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Manchester City: Poderá a identidade ter a cor das libras?

Quem por cá segue a carreira caseira da equipa de Mancini, interroga-se,
após cada goleada aplicada, se este Manchester City (aquele que o Visão de Mercado considera ser o melhor plantel de Inglaterra) terá capacidade de
lutar pela Premier League. Se tivermos como base o poderio do seu
elenco, a resposta não poderá ser outra além da positiva, mas a seda de
que é feito o futebol parece nem sempre tecida dentro dos mesmos moldes,
pelo que não seria de espantar que o troféu voltasse a figurar nas
vitrines de outro crónico candidato, como o são Manchester United e
Chelsea. As contratações de Clichy, Nasri (juntamente com David Silva o jogador mais entusiasmante da Premier League) e principalmente de Aguero (jogador que se estreou com 15 anos pelos seniores do Independiente e desde cedo foi comparado a Romário) parecem ter catapultado este City para um patamar próximo do Olimpo. O avançado argentino tem tido mesmo um impacto e uma importância decisiva nesta 1ª fase do campeonato, seja com Tevez como aconteceu no último encontro e que resultou num hattrick de El Kun, seja com Dzeko, as notas dominantes são sempre as mesmas: golos, capacidade de decisão e desequilíbrio. Parece claro, que após cada
arrancada, paragem, simulação e nova arrancada, fica a ideia de que, ao
sabor do futebol de Sérgio Aguero, o comboio do título para este
Manchester City irá ter lenha para alimentar a esperança dos fervorosos
adeptos dos citizens até Maio.
A verdade é que depois de viver na sombra de estrelas como Xavi, Iniesta, Ronaldo e Messi, esta espécie de falso lento, com
pinceladas de trequartista e que mudou a face deste City, parece ter tudo para brilhar na Premier League e se afirmar entre os melhores do futebol Mundial. Mas o sucesso deste City, estará directamente relacionado não só com a enorme valia de jogadores como David Silva, Tevéz, Yaya, Dzeko, entre tantos outros, mas igualmente com aquilo que Mancini irá conseguir oferecer à equipa desde o banco. Neste princípio de época (apesar do inesperado desaire na Supertaça) é notório que o City começa (talvez suportado por ter uma base que já actuou junta na época passada) a ter uma identidade, um estilo de jogo e uma estrutura mais sólida. Veremos até que ponto esta mesma identidade que tem como base um forte (e e às vezes pouco pensado) investimento no mercado, não se pensando tanto no colectivo, mas mais no individual irá resultar numa verdadeira equipa. Até onde poderá chegar este City versão 2011-12? Com Aguero, Tevez, Dzeko, Yaya, e os fantasistas Nasri e Silva será possível a turma de Manchester não vencer o título? E no que diz respeito a El Kun, no ranking dos melhores jogadores da actualidade, em que lugar está o avançado argentino?

A. Borges

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