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1001 Números: Uma Breve História do Futebol

visaodemercadoDesigna-se evolução. Ao longo da sua já secular história, o futebol ultrapassou tempos, guerras, batalhas, misérias; momentos de crescimento e de crise; foi utilizado por políticos e pelo povo, amado por príncipes e mendigos. O mais belo fenómeno de massas? Talvez. Porém, e embora grande parte dos elementos mencionados se tenham mantido inalterados nas derradeiras décadas, várias modificações se desenrolaram, moldando o “desporto rei” naquilo que é hoje. Das dificuldades em proceder-se à profissionalização dos jogadores aos salários principescos da atualidade ou do “crime” que era pagar 1 M€ por um só atleta até tal ato ser um dado corriqueiro, muito sucedeu em pouco menos de 150 anos. Um elemento, contudo, transcendeu os tempos, carimbando uma posição cimeira no que a símbolos diz respeito: o número na camisola.

Até à viragem do século, apenas o emblema superava, a nível de preponderância, o dorsal. Nem a marca desportiva do equipamento, nem a publicidade, nem sequer o nome do futebolista se comparavam ao poder do número. Era ele que ligava os atletas de períodos distintos – tanto a nível da seleção como do clube – e deveria ser respeitado pelo portador. Aliás, há um bom motivo para o nome do atleta ter surgido tão tardiamente na sua indumentária: simplesmente não era necessário. O jogador identificava-se automaticamente pelo dígito que transportava, permanecendo-lhe fiel por largos anos até que um novo talento o substituísse – a lei da vida sendo transposta para o futebol através do número. Alguns, contudo, foram tão bem representados que se tornaram icónicos, resistindo, embora combalidos, ao teste do tempo.

O “1”

Enumeremos os dez melhores guarda redes de sempre (com os relativismos habituais): Ricardo Zamora, Lev Yashin, Gordon Banks, Dino Zoff, Sepp Maier, Peter Schmeichel, Oliver Kahn, Gianluigi Buffon, Iker Casillas e Manuel Neuer. Em comum, todos partilham o facto de terem sido guardiões de elite e a caraterística de terem “carregado” o número “1” (exceção feita a Zamora que alinhou numa altura em que não existia numeração nas camisas), algarismo dado apenas ao guarda redes titular incontestável da equipa. É, aliás, tarefa árdua descobrir um keeper, titular nos melhores emblemas do mundo, que não o tenha usado nos seus melhores dias, no passado. Hoje, contudo, e apesar de ainda ser o dígito por excelência dos guardiões, perdeu importância. O seu simbolismo caiu na medida em que os principais clubes falharam em protegê-lo, entregando a honra de o usar a jogadores que dificilmente o mereciam. O AC Milan (será recorrente ao longo do texto), por exemplo, nas derradeiras 4 temporadas viu o “1” ser transportado, ano após ano, por Marco Amelia, Agazzi, Diego López e, agora, Gabriel. Donnarumma, o verdadeiro herdeiro desse número, vai utilizando o “99”, dorsal sem qualquer expressão – ou expressão de “personagem” secundária. O caso milanês não é, ainda assim, virgem, com outras situações em Inglaterra: Petr Cech é o “33” (!) do Arsenal e Courtois o “13” do Chelsea sendo que no Liverpool o “one” até esteve vago na temporada passada, comprovando a teoria de que, presentemente, não tem o respeito de outrora.

