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Visão de Mercado: NBA – “Duas agradáveis surpresas ou a confirmação da desilusão?”: Hornets e Wizards

Eis duas equipas habituadas ao fundo da tabela e que, havendo lógica, por lá ficarão. Hornets e Wizards estão em completo processo de renovação, curiosamente após recente perda das suas maiores estrelas, e convivem entre os piores da Liga. O caminho de volta ao sucesso é bem mais demorado que a queda, pelo que se espera uma temporada fora dos playoffs, mas com um crescimento de qualidade de jogo e respectiva aproximação aos lugares de apuramento.
New Orleans Hornets
Perdido Chris Paul (numa história de contornos esquisitos), os Hornets entraram em claro processo de renovação, recebendo maus contratos de curta duração, apostando em jovens directos do draft, e tentando proteger aquilo que consideram o núcleo central. O resultado imediato foi um péssimo recorde e o último lugar do Oeste. Foram no entanto abençoados pelas bolinhas, e receberam a 1ª escolha do draft (e mais uma top 10), que transformaram no poste Anthony Davis. Davis é tido pelos analistas como uma âncora, um jogador à volta do qual se pode construir uma equipa vencedora, e de quem se espera impacto imediato, especialmente na defesa. A segunda escolha foi para o base Austin Rivers, que pode perfeitamente passar a titular algures na temporada. Mas nem só de rookies vive NO, e o ponto forte do defeso foi mesmo a renovação de Eric Gordon. Gordon é um marcador de pontos nato, de qualquer posição do campo. O seu ponto fraco têm mesmo sido as lesões, a última das quais o arrumou na época transacta. Em boas condições físicas, é um jogador que pode levar a equipa ás costas. Reforço de peso foi o PF Ryan Anderson, que venceu o most-improved player de 2012. Anderson é um bom ressaltador, e excelente no jogo exterior, e tem aqui uma excelente oportunidade de provar que aqueles que diziam que a sua evolução se deveu exclusivamente à atenção centrada em Dwight Howard estavam errados. Este é um ponto a seguir… outro reforço foi o poste Robin Lopez; que será certamente o suplente de Davis, e não pede muitos minutos, por isso não irá atrapalhar a evolução do jovem. A restante equipa dos Hornets é extremamente, demasiadamente jovem: Vasquez, Xavier Henry, Darius Miller, Al-Farouq Aminu, todos eles têm pouca ou nenhuma experiência (as excepções na rotação regular são Warrick, um role player, e Roger Mason, que nunca confirmou o que mostrou no 1º ano em San Antonio). Portanto, não há aqui muito que enganar… os Hornets têm o futuro garantido (Gordon saudável é uma estrela, Davis será uma também, e há muito talento jovem), apenas esse futuro não está tão próximo quanto isso. Resta saber se, nesta época de adaptação, os Hornets dão tudo por tudo para se aproximarem, ou se apontam para uma posição alta no sorteio de 2013.
Washington Wizards
Há não muito tempo atrás esta era uma equipa de playoff comandada pelo Agente Zero, até que este decidiu recriar um filme do Tarantino no balneário, e… eis os novos Wizards, um dos limpa-fundos da Conferência Este. Quem viu esta equipa jogar o ano passado terá notado algumas semelhanças entre os 5 jogadores em campo e galinhas decapitadas: correm muito, mas à toa. Sim, os Wizards formaram o pior colectivo da Liga, com jogadores a movimentarem-se sem qualquer tipo de propósito tanto no ataque como na defesa. Talvez por isso a Direcção tenha decidido despachar os malucos (Mcgee à cabeça, ainda o ano passado), e reforçar a equipa com veteranos mais experientes. Antes, falamos da estrela da equipa: John Wall. Sim, Wall não tem jogado à altura das expectativas, mas quem pode exigir a um jovem base que pegue numa equipa estilhaçada, perdedora, e, rodeado de cabeças ocas, a ponha a jogar. A estratégia dos Blazers limparem o seu balneário há uns anos para proteger os jovens das más influência parece ter sido repetida na capital, e veremos se assim Wall finalmente eleva o seu jogo para outro nível. Bradley Beal, o rookie, deverá ser o seu colega de sector, e dele se esperam muitos pontos. O resto do cinco inicial é bem mais experiente: Trevor Ariza, defensor extraordinário (e bom atirador de longe, embora force demasiado), Okafor, excelente defensor e ressaltador, e Nene, um poste bastante completo, em especial no ataque. A segunda unidade tem menos anos de Liga (e de qualidade); Martell Webster, a excepção, tenta (novamente) mostrar o porquê de ser uma pick top-10, enquanto que os jovens Singleton, Seraphin e Vesely, Price e Crawford terão que evoluir rapidamente de modo a serem contributivos para a equipa. Concluindo, os Wizards parecem ter um plano a médio prazo: acabar com as distrações, rodear a sua estrela de veteranos, de modo a que Wall e os restantes jovens possam evoluir calmamente. Claro que, para este ano, não chega, e embora o 5 inicial seja especialmente interessante, a equipa não tem uma segunda linha com o mesmo impacto, pelo se espera uma subida no número de vitórias (e qualidade de jogo), mas não um grande salto na classificação.
Anthony Davis será uma ameaça imediata para os melhores postes da Liga? Eric Gordon regressará em pleno? Acabaram as distracções em Washington? Época de afirmação de Wall? Irá a dupla Okafor-Nene (uma das melhores no Este) levar Washington ao 8º lugar?

Nuno Ranito

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