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28: Uma equipa a querer fugir ao nível médio do campeonato

Pensamento: Tem tanto de bom como de irrealista a posição de Portugal no ranking da UEFA. O campeonato português não foi, não é, e nestas circunstâncias nunca será um campeonato atrativo para o adepto estrangeiro – número exagerado de equipas, disparidade de orçamentos entre os clubes, relvados maltratados, preços elevados face à qualidade dos intérpretes, equipas pouco preocupadas em praticar bom futebol etc.etc. O problema não parece ter fim à vista, com as instituições mais preocupadas na dança dos comunicados, no folclore das arbitragens ou no circo das indiretas. Posto isto, e numa jornada sem grandes surpresas, há que salientar a grande evolução protagonizada pelo Sporting de Braga nas últimas jornadas. O conjunto de Sérgio Conceição têm jogado muito mais em posse, apodera-se do meio campo do adversário e sente-se mais confortável em ataque continuado e com isto rubricou excelentes exibições frente a Rio Ave, Penafiel e Gil Vicente, com um Luiz Carlos renascido (sentou Pedro Tiba), um super Zé Luís e o irreverente Pardo como cabeças de cartaz. Num momento oposto está o Vitória de Guimarães, que continua a dar seguimento a uma péssima segunda volta (as duas vitórias obtidas até tiveram grande dose de felicidade), colocando cada vez mais em risco o quinto lugar.

Jogador da jornada: Rúben Micael (Sp. Braga) – O estilo quezilento prejudica-o na opinião pública, mas a verdade é que o médio bracarense está em grande, contribuindo para a equipa nos vários momentos de jogo (soma recuperações, assistências e golos). Na partida frente ao Penafiel foi a par de Pardo a figura maior do encontro.
Jogador a seguir: Kayembé (Arouca) – O Arouca até pode ter perdido nesta jornada, mas não foi decerto pelo contributo do ex-FC Porto. Kayembé, juntamente com Iúri Medeiros, voltou a ser o melhor da equipa, baixou no terreno para buscar jogo, carregou o Arouca quando o meio campo já não parecia ter forças e ainda teve capacidade para servir na frente. Juntou-se apenas à equipa do Interior de Aveiro em Janeiro, mas já é pedra assente no 11 de Pedro Emanuel e uma das figuras de destaque na equipa, jogo após jogo.
Equipa da semana: Moreirense – Primeira vitória frente ao Vitória de Guimarães, 16 pontos de vantagem sobre a linha de despromoção, uma ideia de jogo sustentada e via aberta para, pelo menos, igualarem a melhor classificação de sempre na primeira liga.
Onze da jornada: Raeder (Vit. Setúbal); Miguel Lopes (Sporting), Raul (Marítimo), Jardel (Benfica), Alex Sandro (FC Porto); André Simões (Moreirense), Ruben Micael (Sp. Braga); Pardo (Sp. Braga), Gaitán (Benfica), Marco Matias (Nacional); Jonas (Benfica)

Fábio Teixeira e Tiago Martins

0 Comentários

  • Anónimo
    Posted Abril 14, 2015 at 1:54 pm

    Completamente de acordo. A posição de Portugal no ranking não reflete a qualidade do campeonato, de todo. É o espelho das últimas participações do Benfica,Porto,Sporting e Braga, o que não faz-nos esquecer da mediocridade da maior parte das equipas. A juntar a estas, as duas equipas da madeira, o paços de ferreira e o Vitória, são das poucas que acrescentam algo de bom ao campeonato.

    Campeonatos como o Francês são completamente melhores que o nosso. Assim como o Russo ou o Turco, apesar de pouca gente os seguir. Uma equipa média destes campeonatos tem jogadores muito mais competentes e internacionais pelos seus países.

    16 equipas era o ideal para o nosso país. Acima disso é demais e abaixo é manifestamente pouco. Aqueles que pedem 12 equipas, ou 10, e mais do que 2 voltas no campeonato, tornando-o mais competitivo, esquecem-se que estas 16 equipas permitem colocar jogadores mais jovens a um nível alto, o que mais tarde pode favorecer o nosso futebol.

    João Magalhães

    • Guilherme Loureiro
      Posted Abril 14, 2015 at 2:19 pm

      Se bem que concordo com a ideia de um menor número de equipas, há sempre a questão dos direitos desportivos que deviam ser mais equitativamente distribuídos.

      Depois, poucos interpretes têm interesse em valorizar o campeonato, não entendo porquê. Jogar com a marcha-atrás metida, autocarros contra equipas do mesmo campeonato, defender o 1-0 são tudo situações que não ajudam à valorização do campeonato nem do jogador português. Desde presidentes a treinadores… Ninguém percebe que a valorização do campeonato traria patrocinadores tanto para a liga como para os clubes, dinheiro, etc…

      Continuo a achar que o bom scouting hoje em dia seria essencial para aumentar o nível qualitativo de algumas equipa. Não me quero ficar pelo jogador português, que continuo a afirmar, há muitos que tinham lugar na liga portuguesa que andam perdidos pelos distritais e pelo CNS, mas os próprios estrangeiros deviam ter outro tipo de observação que não vídeos do Youtube ou pelo FM.

      Mais, treinadores responsáveis, que não contribuam para jogos parados, autocarros, faltas, quezílias etc… necessitam-se.

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 2:29 pm

      As ideias que referes são boas e é óbvio que há jogadores em campeonatos inferiores com capacidade para jogar na I liga, mas não podemos banalizar isso. Não é qualquer um que pode chegar e impor-se num clube da primeira divisão.
      Quanto aos resultados, se fores dizer isso a um Zé Mota a resposta que vais levar não vai ser agradável. As equipas entram em campo para não perder, ao contrário de entrar para ganhar. É pena, mas a mentalidade da gente do nosso futebol é assim. E a culpa não é só dos treinadores.