O “10”

Foi, é e sempre será (provavelmente) o número mais requisitado de todos. Outrora confiado ao médio ofensivo da equipa, o talentoso, “mágico”, “maestro”, atualmente é envergado por qualquer elemento, independentemente da posição. Gallas, em 2006, subiu a parada para valores inultrapassáveis (ter um defesa central com tal dígito nas costas é caso raro, ainda para mais num conjunto tão conceituado como o Arsenal – e rendendo Bergkamp), comprovando o declínio de um dorsal que, no passado, apenas os melhores dos melhores podiam utilizar. Em 2016 as situações peculiares continuam: os gunners têm-no vago desde a saída de Wilshere (Özil, a quem assentaria perfeitamente, usa o “11”), bem como a Juventus, esta desde que Pogba rumou a Manchester; o Atlético de Madrid entregou-o a um extremo puro (Ferreira-Carrasco) e o AC Milan, cuja perda de identidade é evidente, viu o “10” ser transportado por lendas como Gullit, Savicevic, Boban, Rui Costa e Seedorf (“craques” como Kaká e Pirlo nunca tiveram o prazer de o utilizar por confluírem com esses jogadores – o próprio Seedord apenas agarrou o “number ten” após a saída do “maestro” e Kaká, a ter permanecido em San Siro, teria sido provavelmente o próximo) sendo hoje possível de ver nas costas de… Honda. A própria seleção italiana, outrora conhecida pela qualidade dos seus “trequartistas” (Roberto Baggio, Totti e Pirlo, só nas últimas duas décadas), não consegue, nos dias de hoje, ter nenhum nome que faça justiça a tal número (Thiago Motta, um médio recuado, ficou com ele no Euro 2016). Apesar dos tempos serem diferentes (um médio ofensivo à “moda antiga” não se adequaria perfeitamente no futebol atual), exigia-se um esforço maior na preservação do número mais icónico.

O “9”

A “tríplice dourada” só fica completa com o “9”, o algarismo do goleador. Tempo houve em que envergar tal dígito era sinal de golos em catadupa: tanto nos “pelados” da localidade como nos mais glamorosos recintos desportivos de Itália. Para o utilizar era necessário possuir um certo estatuto (neste caso uma folha de registos brutal), que teria de ser comprovado ano após ano. O melhor atacante ficava com o “9”, tendo a “personagem secundária” que se contentar com o “11”, por norma (Romário deu “cartas” com este mesmo algarismo). Assim, Marco van Basten, o “number nine” perfeito, honrou a camisola durante os anos passados em Milão, conseguindo ser, sempre (e apesar das muitas lesões que o assolaram), a principal referência ofensiva da equipa. Di Stefano, Gerd Müller, Hugo Sánchez e Ronaldo foram outros magníficos “matadores” que ajudaram a mitificar este algarismo que, nos dias que correm, apesar de alguns bons seguidores (Suárez, Lewandowski, Icardi, Ibrahimovic…), perdeu o “brilho” do passado. Falta de qualidade dos executantes? De modo algum; apenas já não é o símbolo que foi.

Outros números poderiam ser aqui mencionados. O “13” que Eusébio imortalizou no Mundial de 1966 em vez de servir de tónica e de ser um dos dorsais mais requisitados tem sido olvidado pelos jogadores mais importantes da seleção (Ricardo Costa utilizou-o no Mundial de 2014 ao passo que Danilo fê-lo no Euro 2016). Por outro lado, o mesmo dígito é um ícone na Alemanha (após as brilhantes prestações de Gerd Müller em fases finais de grandes competições de seleções nos anos 70, Thomas Müller, em claro sinal de reconhecimento, tem optado pelo “13”). Até o “12”, número que alguns conjuntos retiraram em honra dos adeptos (situação do Sporting), vai esgotando a sua importância (estará próximo o momento em que se retirarão algarismo da indumentária em nome de uma qualquer marca). Enfim, os casos em que os dorsais significam verdadeiramente algo transcendente são progressivamente mais raros.

Num mundo futebolístico totalmente distinto, em que permanecer com as mesmas “cores” cinco anos é praticamente impossível, e no qual valores como o dinheiro superam a lealdade e o simbolismo, o número continuará a perder o seu valor até que seja, tarde ou cedo, um mero adorno. Ficamos com as memórias, a nostalgia e, felizmente, o “3” de Maldini (até ao filho?), o “4” de Zanetti, o “6” de Baresi”, o “10” de Maradona e, provavelmente de Totti no futuro, o “14” de Cruyff e o “25” de Zola – eternamente intocáveis.

