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38: Os Recordistas

Enquanto treinador, poucos terão arrebatado tanto sucesso em pouca mais de uma década ao mais alto nível como Pep Guardiola. Tornou o Barcelona Rei da Europa e do futebol espanhol, passou por Munique, onde procurou dar o seu cunho pessoal no trabalho previamente realizado por Heynckes e, por fim, aterrou na cidade da Revolução Industrial para tentar encantar em terras de Sua Majestade… Após uma primeira temporada sem qualquer troféu a entrar nas vitrinas do museu dos Citizens, eis que na presente temporada o Manchester City conquistou a Carabao Cup e passeou naquela que é considerada por muitos a melhor e mais competitiva Liga do desporto-rei.  

Com o tento tardio de Gabriel Jesus, na 16.ª assistência de Kevin De Bruyne, frente ao salvo Southampton (0-1) de Hughes (bela recuperação de lugares rumo à manutenção dos Saints), vários foram os recordes estabelecidos pela armada do catalão em Inglaterra. Uma inimaginável marca de 100 pontos, acompanhada pelo maior número de pontos (50) e de vitórias (16) na condição de visitante, assim como o inigualável registo de triunfos numa única edição da prova (32). Com isto, também se atingiu a maior diferença de pontos entre o campeão e o segundo posto (19 pontos, mais um do que o recorde dos Red Devils de Sir Alex Ferguson da época 1999/00), ao passo que os golos marcados (106), o melhor balanço entre marcados e sofridos (79), sem esquecer o registo máximo de vitórias consecutivas na competição (18). Não obstante, ao longo desta época, estiveram apenas 153 minutos em desvantagem em desafios da Liga, o menor tempo em desvantagem numa única campanha na Premier League. Além disso, a par do Manchester United de 2000/01, foram os campeões mais precoces, à 33ª jornada.

Nos embates que decidiam a última vaga da Champions, o Liverpool goleou o Brighton (4-0), com Mohamed Salah, melhor marcador da competição, a estabelecer a maior marca de golos (32) numa edição do campeonato a 20 equipas. Assim, o Chelsea termina no quinto lugar, falhando o acesso à prova milionária, sendo derrotado pelo Newcastle por 3-0. O Manchester United, no último jogo de Carrick com a camisola dos Red Devils, bateu pela margem mínima (1-0) o Watford, que com Gracia no comando não marcou qualquer golo como visitante. Já no jogo de loucos em Wembley, o Tottenham, que deverá regressar ao novo White Hart Lane no verão, suou para selar a terceira posição, ao levar a melhor sobre o Leicester (5-4), com Adrien Silva a jogar os 90 minutos.

Entretanto, o Swansea de Carvalhal perdeu na recepção ao Stoke (1-2), na confirmada despedida de ambas as formações do principal escalão do futebol inglês. Nas restantes partidas, houve mais uma reviravolta do Bournermouth (1-2), no terreno do europeu Burnley de Syche, enquanto no Olímpico, na partida em que ambos os treinadores com futuro incerto nos atuais emblemas enfrentavam antigas equipas que orientaram, foi o West Ham, com João Mário a titular, a levar a melhor frente ao Everton (3-1). Por fim, no adeus à Premier League, o West Brom perdeu na visita ao Crystal Palace (2-0), e, em Huddersfield, Wenger despediu-se do Arsenal (0-1) com a primeira vitória em 2018 fora de portas, em território inglês, fruto de uma bela jogada terminada por Aubameyang.

XI ideal da jornada 38 da Premier League: Butland (Stoke), Walker-Peters (Tottenham), Lovren (Liverpool), Sakho (Crystal Palace), Robertson (Liverpool), Shelvey (Newcastle), De Bruyne (Manchester City), Lanzini (West Ham), Perez (Newcastle), Mahrez (Leicester), Kane (Tottenham).

MVPManuel Lanzini (West Ham). O criativo argentino, ex-River Plate, foi  o motor dos Hammers no Olímpico, impulsionando a qualidade de passe a distribuição de jogo no setor mais nuclear do campo. Por fim, somou 2 golos na última partida da temporada, que permitiram o triunfo da turma de David Moyes.

Jogador a seguir: Kyle Walker-Peters (Tottenham). Qualquer semelhança com o nome de um dos seus antecessores nos Spurs é pura coincidência. Deu profundidade e potência ofensiva ao corredor direito do conjunto de Pochettino, mostrando-se forte ao nível dos cruzamentos, somando 2 assistências.

Treinador da Jornada: Rafael Benítez (Newcastle). Travou a série de maus resultados que se adensava nesta fase final de época, terminando com um gordo triunfo na recepção  ao clube pelo qual conquistou a Liga Europa há uns anos. A capacidade de passe (em especial em profundidade) de Shelvey, a mobilidade de Pérez e o sentido de oportunidade de Gayle foram a chave para este triunfo, assim como a boa prestação nesta segunda volta dos Magpies na liga.

Desilusão: Antonio Conte (Chelsea). No domingo passado encontrava-se bem posicionado para poder assaltar um lugar de acesso à Champions. Porém, com a igualdade caseira com o Huddersfield, a motivação para a deslocação ao norte do país deixou de ser a mesma. Ao mesmo tempo, enquanto os Reds avolumavam e carimbavam o passaporte para a próxima edição da prova milionária, os Blues deitavam a toalha ao chão, com a confusão a instalar-se no setor defensivo do ex-campeão inglês. Agora segue-se o embate em Wembley com o Manchester United.

Curiosidades: Jack Butland (Stoke City) foi o guarda-redes que mais defesas (144) realizou na prova. No pódio seguiram-se Fabianski (Swansea) e Ryan (Brighton), que interviram com sucesso em 137 e 124 ocasiões respetivamente. No que respeita a assistências, 4 jogadores do Manchester City ocupam as 4 primeiras posições – De Bruyne, Sané, David Silva e Sterling -, todos com 11 ou mais assistências nesta edição da Premier League. O belga também estabeleceu o recorde de jogador com mais triunfos (31) celebrados nesta campanha na Premier League.

Luis Enrique Santos

4 Comentários

  • Fernando neves _36
    Posted Maio 15, 2018 at 5:14 am

    Época soberba do City.

  • Guedes
    Posted Maio 15, 2018 at 8:53 am

    Não existe muito a dizer sobre o domínio do Manchester City esta época. Futebol soberbo! As equipas de Guardiola quando estão bem limadas são capazes de este tipo de feitos. Gostava que tivessem discutido a Champions mas enfim. Uma grande época dos homens de Pep.

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Maio 15, 2018 at 1:02 pm

    Os 100 pontos do City mal se falaram, quase que parece normal.

  • José S.
    Posted Maio 15, 2018 at 3:58 pm

    Bom resumo Luís.
    De facto, época assombrosa do city com todos esses recordes à vista.
    Realmente tenho de concordar com o Rodrigo, parece que a meta dos 100pontos foi uma coisa banal, talvez por se saber já muito antecipadamente que city seria o campeão e então talvez tenha se tentado desvalorizar, digo eu, mas é um feito incrível, ficando agora o suspense do que vai acontecer para a próxima época. Não sou do city nem do United, mas veremos como será a luta interna e já agora externa, pois pede-se mais competição e acerto na hora champions.
    Cumprimentos

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