      Concordo quando dizes que devíamos apanhar estrangeiros com mais qualidade e até reforço essa ideia, tentando pescá-los para os escalões jovens de equipas com menos posses monetárias. Tentar apanhar esses jogadores com 15/16 anos em equipas da argentina,brasil,colombia etc, e incorporá-los nas camadas jovens das equipas. Para além de terem futuros jogadores para a equipa principal, o nível de competitividade ia subir nos campeonatos nacionais de iniciados,juvenis e júniores. Isto com um tecto como é óbvio, senão entrar-se-ia em excessos e o jogador português ainda seria mais penalizado.

      João Magalhães

    • Pedro Fernandes
      Posted Abril 14, 2015 at 5:49 pm

      Como é que queres que a Liga Portuguesa seja superior às ligas que enumeraste quando tem muito menos orçamento para ir buscar os tais jogadores internacionais? É muito bonito bater no ceguinho, mas o que é certo é que essas ligas que falaste, só o PSG é realmente superior a um Benfica/Porto, de resto é tudo de nível semelhante ou inferior tendo orçamento enormes como o caso do Zenit, Dinamo de Moscovo ou o Marselha.

  • Fábio Mendes
    Posted Abril 14, 2015 at 1:57 pm

    Jonas, Danilo e Gaitán foram, para mim, os melhores da jornada.

  • E Jorge
    Posted Abril 14, 2015 at 1:57 pm

    O campeonato português carece de espectáculo e grandes investimentos estrangeiros, acho que os empresários têm medo de não conseguir grande retorno. Tem vezes em que passam 2 jornadas sem jogos no verdadeiro sentido da palavra. A liga francesa por exemplo, tem crescido neste aspecto, quase todos os fins de semana tens grandes jogos.

  • scp_fan
    Posted Abril 14, 2015 at 1:57 pm

    Acho que André Almeida merece mais que Alex Sandro, Danilo mais que que Miguel Lopes e Mané mais do que Gaitan!

    SL!

    • Fábio Mendes
      Posted Abril 14, 2015 at 2:06 pm

      Mané mais que Gaitán? Não viu o jogo que o Gaitán fez pois não?!

    • Tartaruga
      Posted Abril 14, 2015 at 2:41 pm

      Para estar a dizer Andre Almeida por cima do Alex Sandro imagino que viu qq coisa, ninguem diria isso sem ver o jogo. Seja como for, deve ter os oculos verdes postos quando diz que o Gaitan teve inferior ao Carlos Mané..

    • scp_fan
      Posted Abril 14, 2015 at 3:08 pm

      André Almeida teve participação direta em dois golos do Benfica!

      Mané marcou um e este na jogada do 2º… Isto quando uma equipa ganha 2-1 fora de casa, deve querer dizer algo, acho eu!

    • Zé d'Alfama
      Posted Abril 14, 2015 at 3:41 pm

      é páh e o Tanaka.

      nem sei como te podes esquecer do Tanaka e do William e do Adrien e do João Mário

      ahhh, já falei do Tanaka?

    • Fábio Mendes
      Posted Abril 14, 2015 at 3:56 pm

      A do André Almeida até se compreende, uma vez que o português fez duas assistências para golo. Mas em termos defensivos não foi testado..por isso o Alex Sandro esteve muito bem no geral.

    • scp_fan
      Posted Abril 14, 2015 at 4:33 pm

      Vê lá Zé d' Alfama… É tanto o facciosismo que até tirei o Miguel Lopes e coloquei o Danilo! Mas vendo bem as coisas, estamo-nos a esquecer de alguém que merecia mais o lugar quer que o Mané, quer que o Gaitán! Falo de Simy!

  • Nuno
    Posted Abril 14, 2015 at 2:01 pm

    o campeonato português com o formato do suiço (disputado por 10 equipas a 4 voltas) seria sem dúvida um dos melhores do Mundo.

    • Rui
      Posted Abril 14, 2015 at 2:12 pm

      Precisamente!!! ter 4 jogos de SCP x FCP , SCP x SLB, SLB x FCP traria muito mais a liga!! juntando a isso ainda Guimarães ,Braga tendo obviamente de completar o leque com equipas mais limitadas com certeza os estádio andariam muito mais lotados!! e a liga tinha mais interesse!!

    • Ricardo Ricard
      Posted Abril 14, 2015 at 2:26 pm

      Isso…Afundar os pequenos é que é bom…Queixam-se tanto que o adepto Português só liga aos 3 grandes e depois é isto…

    • Guilherme Loureiro
      Posted Abril 14, 2015 at 2:28 pm

      Eu não concordo… Daqui a nada fazemos só um campeonato com Sporting, Porto, Benfica e Braga a uma série interminável de voltas. Assim claro que ia ser mais interessante. Eu acho que devem é ser concedidos meios às equipas pequenas de evoluírem (direitos televisivos, patrocínios etc…) É certo que estas também devem fazer por isso, mas as que não conseguem descem por elas próprias. Estou certo que um campeonato de novo a 16, com uma segunda liga com mais equipas mas dividida por zonas como a antiga segunda B com posterior fase final (4 melhores classificados de duas zonas (Norte e Sul) ou 3 melhores mais o segundo melhor de 3 zonas (centro também) ou até 3 melhores com mini campeonato a 2 voltas com os 3 melhores), permitia poupança ao nível de deslocações, podendo estes fundos ser canalizados para outros afazeres, nomeadamente melhores praticantes ou um scouting interessante.
      Na minha opinião a solução passa por um modelo de competição como disse acima, bem como num forte investimento no scouting interno e direcções e treinadores com mentalidade virada para o bom futebol e não só para o resultado. Na minha opinião, os resultados aparecem ligados ao bom futebol.

    • stanpanan
      Posted Abril 14, 2015 at 2:34 pm

      E que expressão tem hoje em dia os clubes Suiços na Europa?? O Basileia ainda vai fazendo umas coisas engraçadas dentro de um nível baixo, o resto nem na Liga europa fazem mossa… É isso que queres para portugal?

