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“21% dos jogadores que chegaram à Seleção A de 2016 a 2026 passaram por empréstimos nacionais, mas estas cedências não têm acontecido ultimamente”

O selecionador dos sub-21 considera que é fundamental aumentar os empréstimos em Portugal. Luís Freire recorreu até aos números para vincar esta necessidade: “21% dos jogadores que chegaram à Seleção A de 2016 a 2026 passaram por empréstimos nacionais, mas estas cedências não têm acontecido ultimamente”.

23 Comentários

  • Art Vandelay
    Posted Maio 7, 2026 at 12:41 pm

    O que tem de aumentar é a percentagem obrigatória de jogadores formados localmente e formados no clube para constituir um plantel da 1ª liga

    • Antonio Clismo II
      Posted Maio 7, 2026 at 7:03 pm

      Não sou a favor de quotas, mas para a próxima época não só se deveria reverter a BASTARDIA que foi a introdução da regra 8 FL (formados localmente) num plantel de 30>> para o que estava antes que era um plantel de 27.

      8 num plantel de 27 são os ínimos olímpicos (é também a regra que a UEFA usa para o licenciamento nas competições europeias). A Liga de Clubes a alterar esta regra (pedido pelos clubes para potenciar a lavandaria) foi só a prova de que ninguém está preocupado com a sustentabilidade do futebol em Portugal.

      Anda a FPF (pelo menos para inglês ver) a investir na captação desde tenra idade, a tentar aumentar o número de praticantes nas associações distritais e através do Desporto Escolar nas escolas, a investir na certificação de clubes formadores, a investir na triagem, para depois a Liga de Clubes que é quem tem o dever de organizar a Primeir e Segunda Ligas, subverterem tudo isto e mandarem tudo isso às favas porque o que querem é agradar aos presidentes dos clubes que votam nos órgãos sociais e assim podem meter mais comissões ao bolso pois já podem vender e contratar 30 estrangeiros por ano e nada lhes acontece… os adeptos também não querem saber, porque mais de metade dos clubes da Primeira Liga portuguesa nem conseguem meter 5 mil adeptos no estádio aos domingos, portanto… siga!!

  • Bisc8
    Posted Maio 7, 2026 at 1:09 pm

    Mais que aumentar os emprestimos ( por mim não contavam para o numero de emprestimos os jogadores até 23 anos – penso que a idade atual é 21) é aumentar a cedencia com partilha de passes ou opção de recompra. Um exemplo clarissimo desta falta de gestão é o Henrique Araujo. Ja se viu que nao conta para o Benfica entao o que ainda anda lá a fazer? secalhar sair a custo zero para outro clube faria lhe bem para evoluir.

    • Petrol
      Posted Maio 7, 2026 at 2:46 pm

      Esse modelo de negócio faz muito mais sentido do que os loops de empréstimos que se viam antes.

    • Antonio Clismo II
      Posted Maio 8, 2026 at 6:21 am

      O problema é que o Henrique Araújo tem um salário no Benfica que mais nenhum clube acompanha e portanto ele não tem qualquer incentivo para sair do Benfica, muito menos a título definitivo.

      Quem errou foi O Benfica quando renovou com ele há uns anos atrás, iludindo-o com um plano de carreira ilusório e jogando dinheiro para cima da mesa para o agarrar ao clube… No final ficam com o jogador mas a fome pela bola vai-se.

      Espero que não estejam a cometer os mesmos erros agora com O Banjaqui, neto ou Anísio dando-lhes contratos principescos PORQUE isso faz com que em poucos meses deixem de correr e se esforçar nos treinos porque a vida já está feita…

      Nestas idades é fundamental adaptar a evolução com contratos progressivos por objetivos. Só assim se mantém a cabeça de um jovem no lugar focado no que é essencial.

  • manel-ferreira
    Posted Maio 7, 2026 at 1:29 pm

    Não, não é fundamental coisíssima nenhuma.

