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Visão de Mercado: NBA – “Os favoritos”: Miami Heat, Los Angeles Lakers e Oklahoma City Thunder

A NBA regressa em Outubro e voltamos a ter uma época regular normal. O ano passado, com a falta de entendimento entre jogador e liga, tivemos uma época regular altamente adulterada cujo efeito foi claro. As equipas tiveram durante a temporada um número anormal de lesões, houve poupanças de jogadores e quebras de rendimento devido ao ridiculamente intenso calendário de jogos. Este ano voltamos às longas distâncias e deixamos os sprints. Precisamente devido à longa época regular e ao facto das séries nos playoff serem à maior de 7 jogos, a NBA é mais fácil de prever que, por exemplo, a NFL. Há sempre surpresas, equipas que encaixam melhor do que uma pessoa espera, jogadores que surgem com um nível que ninguém antecipava. Esquecendo surpresas, apresentamos as equipas mais fortes da liga. Num 1º patamar de favoritismo temos 3 equipas que são claramente as melhores equipas da NBA. Podem ter uma série horrível algures nos playoff, pode haver lesões e apesar das estatísticas serem boas os aviões ainda caiem. Mas fora qualquer desastre, 2 destas vão estar na final da NBA.

Miami Heat
Tem o título do ano passado, têm o melhor jogador da liga. Não é mau currículo. Mais que isso, melhoraram a equipa. As adições de Rashard Lewis e de Ray Allen dão mais profundidade ao plantel. Talvez Miami ainda procure mais ajuda para a posição de poste. É claramente o seu ponto mais fraco, mas com o 5 que Miami tem usado nas alturas importantes, Lebron a 4 (PF) e Bosh a 5 (C), e com os excelentes resultado que têm conseguido talvez não seja mesmo necessário. Ray Allen junta-se a Mike Miller como armas ofensivas de banco, Rashard Lewis pode perfeitamente jogar a 4 e, se a atitude dele for a melhor e mentalmente estiver bem, é uma óptima adição. Um bom jogador que é versátil, com óptima percentagem de lançamento, capaz de a mostrar de qualquer lado do campo e que está finalmente a ganhar aquilo que devia. Lebron vai voltar ainda melhor e Miami já vai para o 3º ano com o mesmo núcleo forte. Se a intensidade do final da época estiver lá, com certeza que estarão na final.
Los Angeles Lakers
Nash, Kobe, Gasol, Howard. Qualquer que seja o outro jogador deste 5 inicial, ele vai acabar por pedir uns autógrafos no balneário. Os Lakers estão de volta à elite, consequência de um conjunto fantástico de decisões na offseason. A média de idade deste grupo não faz com que este seja um grupo apostado em criar uma dinastia. Os Lakers só pensam em ganhar já. Agora. Bola ao ar, ganhar. Gasol está na realidade na fase descendente da carreira, mas com Howard ao lado será se calhar a melhor fase descendente de sempre. Defensivamente o espanhol vai ter muito menos trabalho este ano, o que lhe permite estar muito mais forte no ataque. E com um jogo interior como este, e Kobe cá fora à espera dos 2 para 1, esta equipa é assustadora. Nash terá a batuta da orquestra, e assim Kobe e ele encaixem bem, esta é a equipa a bater em Oeste. E não se se distraiam com o Fab Four, os Lakers trabalharam para ter opções válidas para completar e para rodar estes veteranos. Artest (Metta World Peace), provavelmente o jogador que irá mais vezes completar o 5 inicial, Chris Duhon, Steve Blake, Antwan Jamison, Jordan Hill e principalmente Jordan Meeks são um grupo interessante que completa a, provavelmente, melhor unidade titular da liga. Vamos ver se Mike Brown tem qualidade para estar à altura do 5 que tem. Se Phil Jackson treinasse…Mais vale não pensar.
Oklahoma City Thunder
Toda a gente gosta de OKC. São jovens, têm postura e têm humildade. Kevin Durant tem a unanimidade popular que Lebron ou Kobe nunca tiveram. E se calhar é esse o problema. Durant precisava de explodir. Não em termos de qualidade, que isso não lhe falta. É discutivelmente o 2º melhor jogador da liga. Mas a atitude não é de campeão ainda. Porque para ser campeão não é preciso ser popular, ou simpático, ou humilde. É preciso ser, por vezes, arrogante, manhoso e odiado. Esta equipa é um pouco assim. Todos gostam dela. E com razão. Têm um basquetebol vivo, rápido e espectacular. Têm talento que nunca mais acaba no trio Durant/Westbrook/Harden. Tem a figura simpática de Ibaka, que passou por imensas dificuldades até chegar à NBA, e que agora é um dos jovens mais promissores da liga. Até tem a hilariante barba de Harden que é mais uma característica apelativa desta equipa. Mas isso não chega. A adição de Perkins foi a primeira noutro sentido. No sentido de tornar esta equipa menos bonita e mais vencedora. Já com experiência de final, depende agora deste miúdos, porque ainda são, tirando Perkins, todos miúdos, de apresentarem uma atitude de campeões e não de gajos porreiros. O front office draftou muitíssimo bem Perry Jones III. Perry Jones era projectado como escolha de draft top 5 no início do ano, mas um potencial problema no joelho assustou muitas equipas. Pode eventualmente ser o “roubo” deste draft, e encaixará que nem uma luva nestes Thunder. Mas à excepção disso, não houve mais movimentações para melhorar a equipa. Miami, que lhes ganhou na final no ano passado, melhorou. Lakers renovaram-se e melhoraram muito. OKC, à excepção de um rookie que pode ou não ter sucesso na NBA, não acrescentou qualidade ou profundidade à equipa. Mas estão aqui porque o salto que OKC tem de fazer não está em acrescentar pessoal mas sim em melhorar quem está lá. Esta é a equipa do futuro da NBA. Veremos se o futuro é já este ano.
Vão conseguir os Heat revalidar o título? Allen e Rashard Lewis (2 dos melhores triplistas da história da NBA) são adições importantes? Ou os Lakers agora com um Fab Four são o principal candidato ao anel (Jamison poderá ser igualmente decisivo neste conjunto)? E por último, conseguirão os OKC, já mais maduros, contrariar esta bipolaridade (que já se verifica em termos de mediatismo, algo que irá durar até final da época), e derrotar Heat e Lakers? 

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