    • Kafka I
      Posted Abril 14, 2015 at 2:40 pm

      12 equipas e 32 jornadas seria o ideal para mim

    • Nuno
      Posted Abril 14, 2015 at 2:48 pm

      o campeonato suiço tem poucas equipas porque os suiços não ligam ao futebol, o português deveria ter poucas equipas porque a nossa economia não permite ter muitas. como podemos ver hoje, o nosso campeonato tem muitas equipas mas a maioria tem orçamentos muito reduzidos comparativamente aos ditos 3 grandes e também em relação aos outros campeonatos europeus, onde nos classificamos como um dos melhores campeonatos. No campeonato principal a maioria dos jogos são de fraco nível e com poucos motivos de interesse. Se olharmos para a segunda liga o cenário é ainda mais negro, equipas todas elas muito fracas, muito pouca qualidade e imensas equipas com graves problemas financeiros, ao ponto de os salários em atraso serem hoje uma banalidade.

      Com o referido formato, as receitas iriam disparar, o nosso campeonato seria muito mais valioso e por consequência haveria mais dinheiro para distribuir pelas equipas, os orçamentos iriam ser maiores, a competitividade e o interesse iriam aumentar. Alguns clubes históricos teriam de descer para a segunda liga mas isso ia aumentar também a qualidade e o interesse nessa competição. A luta para subir à primeira iria ser titânica.

      Isto é matéria para escrever um post, ou mais, mas a ideia principal é que o nosso país não tem capacidade para ter tantas equipas e ao mesmo tempo haver boa qualidade e interesse nas competições. Tendo, o nível é baixo e os campeonatos são o que se vê, com os estádios mais vazios do que cheios, clubes a falir, salários em atraso e muitos outros problemas.

    • Tartaruga
      Posted Abril 14, 2015 at 3:02 pm

      Sim Ricardo, mas Portugal não é um país assim tão grande. Acho que se deve apoiar os clubes das nossas cidades ou que estão geográficamente perto de nós.

      Acho parvo ligar só aos grandes, mas não quer dizer que queira que levem isso ao ponto de cada pessoa apenas apoiar o clube do seu bairro. Mas acho por exemplo ridicula a quantidade de adeptos verdadeiros que a Académica tem.. Uma das maiores cidades Portuguesas, no entanto a maioria das pessoas de Coimbra que conheço apoiam um dos 3 grandes, todos a mais de 100km.

      O Leiria também é outro excelente exemplo. Capital de um distrito com meio milhao de habitantes, no entanto quando estava na 1a liga, bateu todos os recordes de jogos com menos espetadores.

      Uma liga a 10 ou a 12, se calhar já dava para que alguns dos pequenos se tornassem bastante melhor que clubes médios. Claro que isto nunca vai acontecer. Os clubes da 2a metade da tabela iriam ser todos corridos e não o querem. Os clubes de meia tabela passariam a ter como objectivo a manutenção que também não seria fantástico para eles. Provavelmente so os 3 grandes poderiam apoiar esta medida, possivelmente o Braga que nos ultimos anos nunca esteve abaixo do 10o..

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 3:11 pm

      Existem 36 equipas profissionais, 42 contando com os B…
      Porque não fazer o seguinte:
      10 equipas na primeira
      16 na segunda
      16 numa futura terceira liga

      Ou então se o Rio Ave e o Belém quisessem mesmo ter equipas B Primeira com 12 e as outras duas com 16…

      Ah e claro a centralização dos direitos tem de ser realizada…
      o preço dos bilhetes tem de diminuir
      o horário dos jogos tem de mudar…
      isto pode ser tudo resolvido, é preciso é haver competência…
      Eu acho que o nosso campeonato com 10 ou 12 equipas iria ter um grande nível, as receitas iriam subir, por exemplo os jogos que são vendidos para o estrangeiro são os grandes clássicos, com 10 ou 12 equipas venderiam duas vezes mais os clássicos = 2x mais receitas…(com a centralização dos direitos, as equipas mais pequenas também acabariam por beneficiar)

      Zé Manel

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 3:14 pm

      Ah e se as receitas aumentassem, as vedetas portuguesas não teriam de ir para o estrangeiro, isto iria aumentar também a qualidade da seleção nacional, visto que os jogadores iriam ter mais rotinas.

      zé manel

    • Kafka I
      Posted Abril 14, 2015 at 3:23 pm

      Subscrevo na integra Nuno, excelente análise da realdiade

      Stanpanan

      Essa comparação não tem sentido, até porque os Suiços nem sequer têm a paixão que Portugal tem pelo futebol…

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 4:06 pm

      O campeonato português com 12 clubes e a disputar numa 1ª.fase 22 jogos e numa 2ª fase com os 6 primeiros classificados da 1ª.fase a disputarem entre si o título e os lugares europeus e os 6 restantes a jogar entre si para se saber quem descia de divisão, faria no total 32 jogos, o suficiente para preencher a época.

      Para além de passar a ser um campeonato muito mais competitivo e com menos clubes, os nossos principais clubes (os 3 grandes e mais braga e Guimarães ou mesmo outros) encontrar-se iam 4 vezes entre si, o que aumentaria as receitas de maneira significaria e certamente que melhoraria muito o nivel do nosso futebol.

      Santos

    • Nuno
      Posted Abril 14, 2015 at 4:39 pm

      a nível de publicidade as receitas aumentariam significativamente. num campeonato a duas volta há 6 clássicos (jogos entre FC Porto, Benfica e Sporting), se o campeonato fosse a quatro voltas passaríamos a ter 12 clássicos todos os anos. Num campeonato com dez equipas teríamos 36 jornadas, 12 das quais com um clássico do futebol português, ou seja, uma em cada três jornadas teria um jogo muito super-apelativo. Só por este aspecto o valor comercial do campeonato aumentaria imenso e consequentemente os patrocinadores estariam dispostos a oferecer muito mais dinheiro. Com um sistema de distribuição de receitas ao estilo da Premier League, todos os 10 clubes iam beneficiar muito e a competitividade aumentaria naturalmente.