    O limite dos empréstimos foi das melhores coisas que aconteceram no futebol português nos últimos anos. E foi até um aspeto em que o futebol português se adiantou à FIFA (cujas regras de limites só saíram 3 anos mais tarde).

    O limite de empréstimos obrigou os clubes a dependerem mais de si em vez de estar à espera que as “boas relações” façam tudo, obrigou-os a olharem mais para a prospecção e a verem-se cada vez mais como “players” no mercado, o que resulta em cada vez melhores vendas (nem os Clismos podem negar isto) e mais saúde financeira.

    O que, por sua vez, aumentou a independência dos clubes pequenos/médios em relação aos grandes, que já não podem pagar compras com 2/3 empréstimos como acontecia há dez anos. Uma das melhores vendas de sempre do Moreirense foi a do Chiquinho, que não teria sido possível sem o limite de empréstimos.

    Ter menos um jogador emprestado no plantel é ter mais um jogador que se pode vender, tão simples quanto isto. E nem acho que isto tenha sido mau para o jovem jogador português, já que os empréstimos foram bem substituídos pela partilha de passes, que tem sido positiva para todas as partes.

    Aliás, eu diria que o limite de empréstimos também defende os grandes (deles próprios), já que não podem comprar tudo o que mexe só para emprestar depois. Têm também de ser mais inteligentes nas contratações (não que aconteça sempre, mas pronto) e acabam por lançar jovens na equipa A com mais frequência em vez de estarem apenas à espera que seja o empréstimo a dar-lhe essa experiência, ou de andarem a emprestar 15 jogadores a ver o que cola.

    Eu não tenho muitas saudades de voltar aos tempos em que perguntavam ao presidente do V. Setúbal se ele estava a preparar o plantel e ele respondia: “estamos à espera das dispensas dos grandes,”. Correu-lhes muito bem.

    Portanto, não vamos aqui baralhar as coisas. Pode-se querer mais aposta na formação e no jogador português, sem querer voltar a regras de tempos em que 600 mil euros era considerada uma venda fabulosa para um clube pequeno/médio. Felizmente, as coisas já não são assim.

    • In a Silent Way
      Posted Maio 7, 2026 at 2:25 pm

      Excelente comentário. É isto mesmo

    • Tiago Silva
      Posted Maio 7, 2026 at 7:10 pm

      Totalmente de acordo. Acho que deveria haver mais negócios de partilhas de passe para valorizar o jogador português e os miúdos dos grandes que claro não têm todos espaço serem mais aposta em clubes da Primeira Liga. Mas o regresso a estes empréstimos não é a solução.

    • Antonio Clismo II
      Posted Maio 7, 2026 at 7:19 pm

      Compreendo onde queres chegar porque a certo ponto em que havia clubes a emprestarem 4 ou 5 jogadores ao mesmo clube e depois quando se defrontavam havia sempre jogadas muito estranhas pelo meio. Havia até casos em que clubes como o Leiria ou o Setúbal pareciam que eram diretamente financiados por um dos grandes e já preparavam a época a contar com esses 4 ou 5 jogadores que acabariam por vir.

      Mas podemos tocar noutro ponto importante que é a limitação do número de empréstimos fez com que cada vez mais jogadores ficam a “ganhar caruncho” nas equipas B e perdem o tempo de salto. O problema é que para um jovem é melhor ficar estagnado numa equipa B do que jogar num clube de Primeira Liga o que representaria um corte salarial e deixaria de ter as mordomias que têm nas equipas B onde até têm pessoas para lhes limpar as chuteiras depois dos treinos.

      A regra é simples, portanto um clube não pode mprestar mais do que 1 jogador a outro clube da mesma divisão, e não pode emprestar mais do que 6. Eu concordo com a regra de 1 por clube, mas não concordo com o limite de 6, acho que deveriam ser 10. Por exemplo, um clube como o Benfica está cheio de talento da sua equipa B e tem muitos jogadores que já não têm nada a ganhar na Segunda Liga, qual é o mal de poderem distribuir 10 jogadores por 10 clubes da Primeira Liga onde sabem que podem ter espaço para crescer e voltarem mais fortes?

