Seguem-se duas equipas das que menos se movimentaram durante o defeso. Memphis e Indiana preferiram manter os seus planteis inalterados, apostando tudo na evolução natural dos seus jogadores, e de um conjunto que tem química e que vai melhorando à medida que os jogadores ganham mais entrosamento. Por isso mesmo, espera-se algo parecido com a época anterior: classificação para os playoffs, algures na segunda metade da tabela. Resta saber se os upgrades dos restantes competidores não farão com que caiam nas classificações…
Memphis
Os “ursos” mantiveram-se quietos, e continuam a centrar o seu jogo numa das melhores duplas de postes da Liga (e talvez uma das poucas capazes de lutar de igual para igual com Howard e o Outro Gasol): Zach Randolph e Marc Gasol (espera, afinal este é que é o Outro Gasol). A estratégia tem resultado, na medida do possível por isso não há que mudar; falamos de dois jogadores que marcam muitos pontos, dentro e fora, limpam tabelas, defendem bem, sendo que Gasol ainda por cima é um bom passador, e quando motivados (Randolph, principalmente, e se não entrar em maluquices), são demolidores. A estrela, porém, é Rudy Gay, um exímio marcador de pontos que, quando inspirado, faz números impressionantes. Terá no entanto de ser mais consistente. Aproveite ele o facto de ter dois postes tão bons a seu lado, e esses números podem ainda melhorar. Os bases serão Mike Conley e Tony Allen, dois bons defensores (o segundo é considerado um dos melhores) que não necessitam de contribuir muito no ataque, mas fazem a diferença na defesa. Agora, os pontos negativos O banco não é dos mais fortes (o melhor suplente, Mayo, saiu). Bayless é um base talentoso mas um pouco egoísta, Marrese Speights pode dar uma ajuda em termos de pontos e ressaltos, mas a partir daí não há propriamente muitas qualidade… Quincy Pondexter, Darrel Arthur, Ronald Dupree e Tony Wroten não formam propriamente uma esquadra temível. Isto pode obrigar a que os titulares sejam obrigados a jogar mais minutos, o que para o final da época costuma acabar mal… Em conclusão, Memphis prepara-se para um resultado semelhante, a não ser que consiga efectuar algumas trocas que melhorem o seu banco, e que Gay dê o salto para o estatuto de estrela.
Indiana
Os Pacers tinham os Heat encostados às cordas nas meias-finais de 2012: vantagem de 2-1, jogavam em casa, e podiam lançar a sua dupla West+Hibbert sobre um adversário privado do seu melhor (único) poste. Bem, todos sabemos como a história terminou… Convém no entanto lembrar que Indiana passou calmamente, sem dar muito nas vistas, de equipa medíocre a equipa de topo no Este. Mas tal como Atlanta, parece não conseguir ultrapassar aquele muro que separa as boas equipas das de elite. Um problema pode passar pelo facto dos Pacers parecerem melhores do que realmente são. Granger e Hibbert, as duas estrelas, são bons jogadores, mas estão longe de serem dominantes. Aliás, isso viu-se o ano passado, em que o primeiro foi engolido por LeBron, e o segundo nunca se conseguiu impôr. Segundo, os Pacers parecem ter um problema de atitude nos momentos críticos: há dois anos perante Chicago e o ano passado frente a Miami, tentaram passar a imagem de equipa dura, uma espécie de bad boys século XXI, e quando confrontados com a resposta a condizer, acobardaram-se e esconderam-se. Se os Pacers querem ir mais longe, têm de mudar estes aspecto do seu jogo… adiante: Georgeg Hill será o base, sendo que a aquisição DJ Augustin ficará como suplente. Boa dupla, muita qualidade nesta posição. Danny Granger é a vedeta. Vedeta, não estrela… para isso, precisa de assumir mais o jogo, e principalmente ser mais eficaz. Esperam-se dele muitos pontos que dêem vitórias, e muitos jogos com imensos lançamentos falhados que levem a derrotas. Paul George é um jogador em evolução bom complemento, mas também não carregará a equipa às costas. David West e Roy Hibbert jogarão dentro; West parece já afectado por problemas físicos, mas ainda é eficaz o suficiente para ajudar Hibbert, que conseguiu um contrato digno de um poste top-5. Infelizmente, o seu rendimento não é condizente com o seu salário, variando entre o excelente e o medíocre. Pele menos neste aspecto as opções de banco são interessantes; Mahimi (vindo de Dallas) tem boa presença defensiva e Tyler Psicho-T Hansbrough é também ele um projecto em evolução. Indiana tem opções interiores suficientes para não basearem o seu jogo principalmente em lançamentos longos… Gerald Green (muito atlético) é outra boa opção do banco. Posto isto, parece que Indiana, embora deva ser respeitada, não fará nem mais nem menos do que tem feito nos últimos anos, a não ser que os seus melhores jogadores dêem um salto qualitativo a condizer com as supostas aspirações da equipa.
Memphis e Indiana serão ultrapassados por equipas que se reforçaram no defeso ou vão cimentar as suas posições? Danny Granger e Rudy Gay vão entrar no clube das estrelas? os “grandes” Zach Randolph e Roy Hibbert vão ter um desempenho à medida dos seus grandes salários?
Nuno Ranito
PS – Temos uma liga no Fantasy da ESPN. Conheça melhor os pormenores aqui! O nº de vagas é limitado, pois para ser funcional a liga só pode ter entre 16 a 20 participantes (o que até é um exagero, pois o ideal é entre 12 a 14).