    • kanjy6
      Posted Abril 15, 2015 at 7:31 am

      Ninguem quereria saber de um classico sabendo de antemao que ainda teria mais 3 "iguais" para ver…
      Na minha opiniao 16 e o numero certo para portugal, piorando as vantagens dos grandes na taça portugal e na taça liga

  • João Gonçalves
    Posted Abril 14, 2015 at 2:04 pm

    Apesar de ser sempre importante conseguir a primeira vitória no derby da cidade contra o VSC destacaria o CFB como equipa da semana pois com esta vitória fora (num terreno habitualmente complicado) ficam a apenas 1 ponto do quinto lugar e ganham pontos em relações aos rivais de baixo ganhando assim alguma margem de manobra para os difíceis jogos frente ao SLB e em Braga.
    em relação ao meu Braga perfeitamente de acordo, a equipa limpou a cara depois das péssimas exibições com FCP e SLB e com a inesperada dupla Mauro e Luiz Carlos e com Kritciuk na baliza partiu para uma boa sequência com 3 vitórias e 1 empate e sem sofrer qualquer golo. Acima de tudo a equipa parece unida e decidida a não deixar o SCP descansar por completo até final do campeonato.

  • Ricardo Ricard
    Posted Abril 14, 2015 at 2:10 pm

    Sinceramente continuo sem perceber a insistência que têm em atribuir as culpas do que quer que seja ao campeonato Português por ter 18 equipas,já com 16 era a mesma história…Nada vai mudar se tivermos menos equipas,o mais provável é extinguirem-se alguns clubes porque de resto não vai haver mais mudanças nenhumas. É por isso que os clubes vão receber mais dinheiro em transmissões televisivas ou em publicidade? É por isso que o publico que vai ao estádio vai ter dinheiro para comprar bilhetes a 30 ou 40 euros? Existem vários campeonatos que tirando 3 ou 4 equipas é tudo equipas banais e medíocres,o Italiano e o Frances são 2 exemplos,ambos têm 20 equipas na primeira divisão!
    O problema principal do campeonato Português é estar em…Portugal! Não há dinheiro não há palhaço! Será que o campeonato Chinês,Americano ou Turco são melhores do que o Português ou estão mais organizados? O que seria do campeonato Frances se não houvesse um Sheik no PSG e um dos homens mais ricos do mundo no Mónaco?

    • João P. Silva
      Posted Abril 14, 2015 at 2:32 pm

      Concordo em parte com o que dizes, pois de facto, haver 18, 16 ou 10 equipas a qualidade não aumentaria a não ser por haver mais jogos grandes, mas aí só iria ainda mais cavar o fosso existente entre os ditos Grandes e os mais pequenos.
      Quanto ao preço dos bilhetes que falas, não é esse o problema, pois curiosamente é quando são praticados esses preços que os estádios estão cheios (Dérbis, confrontos entre os grandes, desllocações do grandes em alturas decisivas). A meu ver preço não influencia a atendência aos estádiso. Os estádios estão vazios por falta de adeptos, pois em Portugal toda a gente, generalizando, é de um de três clubes.

    • E Jorge
      Posted Abril 14, 2015 at 2:34 pm

      Tens noção do que escreveste? No Italiano tirando 3 ou 4 equipas é tudo banais e medíocres? Sabias que das 20 equipas italianas, 12 têm uma ou mais final europeia? Claramente não vês o campeonato italiano. Compra bilhete para um Paços vs Nacional e outro para Lazio X Roma e depois vem lá escrever o mesmo…

    • Kafka I
      Posted Abril 14, 2015 at 2:49 pm

      Ricardo

      Se reduzires de 18 para 12 e centralizando os direitos televisivos, era possível o Benfica, Porto e Sporting continuarem a receber sensivelmente o que recebem hoje, e os restantes 9 clubes receberem quase o dobro do que recebem hoje…é simples, ou pouco que há se for a dividir por menos, passa a ser mais

      Se eu tenho 500 e 5 filhos, dá 100 a cada um, se só tiver 1 filho, fica 500 para ele…

      Quanto ao preço dos bilhetes, com regulação era possível baixar o preço dos bilhetes, há tantas coisas que são reguladas neste País relativamente a preços, porque não a FPF regular o preço dos bilhetes? só uma ideia

      Quanto á publicidade, e a mesma resposta dos direitos televisivos…o pouco que há a dividir pro menos, dá mais…

      E por fim não extinguirias equipa nenhuma, o campeonato tinha 16 e passaria a ter 12, ou seja, apenas menos 4 equipas do que tinha até ao ano passado, 4 equipas essas que num País a sério nem deviam participar porque têm ordenados em atraso e afins..

      Redimensionar a oferta à procura é o segredo

      A Alemanha tem 80 milhões de consumidores e é a maior ecnomia da Europa e tem 18 clubes…Portugal é dos mais pobres da UNião Europeia, tem 10 milhões de habitantes e também tem 18 clubes…

      Achas viável termos a mesma oferta para 8 vezes menos procura?

    • Ricardo Ricard
      Posted Abril 14, 2015 at 3:01 pm

      Jorge, eu disse 3 ou 4 equipas mas vou voltar atrás e dizer 5…Juventus, Lázio,Roma,Nápoles e vou incluir a Fiorentina…Ficas com o quê? Que interessa se têm 12 finais europeias,o que interessa é a actualidade! A Juventus vai para o 4º titulo consecutivo e foram eliminados pelo Benfica da Liga Europa!

    • Luis
      Posted Abril 14, 2015 at 3:04 pm

      João, discordo completamente… Os preços, em muitos casos, são a causa de não existirem mais adeptos no estádio, seguido do futebol praticado pelas equipas.

      Os clubes mais pequenos deveriam começar a apostar era numa forma das pessoas da cidade se identificarem com o clube, gostarem do clube, o que não acontece de todo…

    • Ricardo Ricard
      Posted Abril 14, 2015 at 3:09 pm

      Tenho a certeza que várias equipas não iriam sobreviver na 2ª liga assim como as outras que iriam descer para a 2ª B. E estou a falar de equipas como por exemplo o Setúbal. Se formos pelos ordenados em atraso e afins,mais valia não haver campeonato e metade das empresas no País fechavam.