      Como por exemplo o caso do Travassos que teve esse espaço no ano passado no Estrela e este ano está a fazer uma época brutal no Moreirense.

      E tu perguntas: O que é que um clube pequeno tem a ganhar com um jogador emprestado? Eu respondo: Ganha qualidade naquela posição, poupa dinheiro a comprar nulidades e pode investir mais noutra posição pra garantir mais qualidade e assim deixa de ter uma equipa com 20 estrangeiros medíocres em que 1 ou 2 acabam por evoluir e serem vendidos, para terem uma equipa com 15 estrangeiros com melhor qualidade (onde 5 acabam por ser vendidos) e as outras posições garantidas por jogadores de projeção e com potencial de “clube grande”.

      • manel-ferreira
        Posted Maio 7, 2026 at 8:47 pm

        Não concordo. Acho que está bem como está.

        Limitar a 6 jogadores obriga também os grandes a fazer uma melhor triagem e a decidir quais são os jogadores que querem realmente fazer crescer e não emprestar por emprestar, até porque dificilmente os grandes iam recuperar esses 10 jogadores emprestados para o plantel do ano seguinte. Com 6 há mais possibilidades de isso acontecer.

        E não é bom para a própria competição, haver 3/4 clubes que estão basicamente a ter 10 jogadores cada a serem valorizados pelos outros 14/15 clubes, sem estes ganharem nada com isso. Basicamente, estão todos a “trabalhar” para esses 3/4 clubes. É uma maneira de aumentar ainda mais o fosso.

        Dizes que ganham qualidade? Nalguns casos, sim. Mas o que não falta nos últimos anos são jogadores emprestados que foram fracassos nos clubes para onde foram, ou porque não eram assim tão bons, ou porque estes clubes tinham lá melhor.

        Tu simplesmente não vês a coisa do ponto de vista do clube que recebe o empréstimo, mas apenas do próprio jogador. Mas esse não pode ser o único factor. Na verdade, o que seria melhor para ele, era precisamente ir a título definitivo. Sobretudo porque haveria mais incentivo do clube em metê-lo a jogar porque sabia que ia ganhar algo com isso.

        Tudo o que tu sugeres pode ser alcançado na mesma com partilha de passes ou opção de recompra. A partilha de passes, sobretudo, é uma boa evolução do que eram os empréstimos. E numa altura, em que os clubes se vêm a si próprios cada vez mais como vendedores, não faria sentido nenhum voltar atrás.

  • Petrol
    Posted Maio 7, 2026 at 2:44 pm

    Estas cedências diminuiram com o aparecimento das equipas B o que em muitos casos faz com que essa etapa do empréstimo que anteriormente era quase obrigatória passe a ser opcional no caso dos jogadores mais talentosos/preparados.

    • Antonio Clismo II
      Posted Maio 7, 2026 at 7:21 pm

      Errado, as equipas B já existiam antes disso.
      Dou-te o exemplo da Liga Revelação que foi criada para ser a Liga de Desenvolvimento por excelência e neste momento já está completamente conspurcada com ativos de agentes que gravitam no nosso futebol sem regras e sem escrutínio e mete cá facilmente 20 ou 30 jovens só para ver se pegam… os clubes portugueses, sempre de pernas abertas para os interesses estrangeiros, vão na cantiga…

      • Petrol
        Posted Maio 8, 2026 at 7:54 am

        Não concordo. As equipas B foram uma espécie de mudança de paradigma e foram muito positivas para o talento jovem que encontrou um patamar intermédio para poder evoluir. Sobre a Liga Revelação não acompanho, portanto não vou opinar.