António Hess

40 Comentários

  • Kafka
    Posted Outubro 6, 2016 at 12:07 am

    Excelente post

  • Bruno
    Posted Outubro 6, 2016 at 12:18 am

    Bom texto. Porém não posso aceitar não se falar no numero “7”. Numero de extremo/avançado, normalmente o segundo craque da equipa a seguir ao “10”. So dizendo alguns nomes: Raul, CR, Cantona, Beckham, Figo…

    • Stalley
      Posted Outubro 6, 2016 at 12:30 am

      Verdade.

    • António Hess
      Posted Outubro 6, 2016 at 1:10 am

      O 7 é um número importante, dos mais requisitados no futebol mundial, mas cuja importância nasceu maioritariamente nas duas últimas décadas, ao invés do “1”, “10” e “9”, que se mantiveram cruciais ao longo dos tempos.

    • Rui Miguel Ribeiro
      Posted Outubro 6, 2016 at 1:27 am

      Muito bem. O meu ídolo de infância começou como extremo direito, passou a avançado e jogava sempre com o 7: Nené, sempre do Benfica.

      • Gullit
        Posted Outubro 6, 2016 at 10:20 am

        Jogando da direita para o meio, ou a avançado, tal como o Nené e também usando a “7”, recentemente tivemos o Shevchenko.

        No Milan as tarjas até apareciam com “SHEVCH7NKO”!

  • Miguel Costa
    Posted Outubro 6, 2016 at 12:27 am

    E para além disto, fazer uma menção ao que é provavelmente o mais reconhecido número desportivo.
    O 23 de Jordan. Este sim, fez do número uma marca e imortalizou completamente o número. Quando se pensa no 23, vem logo MJ à cabeça.

    • Kafka
      Posted Outubro 6, 2016 at 12:54 am

      Bem verdade

    • PEDRO MOREIRA
      Posted Outubro 6, 2016 at 10:31 am

      23 É MJ
      23 É GOAT

      • troza
        Posted Outubro 6, 2016 at 11:41 am

        Na NBA existe muito mais a cultura dos números do que noutros lados. Depende um pouco da época e dos clubes onde jogam os jogadores (para mim o 34 ainda é número de centro, como o 33… Ewing, Olajuwon, Shaq nos Lakers) mas sim: não há nada no mundo comparado com o número 23 do Jordan.

        Falando do futebol… o número 7 que tem sido falado faz todo o sentido mas não em todo o lado. Temos o caso do Man Utd (onde o 7 estava reservado aos melhores jogadores num passado recente) mas dizer que o 7 está a nível do 10 é exagerado.

    • Bruma
      Posted Outubro 6, 2016 at 1:22 pm

      A um nível não tão alto, mas igualmente muito mediático há o Beckham no Real Madrid.

  • Stalley
    Posted Outubro 6, 2016 at 12:29 am

    Belo post.
    O futebol é cada menos “romântico”, hoje ninguém liga para os números, qualquer “marreco” é nº10 ou nº9, aqui se calhar os clubes também são culpados, esse exemplo do Gallas usar o nº10, como o Arsenal permitiu isso? um defesa central?

    E não é só nos números que “ninguém liga”, também uma ida á selecção, á uns anos “valentes” era uma “honra”, hoje em dia qualquer “badameco” vai (não só em Portugal), que já se torna normal a chamada de “qualquer um”, depois á outros que preferem nem ir ou se vêm parecem obrigados…

    E á muitos mais exemplos da seccão “hoje em dia ninguém liga”.

  • Chicão
    Posted Outubro 6, 2016 at 12:29 am

    6: O carregador de pianos.

  • Kacal
    Posted Outubro 6, 2016 at 12:32 am

    Excelente post, fantastico!

