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35: Merci beaucoup Wenger

Allegri, Sarri, Ancellotti, Löw, Tuchel, Naggelsmann, Tedesco, Luis Enrique, Benítez, Simeone, Pellegrini, Jardim, Fonseca, Rodgers, Howe, Vieira, Henry, Arteta. Seja quem for o sucessor, no meio das variadíssimas especulações que a imprensa inglesa se tem entretido em alimentar, terá que arquear com a responsabilidade de um legado e saber respeitar a identidade construída por Arsène Wenger no Arsenal. A mente francesa por trás do sucesso dos Invencibles de 2004 e que, tal como Sir Alex Ferguson, marcou a história do futebol inglês e europeu. Não só pela inovação nas ideias de jogo, de caráter mais atacante e dinâmico, como na potencialização constantes de jovens futebolistas, mesmo quando o clube viveu anos de desinvestimento, resultante em grande medida do pagamento da construção do Emirates. Não obstante, apesar da factual longa seca na conquista da Premier League (cujo troféu ergueu por 3 ocasiões), é inegável que Wenger durante largas temporadas logrou colocar constantemente a sua equipa em lugares de acesso à Champions League (só falhou na anterior) e conquistar 7 FA Cups e 7 Community Shield. Para ainda sair airosamente dos Gunners, ambiciona conquistar um título de carácter continental, algo que esteve muito perto de alcançar na capital do seu país, na final da Champions League perdida perante o Barcelona, em 2006.

Assim, antes de enfrentar o Atlético de Madrid nas meias finais da Liga Europa, o Arsenal recebeu e goleou por 4-1 o West Ham, numa partida que dominou com facilidade, mas que só foi resolvida no segundo tempo, nos minutos finais. À mesma hora, o Burnley, que fora travado pela inspirada exibição de Moses no confronto de quinta-feira passada com o Chelsea (1-2), não foi além de uma igualdade em Stoke (1-1). O regresso às competições europeias, 51 anos depois, é praticamente certo para os Clarets, ao passo que os Potters possuem pouca margem para evitar a queda para o Championship. A esperança ainda reside em eventuais futuros tropeções de West Ham, Huddersfield, Swansea de Carvalhal, que participou nesta jornada na festa do novo campeão inglês Manchester City (5-0), ou Crystal Palace, que conseguiu mais um ponto precioso na deslocação ao terreno do Watford (0-0).

O cenário de uma temporada terrível tem como sinónimos o West Brom e o Southampton. O último classsificado da liga adiou a confirmação da descida por uns dias no embate caseiro com o Liverpool (2-2), com Salah a igualar a marca de Shearer, Ronaldo e Suarez de 31 golos em edições de Premier League com 20 emblemas participantes. Já os Saints, que não passaram do nulo na visita ao Leicester, no domingo caíram da FA Cup, fruto dos tentos de Giroud e Morata, na confirmação do favoritismo do Chelsea (2-0), que marca agora encontro no mesmo estádio frente ao Manchester United. O conjunto de José Mourinho, que teve Sánchez, Pogba e Herrera em grande destaque, aproveitou os erros e a menor clarividência do Tottenham (2-1). Isto após nos confrontos da jornada 35 da PL, os Red Devils terem triunfado em Bournermouth (0-2), enquanto os Spurs marcaram passo na viagem a Brighton (1-1). Por fim, no encontro desta última segunda-feira, o Everton ganhou ao Newcastle (1-0), com um golo de Walcott.

XI ideal combinado da jornada 35 da Premier League e da 1/2 finais da FA Cup: Butland (Stoke), Moses (Chelsea), Tomkins (Crystal Palace), Laporte (Man. City), Monreal (Arsenal), Livermore (West Brom), De Bruyne (Man. City), Ramsey (Arsenal), Sánchez (Man. United), Bernardo Silva (Man. City), Lacazette (Arsenal).

MVP: Kevin de Bruyne (Manchester City). O belga motivou-se com as palavras de confiança de Guardiola e brilhou em campo, no desafio frente ao Swansea, ao espalhar a sua enorme qualidade técnica e a sua fantástica visão de jogo, fazendo também o golaço da ronda. Citando o seu ex-colega de equipa Hazard: “Tem tudo. Defende, cruza, assiste e marca golos. É fantástico e inteligente dentro e fora do campo.”