  • Filipe Sardinha
    Posted Maio 7, 2026 at 3:38 pm

    Acho que a solução passar não por mais empréstimos, mas mais por deixarem os jogadores jovens sair a titulo definitivo, com cláusulas de recompra ou uma percentagem da futura venda. No que toca aos clubes de maior dimensão, na minha perspetiva, é preferível vender ou ceder a custo zero um jogador do que andar anos a fio emprestados a A, B, C até acabar contrato. Permitiria aos jovens ter uma maior estabilidade do que andar constantemente de malas e bagagens de norte a sul do país, e conseguirem focar-se mais no futebol. Claro que não é uma fórmula milagrosa, e depende dos projetos. Mas acho que todos sairiam a ganhar. O clube que vende ou dispensa, teria menos um custo com salários, o clube que recebe o jogador até estaria mais predisposto a valorizar o jogador porque poderia ao menos obter algum lucro com uma futura venda e não apenas rendimento desportivo, e o jogador teria, em princípio, mais estabilidade para se desenvolver. Para um grande, dispensar um jogador que não conta era menos uma despesa, e ainda poderia vir a lucrar com uma futura venda. O clube pequeno recebia um ativo para valorizar, ter rendimento desportivo e ter lucro com a venda. E o jogador ganhava rodagem de primeira liga.

    • Antonio Clismo II
      Posted Maio 7, 2026 at 7:33 pm

      Por exemplo, o Chissumba e o André Marques estão a evoluir muito bem no Alverca;
      o Travassos e o Vasco Sousa (até à lesão) evoluíram enormidades no Moreirense este ano
      O Estoril que emprestou o Tiago Brito e o Parente a clubes de Segunda Liga e estão a evoluir muito bem;
      Gustavo Varela evoluiu muito no Gil Vicente este ano (se bem que não lhe fazia mal nenhum um segundo ano para solidificar);
      Mesmo o Tondela que emprestou o Cascavel à Académica na liga 3 e está a ser um talismã neste final de época na luta pela subida à Liga 2

      Eu acho que deveria ser mais normalizado, apenas. Não é preciso regressarmos aos tempos em que muitos clubes alicerçavam o planeamento da época à espera dos empréstimos dos grandes mas também não podem haver tantas limitações.

      Todos sabemos que as cedências de passes são benéficas mas raras porque já envolvem assinatura de novos contratos e o é o clube receptor que fica com mais “upside” caso corra bem e compreendo o incentivo, mas há que normalizar mais os empréstimos entre clubes da Primeira ou Segunda Liga, porque conforme os treinadores e sistemas, há jogadores jovens que estão tapadíssimos e são terceiras opções em certos clubes mas seriam titularíssimos no clube ao lado que usa outro sistema, e poderia ser win-win para toda a gente..

  • Joga_Bonito
    Posted Maio 7, 2026 at 4:26 pm

    Como este tópico é importante demais para se cair em demagogias, vamos por partes.
    Este Freire esqueceu-se de dizer que parte do declínio nos empréstimos nacionais se deveu ao clima tóxico criado, com toda a sorte de suspeições vertidas contra os pequenos. Qualquer emprestado que não faça uma exibição esplendorosa, do nível D10s no Estádio Azteca é logo lançado no fogo de suspeitas, aqui no VM então era um fartote disto, sobretudo por parte dos Clismos que via abrir pernas e corrupção em tudo o que era jogo entre grandes e pequenos. Os pequenos deixaram de querer emprestados dos grandes por isso também. E eu sou a favor de que o Benfica não empreste ninguém em Portugal, pelo menos na I liga, para evitar este tipo de clima tóxico. Sou a favor de que não haja empréstimos entre equipas do mesmo escalão.
    Além disso e apesar de eu detestar isto dos fundos e clubes detidos por magnatas, é verdade que estes trouxeram um interesse renovado nos pequenos em detectar talento próprio que possam maximizar em vendas. Tem-se visto pequenos a fazer vendas de jogadores seus formados e comprados por valores impensáveis há anos atrás. Porque vai um pequeno apostar num sub-21 dos grandes que no fim da época voltará à casa-mãe sem deixar mais valias financeiras, apenas por um hipotético valor desportivo que venha a acrescentar? Quando nem isso é líquido, porque João Neves e afins são raros e surgem pontualmente e quase sempre os grandes apostam neles ou compram-nos muito jovens. Quase sempre os empréstimso são de jogadores sem qualidade superlativa, que em alguns casos os pequenos têm igual na sua formação.
    Os pequenos pouco ou nada ganham com as políticas defendidas por alguns cujos interesses é só potenciar contratos chorudos a miúdos, sim isso mesmo, porque desenvolver talento é algo totalmente distinto de lançar miúdos a torto e direito, só para criar hype e pressionar o clube a renovar o contrato com verbas milionárias.

