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Primeira mão da Libertadores teve 4 golos, emoção, mas vai decidir-se tudo no Monumental; River mostrou mais futebol no entanto defesas de Rossi e classe de Benedetto deram vida ao Boca; Pratto esteve em dois golos, Pity Martínez espalhou técnica

Quem erguerá o título? Ao contrário do que é normal nestes duelos, houve golos e muito espectáculo, correspondendo o jogo aos muitos olhares que sobre ele estavam postos. O River, tal como esperado, apresentou mais qualidade colectiva, sobretudo no 1.º tempo, fase na qual o Boca abusou do jogo directo. No entanto, os Milionários encontraram um grande Rossi na baliza dos Xeneizes, com o guardião a realizar diversas intervenções de grande nível. Com o passar dos minutos, os locais assentaram o seu jogo e passaram a ligá-lo com mais critério, sendo que, com o aproximar do apito final, o River deu a ideia de estar contente com a igualdade e foi o Boca a ficar mais perto do triunfo. Individualmente, além de Rossi, Benedetto foi claramente o melhor dos Bosteros. O avançado, suplente porque vem de uma lesão prolongada, voltou a sair do banco para revolucionar o desafio -tal como havia feito nas meias-finais contra o Palmeiras-, não só pelo tento que apontou mas também pela sua capacidade para ligar o jogo e maior requinte técnico em relação a Abila, cujas acções são sempre mais em força. Do outro lado, Armani não ficou muito bem na fotografia do 1-0 mas conservou o empate em cima do final, em mais uma partida em que Pity Martínez provou ser o homem do momento no futebol argentino. O craque teve um 1.º tempo fantástico, sendo uma constante dor de cabeça para o rival e municiando a preceito Pratto, que chegava a esta final muito contestado mas foi um dos elementos em maior destaque. Finalmente, salientar que o River, como vem sendo comum nos últimos meses, sofreu muito para defender bolas paradas, e veremos se isso não pesará na segunda mão (recorde-se, que nesta final os golos marcados fora não têm qualquer valor suplementar).

Boca Juniors 2-2 River Plate (Abila 34′, Benedetto 45+1′; Pratto 35′, Izquierdoz 61 a.g.’)

O primeiro capítulo da  “final do século” deu em igualdade. Boca e River empataram a dois, deixando a decisão sobre o vencedor da Taça dos Libertadores para dia 24 de Novembro, no Monumental, reduto dos Milionários. Com um ambiente fantástico na Bombonera e em condições climatéricas incomparavelmente melhores às de ontem, os visitantes mostraram ser uma equipa com processos mais bem definidos, com Pity Martínez a ser a unidade mais desequilibrante em campo e Rossi a evitar vários golos da equipa do castigado Gallardo. No entanto, a entrada de Benedetto para o lugar do lesionado Pavón ajudou a equilibrar as forças no melhor “Superclásico” dos últimos tempos, o qual teve um Boca mais perigoso nos últimos instantes, mas sem conseguir desfazer a igualdade.

Quanto à partida, o River Plate começou a criar vários lances de perigo, mas Rossi travou os remates de Pratto e Pity Martínez. Aos 27′, Pavón lesionou-se e obrigou Schelotto a colocar Benedetto para o seu lugar, e pouco depois veio o 1-0, num lance de insistência no qual Abila levou a Bombonera pela primeira vez à loucura. Mas a festa durou apenas uns instantes, já que a bola foi ao centro e, acto contínuo, foi parar aos pés de Pratto que, isolado, empatou. Em cima do descanso Benedetto, de cabeça e na sequência de um livre, levou o Boca para a 2.ª parte a vencer, mas aos 61′ Izquierdoz, numa bola divida com Pratto, colocou a bola na sua própria baliza. Até final, o recém-entrado Tévez atirou perto da barra e Benedetto, isolado, não conseguiu bater Armani, e o jogo terminou mesmo 2-2.

XI do Boca Juniors: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallan, Olaza; Barrios, Nandez, Pablo Pérez; Villa, Abila, Pavón.

XI do River Plate: Armani; Maidana, Martínez Quarta, Pinola; Montiel, Enzo Pérez, Palacios, Pity Martínez, Casco; Pratto, Borré.

18 Comentários

  • umatiaz
    Posted Novembro 11, 2018 at 8:58 pm

    Grande Jogo. Emoção, golos e muita intensidade. Ainda assim alguma falha na decisão de passe.
    A segunda mão promete!

