O Braga conseguiu quebrar o enguiço em terras de sua majestade e venceu pela primeira vez em Inglaterra. O modesto Birmingham, da Championship inglesa (equivalente à Liga Orangina), viu-se privado de Zigic, e deixou no banco jogadores influentes como Wood e Beausejour. Na equipa lusa, destaque para o regresso ao onze de Ewerton e para a entrada de Nuno Gomes a jogar ao lado de Lima.
Com uma primeira parte bem disputada, o Braga podia ter começado o jogo praticamente em desvantagem, com Adam Rooney a desperdiçar a melhor ocasião de golo dos ingleses na primeira parte. A resposta não tardou, e o Braga provocou um grande sufoco na área inglesa, primeiro com o belo golo (mais um) de Hélder Barbosa aos seis minutos, e logo de seguida um remate de Hugo Viana e de um canto directo de Alan à baliza de Myhill – que acabou por defender ambas – podiam ter dilatado a vantagem. Já na segunda parte, o Braga controlando o jogo aumentou a vantagem, por intermédio de Lima, servido por Nuno Gomes na área. O Birmingham logo se lançou no ataque com a entrada do jovem avançado Chris Wood, subiu as suas linhas e o Braga acabou por tremer. King diminuiu a diferença no marcador, e Quim com uma bela defesa evitou o empate, altura em que a área minhota sofria o habitual “chuveirinho” britânico. Já em contra-ataque e perto do final, Carlão assistiu Hélder Barbosa que só teve de encostar para acabar com o jogo.
Destaques
Hélder Barbosa – Mais uma bela exibição do extremo, desta vez coroada com dois golos. Muito interventivo no jogo, veloz e tacticamente muito mais equilibrado que na época transacta, Barbosa vai sendo um dos destaques deste Braga de Leonardo Jardim.
Baiano – Não teve intervenção directa no resultado, mas teve uma exibição muito positiva, e não fosse H. Barbosa, teria sido ele o melhor homem em campo. Não deu o mínimo espaço ao veloz Redmond (já tinha feito o mesmo frente ao Gil Vicente anulando Hugo Vieira), teve tempo ainda para dobrar os centrais quando era necessário, e nunca perdeu fôlego para apoiar o ataque em auxílio de Alan.
Elderson – Ao contrário de Baiano, o outro lateral bracarense foi o pior elemento em campo. Desastrado defensivamente e pior ainda no ataque, permitiu a arrancada de Burke (que nem é assim tão veloz) que deu o primeiro golo e concedeu imensos espaços para inúmeros cruzamentos da sua ala – quase todos os lances de perigo surgiram do seu flanco. Teve o seu ponto alto no cruzamento que originou o golo de Lima.
Carlão – Estreia oficial do avançado brasileiro, numa altura em que o jogo estava partido. Soube jogar com esse factor a seu favor, pois isolou-se por duas vezes na área inglesa, e dos lances surgiram uma assistência para golo e um remate perigoso.
Birmingham – A turma do norte de Inglaterra provou esta noite que é muito inferior ao Braga e a muitas equipas portuguesas. É verdade que faltavam elementos importantes ao treinador Chris Hughton, mas bastou anular um extremo e pressionar alto no campo, para que os avançados não recebessem bolas pelo ar em condições como gostam e assim impedir que o futebol directo dos britânicos desse frutos. Destacaram-se neste jogo o extremo Redmond, que apesar de bem marcado por Baiano poderia ter empatado, e Wood, que com 1.91m é um perigo para as áreas contrárias.

