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Um Uruguai personalizado e corajoso derrota uma Argentina desorientada… com o melhor jogador do mundo

O Uruguai derrotou a Argentina, selecção anfitriã da Copa América, nas grandes penalidades, após um empate (1-1) no final do tempo regulamentar e do prolongamento. O técnico Óscar Tabárez viu Diego Pérez ser expulso ainda na primeira parte, no entanto, muito mérito em não abdicar da dupla Forlán/Suárez, que muitos problemas causaram à frágil defensiva albiceleste.

A selecção charrua chegou ao golo logo aos 5′, num lance de bola parada, por intermédio de Diego Pérez. Em vantagem, os uruguaios puderam abordar o resto da partida de um modo mais confortável, num 4411 que deixava as duas estrelas na frente. Contudo, a Argentina não demorou a responder, restabelecendo a igualdade aos 17′ – Higuain finaliza um cruzamento de Messi (os dois jogadores alternavam entre o centro e a direita). Apesar da expulsão de Diego Pérez, a melhor oportunidade da primeira parte pertenceria a Lugano, que atirou à barra, perante um desamparado Gabriel Milito.
Na etapa complementar, Sergio Batista colocou Pastore em campo, porém, a Argentina afunilava demasiado o jogo pela zona central, não explorando os corredores. Nesta fase, emergiu a qualidade de Muslera, que por diversas vezes evitou o golo da equipa da casa. O Uruguai apostava principalmente no contra-ataque e no jogo directo para os dois avançados, que revelaram um bom entendimento – a passe de Suárez, Forlán rematou isolado para defesa de Romero. Já perto do final do tempo regulamentar, Mascherano viu o segundo amarelo e empatou as equipas também no número de elementos em campo. No prolongamento, Tábarez optou por retirar Álvaro Pereira e Arévalo (correram km) e colocar em campo Eguren e Gargano, apostando claramente em manter a igualdade. Higuain ainda atirou à barra, mas o resultado não se alteraria. Nos penaltis, Tévez viu Muslera (enorme exibição) defender a sua cobrança, o que atirou a Argentina para fora da competição.
Justíssima esta vitória do Uruguai, selecção com muita alma. Confirma-se o “renascimento” do país para o futebol, depois das excelentes indicações deixadas no Mundial. A turma de Óscar Tabárez, apesar da enorme qualidade, destaca-se pelo seu pragmatismo e racionalidade. A Argentina, talvez a nação com mais soluções em termos individuais, enquanto não optar por um líder experiente e capaz, não conseguirá voltar aos títulos. Nem Messi, o melhor jogador do mundo, que ainda tenta conduzir o seu país às conquistas.

Depois da eliminação da Argentina, quem é o favorito à conquista da Copa América? Quem são os principais responsáveis por esta derrota? E Messi, prova-se que rende muito mais no Barcelona do que na selecção? Ainda que muito mal orientada.

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