A partida foi bastante pobre, com a Lazio a superiorizar-se ao Sporting durante os primeiros 45 minutos. Kozak marcaria numa das oportunidades de golo dos italianos, enquanto que os leões raramente incomodaram a defensiva da Lazio. No segundo tempo, o Sporting esteve mais sobre o meio campo dos romanos, mas seria Sculli a confirmar o resultado final em mais uma falha da defensiva leonina. Os leões, completamente apáticos, apenas criaram perigo através de um lance de Pereirinha já nos descontos e por Bojinov num livre e num duplo remate (1º contra Rubio depois a permitir a defesa de Bizarri), contudo, todas as situações sem merecer sequer o rótulo de oportunidades de golo.
Destaques:
André Martins/Schaars – O 1º pareceu algo cansado e esteve muito aquém do que produziu nos últimos encontros; já o holandês foi mesmo o pior elemento do Sporting. Completamente ausente, precipitado e excessivamente faltoso, acabou por não acrescentar a qualidade habitual.
Rubio/Ilori – Dois jovens ainda com idade de júnior. O chileno apesar de esforçado pouco apareceu (o meio campo leonino não funcionou); enquanto que o central melhorou em relação ao seu encontro com o Leiria, mas ainda continua a cometer erros (fruto da idade) algo comprometedores. Na 1ª parte mediu mal um atraso de cabeça e no 2-0 deixou passar uma bola sem grande justificação (apesar de o golo até ser culpa da falta de marcação de Pereirinha). Veremos como será a próxima época quando passarem a séniores. Ambos apresentam características técnicas e físicas que são a base do jogador moderno nas respectivas posições.
Onyewu/Carrillo – Foram os elementos “mais” no conjunto leonino. O americano liderou a defensiva e venceu todos os duelos; enquanto que o extremo foi o único a tentar mexer com a partida. É certo que decidiu mal 90% dos lances, e voltou a evidenciar um excesso de individualismo, mas a verdade é que as iniciativas dos leões saíram todos do seu pé direito.
Bojinov – Denotou os primeiros sinais de frustração desde que chegou a Alvalade. Foi vísivel que nos últimos 20´ já não conseguia esconder alguma frustração por não estar a aproveitar a oportunidade e até mesmo com os colegas por quererem bater o recorde Mundial de passes errados. É um jogador com uma qualidade técnica, remate e visão de jogo de grande nível, mas falta-lhe a potência que já evidenciou no passado.
João Mário – Apenas 20´ em campo, mas a demonstração do que o VM tem referido nos últimos tempos. Uma presença e maturidade invulgar para um júnior, e na posição de médio defensivo uma alternativa superior a André Santos.
Sporting – Um encontro onde os leões só tinham a defender o estatuto e tentar aumentar o Ranking da UEFA (clube/país). No entanto, e apesar de já nada estar em causa, a falta de atitude e a presença apática verificada no Olímpico de Roma é pouco explicável. É certo que o 11 era composto por jogadores menos utilizados (dizer suplentes não faz sentido, porque Bojinov foi adquirido para ser titular, nos primeiros jogos da época 90% dos sportinguistas queriam Rubio a titular, André Santos era apontado como um titular no conjunto de Domingos nas previsões para esta época, e quase todos os adeptos leoninos querem A. Martins e Carrillo no 11), mas também foi perceptível que esta 2ª linha leonina (ainda para mais quando actua junta) nesta fase ainda pouco consegue acrescentar a um conjunto que quer ser campeão. Se consideramos que o Sporting é o único clube português nas 4 frentes, e que a época vai ainda ser mais intensa nos primeiros meses de 2012, fica claro que os leões necessitam de mais alternativas.