    Acho que os números #1 e #9 ainda têm a sua importância e são utilizados da maneira correcta, pode ter perdido um pouco de “peso” em relação ao passado mas não totalmente, agora o #10 concordo que agora é utilizado por um jogador qualquer e perdeu aquela “magia” de antes. No Porto, por exemplo, é o André Silva e estaria melhor entregue ao Otávio ou Óliver até porque o #9 estava vago e devia ter ido para o André Silva se o objectivo era contratar um PL como o Depoitre mas pronto.

  • Fernando Ribeiro
    Posted Outubro 6, 2016 at 12:43 am

    Um número que ficará pra sempre pra mim é o 10 de Del Piero…

    E claro o 30 de Alan e o 45 Dr Hugo Viana

  • To Madeira
    Posted Outubro 6, 2016 at 1:20 am

    Então e o “7”?
    Vendo a questão de outra forma, alguém concorda q o futebol evoluiu mais taticamente nos últimos 10 anos do que nos 50 anteriores ?

  • Rui Miguel Ribeiro
    Posted Outubro 6, 2016 at 1:36 am

    Excelente post e que toca numa realidade lamentável. Os nº deviam ser “acarinhados”, a sua atribuição devia ser criteriosa e dever-se-ia evitar o “abandalhamento” do seu uso. Vários clubes usam e abusam de nº estapafúrdios como 43, 65 76, ou 51, outros não mostram cuidado em manter um mínimo de ligação entre o nº e a posição. Usando o exemplo do Benfica, refiro o 2 do Lisandro, o 5 do Fejsa e o 7 do Samaris e acrescento a minha incompreensão por não termos um nº 6 há duas épocas e contratamos um danilo a quem se entrega o nº 37!??!! E o Benfica está longe de ser dos casos piores. Esperemos que isto mude para melhor….

  • Afonso de Albuquerque
    Posted Outubro 6, 2016 at 2:28 am

    Foi algo que nunca percebi porque não é mais defendido especialmente pelo potencial de marketing que tem.
    No caso da selecção 2 dos nossos 3 melhores jogadores de sempre, Figo e claro o maior, Ronaldo, usam o número 7, para mim o número 7 de Portugal é especial. Nasci em 92, quando era crescido o suficiente para ver futebol o Figo era “O jogador” e tinha o 7, depois veio Ronaldo e era de novo o 7. Para mim Portugal devia fazer uma marca à volta do 7. São 2 jogadores demasiado incríveis para deixarem que qualquer mero jogador vá à selecção e o utilize só porque está vago. Agora quando Ronaldo esteve lesionado foi André Silva?! Com todo o devido respeito é precisa ainda muita sopa (mas espero que venha a ser digno de tal número!) Também acho que já vi o Vieirinha com o 7 e aí repulsou-me mesmo a falta de respeito à camisola dos grandes do futebol Português!

    Afonso de Albuquerque

    • filipeeribeiro
      Posted Outubro 6, 2016 at 11:33 am

      concordo, um momento que nunca ei de esquecer é o licá a utilizar o numero 10 da seleção, situação que foi chacota nas redes sociais durante toda essa semana. Algumas camisolas deveriam de ser mais cuidadas e certos números só serem dados a quem por direito os merece. de rui costa para deco e de repente aparece licá com aquele numero ás costas, é de bradar aos céus

  • Gullit
    Posted Outubro 6, 2016 at 3:40 am

    1- Gigi Buffon
    2- Cafu
    3- Paolo Maldini
    4- Patrick Vieira
    5- Fábio Cannavaro
    6- Franco Baresi
    7- Luís Figo
    8- Steven Gerrard
    9- Van Basten
    10- Ruud Gullit
    11- Ryan Giggs

  • Rui Sousa
    Posted Outubro 6, 2016 at 8:54 am

    Excelente texto.
    Por acaso, “1”, “10” e “9”, são mesmo aqueles números míticos. A esses adicionaria apenas o “2”, embora não tenha tanto a certeza que seja um fenómeno “global”, no Porto sempre foi (até um passado recente) um nº com um grande poder e de grandes capitães.
    Especificamente no Porto também não dá para esquecer o “99”, mas isso foi específico de um GR como é óbvio.