  • Fernando neves _36
    Posted Novembro 11, 2018 at 9:00 pm

    Infelizmente perdi os primeiros 25 minutos, o desespero do Pavon quando se lesiona mostra bem o peso e a importância desta final, não foi vendido para o Boca tentar ganhar a Libertadores e no jogo mais importante de todos sai lesionado, que azar.
    O Paulo Catarino é de longeeeeee o melhor comentador em Portugal, juntamente com o Carlos Daniel.
    Os 2 golos de seguida na 1 parte, mostram bem a vontade de todos os jogadores em entrar na história, que jogo soberbo e fascinante.
    Grande golo do Benedetto, é sem dúvida um dos grandes destaques desta Libertadores, só não digo o homem da competição devido ao falhanço aos 90 minutos.
    A locura dos adeptos do Boca é arrepiante, que show.
    O nervosismo de ambas as equipas era bastante evidente, no entanto, quando se quiser mostrar a uma equipa a raça e a vontade que devem ter em todos os jogos é só mostrar este jogo.
    Eu como benfiquista quem me dera que o meu Benfica tivesse 25 por cento da vontade e da raça de ambas as equipas, que espetáculo.
    Ansioso pela 2 mão!
    P.S.1- Alguém percebeu o porquê da atitude do Tevez no fim ?
    Não cheguei a perceber.

    • João Lains
      Posted Novembro 11, 2018 at 9:41 pm

      O Carlos Daniel está muito acima de qualquer outro comentador desportivo em Portugal. O Luís Catarino era muito bom na BTV, quando ainda não tinha muita notoriedade. Desde então, ‘comercializou-se’. Entende e análise muito bem o jogo, mas nem sequer utiliza linguagem técnica. É os diálogos entre os laterais e os extremos, os extremos que dão choques eléctricos e os médios que se infiltrar (infiltrar só e for esta água da chuva…).

      • ACT7
        Posted Novembro 11, 2018 at 11:00 pm

        Acho que ele não utiliza a linguagem técnica porque é forçado a isso, até se nota que às vezes se atrapalha para explicar as coisas de forma que toda gente entenda.

        • Kacal
          Posted Novembro 12, 2018 at 1:12 am

          Pessoalmente até percebo do jogo, mas tenho uma linguagem dessas, não técnica. Identifico-me e não vejo mal nenhum nisso portanto gosto disso no Luís Catarino.

    • Sombras
      Posted Novembro 11, 2018 at 9:46 pm

      Luís Catarino

    • Filipe Ribeiro
      Posted Novembro 12, 2018 at 3:11 pm

      O Tevez estava a dizer ao Ezquierdoz para levantar a cabeça e para os outros que ainda estava tudo em aberto não parecerem derrotados.

  • Pedro Miguel S.M. Rodrigues
    Posted Novembro 11, 2018 at 9:02 pm

    Que grande jogo, que grande ambiente, todo um tratado de amor, paixão e fanatismo resumido em 90 minutos.

    Jogo táctico mas aberto, com oportunidades. Resultado justo, tendo em conta o que se passou em campo. Boca com mais eficácia na primeira parte, River a jogar mais; na segunda parte, um jogo mais repartido, com Boca a ter a grande oportunidade já no final.

    Valeu a pena a espera/adiamento de 24 horas para poder assistir a este momento que fica para além da História. Só tenho pena que se tenha que esperar até ao dia 24 mas, por este jogo, tudo se faz.

    Uma última palavra para a presença do Luís Catarino na emissão, dando outro colorido ao jogo. Espero que assim se repita na segunda mão…

  • Tsubasa
    Posted Novembro 11, 2018 at 9:11 pm

    Luís Catarino definiu da melhor forma esta final, isto é um jogo em que há uma linha ténue entre o Apocalipse e o Paraíso….não esperava tantos golos, nem que fosse um jogo tão aberto, pelo que ainda correu melhor do que eu esperava…felizmente ainda faltam 90 minutos de algo tão grandioso

    Por acaso alguém sabe se na final, os golos fora contam? há uns anos atrás não contavam na final, mas eles estão sempre a mudar as regras, nunca sei

  • WildFury
    Posted Novembro 11, 2018 at 9:18 pm

    De tanto jogo para ver escolhi este! Não me arrependo nada, JOGAÇO!
    Venha a 2ª mão!
    Gostava de ver Pity Martinez no Porto, mas já esta muito valorizado.

  • JoaoMiguel96
    Posted Novembro 11, 2018 at 9:19 pm

    Belíssimo jogo! Não ficou a dever às expectativas.

    River a ter mais iniciativa, a jogar mais futebol. Pity a dominar todo o jogo ofensivo dos milionários, a criar as melhores jogadas. Gostei também de ver o Borré (pensei que fosse singrar no Villarreal), teve muito bons pormenores e corou uma boa exibição com um golo.

    Já a defesa esteve muito mal. Deram imenso espaço às investidas do Boca. O golo do Benedetto foi sintomático disso.

