se sempre pela chegada de alguém na FA que sozinho seja capaz de pegar na equipa e eleva-la ao topo. Acho que finalmente a direção começa a perceber que isso simplesmente não vai acontecer…
    Concordo em absoluto com o que aqui foi escrito, o objetivo este ano não vai ser atingir os PO (nem lá perto devem chegar…) mas também não passará novamente por uma tanking season para se tentar outro rookie numa top-3 pick. Penso que a época dos lakers será toda ela uma época de desenvolvimento do valor de todos os jovens, com d-russ a assumir a liderança inequívoca da equipa e a crescer de jogo para jogo, com o crescimento natural de Ingram, Zubac, Randle, Nance jr e com a confirmação da regularidade e fiabilidade do Jordan Clarkson. Se estes todos se mantiverem na equipa nas próximas duas épocas e subirem o nível de jogo de acordo com o seu potencial, os lakers lá para 2018/2019 terão um plantel com uma base mto forte, podendo aí sim sonhar com a chegada da free agents de peso (ate porque o cap space vai aumentar consideravelmente).
    Se tivesse de apostar, diria que os lakers vão dar tudo pelo Cousins em breve e pelo Westbrook a médio-prazo. Resta esperar para ver! Mas com um treinador também ele jovem e mto promissor os Lakers estão finalmente o bom caminho para se assumirem no topo outra vez no futuro (talvez na inevitável fase de decaída destes golden state e no pos-lebron)

  • De Carvalho
    Posted Outubro 19, 2016 at 7:21 pm

    Acho que a abordagem dos Lakers no mercado por veteranos foi no minimo má.
    Não faz sentido ir buscar e pagar Mozgov nem Deng, mas os jovens da equipa garantem futuro.

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