  • Joga_Bonito
    Posted Maio 7, 2026 at 5:02 pm

    Por fim, deixo sugestões para que se mude este estado de coisas. Os jogadores que têm qualidade mas não têm espaço poderiam jogar em empréstimos na II divisão ou no estrangeiro. Não sei onde se foi buscar que todo o jogador têm de se estrear nos grandes ou nos principais clubes da I liga e se coitadinho não jogar 5 milhões de minutos em poucos jogos é o caos, o horror e a tragédia e regride como jogador. A maioria não têm ainda nível para a I liga e começar na II divisão ou numa liga secundária estrangeira seria óptimo para irem começando. O Encosta foi um dos melhores 10 que vi (nisso foi top) e foi emprestado ao Fafe aos 18, e não morreu por conta disso. E quem diz ele diz muitos outros…
    Defendo que se proíbam os empréstimos entre equipas do mesmo escalão para evitar suspeitas, e limitar os empréstimos entre equipas de escalões diferentes a um número restrito. Senão o que sucederia é que os grandes compram tudo o que mexe na formação e despejam depois nos pequenos da II divisão. E isso impede que os formados desses pequenos possam jogar, que é coisa que aos Clismos nunca ocorre pensar. Metade dos melhores talentos nacionais normalmente estariam nos pequenos, se não fossem comprados pelos tubarões antes dos 13-14 anos em número absurdo, alguns para depois nem terem chance mais tarde, porque os grandes compram sempre muito talento ali entre no escalão os 15-21 anos. Sendo assim, limitar compras de jogadores antes dos 15 anos entre equipas nacionais. Quando Portugal produzia muito talento, não era raro que uma formada começasse junta aos 7 anos e terminassem juntos aos 21 anos o seu percurso e num mesmo clube. Hoje, chegam aos 19 anos e metade do plantel são jogadores inseridos posteriormente, o que implica dispensas constantes ainda antes dos 15, quando na formação o que importa é desenvolver talento, não pensar nos resultado imediato.
    Este facto geraria que os pequenos conseguiriam estrear muito mais talento entre os 15-21 anos, alguns de classe mundial. Defendo assim a partilha de passes logo de início. O primeiro clube de um jogador deterá sempre 100% dos seus direitos (proibir fundos de deter passes) e se vender o jogador ficará sempre com 50% do passe, que só alienará se quiser. Isto implica que clubes de bairro no futuro detenham 50% dos passes de jogadores que venderam desde cedo aos tubarões da I liga. Isso criaria um poderoso incentivo aos pequenos em apostar no scouting e deteção de talento local, nos bairros e escolas porque garantidamente iria dar lucro. De recordar que Maradona surgiu no Argentinos para o futebol. Hoje, com este modelo que eu preconizo, os Argentinos teriam recebido metade da choruda transferência de D10s para Barcelona, a maior da história até então, dando um exemplo.
    Agora este modelo atual defendido pelos Freires é achar que os pequenos devem ser barrigas de aluguer os grandes, sem ganhar nada nem desportivamente, nem financeiramente.

    • Antonio Clismo II
      Posted Maio 7, 2026 at 7:37 pm

      Concordo em manter o limite de 1 jogador mprestado por clube a clubes da mesma divisão, mas acho que o limite de 6 empréstimos no total a clubes da mesma divisão é um número baixo demais. Esse número deveria subir para 8 ou 10.

