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Vitória de Setúbal: Um exemplo a seguir

Poderá ainda ser cedo para o afirmar com total segurança, mas neste momento, poucos serão os cépticos a afirmar que a aposta do Setúbal em jovens portugueses (e não só), não terá o mesmo sucesso e impacto que a mesma protagonizada pelo Paços de Ferreira e Rio Ave na temporada transacta. Desde há muito que o VM reclama que este é o caminho a seguir, que os frutos colhidos no futuro poderão ser mais que muitos, mas estes casos, como os do Paços, e agora Setúbal, são ainda muito pontuais. Esta orientação para o jogador nacional por parte dos do Sado é empolgante, ainda para mais quando ficou demonstrado, no passado Mundial Sub-20, que o produto formado internamente tem tudo para ser sinónimo de rendimento desportivo ao mais alto nível. A palavra-chave é, e não pode ser de outra forma, acreditar. Ultimamente é Nélson Oliveira quem anda nas bocas do mundo, mas em Setúbal, mora um avançado português de valia, que já deixou a sua marca nas duas primeiras jornadas da Liga. O seu nome é João Silva, e é figura de cartaz de um plantel a que se soma a experiência de Ricardo na baliza, a segurança de R. Silva e Miguelito na defesa, o poder de contenção de B. Amaro e Tengarrinha, a criatividade de Neca, Hugo Leal, J. Gonçalves, Zahavi e Zé Pedro no centro, apoiando uma frente quase toda ela portuguesa (Fidalgo, Severino, Rafael Lopes e Gonçalo Graça), “destoando” apenas Pitbull. Resultado: 2 jogos, um empate e uma vitória, e em ambos João Silva, de 21 anos, facturou. Ao todo são 17 portugueses (num misto de jovens com veteranos, mas não reformados – apesar de que para o adepto luso a partir dos 30 os jogadores nacionais deixam de contar – já os internacionais como o Inzaghi, Raul, Puyol, Van Nistelrooy esses sim são “adorados” e o BI já pouco conta) num plantel de 27.

A.Borges

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