    • Awesome_Mark
      Posted Abril 14, 2015 at 3:17 pm

      Kafka, mais uma vez concordo contigo neste assunto que diz respeito à reforma da Liga Portuguesa. E os argumentos utilizados não poderiam estar mais corretos.

      Ricardo Ricard, ficaste tão mal na fotografia ao referires-te ao campeonato francês e italiano daquela forma. Enfim, só demonstra que és um homem muito atento ao futebol internacional…

    • LuisRafaelSCP
      Posted Abril 14, 2015 at 4:15 pm

      Ricardo Ricard,

      Não aumentava a competição? Eu até há dois anitos atrás também não percebia, mas depois comecei a pensar melhor e mudei de opinião.

      Exemplo muito simples: Um campeonato do mundo, fase de grupos começa com 32 equipas, se passar a ter 46, não haverá muito mais jogos sem o menor interesse? Não haverá menos competitividade e interesse para a competição?
      Já para não falar que num campeonato de futebol profissional, há também as questões financeiras que o Kafka referiu e bem!

    • Ricardo Ricard
      Posted Abril 14, 2015 at 4:50 pm

      Awesome_Mark, fiquei mal na fotografia na tua opinião e na opinião de muito boa gente,eu sei bem que quase toda a gente por aqui concorda com a redução de clubes mas não tenho problemas nenhuns em dar a minha opinião…

      Querem fazer do Campeonato Frances aquilo que não é,o campeonato Frances vive à conta de um PSG multi-milionário e de uma tentativa de imitação do Mónaco. Só o PSG em Portugal poderia dizer que era candidato ao titulo. Achas que o Braga ou o Guimarães ficam a dever alguma coisa ao Saint-Etienn,ou Bordeus,ou Montpellier,ou Lille ou Rennes? Achas que o Lens ou o Metz são assim tão melhores que o Arouca ou o Setúbal?

      O Campeonato Italiano anda pelas ruas da amargura,é Juventus + 19 equipas,com um Milan e um Inter vergonhosos. Nas competições europeias a Roma levou 7 em casa do Bayern! O Nápoles nem passou o play-off da Champions com o Bilbao! O Inter já foi de vela com o Wolfsburgo!

      Continuam a viver do passado,campeonatos de jeito é o Inglês e o Alemão,a seguir vem o Espanhol,o resto é paisagem! Só dinheiro atrai os jogadores,qualquer marreco ganha 180 mil euros por mês em quase todos os campeonatos menos no Português,é esta a diferença,e isso não vai mudar por o campeonato ter menos equipas!

    • Joao Souto
      Posted Abril 14, 2015 at 5:26 pm

      Então mas reduzindo as equipas as fatias do bolo das receitas com publicidade e transmissões televisivas aumentava.
      Fazendo com que os clubes ficassem com um maior orçamento o que lhes permitiria atrair melhores jogadores. Há todo um efeito bola de neve que é preciso ter em atenção. Não estou a dizer que a qualidade das equipas aumentaria no ano a seguir mas de forma gradual.

    • E Jorge
      Posted Abril 14, 2015 at 5:30 pm

      Ricardo Ricard gostei muito desta tua lógica da batata que não faz sentido nenhum. De 2010 para cá, só 2 equipas portuguesas conseguiram passar da fase de grupos na champions(Porto e Benfica), ao passo que no campeonato Italiano foram 5(Inter, Milan, Napoli, Juventus e Roma). A última vez que uma equipa portuguesa foi para a final da champions foi em 2004, a última final da champions de uma equipa italiana foi em 2010. Queres mesmo comparar as prestações das equipas italianas e portuguesas nas competições europeias quando tu és de um clube que nos últimos anos só passou da fase de grupos da champions 1 vez? É preciso coragem…

    • Awesome_Mark
      Posted Abril 14, 2015 at 6:12 pm

      Ricardo Ricard, isso é porque tu baseias a tua opinião exclusivamente nesses factos (que não definem de todo a qualidade de uma Liga) e não te dedicas a ver uma partida desses campeonatos ou procurar saber mais a fundo sobre os mesmos. Por essa lógica, a Premier League nem top 3 europeia é este ano.

  • Kacal I
    Posted Abril 14, 2015 at 2:10 pm

    Excelente post Fábio e Tiago, muito bom.

    Subscrevo a parte do pensamento.

    Também estou de acordo nos outros pontos, acrescento que no 11 podiam estar outros jogadores como André Almeida, Danilo, Mané, Tozé (fez uma boa exibição e deu os três pontos ao Estoril) mas aceita-se os escolhidos.

    De resto, nada a acrescentar.

    Bom trabalho. :-)

  • Vitor Machado
    Posted Abril 14, 2015 at 2:27 pm

    De facto o nosso campeonato deixa muito a desejar em termos de competitividade.
    Era importante reduzir o nº de equipas e quem sabe implementar o mesmo sistema usado no futsal, em que finalizado o campeonato por pontos o campeão é encontrado através de um playoff com as melhores equipas, assim como as piores classificadas disputariam um playoff para decidir quem desce de divisão.
    Penso que tornaria o campeonato bastante mais atractivo, nem que seja pelo facto de equipas pequenas poderem sagrar-se campeãs! SL

    • stanpanan
      Posted Abril 14, 2015 at 2:37 pm

      Não concordo em nada com play off´s seja em que modalidade for, os play off premeiam as equipas que estiverem em melhor forma no final do ano, não premeia regularidade, e podes deitar tudo a perder com 12 jogos maus…

    • Rabensandratana I
      Posted Abril 14, 2015 at 3:34 pm

      Nem mais stanpanan, eu tenho exactamente a tua opinião.

      Detesto esse formato de play-off, deixem estar como está que felizmente é o modelo mais aconselhado.

