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Maxi e Nélson Oliveira colocam o Benfica nos quartos-de-final da Liga dos Campeões; Encarnados muito superiores ao Zenit dão um “pontapé na crise”

Benfica 2-0 Zenit (Maxi Pereira 45´+1 e Nélson Oliveira 90´+2)
O Benfica apurou-se para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, depois de bater o campeão russo no Estádio da Luz. Os encarnados estão assim entre as 8 melhores equipas da Europa e, caso apanhem o Ol. Lyon/APOEL ou Basileia têm fortes hipóteses de chegar às meias-finais da competição. Witsel, Jardel, Maxi Pereira e Emerson foram os melhores elementos dos encarnados, enquanto que o Zenit, com excepção de um lance onde Artur inventou, não criou nada em 90 minutos. Com este apuramento, o Benfica garante também um encaixe financeiro significativo.

A partida começou naturalmente com o Benfica à procura do golo que oferecia a passagem da eliminatória, contudo, cedo se percebeu que o Zenit vinha preparado para defender o 0-0. Bruno César foi o primeiro a testar Malafeev, aos 15 minutos de jogo, enquanto que Maxi Pereira também obrigou o russo a nova defesa complicada, aos 20 minutos. Perto do intervalo, Artur driblou um avançado do Zenit, mas serviu Luisão à queima. Shirokov recuperou a bola, mas o remate do médio russo saiu para as mãos de Artur, na única oportunidade de golo do Zenit em todo o encontro. Mesmo em cima do intervalo, o Benfica chegou ao golo, depois de uma boa jogada atacante. Witsel recebeu a bola dentro da área, rematou para defesa de Malafeev, mas depois ainda conseguiu servir Maxi de calcanhar, para o remate certeiro do uruguaio.

Para o segundo tempo, Spaletti colocou outro avançado em campo (Lazovic) e o Zenit partiu para o meio campo do Benfica, contudo, raramente conseguiu entrar na defensiva encarnada. Os russos tiveram mais posse de bola neste período, mas coube ao Benfica as melhores oportunidades de golo. Primeiro foi Jardel a cabecear bastante próximo do poste direito de Malafeev, depois foi Cardozo a falhar completamente isolado (atirou ao lado) e perto do final foi Nélson Oliveira a desperdiçar um ataque de 3 contra 1, ao rematar para fora. Pelo meio, o Zenit apenas teve um cruzamento perigoso de Fayzulin, um remate de Bruno Alves (fácil para Artur) e um remate de Fayzulin para fora. Em cima do apito final, num contra-ataque, Bruno César desmarcou Nélson Oliveira e o jovem português rematou certeiro para a baliza do Zenit.

Destaques:

Witsel – Melhor jogador em campo. Criou e assistiu no 1º golo, equilibrou a equipa, foi o elemento mais esclarecido e esteve praticamente em todo o lado.

Jardel/Luisão – Exibição a roçar a perfeição dos centrais encarnados, em especial do ex-Olhanense, que anulou por completo Kerzhakov e esteve excelente na antecipação.

Maxi Pereira – O melhor elemento do Benfica na 1ª parte. Foi uma autêntica locomotiva do lado direito, algo que desequilibrou por completo a defensiva do Zenit, tendo mesmo um papel decisivo na eliminatória ao apontar o 1-0 (curiosamente depois de já ter marcado na 1ª mão).

Cardozo/Nélson Oliveira – O paraguaio pouco acrescentou em termos ofensivos e ainda falhou um golo feito quando estava isolado na cara de Malafeev; já o português (que entrou para o lugar de Tacuara) acrescentou força e potência na frente de ataque e depois de ter demonstrado algum egoísmo por duas vezes (uma num ataque quando estavam 3 para 1 é imperdoável), marcou e selou a eliminatória.

Gaitán/Bruno César – Boas exibições dos médios ofensivos encarnados. Acrescentaram muito mais do que evidenciaram nos últimos jogos e se o argentino foi dos mais interventivos na 1ª parte, o brasileiro incutiu raça e com a saída de Gaitán fez uma fase final da partida de bom nível, rubricando mesmo a assistência para o 2-0.

Emerson/Rodrigo – Prestações distintas. O lateral demonstrou competência a defender e foi mais afoito em termos ofensivos do que tem sido habitual; enquanto que o avançado voltou a estar muito ausente, não conseguindo incutir a sua velocidade e técnica no último terço.

Jorge Jesus – Tacticamente irrepreensível e excelente igualmente nas substituições (Matic serviu como tampão, foi o tal Amorim que faltou frente ao FC Porto, enquanto que Nélson Oliveira em poucos minutos deu outra força e velocidade na frente de ataque). Terá agora a oportunidade de melhorar o que Koeman fez em 2006 (o holandês que apesar do feito acabou por sair no final dessa época).

Zenit – Tentou repetir a postura do jogo com o Porto no Dragão. Linhas muito juntas, tentativa de defender o nulo e algum cinismo. No entanto, cedo voltou a demonstrar que fora de casa (e ainda por cima sem a criatividade de Danny) é uma equipa que apresenta algumas dificuldades em termos ofensivos e que não consegue dar a volta às contrariedades. Os avançados tiveram uma presença nula, os médios de transição (Shirokov e Zyrianov) nada criaram e mesmo considerando a competência do defesa Hubocan e do médio Denisov, este conjunto russo nunca justificou a passagem à próxima fase.

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