    Para concluir que o melhor jogador que já vi jogar em Portugal usou o nº perfeito na posição perfeita, que foi o “10” do Deco.

    Cumps

  • M4R7UCH0
    Posted Outubro 6, 2016 at 9:09 am

    Tudo dito e so vou acrescentar que gostaria que o SPORTING meu clube tivesse numerado da seguinte forma:
    1 Rui Patricio
    2 J Pereira
    3 Jefferson
    4 Coates
    5 Semedo
    6 Paulista
    7 Alan Ruiz, embora sempre preferi que fosse Gelson mesmo antes do campeonato ter começado.
    8 Petrovic
    9 Ja não da por causa de Slimani
    10 Bryan
    11 B Cesar
    12 Adeptos ja sabemos e ai concordo
    13 Douglas
    14 William
    15 P Oliveira
    17 Matheus
    19 Alan
    20 Elias
    Mais ou menos assim sei que não numerei todos so acho que o 7 a Campbel e o 3 a Markovic esta mal entregue.

    • Rui Miguel Ribeiro
      Posted Outubro 6, 2016 at 10:38 am

      Exercício interessante. Se me permite a deixa, vou fazer o mesmo para o Benfica:
      1- Ederson
      2- Nélson Semedo
      3- Lisandro
      4- Luisão
      5- Grimaldo
      6- Fejsa
      7- Salvio
      8- André Horta
      9- Jimenez
      10- Jonas
      11- Mitrogliu
      12- Júlio César
      13- Kalaica
      14- Lindelof
      15- Eliseu
      15-Eliseu
      16- Samaris
      17- Zivkovic
      18- Danilo
      19- Jovic
      20- Gonçalo Guedes
      21- Pizzi
      22- André Almeida
      23- Celis
      24- Paulo Lopes
      25- Carrillo
      30- Cervi
      33- Jardel

      • Kacal
        Posted Outubro 6, 2016 at 2:32 pm

        Nessa lista tem 2 Eliseus e falta o RAFA SILVA!

        • Rui Miguel Ribeiro
          Posted Outubro 6, 2016 at 2:54 pm

          Obrigado Kacal. o Eliseu já tinha visto. Um chega e sobra, para o que me havia de dar :-)
          Quanto ao Rafa foi esquecimento mesmo. Mas tenho uma atenuante: o homem ainda só jogou 1 hora pela Benfica!!!À falta de melhor, entregava-lhe a 27 que creio que é a que já tem.
          Um abraço.
          P.S Não quer fazer o exercício com o seu clube?

          • Kacal
            Posted Outubro 6, 2016 at 4:08 pm

            De nada. Ahah, realmente um Eliseu já chega e sobra.

            Eu aconselhava pôr o número 26 no Danilo e o 18 ficar para o Rafa que era o número dele no Braga.

            Um abraço.

          • Kacal
            Posted Outubro 6, 2016 at 4:11 pm

            Quanto ao exercício, aqui vai:

            1 – Casillas
            2 – Maxi
            3 – Marcano
            4 – Willy Boly
            5 – Alex Telles
            6 – Rúben Neves
            7 – Corona
            8 – André André
            9 – André Silva
            10 – Otávio
            11 – Diogo Jota
            12 – José Sá
            13 – Sérgio Oliveira
            14 – Chidozie
            15 – Evandro
            16 – Herrera
            17 – Brahimi
            18 – Varela
            19 – Adrián López
            20 – Óliver Torres
            21 – Miguel Layún
            22 – Danilo Pereira
            23 – Depoitre
            24 – João Costa
            27 – João Carlos Teixeira
            28 – Felipe

            PS: deixei o 21 no Layún e o 28 no Felipe porque são números característicos neles e que ambos gostam. Caso contrário punha Felipe com o 4 e o Boly com o 14 (Chidozie ficava com o 33, 35 ou assim) e o Layún com o 5 ficando o Telles com o 15 e o Evandro com o 25 ou 26.

