João Almeida esteve muito de perto de vencer a 2.ª etapa do Tirreno-Adriático, o que seria a sua 1.ª vitória como profissional, mas acabou por ‘morrer na praia’. O jovem português, que na época passada ficou em 4.º no Giro, destacou-se com Simon Yates (vencedor da Vuelta’2018), Landa (4.º no último Tour) e Sivakov (promissor ciclista da INEOS) e depois desfez-se da concorrência no último km, no entanto a 50 metros da meta acabou ultrapassado pelos fenómenos Alaphilippe, Van der Poel, Van Aert e Tadej Pogacar.


5 Comentários
Fut765
Ahhhh, custou-me tanto ver isto. Contra aquelas bestas também não era nada fácil, são ciclistas que vivem para este tipo de chegadas. De qualquer forma, excelentes indicações. Completamente soberba a facilidade com que descolou de Yates e de Landa.
Jan the Man
Que final de etapa! Pena para o João, o ataque do Thomas obrigou-o a forçar mais cedo do que desejaria e acabou por não ter pernas para os metros finais.
Alaphilippe acaba por ter a atitude correcta e atacar o colega de equipa, pois se não o faz o mais provável era a Deceunick perder a etapa para Van Aert ou Van der Poel.
Numa temporada onde o efeito surpresa já não se fará sentir, João Almeida a deixar boas sensações para o Giro. Veremos o que é capaz de fazer neste Tirreno Adriático (ainda falta a etapa rainha e um CRI), mas neste momento demonstra capacidade para voltar a discutir a volta a Itália de novo.
porra33
Concordo com a análise.
Numa primeira vista pode parecer que o Alaphilippe estava a atacar o colega de equipa mas não foi bem assim, o sprint não foi assim tão folgado e o João habilitava-se a perder a etapa nos últimos 50 metros ou assim o que seria ainda mais doloroso. O francês estava capaz, na hierarquia da equipa era o líder e acabou por ter sucesso. Não há ninguém dentro da Quickstep inclusive o próprio João que pense sequer em lhe apontar o dedo.
A situação seria diferente se, por exemplo, o ciclista da fuga tivesse uma vantagem suficiente para ganhar e o colega de equipa lançasse um ataque fogaz e se lhe acabassem as pilhas proporcionando apenas uma oportunidade para os rivais atacarem e roubarem a vantagem ao ciclista que ia na frente. Aí seria de questionar, mas não foi o que se passou hoje!
Quanto ao Giro vamos ver, não tenho conhecimento do alinhamento para já, mas parece-me que terá condições para apontar a um top 10.
Louco de Lisboa
O João é o tipo de ciclista que dá sempre espetáculo, dá muito gozo vê-lo correr. Hoje não ganhou, mas é claramente uma questão de tempo até o fazer.
A etapa de sábado, entretanto, tem tudo para ser um regalo para qualquer adepto de ciclismo e, salvo erro, há transmissão da Eurosport.
Mantorras
Por um danoninho. Grande Joao.