Os 10 pontos de atraso para o FC Porto e os cinco golos encaixados no Dragão fizeram subir o tom crítico para com Jorge Jesus, levando mesmo a que cerca de 50 adeptos tenham invadido hoje o treino para falar com o treinador e alguns jogadores.
A verdade é que desde o momento em que Jorge Jesus foi apresentado como treinador do Benfica, até ao fecho do mercado de Verão de 2010, os encarnados investiram 64 milhões de euros em reforços (dentro desses 64 milhões, 3.7 referem-se a prémios de assinatura, compensação de formação e fundos de solidariedade!). Um valor recorde, que nenhum outro treinador tinha tido a oportunidade de investir, mas que, em princípio, só chegará para lutar pelo 2º lugar, com Sporting, Braga e Guimarães.
Luis Filipe Vieira falou hoje sobre a situação de Jorge Jesus, garantindo que o português “não está a prazo, mas sim comprometido e empenhado em continuar a trabalhar e a dar ao Benfica o melhor do seu saber e competência.” LFV deu um voto de confiança a Jorge Jesus, mas todos já sabemos que no futebol, “o que hoje é verdade, amanhã é mentira”, pois caso o Benfica não vença a Naval, o treinador português poderá mesmo abandonar a Luz.
Jorge Jesus, na antevisão da partida frente aos figueirenses, voltou a afirmar que o jogo do Dragão foi uma má noite, no entanto, esqueceu-se de referir que o Benfica já teve mais outras 6 péssimas noites na temporada 2010-11. Ou seja, apesar das 5 vitórias consecutivas para o campeonato, antes da visita ao Porto, as exibições dos encarnados têm sido bastante inconstantes, o que resulta num 3º lugar, com a mesma distância para o 1º (FC Porto) e para o 14º (Portimonense).
Para agravar os problemas encarnados, a CMVM abriu um processo de contra-ordenação para com a Benfica SAD, podendo mesmo levar a um pagamento de uma multa de 5 milhões de euros. As razões deste processo prendem-se com o atraso na entrega do relatório de contas 2009-10, que devia ter chegado à CMVM no dia 31 de Outubro, mas apenas foi entregue no dia 11 de Novembro.
O voto de confiança dado por LFV a Jesus será para ser levado em conta, ou como costuma ser hábito no futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira? Os jogos contra Naval, Braga e Hapoel serão decisivos, ou a cláusula de 5 milhões que indemnizará Jesus, caso seja despedido, irá bloquear a sua saída? O mercado de Inverno irá ser bastante activo para os lados da Luz, tendo em conta os 64 milhões investidos em tão pouco tempo?