Jogador a seguir: Jan Bednarek (Southampton). O defesa central polaco de 22 anos foi contratado ao Lech Poznan no passado verão, porém só agora, atendendo à suspensão de 3 jogos de Stephens, é que teve oportunidade para se mostrar. Marcou na sua estreia, na recepção ao Chelsea, e esteve em bom plano em Leicester e em Wembley, demonstrando segurança, velocidade e antecipação nos duelos defensivos.

Treinador da Jornada: Arsène Wenger (Arsenal). Intensidade, velocidade, criatividade. Três dos principais fundamentos da proposta de jogo do técnico francês ao longo dos 22 anos à frente dos Gunners. Num momento mais sensível após as notícias da sua saída do clube no final da época, no dérbi londrino deste domingo, o West Ham foi por diversos momentos sufocado pela formação do Emirates. Rice, com o seu erro de percepção, permitiu ao Arsenal arrancar uma volumosa vitória nos minutos finais. Antes, a entrada de Aubameyang foi determinante para potenciar a avalanche ofensiva, em parceria com o Lacazette, sendo que no meio-campo Ramsey foi o mais esclarecido na distribuição e construção de jogo.

Desilusão: Mauricio Pochettino (Tottenham). Um infeliz empate no Amex Stadium na segunda-feira, devido a uma falta infantil de Aurier, minutos após Kane ter colocado os Spurs em vantagem. Todavia, no jogo do “tudo ou nada” da temporada, consentiram uma derrota através de uma reviravolta, numa tarde na qual Davies, Dembélé e Vorm não pareceram estar à altura das circunstâncias. No fundo, a história continua a repetir-se: o Tottenham demonstra sinais de crescimento, manutenção de uma forte base de qualidade no plantel, um atractivo modelo de jogo que lhe permitem ter capacidade para se bater frente aos grandes ingleses e europeus. Contudo, a disputa de troféus é sistematicamente uma miragem, ficando a ideia que o grupo do técnico argentino sucumbe com facilidade a toda pressão gerada por elevadas expectativas.

Curiosidades: Monreal (Arsenal) marcou 3 golos nas suas últimas 7 participações em embates da Premier League. Tantos golos quanto registava nas suas primeiras 153 partidas na prova. Por outro lado, Ings (Liverpool) quebrou um jejum de 930 dias sem marcar, ao passo que do outro lado do campo Rondón (West Brom) fez mais uma vez o gosto ao pé, ficando diretamente envolvido em 5 golos (3 tentos, 2 assistências) da sua equipa nas últimas 6 partidas.

Luis Enrique Santos

VM
Author: VM

2 Comentários

  • Tiago Silva
    Posted Abril 26, 2018 at 2:06 pm

    Penso que foi a altura ideal para o Wenger anunciar a sua saída. Agora os jogadores vão dar tudo para o Wenger sair com um troféu (Liga Europa)

  • JoaoMiguel96
    Posted Abril 26, 2018 at 2:19 pm

    As duas grandes decepções para mim são Southampton e West Brom, por esta ordem.

    O primeiro tem plantel para fazer top 10 e apesar de ter perdido Van Dijk, ganharam muito dinheiro que podia ter sido investido no Inverno.

    Se se confirmar a descida, é um golpe muito forte no projeto de ambições europeias dos Saints. Num lado mais positivo, os clubes que subirem do Championship têm aqui imensa matéria prima para reforçarem os seus plantéis. Nuno, fica atento a Forster, Bertrand, Cédric, Hojberg, Romeu, Ward Prouse, Tadic, Redmond, Boufal ou Gabbiadini.

    Quanto ao West Brom, só quero dizer bem feito por terem despedido o treinador que mais deu aos Baggies nos últimos anos. Tony Pulis merecia muita mais confiança e tenho a certeza que não iriam estar assim com ele. Vamos ver para onde vão Rondon, Jonny Evans (que ao que parece tem uma cláusula de 8 milhões se o clube descer), Dawson, Ben Foster e Chadli.
    Depois há o Oliver Burke. Nunca vou perceber como é que ele falhou no West Brom. Tem um talento brutal…

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