O Porto voltou a protagonizar uma exibição pobre e não foi além do empate na deslocação a Olhão. Um resultado, que agrava o mau momento dos portistas e espelha a falta de confiança, atitude e soluções da turma orientada por Vítor Pereira.
No que diz respeito ao encontro, a partida fica claramente marcada pelo penalti desperdiçado por Hulk logo no 2º minuto. O brasileiro na cobrança e na recarga não conseguiu superar Fabiano, que respondeu a grande nível. A restante 1ª parte, não proporcionou nenhuma oportunidade de bola, e inclusive fruto de alguns cantos e bolas paradas até teve sinal mais por parte da Olhanense. No 2º tempo, o Porto entrou forte, teve 3/4 bons momentos ofensivos nos primeiros 10 minutos, mas depois voltou a desaparecer. A turma algarvia, respondeu por um bom lance de Wilson Eduardo, mas Helton deu uma boa resposta. Em suma, um resultado justo, num encontro que não merecia golos.
Destaques
Vítor Pereira – Vai voltar a ser o centro das atenções, mas a verdade é que voltou a não cometer falhas no plano técnico e táctico. Deu a titularidade a James (que ainda jogou menos que Varela) e colocou o 11 que a maioria (à excepção do VM devido à questão Moutinho-Guarín) considera ser o melhor, mas a verdade é que os jogadores portistas denotam uma falta de atitude e uma falta de ideias/inspiração gritante. Uns, vão afirmar que cabe ao treinador incutir isso, outros (os 95% dos adeptos de futebol se forem sinceros) vão dizer o que afirmaram quando Vítor Pereira foi nomeado técnico do Porto, isto é, que nos azuis e brancos o treinador apenas precisa de meter o 11 (e às vezes nem isso), pois o trabalho em termos de motivação, scouting, apoio, escolha de jogadores, e capacidade de incutir o dito espírito à Porto é feito por Pinto da Costa, Reinaldo, Antero Henrique, e pelos adjuntos da casa. O VM vai manter o que sempre disse, no meio desta suposta crise do Porto (continuamos a considerar que os azuis e brancos ainda são os principais candidatos ao título), Vítor Pereira é o menos culpado, sendo que a culpa pertence claramente à falta de capacidade da direcção portista em resolver a questão dos jogadores contrariados (este tipo de elementos conseguem minar um balneário) e à inércia em resolver as questões AVB e Falcao.
Moutinho – Mais um jogo (tal como acontece nos últimos 3 anos) em que foi uma autêntica nulidade. Não assume a posse de bola, não faz transporte, empurra a responsabilidade para Hulk e Belluschi, e apenas se limita a fazer uns passes para trás. Em todos os jogos dizemos isto (os próprios adeptos vêem isso, mas vão arranjando desculpas esfarrapadas), mas lá está o seu padrinho e a boa imprensa vão continuar a fazer de um médio banal um jogador de eleição e inclusive titular na selecção.
Porto – É impossível apontar uma boa exibição portista neste encontro. Hulk foi o único a tentar, mas falhou um penalti e esteve muito mal ao nível do remate; Enquanto que Alvaro Pereira na esquerda deu linhas de passe mas raramente conseguiu dar continuidade às jogadas;
Mexer – O melhor em campo. Na nossa opinião é um central sem categoria para jogar num “grande”, mas como lateral direito defensivo (são várias as equipas de Top no futebol mundial que colocam um lateral mais posicional e alto, para depois permitirem o esticar de jogo do lateral contrário) pode ser uma opção muito útil. Hoje, esteve intransponível na defesa quer a lateral direito quer a dobrar os centrais, com vários desarmes de bom nível, tanto pelo chão como ao nível do jogo aéreo.
Mangala/Maicon – O francês cometeu alguns erros de ordem técnica, apesar de não ter colocado em causa o sector defensivo; por sua vez, o brasileiro foi utilizado a lateral direito (Otamendi parece que tem no contrato que não pode actuar nesta posição), e acabou por “sofrer” com a presença de Wilson Eduardo, proporcionando vários lances de bola parada.
Maurício/André Pinto – “Secaram” Kléber, dominaram o jogo aéreo, e foram duas das melhores unidades em campo. O veterano brasileiro acrescentou ainda uma liderança e agressividade (positiva) que acabou por ser determinante.
Olhanense – Mais uma exibição assente na coesão defensiva e transições ofensivas por intermédio da velocidade de Agra (outro elemento em destaque) e Wilson Eduardo (o jogador mais “perigoso” da turma algarvia). O futebol não é o mais bonito, mas a verdade é que dá resultados. A presença de Cauê e Fernando Alexandre no meio campo acaba por ser determinante no alcançar dos objectivos a que Fáquira se propõe.
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Liga Zon-Sagres – O Marítimo derrotou a Académica, por 3-2. Os madeirenses, que estão agora à condição no 3º lugar, chegaram aos golos com um “bis” Baba (com 8 golos já é o melhor marcador da Liga), e um tento de Sami (30). Os estudantes responderam por João Real e Marinho.