    Já o Boca, foi uma equipa mais cínica. Permitiu ao River uma maior posse de bola, mas não se desposicionou muito e só sofreu dois golos por um erro do Izquierdo e outro do Olaza.
    Barrios é um médio fenomenal. Já o tinha visto no mundial, pela Colômbia, e adorei vê-lo hoje em campo. Impressionante como enche o campo, recupera e ataca.

    Deixar também a nota da lesão de Pavón. Ninguém merece sair lesionado de um jogo, seja ele qual for, mas muito menos de um jogo desta magnitude e por ser um jogador de uma qualidade tremenda.

    Que venha a segunda mão!!

  • porra33
    Posted Novembro 11, 2018 at 11:20 pm

    Eu também fui um dos que escolheu este jogo histórico e não me arrependi. Um jogo electrizante com duas equipas cheias de raça e não acusarem a pressão neste jogo, mais fluido o River e mais cauteloso o Boca. De resto viram-se muito boas combinações especialmente do River mas depois a falhar nas decisões nos últimos 20 metros, já o Boca abusou das bolas longas mas para quem tem aquele tanque na frente Abila é compreensível. Pity Martinez a ser o farol do bom futebol do River e o Pratto a mostrar qualidades para ser um jogador muito influente a este nível, já a defesa era fraquita e para mim o Armani dá um frango no primeiro golo (semelhante àquele que ocorreu no campeonato do mundo). Já o Boca tinha um trio da frente forte e foi pena a lesão do Pavon que provavelmente falhará a segunda mão, estes jogos são para os craques. De resto o plantel do Boca apesar de parecer ter mais profundidade não se conseguiu evidenciar especialmente no segundo tempo, apesar da entrada de Tevez e de ainda ter no banco Gago e Zarate, que talvez tivessem sido importantes neste jogo pela sua experiência. Falta só sublinhar que assim é que se vê um jogo de futebol, os adeptos são completamente o décimo segundo jogador, é isso que os adeptos devem ir fazer ao estádio apoiar a equipa ao máximo e tornar o jogo do adversário num inferno. Pena é que em Portugal e em muitos outros lugares se pense que o adepto vai ao estádio como vai para o cinema, acomodadinho e mandar uns bitaites ao árbitro de vez em quando. Aqui o décimo segundo jogador é um mito e é triste ver que o tal de inferno da Luz equivale somente a uma criança a fazer uma birra num supermercado quando comparado com o ambiente de La Bombonera e que certamente será retríbuido no Nuñez no dia 24. Eu voltarei a ver este pedaço de história!

  • LES
    Posted Novembro 12, 2018 at 12:04 am

    A final que qualquer sul-americano e qualquer adepto de futebol tem que ver e rever – o “recibimiento”, as faixas, os fumos azuis, os cânticos dos Xeneizes, numa Bombonera a abarrotar e que nem parecia ter sofrido com a tempestade do dia anterior! Golos, emoção, picardias como sempre há no Superclásico argentino, onde todo um duelo, todo um passe, todo um desarme, todo o cabeceamento, todo o remate, todo o golo, todo o festejo parecia a coisa mais lendária e marcante de uma vida, quer para jogadores, quer para os adeptos no estádio. As “ganas” de Tévez no banco, principalmente antes de entrar, pedindo aos gémeos Schelotto, demonstra também isso mesmo.
    Sobre o desafio, se é verdade que Benedetto, ao entrar devido ao azar de Pavón, acabou por ser o homem desta partida, que dizer então de Rossi? O homem fez tantas defesas de grande nível na primeira parte! Aquela ao cabeceamento do Casco foi um voo extraordinário. O Villa não estava fazer um bom jogo, de repente bate genialmente o livre para a cabeça do “carrasco” do Palmeiras, faz o 2-1 que se foi para o descanso. Do lado do River, sem Gallardo no banco, o homem mais caro da história do clube foi para mim o mais determinante. Pratto não só marca o golo da resposta imediata, como com a sua movimentação, consegue forçar Izquierdoz a ir ao duelo e infelizmente toca a bola que vai para a própria baliza e entra. Mas como a VM destaca e bem, ninguém no relvado neste final de tarde em Buenos Aires teve melhores pés para distribuir, construir e criar perigo como Pity Martinez. Por fim, Armani redimiu-se com aquela defesa de recurso, quase ao cair do pano, depois de não conseguir defender a recarga do Ábila (remate algo potente, mas era à figura e alguma distância do “arquero” da seleção argentina). Nota para a lentidão de Maidana, claramente 2015 foi o seu auge, agora é tão lento, menor impulsão (ele que marcava vários golos de cabeça), quase provoca uma grande penalidade para os Bosteros no início da segunda parte de forma infantil. Borré poderia feito primeiro o 2-1 também na primeira parte, no um para um com Rossi dispara para fora, na única soberana ocasião que dispôs em todo o encontro. Agora a espera é longa, até ao próximo jogo no bairro de Belgrano, no Monumental!

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