      Há 18 clubes na Primeira Liga. Não vem mal nenhum ao mundo se cada clube tiver 1 ou 2 emprestados dos 3 grandes, se cada um dos 14 clubes extra-grandes fizesse isso, seriam quase 30 jogadores que não estariam limitados à evolução na Segunda Liga e poderiam atingir patamares muito mais interessantes e seriam menos 30 estrangeiros sem qualidade que os clubes teriam para se endividar ainda mais apenas para fazer número…

      • Joga_Bonito
        Posted Maio 7, 2026 at 8:30 pm

        Não devem existir jogadores dos grandes emprestados a todos os clubes da I liga, isso não é lógico, donde tiratse isto? Os grandes não têm 30 jogadores com nível de primeira liga para emprestarem, têm quando muito 3 ou 4 e de várias gerações que se rodarem na segunda divisão é muito melhor. O nível é aí mais baixo ao nível da concorrência e podem jogar mais. A maioria dos jogadores em formação não sequer é emprestado, fica na formação a jogar até aos sub-21. Só um grupo restrito tem nível para sair para empréstimo, porque se presume que possa dar jogador. Quanto aos que fazem 20-21 anos e não se vê perspectivas de subirem, saem do clube vendidos ou a custo zero mas com partilha de passes, garantindo que no futuro o clube receberá dividendos. 90% dos jogadores formados não terão carreira sequer e nem têm nível para empréstimos. Insistir nisso é negar a realidade. Porque essa lógica que defendes se aplicada não só aos grandes mas ao top5 da liga, íamos ter uma I liga onde os planteis eram praticamente só compostos por jogadores emprestados a adversários do mesmo escalão. Nenhum clube tinha ativos próprios, apenas emprestados. E todos os clubes estavam a valorizar jogadores para adversários. Isso é absurdo e até sem ética, gerava logo suspeitas. Imagina que um clube A emprestava ao clube B um GR e ambos a lutar para não descer. O GR da equipa A tinha de fazer grandes exibições e mandar a casa-mãe para a II liga, porque representava então a B? Todos os clubes teriam jogadores de equipas adversárias a jogar consigo ou seus jogadores a jogar contra si. Isto ia gerar um clima de suspeição insuportável.
        O futebol mudou e tem de haver um novo paradigma. Apenas um conjunto de jogadores têm qualidade para serem emprestados e até lhes faria melhor em jogar em ligas profissionais mais fracas como as escandinavas, gregas ou escocesa do que estarem na I liga. Pela tua lógica as equipas nem teriam plantéis, era só sub-21 emprestados de adversários da I liga.

  • _Mushy_
    Posted Maio 7, 2026 at 6:40 pm

    A diferença é quando os jogadores tem qualidade ficam no plantel..
    Os que estão para ver no que vai dar, ficam na equipa B porque podem ser observados de perto e treinados para o que se pretende..
    Outra é andar a emprestar a clubes portugueses e esses não darem as oportunidades porque tem uns estrageiros que precisam de rodar e vender.
    Outra é a facilidade que se encontra em outros campeonatos medianos, uma capacidade de crescimento maior do que andar em equipas de meia tabela ou a lutar para não descer, devido ao campeonato ser mais competitivo.

    Há exceções à regra, mas não é tão linear como quer fazer parecer.

    E também como já foi dito, existia o eterno problema da desconfiança, onde as equipas quando jogavam com os seus patrões:
    – Ou porque faziam grandes jogos e com os patrões não jogavam nada e faziam erros e aparecia a teoria da conspiração
    – Ou porque o plantel tinha vários jogadores importantes e quando jogavam com os patrões ficavam fraquissimas e era uma arma dos grandes para esses jogos.
    – Ou porque havia e houve, suspeitas de acordos fofinhos entre clubes

    É o futebol português no seu melhor

  • Flavio Trindade
    Posted Maio 7, 2026 at 8:20 pm

    Antes de mais, convém ouvir com muita atenção a entrevista do Freire.