    • Vitor Machado
      Posted Abril 14, 2015 at 4:28 pm

      Usando o exemplo do futsal, a equipa que fica em 1º lugar no campeonato normalmente é campeã, por isso a regularidade acaba por se impor também nos playoff, penso que foram poucas as ocasiões onde isso não aconteceu!
      Nos dois anos que o Vitor Pereira ultrapassou o Jesus na recta final do campeonato tinha dado jeito um playoff ao Benfica ou não? SL

  • Anónimo
    Posted Abril 14, 2015 at 2:30 pm

    Acho que a Madeira e os Açores deviam ter grandes equipas, uma vez que, analisando a parte turística do negócio, têm vários ingredientes para com desenvolvimento sustentado virem a ser referências no panorama nacional a seguir aos ditos 3 grandes. Neste caso as equipas dos Açores ainda estão num patamar inferior.
    Depois temos o Guimarães o Setúbal e o Beira Mar como equipas que com uma boa gestão tinham potencial de crescimento.
    Na região do Algarve poderia perfeitamente existir uma equipa forte a lutar pela Europa caso os patrocínios certos fossem encontrados.
    Não sei como é no Benfica ou Porto mas vou aos jogos em Alvalade e vejo regularmente muitos Holandeses, Alemães e Ingleses (não sei se são turistas ou vivem atualmente em Portugal) a assistirem aos jogos do Sporting.

    Barbosa

    • Ricardo Ricard
      Posted Abril 14, 2015 at 2:38 pm

      Grandes equipas? A Madeira tem duas boas equipas…

      Os Açores é mais complicado,é muito pouco atractivo. Conheço jogadores que jogaram em clubes na Madeira e quase que ficavam malucos,aquilo é giro é no verão…

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 2:39 pm

      Excelente comentário, acho que os clubes/regiões mencionados são os de maior potencial.
      Curiosa a referência aos estrangeiros nos jogos do Sporting é que estive em Alvalade no jogo dedicado às modalidades, e vi um grupo de 10 Alemães adeptos do Dortmund que apoiam o Sporting, assim como já vi adeptos do Grémio de Porto Alegre do Brasil e muitos Holandeses em Alvalade.
      Não sei se é pelo nome Sporting ser mais chamativo que Benfica e Porto para quem vem de fora, mas que muitos estrangeiros vão a Alvalade é factual, sendo que agora também temos Japoneses a puxar pelo Tanaka.

      João Pires

    • Kafka I
      Posted Abril 14, 2015 at 2:39 pm

      Entendo o que dizes e de certa forma concordo, agora a Madeira por exemplo é uma Ilha e tem apenas 250 mil habitantes salvo erro, ou seja, é pouco para criar um clube grande, pois mesmo que se extinguisse todos os clubes na Madeira e apenas se criasse um, no máximo esse clube teria 250 mil apoiantes não mais..

      E desses 250 mil ainda tinha de se retirar os Homens que não gostam de futebol, e grande parte das mulheres que também não gostam e não ligam, não são verdadeira adeptas de futebol, logo a nivel de dimensão (e consequentemente receitas) nunca poderia competir com Benfica/Porto/Sporting, a não ser que o governo regional da madeira injectasse para lá dinheiro que nunca mais acabava…

      O mesmo é válido para os Açores, só tem também 200 mil e tal habitantes salvo erro…

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 3:14 pm

      Ricardo Ricard o que li acima foi "deviam ter grandes equipas" e não uma afirmação que já existem grandes equipas na Madeira.
      Quanto aos jogadores não gostarem por estar numa ilha, acredito, mas já ouvi as mesmas queixas se jogarem na Covilhã, em Chaves ou em Campo Maior (se calhar são outra "espécie" de ilhas).

      Kafka, mas se existem pessoas nas ilhas que gostam de clubes do continente, qual é o problema de existirem pessoas no continente adeptas de clubes das ilhas.
      No caso dos Açores existem muitos emigrantes no Canadá e EUA.
      Não podemos avaliar apenas pelas pessoas que vivem perto, sei de casos de pessoas que são capazes de ir ver o Sporting a Alvalade e apanham o avião no EUA e Canadá.

      João Pires

    • MosqueteiroSLB
      Posted Abril 14, 2015 at 3:44 pm

      João Pires isso não é nada. Ainda está semana estava no metro a ir para a Luz e estavam lá vários ingleses que também iam.
      Assim como já vi outros antes.

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 4:28 pm

      Mosqueteiro "isso não é nada" porque é do Sporting?
      Os "vários ingleses" que foram à Luz é de valorizar.
      Enfim, ao menos construtivamente o comentário podia ser no Benfica isso também acontece, até porque não vi o João Pires a desvalorizar a hipótese de isso acontecer noutros clubes, apenas destacou a realidade que conhece.

      Saudações desportivas
      Ruben Semedo

    • Ninja
      Posted Abril 14, 2015 at 5:05 pm

      Quando o indicador da visibilidade de um clube lá fora são as meias dúzias de estrangeiros que se vê num estádio de vez em quando está tudo dito quanto a qualidade da teoria aqui formada…

      A ideia de atar uma região a um clube e a utopia dos "patrocínios certos" é um clássico de quem percebe muito pouco do que está a falar.

      Digam me um clube no mundo que tenha feito o que acabaram de propor com o minimo de sucesso?

      E nem se atrevam a dar me o exemplo do villareal porque o sucesso do mesmo nao se baseia em uma historia da carochinha da cidade se unir em torno da equipa mas sim no facto de que recebe mais de 10M de euros por ano em direitos televisivos. Nem falo nas restantes fontes de rendimento e pergunto que tipo de equipa montavam com um orçamento de 10M de euros?

      Para dar um bocadinho de perspectiva aos romanticos do futebol o Estoril tem um orçamento de 4,5M…

      Não temos mercado, não temos dimensão e nunca tivemos turismo suficiente para sustentar uma equipa numa região onde esta não se sustente de maneira organica. O único caminho para um melhor campeonato é um aumento do nível médio das equipas da 1a liga através de uma redução para 12 equipas e 36 jornadas. +33% de embates com os grandes = + bilheteira, +receitas de direitos TV, + qualidade individual.

