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Taça de Portugal: Sporting marca encontro com o Marítimo; Duo holandês decide uma partida em que o Belenenses até foi superior no 1º tempo

Sporting 2-0 Belenenses (Wolfswinkel 49´ e Schaars 65´)

Perante um Belenenses organizado defensivamente (uns apelidam de “autocarro”, mas devem ser os mesmos inocentes que queriam que uma equipa da II Liga chegasse a Alvalade a jogar o jogo pelo jogo e elogiam Mourinho quando defrontava o Barcelona com um “avião” à frente da baliza) e perigoso nas transições ofensivas (as duas melhores e únicas oportunidades da 1ª parte foram da turma do Restelo), os leões tremeram, tiveram de suar, e apenas uma boa entrada na 2ª parte permitiu ao Sporting apurar-se para os quartos-de-final. Segue-se o Marítimo no caminho dos leões e a certeza que o clube leonino é ainda a única equipa portuguesa nas “4 frentes”.

No que diz respeito à partida, foi um 1º tempo pobre, com os leões a serem engolidos pela defensiva do Belenenses e apesar da posse de bola sem criar qualquer perigo. Por sua vez, “os azuis do Restelo”, entraram no encontro personalizados, souberam defender e explorar ainda melhor as transições ofensivas, apenas a ineficácia de Rodrigo impossibilitou a turma de Belém de chegar ao intervalo com a vantagem no marcador. Na 2ª parte, o Belenenses voltou a entrar melhor (Camará falhou uma boa oportunidade), mas acabou por ser o Sporting num lance de contra-ataque (Carriço iniciou, Schaars deu continuidade, Insúa assistiu e Wolfswinkel finalizou) a chegar ao golo. Com o 1-0, o clube leonino melhorou, e Schaars com arte depois de uma excelente assistência do seu compatriota fez o 2º. Até final o jogo ficou algo partido, os leões tentaram explorar as transições ofensivas (Capel apareceu mais), mas a verdade é que o guardião do Belenenses acabou o encontro apenas com uma defesa. Por sua vez, “os azuis do Restelo” nunca desistiram e aproveitaram claramente os últimos 15´para se “mostrar”. Em suma, um resultado justo, mas que acaba por penalizar a ineficácia do Belenenses no 1º tempo.

Destaques

Belenenses – Uma exibição personalizada e competente na turma do Restelo. Excelente organização defensiva (não se pode apelidar de “autocarro” e muito menos de anti-jogo, quando há isso sim a exploração de duas das lacunas dos leões, ou seja, a tentativa de aproveitar a falta de capacidade do Sporting em jogar contra blocos fechados e explorar a lentidão dos defesas leoninos no contra-ataque. Ainda para mais quando estamos perante uma equipa da II Liga a jogar no terreno de um dos candidatos ao título), boa exploração das transições ofensivas e essencialmente uma atitude positiva. Kanú e Pedro Ribeiro estiveram seguros no centro da defesa, Koukou foi importante na recuperação de bola no meio campo, Miguel Rosa deu alguma criatividade, Camará com a sua capacidade física criou muitas dificuldades à defensiva leonina mas definiu sempre mal, e Rodrigo António acabou por estar nas duas melhores oportunidades do Belém mas foi perdulário.

Wolfswinkel – No 1º tempo foi “engolido” por Kanu e Pedro Ribeiro, mas na 2ª parte com o golo e a excelente assistência acabou por ser a figura do jogo. O holandês leva já 13 golos pelos leões e está a apenas a 5 de Postiga, que nos 3 anos e alguns jogos pelo Sporting fez apenas 18 golos.

Carriço – Voltou a actuar a médio defensivo e rubricou novamente uma boa exibição. No 1º tempo foi dos jogadores leoninos mais esclarecidos, soube acrescentar ao jogo alguma qualidade técnica e ainda teve o mérito de dar inicio à jogada do 1-0.

Sporting – A 1ª parte foi das piores na presente temporada (principalmente depois da “revolução”, ou seja, quando Domingos deixou de utilizar a equipa do ano passado e colocou os reforços), a estratégia do Belenenses obrigou a que Onyewu tivesse de organizar o jogo leonino, e apenas a excelente jogada do 1-0 permitiu desbloquear uma partida complicada. Foi óbvio que a aposta em Bojinov não resultou, Carrillo entrou tarde, e até A. Martins merecia ter tido outra continuidade, contudo, a nota de destaque é mesmo o facto de Domingos ter utilizado o 11 disponível mais rotinado, mesmo perante um adversário da II Liga, o que demonstra que os leões “não vão brincar” esta época.

João Pereira – Foi o espelho da frustração leonina no 1º tempo. Levou um amarelo por isso mesmo. E juntou a uma exibição onde nunca conseguiu dar profundidade, alguma birra pela atitude defensiva do Belenenses, em relação ao árbitro e até aos próprios companheiros de equipa (foi visível uma picardia com Wolfswinkel na 1ª parte).

Schaars/Elias – Aquele que é talvez o duo mais forte da nossa Liga, hoje esteve muito aquém do que tem produzido. Na 1ª parte, não conseguiram construir, encontrar espaços e principalmente dar a dinâmica que caracteriza o meio campo dos leões. O holandês ainda demonstrou arte ao fazer o 2º golo com um belo pormenor (depois de no 1º tempo ter colocado o guardião do Belenenses à prova), mas o brasileiro esteve particularmente mal no seu forte (poder de decisão) e acabou por ser das unidades mais fracas dos leões.

Patrício/Insúa – O guardião leonino foi decisivo ao evitar o 0-1; por sua vez o argentino (apesar de menos acutilante que o habitual) teve mérito na assistência e na jogada do 1-0. 

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