    Goste-se mais ou menos dos motivos, é bom perceber que no meio da surdina que se tornou a FPF, mais ainda agora com o culto da personalidade do Proença, já se ouvem os principais responsáveis das Seleções a meterem o dedo na ferida e a apontarem o estado insustentável do futebol português.

    Ponto prévio:
    Não sou a favor de mudar o limite de empréstimos. Está muito bem como está.
    Contudo os dados do Freire estão correctissimos e são factuais.
    Ricardo Carvalho um dos melhores centrais de sempre foi emprestado ao Leça se me recordo bem. Nesta actual Seleção Tomás Araújo, e até Vitinha também passaram por isso.

    Mas mudar novamente o limite de empréstimos só beneficia os grandes, porque têm a melhor pool de talento jovem, porque aproveitam para terem os outros clubes a desenvolverem o seu talento (que serão eles a aproveitar), porque com o forrobodó que era dantes tínhamos situações perniciosas a acontecer semana sim, semana sim.

    Os pequenos eram barrigas de aluguer dos grandes e isso não faz crescer a qualidade média do futebol português.

    Além do mais desresponsabiliza por completo os grandes mais uma vez, porque em vez de usarem o sistema atual de empréstimos para potenciarem talento que pode não ter espaço, usam-no para esconder flops para tentar recuperar maus investimentos…

    E nesse aspecto estou completamente de acordo com o Manel no seu comentário.

    Contudo, urgem medidas para proteger o futebol português, o crescimento dos jovens talentos, e o espaço competitivo dos mesmos.

    Não é birrice, ou teimosia, mas obrigatório.
    Já o disse centenas de vezes que se os clubes portugueses não conseguem cumprir as regras Uefa dos jogadores formados no clube e no país (o 4+4) fechem portas porque o futebol português não precisa dessas equipas.

    E aí o disco muda um pouco de figura, e os grandes responsáveis são os clubes mais pequenos, que deixaram de ser barriga de aluguer dos grandes, para passarem a ser barriga de aluguer de empresários.

    Quando corre bem, que é raro, é bom scouting dizem, quando corre mal, que é a maioria das vezes foi só um azar…

    Felizmente os projectos mais sustentáveis das equipas médias do futebol português já contemplam as duas vertentes, formação e scouting.

    Famalicão (excelente scouting mas com muito investimento na formação, venceu inclusivamente o campeonato de juniores), Estoril (bom scouting, equipas jovens e S23 super competitivas), o Gil a começar a enveredar pelo mesmo caminho. Tudo exemplos a seguir, e que tem garantido sustentabilidade desportiva e financeira.

    Clubes como o atual Rio Ave (que curiosamente tem historicamente grandes escalões de formação), e outros que tais não deveriam sequer poder inscrever-se se não cumprissem os mínimos.

    Isso só pode ser feito através de regulamentação. Portanto vozes como o mister Freire, ou até mais recentemente o próprio Roberto Martinez, fazem muita falta e têm que começar a ser ainda mais vocais.

    Um país que tem uma das melhores Seleções do Mundo, escalões jovens que conquistam grandes títulos recorrentemente, ter uma das ligas com mais estrangeiros no mundo todo, é absolutamente vergonhoso.

    • Antonio Clismo II
      Posted Maio 8, 2026 at 6:31 am

      Compreender-se que clubes da Primeira Liga entrem em campo com mais brasileiros do que Portugueses.

      Mas agora, vermos clubes que entram em campo com mais uruguaios do que portugueses??

      Alto lá, acho que isso é sinal que as sirenes vermelhas têm que soar e é preciso fazer alguma coisa.

      • Petrol
        Posted Maio 8, 2026 at 7:56 am

        Será isso um problema relacionado com os empréstimos? A mim parece-me um problema bem anterior. Há muitos anos que a percentagem de estrangeiros na liga portuguesa é muito grande.

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