      O resto é tanga.

    • Anónimo
      Posted Abril 14, 2015 at 5:40 pm

      Ninja alguém falou que era algum indicador de visibilidade?
      Não entendi a perspetiva dos "românticos do futebol" nem o discurso de carregado de postura professor – aluno.
      Diria que quem estiver atento à valência do turismo aliado neste caso em particular do futebol, terá muito mais janelas de oportunidade na esfera global da gestão do clube em particular ou do respetivo campeonato no geral.
      O discurso de sempre é que não muda nada, porque uma reorganização do modelo competitivo e da distribuição dos direitos televisivos que promovam maior competitividade, mudara com certeza o mercado e a dimensão da satisfação de quem compra o produto.
      Depois a bilheteira virá sobretudo da paixão que cada adepto estará ou não motivado para ajudar a encher o estádio do seu clube.

      João Pires

  • Anónimo
    Posted Abril 14, 2015 at 2:32 pm

    É verdade. Muitas equipas com pessimos jogafores. Na sexta feira passada, como benfiquista, desloquei-me o Seixal e vi ao vivo um Benfica B Vs Chaves. Um grande jogo de futebol , com excelentes executantes (mukhtar, guedes, nuno santos (do chaves so conejco guzzo)), muita intensidade. Sem qualquer duvida, aquele jogo dava uma goelada a muitos jogos de primeira liga

    Nuno

    • João Lains
      Posted Abril 14, 2015 at 4:10 pm

      Estás a falar da segunda equipa de um grande e de um dos melhores plantéis da segunda liga, tudo porque um adepto flaviense ganhou o Euromilhões e ajudou o clube da terra. Assim é fácil encontrar bons jogadores.

  • Awesome_Mark
    Posted Abril 14, 2015 at 3:20 pm

    Mais um excelente artigo da vossa parte, na análise à jornada da Liga NOS. Quanto à questão da qualidade da Liga e do exagero que é existirem 18 clubes, só posso concordar mas quando me sentir mais preparado desenvolvo mais a minha opinião sobre este assunto.

  • Alexis
    Posted Abril 14, 2015 at 5:27 pm

    Este tema de reduções de clubes da liga é controverso, mas na minha opinião necessário. Assim sendo vou apresentar algumas medidas que poderiam melhorar a qualidade da nossa liga – claro está discutíveis, mas este blog existe para isso mesmo, podendo gerar um brain-storm bastante benéfico.
    – Redução gradual de 18 para 12 equipas. Assim sendo, num sentido meramente hipotetico, em 2016/17 o campeonato teria 16 equipas, na seguinte 14 e a partir da proxima 12 clubes – nesta ultima fase o campeonato era dividido em 2 grupos de 6 clubes, os que lutam pelo titulo + lugares europeus, e os que lutam pela permanência (sem prejuizo de pontos, visto ser injusto anular vantagens conquistadas na 1a fase). Assim teriamos 30 jornadas com o dobro dos derbies e classicos, e jogos mais disputados. Isto, juntamente com uma distribuição de direitos de tv um pouco mais justos (retirar um pouco aos que recebem mais e distribui-los pelos restantes).
    -Rigor na apresentação dos orçamentos de época e não baseados em promessas de garantias. Ja agora acrescentar outra eliminatoria a taça de Portugal, e um play off antes do play off de qualificação para a Taça da Liga. Aumento tambem dos incentivos em ambas as taças.
    -Obrigatoriedade de, quando o campeonato for disputado por 12 clubes, todos possuam uma academia com requisitos logisticos minimos. Todos os formadores terão nesta altura de ter formação em treino de futebol jovem acreditado pela LFPF ou FPF, ou quanto muito a frequentar essa mesma acreditação. Quer-se que esta formação seja rigorosa e inteiramente dedicada ao futebol de formaçao.
    – Obrigatoriedade de ter no minimo 8 portugueses no plantel (ideal seriam 10), em 4 sejam sub-21 da academia (ideal seriam 5 ou 6). Ja agora limite máximo de plantel de 25 jogadores e para quem tem equipa B de 38 no total (sub 19 nao contam como profissionais) (A+B).
    -Limite do numero de emprestados por clube. 3 ou 4, 2 no maximo do mesmo clube e proibição do atleta defrontar a casa mãe.
    -Reformulação dos quadros competitivos nas camadas jovens, ao estilo belga ou alemão, tal como apresentado ha umas semanas aqui no VM.
    -Obrigatoriedade de ter no minimo 33% dos jogos em casa ao sabado de tarde, e limite justo no preço dos bilhetes.
    -obrigatoriedade de possuir relvados e respectiva manutençao assegurada no orçamento anual, tal como de instalaçoes – o ideal por empresas especializadas em regime de contrato.

    Neste momento é tudo o que me lembro. Claro que é controverso e discutível mas é para isso que frequentamos este espaço "publico". Estou aberto a novas ideias e debate, como é obvio.