            • Rui Miguel Ribeiro
              Posted Outubro 6, 2016 at 4:31 pm

              Ah, aceitou o desafio. Fiquei surpreendido por não ter entregue a 10 ao Oliver. Aceito a sua sugestão para o Rafa.

              P.S. Pensei que ainda ia, à socapa, dar um nº ao Kleber, hehehe.

              • Kacal
                Posted Outubro 6, 2016 at 9:05 pm

                Claro, aceito sempre um desafio e é sempre bem-vindo!

                Vejo no Otávio um “mini-Deco” e gosto mais dele do que do Óliver, embora também goste do Óliver. Prefiro a #10 no Otávio.

                PS: olha era uma excelente ideia, pensei em pôr, mas desisti para não parecer mal, ahah, era a #11 reservada para ele.

  • RodolfoTrindade
    Posted Outubro 6, 2016 at 9:41 am

    Excelente post, mas faltou referir o número 7, que na minha opinião continua nessa categoria.

    Aliás hoje em dia em amadores se formos a ver a camisola 7 e a 10 continua a ser a mais disputada pelos atletas que chegam a negociar entre si por valores interessantes.

  • Manuel Teixeira
    Posted Outubro 6, 2016 at 9:53 am

    O Benfica retirou o 29 do Feher?

  • Kacal
    Posted Outubro 6, 2016 at 2:35 pm

    Nos videojogos (gosto de jogar FM e FIFA) tenho o vicio de escolher os números um por um de acordo com estes “critérios” e à risca, depois uma ou outra pessoa dizem-me que não perdem tempo com isso e querem é jogar ou que é aborrecido mas eu não consigo começar sem ter os números direitinhos. 1 é sempre o GR titular. 2 é o lateral direito. 6 o MDF. 8 o MC. 10 o MO ou o mágico da equipa. 7 o extremo desequilibrador e o 9 o PL. Depois os outros é ver.

  • Numero 10
    Posted Outubro 6, 2016 at 4:57 pm

    Grande texto, parabéns!

    Fez-me lembrar do grande simbolismo que número 10 tinha. Era o número do melhor jogador da equipa, do maestro e foi o número que um dos meus jogadores favoritos de sempre transportou no FCP. Deco.
    É pena este simbolismos estarem a perder-se.

  • Ruben Pinto
    Posted Outubro 6, 2016 at 5:51 pm

    o 14 também foi do Henry

  • Andre Dias
    Posted Outubro 6, 2016 at 7:01 pm

    Excelente texto, Antonio Hess. Podias ter falado também no número “7”, como muita gente já referiu, mas para mim falta aí o “3” utilizado por dois dos meus jogadores preferidos: Roberto Carlos e Paolo Maldini.

    Já que deste vários exemplos do AC Milan, permite-me acrescentar a curiosidade de que a camisola “3” está indisponível desde que Paolo terminou a carreira de futebolista. Os únicos jogadores que poderão envergar a camisola “3” no futuro serão os seus filhos. Actualmente Christian Maldini e Daniel Maldini jogam nas camadas jovens do Milan.

  • Miranda
    Posted Outubro 6, 2016 at 10:13 pm

    Excelente post

    Além do 7 que muitos já apontaram como um número mítico, há dois outros números que gosto muito no futebol e que me trazem grandes recordações o 5 de Zidane, que fiz sempre questão de usar quando jogava, e o 14 de Henry.

  • The Sporting Fan
    Posted Outubro 7, 2016 at 6:41 am

    Tenho vários jogadores preferidos mas eu gosto sempre de exibir dois:

    Paolo Maldini 3
    Francesco Totti 10

    O Maldini imortalizou o número 3.

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