    • Kafka I
      Posted Abril 14, 2015 at 6:41 pm

      Alexis

      Exclente comentário, subscrevo na integra todos os pontos, excepto ali quanto à questão dos 8 Portugueses no plantel, ou melhor não é sequer não concordar, seria mais ter que se ver dentro das tais regras de livre circulação de pessoas e bens, a forma de contornar essa questão,

      Mas subscrevo TUDO, e acho que este teu comentário até merecia um post na visão de leitor para se fazer o debate e não se perder aqui na caixa de comentários, devias propor este excelente comentário, como post :)

    • Alexis
      Posted Abril 14, 2015 at 8:04 pm

      Kafka eu entendo-te mas pensa nos critérios uefa ;) não diz que têm de ser da nacionalidade mas "formados localmente".. Não se trata de impedir a livre circulação mas sim impor uma cota obrigatória, dentro das legalidades.
      So queria corrigir o numero de atletas para quem tem equipas B. Em vez de 38 poder ter 40. E nas segundas divisões, o numero de atletas portugueses e da casa dobra, ou seja teriam de ser 16 portugueses e 8 da casa, em 25 possiveis (talvez aumente para 26 na 1a e na 2a)

    • Alexis
      Posted Abril 14, 2015 at 8:05 pm

      Ja agors obrigado pela sugestão. Talvez o reveja e, agora sim no pc, aprofunde um pouco as minhas ideias ;)

    • Gonçalo Miguel.
      Posted Abril 15, 2015 at 6:51 am

      Alexis concordo no geral com todos os pontos.
      Apoio a ideia do Kafka!
      isto tem muito para discutir e daria um excelente artigo aqui no VM

  • Miguel Costa
    Posted Abril 14, 2015 at 6:08 pm

    Tenho visto muitas pessoas a favor da redução do numero de equipas para 12, de certa forma concordo que se deveria reduzir o numero de equipas, já que fará com que se torne numa liga mais competitiva e de maior qualidade, mas isso não levaria depois aos clubes que subissem para a 1ª liga enormes dificuldades em lá permanecer, já que os clubes que pertencerem a essa 1ª liga possuíram vantagens económicas e desportivas muito superiores aos que são promovidos.

    • Alexis
      Posted Abril 14, 2015 at 8:09 pm

      Miguel Costa, entendo a preocupação, mas algo podería ser feito.. Concerteza que um prémio maior de subida teria de ser equacionado. E quem sabe uma % superior aos outros clubes também poderia ser equacionada. O que é quase certo é que 18 ou mesmo 16 equipas para um país como Portugal é exagero.

  • LM
    Posted Abril 15, 2015 at 12:22 am

    Correndo o risco de repetir algo que já foi dito:

    A história do número exagerado de equipas é das coisas mais descabidas que oiço sobre o campeonato português. Todos os campeonatos de referência têm 18 ou 20 equipas; Alemanha (18), Espanha, Itália, Inglaterra (20) e podemos incluir França (20) e Holanda (18). Por isso, o número de equipas está bom assim e nunca devia ter baixado para 16 há uns anos atrás. Os adeptos querem futebol e as pausas são um tédio enorme (basta lerem os muitos blogs sobre o assunto).

    Financeiramente, o que influencia directamente a competitividade, a culpa é da (não) educação, se assim podemos dizer, para o adepto apoiar o clube da sua terra à semelhança do que acontece nos outros países (e contra mim falo). Se as pessoas apoiassem o clube das suas terras, haveria uma maior injecção de capital, haveria o aparecimento de infraestruturas para o desenvolvimento de jovens atletas sem a fuga para os "grandes" (pelo menos não haveria uma saída avulso, mas haveria um maior critério), dinamiza as próprias regiões e melhorava (ou apelava) o aparecimento de mais e melhores jogadores, pois vi muitos excelentes jogadores que nunca passaram das distritais ou que nem sequer chegaram ao escalão sénior porque o futebol deixa de ser apelativo…ninguém quer jogar num peladão, a não ser que haja mesmo amor à camisola (ou uns trocos a mais ao fim do mês que nem sempre chegam a ser vistos). Não é fomentar o bairrismo, mas um bocadinho desta paixão pela terra não fazia mal ao futebol. Infelizmente observa-se algo idêntico na nossa primeira liga, mas há adeptos que ou só são da Académica, ou só do Guimarães,…

    Outro problema é os preços de bilheteira da Primeira Liga. Certo que o preço dos bilhetes é distribuído por Liga de Clubes, Clubes, Estado (não percebo bem porquê, mas pronto…) e mais umas quantas entidades que nada, e repito NADA, dão ao futebol. É óbvio que para os clubes grandes isto não é nada, mas para os clubes pequenos já faz uma grande diferença. Depois há os casos de má gestão que nunca são (bem) resolvidos e os clubes é que pagam, como o caso do Leiria, e quem sofre? O futebol português.

    É incompreensível como é que há uns 15 anos atrás haviam distritais com campeonatos divididos em séries de 12 equipas (ou 4 séries de 8 equipas), uma 3ª Nacional por zonas (com 18 ou 20 equipas), uma 2ªB dividida em três zonas com 20 equipas e uma 2ª e 1ª liga com 18 equipas cada uma e havia dinheiro para o futebol (a qualidade e a competitividade podiam ser discutíveis), mas restringir o futebol a alguns é matar o futebol no geral. E quem acaba por pagar com isso é a selecção, que nem um ponta-de-lança que faça a diferença consegue arranjar! A má distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos e o monopólio instalado em Portugal também contribuem para uma queda acentuada dos clubes médios/pequenos.

    Por fim, o folclore dos comunicados, a choradeira das arbitragens e a proibição de jogadores ou as doenças que surgem antes da convocatória e que passam logo a seguir: a culpa, em parte, é nossa (adeptos) que preferimos dizer que a culpa é do outro do que ir às Assembleias Gerais dos nossos clubes (os sócios) e não demonstrarmos que não queremos ganhar com base em jogadas de bastidores, quando o futebol é para ser jogado debaixo de Sol, chuva ou holofotes.

    O futebol português pode ser visto como anedótico por todas as razões que acima mencionei bem como:

    – Passamos a vida a vangloriar-nos de termos o melhor do mundo, mas quando vamos às competições europeias, as equipas com mais nome (sem desrespeito pelo Sporting) são maioritariamente constituídas por argentinos, brasileiros e espanhóis. É um orgulho enorme, não é?
    – Temos equipas que pareciam impossíveis graças a fundos, depois pagamos os juros e os clubes cada vez mais pobres. E ainda se queixam quando querem acabar com os fundos?

    – Somos apologistas de que o que é de fora é que é bom. Depois queixam-se da formação quando despacharam os melhores em vez de os utilizarem por cá.

    – As guerrinhas com os árbitros são "piners".

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